Until I Die Alone
2 First Kiss
Diário de Christofer Ingle:
-Alô?
-Oi. Quem fala?
-Christofer Drew.
-Ah Chris! Não pensei que ligaria.
-É. Eu queria saber quando a revista sai e essas coisas pra poder informar os fansites e comprar a revista também né, enfim...
-Ah é a Teen Things, sai na quarta que vem... Mas tem certeza que só ligou pra perguntar da revista? –Era legal o jeito que ela não tinha medo de se arriscar.
-Não... Quer dizer... Aquele convite de jantar ainda ta de pé.
-E eu posso aceita-lo agora. Hoje.
-Ah, então você tem uma vaga na sua agenda lotada pra mim? –Rimos.
-Eu acho que posso te encaixar...
-Te pego as oito?
-As oito. Vou te esperar na frente do Coffee LA, pode ser?
-Ótimo. –Desliguei o telefone e simplesmente passei o dia inteiro pensando na hora de encontrá-la, no que iríamos conversar, apesar de conversa não ser um problema pra Clarice, ela era tão espontânea, tão linda.
*
-Oi. –Ela me abraçou apertado, o melhor abraço do mundo.
-Oi, tudo bem?
-Tudo ótimo...
-Então, onde você quer comer?
-Ah, você é quem manda, na verdade não me empolgo muito com restaurantes...
-Mas eu conheço um que você vai gostar... –Levei ela para um restaurante vegetariano na Zona oeste, o lugar era encantador, bem simples e cheio de gente legal. Não demorou muito para alguns fãs me reconhecerem, fiquei receoso de Clarice se importar, mas pelo contrário, ela aceitou que eu desse atenção a eles super bem, a cada minuto eu gostava mais dela.
-E então quando a NSN acabar o que você vai fazer?
-Eu vou me dedicar aos meus projetos paralelos e tem uma coisa que eu venho querendo fazer a um tempo, na verdade eu meio que fazia isso, só que com amigos, enfim... Eu vou dar um apoio pras novas bandas independentes, não produzi-las, mas ajudar sabe? Eu gosto muito de participar do sonho das pessoas, vai ser legal.
-Isso é ótimo Chris. Você é ótimo. –Eu corei ligeiramente, mas mesmo assim ela notou e deu um risinho.
-Como você conheceu a NeverShoutNever?
-Uma amiga, ela tinha no celular, eu escutei, adorei e depois me apaixonei ainda mais quando vi o vocalista gatinho.
-Então eu sou gatinho?
-Muito. –Eu não sabia se devia beijá-la, afinal era nosso primeiro encontro certo?
*
Nos encontramos várias vezes depois daquilo e no quarto encontro tivemos nosso primeiro beijo, num encontro que não foi bem um encontro, não havíamos combinado nada, mas a encontrei no Coffee LA depois de um dia de gravações, ela estava trabalhando pra outra revista e estava entrevistando um dos meninos de uma nova Boy-Band da qual eu nunca tinha ouvido falar ‘One Direction’ que estava fazendo tour pelo EUA, ela me viu e acenou, não podia parar o trabalho para me dar um abraço, mas assim que terminou, correu e pulou em mim
-Mas que saudades menino!
-Eu andei ocupado de mais com o CD.
-Agora é você que não tem espaço pra mim na sua agenda né? –Ela riu me deu um beijo na bochecha e me soltou.
-Vai fazer alguma coisa agora?
-Eu ia terminar o trabalho pra revista, mas ele pode esperar se isso for um convite.
-A gente podia pedir alguma coisa pra comer e ir pro meu apartamento, eu to cansado, mas quero fica contigo. –Fomos para meu apartamento e eu esqueci o quão podre de maconha aquilo estava.
-E Chris. –Ela disse em tom de reprovação e eu sei que ela falava sobre a maconha.
-Eu to tentando parar, é sério. –Ela não disse mais nada, acho que assim como eu não queria ter uma discussão. Pedimos comida japonesa, quando a comida chegou Clarice foi atender a porta, não foi uma boa idéia ter a deixado pegar a comida, ela tropeçou no carpete e ‘SPLASH’ coca por todo o chão e por toda roupa dela, ao menos a comida não caiu, não fiquei bravo, achei bonitinho ela toda nervosa e preocupada:
-Ai meu deu Chris, o que eu fiz? Que droga, seu carpete, desculpa, desculpa... –Eu não pude segurar o riso.
-Não se preocupa. Devia estar mais preocupada com a sua roupa.
-Ai é. –Ela tentou limpar um pouco da coca com a mão.
-Você pode colocar uma camiseta minha e colocar pra lavar essa sua roupa, eu tenho secadora, então... –Peguei uma das minhas maiores camisas de botão e dei pra ela. Ela não sabia, mas estava incrivelmente provocante sentada no sofá só com aquilo.
-Enquanto minha roupa não seca pra eu ir embora, a gente podia assistir um filme né?
-Eu não tenho muitos filmes, mas... Quer assistir filme de que gênero?
-Terror, assim eu posso me aproveitar de você. –Eu cheguei mais perto dela e ela deitou no sofá, nossas bocas estavam a centímetros, não podiam estar mais próximas de se encontrar.
-Você não precisa de filme pra fazer isso comigo. –Ela levou os lábios até os meus e começou me beijando devagar, encaixei minha mão na sua cintura, mas ao decorrer do beijo ela descia e subia pela barriga, cintura e pernas, ela tinha colocado a mão por dentro da minha camisa e me arranhava, não dolorosamente, mas de um jeito bom que me fazia querer ainda mais levar aquilo adiante, mas quando começamos a nos empolgar um pouco mais ela parou.
-Desculpa. –Ela se sentou no sofá e eu sentei ao seu lado. –Eu acho que ainda não to pronta pra isso.
-Virgem? –Ela corou visivelmente.
-S-sim. –Eu sabia que ela era pelo menos três anos mais nova que eu, mas não imaginava que ela era virgem. Não mesmo. Não me incomodava também. Ela ficou envergonhada o resto do tempo que passamos juntos, até sua roupa secar e ela ir embora, me ofereci para levá-la, mas ela preferiu ir sozinha.
-Não precisa Chris. Sério. Não se incomode mais comigo. –Ela ficou na ponta dos pés e me deu um beijo, um selinho na verdade.
Fale com o autor