Unsolved
48 You're the exception.
Notas iniciais
Clarissa Narrando
Estava na cozinha preparando um sanduíche pra comer quando escuto a porta bater. – São só nove da noite e Andrew já chegou?!
Ele não demora para adentrar a cozinha. – Continuo o que estou fazendo, mesmo com meu coração batendo acelerado.
Termino o sanduíche e coloco o prato em cima do balcão. – Vou até a geladeira para me servir de suco, mas sinto mãos fortes me puxarem pela cintura antes que eu alcance a mesma.
Andrew me prensa contra o balcão de mármore e se coloca na minha frente.
Não quero cair em seus joguinhos. – Mas tem sido difícil resistir a ele, especialmente quando meu corpo parece responder a cada toque dele.
Ele apoia as duas mãos no balcão me impedindo de sair. – Seu olhar está sobre o meu. O azul céu do seus olhos me deixa quase hipnotizada.
O vejo desviar o olhar para minha boca. – Se ele pudesse saber o quanto eu desejo seu beijo, não faria isso.
— Andrew... – digo o nome dele baixo. Tento criar forças para afasta-lo de mim.
— Não consigo ficar longe de você, inferno! – diz olhando nos meus olhos.
Suas mãos apertam minha cintura com força. – Estamos cada vez mais próximos, e por mais que eu queira resistir, já não sei se tenho mais forças pra isso.
Permito que ele se aproxime, e me entrego totalmente quando sinto seus lábios tocarem os meus.
Ele me beija com urgência, como se necessitasse daquilo. – O beijo parece ficar mais quente a cada segundo, nossas línguas se tocam e nossos lábios também. – A intensidade e até mesmo um pouco de agressividade com que ele me beija quase me leva ao delírio.
Mas minha sanidade mental grita. – Vai ser só diversão pra ele.— E é justamente por esse motivo que tenho resistido a suas tentativas.
Interrompo o beijo e tento empurra-lo para longe de mim, mas Andrew segura meus pulsos.
— Me solta! – digo seria.
Ele me olha nos olhos e parece irritado, mas sua expressão se suaviza.
— Não consigo mostrar de outra forma! – Sua voz sai exasperada.
— O que Andrew? – indago confusa.
— Que eu sinto alguma coisa por você. – sua voz sai tão baixa que por um momento penso não ter ouvido.
Suas palavras me surpreendem e eu fico sem nenhuma reação. – Um silêncio se instala entre nós, e só aí noto que pela sua expressão ele está constrangido de me dizer isso.
Andrew me solta e caminha apressado para fora da cozinha. – O sigo enquanto ele sobe apressadamente as escadas e vai para o quarto.
Assim que entramos no cômodo ele fica de costas pra mim. – Vejo que está tenso pelos músculos das costas que marcam na sua blusa.
— Andrew?
— O que é caralho? – responde grosseiramente.
Como ele consegue ser assim? – isso me deixa tão confusa! – E agora ainda mais confusa do que eu já estive na vida.
— Olha pra mim! – Falo alto. Ele demora, mas se vira na minha direção.
— Você nem respondeu, porra!
— O que você queria que eu te respondesse? – indago surpresa.
Suas palavras me deixaram sem nenhuma reação. – Nunca imaginei que um dia ele fosse me falar isso. – Mesmo que um “Eu sinto alguma coisa por você” não pareça muita coisa, para alguém como o Andrew é muito dizer isso.
— Qualquer coisa caralho! Ao invés de me ver prestar essa papel ridículo! Quer saber Clarissa, esquece essa merda toda, isso que eu falei foi só coisa de momento... – Vou até ele e pego em seu rosto.
Fico na ponta dos pés para alcançar sua boca. – Selo nossos lábios fazendo ele se calar. – Andrew parece surpreso no começo, mas não demora para corresponder o beijo. – Ele logo toma o controle e deixa o beijo muito mais intenso e quente do que planejei.
Suas mãos deslizam por dentro da minha blusa e acariciam minha barriga e cintura. – Não resisto e entrelaço as minhas nos seus cabelos.
Só paro quando o ar começa a me faltar. – Andrew desce os beijos pela extensão do meu pescoço.
Fecho os olhos sentindo seus beijos. – Confesso que o jeito com que ele faz isso me deixa louca.
— Você não respondeu. – diz baixo perto do meu ouvido.
— O que? – falo quase inaudível.
— Que é apaixonada por mim. – seu tom é convencido e me faz rir. – Qual a graça? – indaga antes de apertar na minha bunda.
— Não vou dizer isso! – digo abrindo os olhos, Andrew volta a beijar meu pescoço com vontade.
— Diz logo, Clarissa! – Sua voz é baixa, mas autoritária.
— Vai sonhando Andrew. – Ele para de beijar meu pescoço e olha nos meus olhos.
— Você já disse que é minha, qual a diferença? – indaga sorrindo convencido.
— A diferença... – penso em uma boa resposta, mas nada passa pela minha cabeça, seu sorriso aumenta. – É que eu também talvez, sinta algo por você. – ele me olha com ironia.
— Talvez?! – ironiza e eu balanço a cabeça em confirmação. – Eu sei que você é apaixonada por mim.
— Se tem tanta certeza disso, por que tenho que dizer?
— Porque eu quero escutar!
— Não vou dizer... Não posso correr o risco de você jogar isso na minha cara mais tarde. – digo e ele ri.
— Então está confessando que é apaixonada por mim?!
— Talvez. – sorrio pra ele que morde o lábio inferior enquanto me olha. – E você, está confessando que é por mim?
— Eu não disse isso! Falei que sinto algo por você... pode ser qualquer coisa. – Um sorrisinho cínico aparece em seus lábios.
— Qualquer coisa é? Tipo o que?
— Atração física... – ele beija meu pescoço com fervor. – Desejo... – beija mais uma vez. – Tesão... – olho irritada pra ele quando Andrew levanta seu rosto.
— Então é só isso que você sente? – Ele ri e balança a cabeça negativamente. – Tem mais alguma coisa?
— Talvez. – seu olhar é descontraído pela primeira vez. – Mas não vou dizer.
— O orgulho pode ser um defeito muito ruim, Andrew.
— Pra mim é uma qualidade! – Ele consegue ser tão convencido quando diz algumas coisas.
— É um defeito terrível! – rebato, mas Andrew já não está mais prestando atenção.
Seu olhar paira sobre minha boca e suas mãos me apertam mais contra seu corpo.
— Eu quero você. – O desejo com que ele fala, me faz estremecer.
— Então me tenha. – sussurro perto da sua boca.
Ele não demora para me beijar novamente. – Tão intenso quanto das outras vezes. – Suas mãos levantam o tecido da minha blusa, paramos o beijo apenas para que eu possa me livrar da peça, ele faz o mesmo com a sua.
Sua boca volta a devorar a minha enquanto suas mãos tocam meu corpo com malícia. – Passeio meus dedos por suas costas e barriga sentindo sua pele.
Andrew me guia até a cama e me deita com cuidado. – O vejo desabotoar meu short jeans, ele puxa a peça pelas minhas pernas. – Mordo o lábio enquanto o vejo me olhar maliciosamente.
Sem desviar o olhar do meu, ele vem até mim e puxa minha calcinha sem pudor, arrancando a peça de mim.
Ainda me olhando ele aproxima o rosto do meu. – Sinto o desejo pairar no ar.
Levanto a cabeça para alcançar sua boca. – Beijo ele com certa timidez, mas tudo se torna quente após alguns segundos. – Enquanto nos beijamos sinto suas mãos apertarem minhas coxas, ele está no meio das minhas pernas e o tecido de sua calça me incomoda. – Desejo que ele a tire o mais depressa o possível.
Levo minha mão até sua calça e começo a desabotoar. – Ele interrompe o beijo e me dá um sorriso safado. – Sinto meu coração acelerar enquanto olho seu rosto.
— Ainda não gostosa. – seu sorriso continua a pairar pela sua boca, me deixando louca por ele.
Andrew leva sua boca até meu pescoço e me beija com fervor. – A pouca barba que cresce em seu rosto roça minha pele me causando arrepios. – Seus beijos descem até o colo dos meus seios e arqueio minhas costas para que ele tire meu sutiã.
Logo estou sem a peça, e a boca dele beija meu seio com vontade. – Meus dedos puxam seus cabelos enquanto gemidos escapam por meus lábios. – Andrew começa a chupar meu seio, sinto uma de suas mãos deslizar por minha barriga e entrar no meio das minhas pernas.
Ele toca minha intimidade com cuidado. – Andrew parece saber exatamente o que fazer pra me enlouquecer. – Sinto seu dedo entrar e sair de dentro de mim, de maneira lenta. – Sua boca chupa meu seio com fervor, e eu simplesmente não consigo mais controlar os gemidos.
Penso o quanto senti falta dele esses dias sem deixar que Andrew me tocasse. – Não sei se conseguiria resistir por muito mais tempo.
Estou em êxtase sentindo sua boca, seus dedos em mim. – Meus quadris começam a acompanhar o ritmo com que ele me toca. – Andrew para de beijar meus seios e sinto sua boca tocar a pele da minha barriga, ele desce mais e mordo o lábio quando sinto sua respiração nas minhas coxas.
Sua mão para de tocar minha intimidade, e logo sua boca me leva ao delírio.
Ele me chupa com vontade. – olhando nos meus olhos de maneira tão safada que me deixa ainda mais excitada. – Suas duas mãos agarram as laterais das minhas coxas com força, tenho a certeza de que ele deixará marcas vermelhas ali.
Enquanto meus gemidos preenchem o quarto penso que logo meu corpo vai ceder. – Inclino minha cabeça pra trás quando sinto minhas pernas enfraquecerem e minha intimidade contrair.
Fecho os olhos tentando regular minha respiração. – Sinto a boca dele beijar minha barriga. – Abro os olhos a tempo de ver, acho o gesto carinhoso e sorrio pra ele.
Andrew morde o lábio enquanto me olha. – Seus cabelos estão bagunçados, o deixando ainda mais sensual.
Ele se levanta da cama e tira a calça jeans, logo depois a cueca. – Olho o quanto ele está excitado. – Quase gemo só de ver o quão duro Andrew está por minha causa.
— Abre bem. – Ele toca minhas pernas enquanto se encaixa no meio delas.
Sinto ele me penetrar de uma vez só. – É tão gostoso ter ele dentro de mim. – Andrew faz movimentos lentos no começo, até ir aumentando o ritmo.
Meus gemidos são altos, minhas unhas arranham suas costas enquanto ele me penetra com firmeza. – Andrew esconde o rosto na curva do meu pescoço, e em alguns momentos o sinto beijar minha pele enquanto geme rouco.
— Vou sair de dentro de você, e quero que você se vire. – Andrew fala no meu ouvido.
E assim ele faz. – Me viro deitando de costas pra ele, sem entender muito bem.
— De quatro gostosa. – sua voz é pura malícia.
Faço o que ele pede ainda com um pouco de receio. – Isso ainda é meio novo pra mim.
Seu corpo se aproxima do meu, seu membro entra fundo em mim e acabo gemendo o nome dele.
— Você é tão inocente. – O escuto dizer enquanto sua mão toca meu cabelo.
— Isso é um problema? – indago quase inaudível enquanto ele me penetra.
— Não pra mim. – ele volta a me penetrar fundo. – Se apoia com seus antebraços, vai ser melhor pra você. – Andrew diz, e eu deixo de apoiar meu peso nas mãos e faço o que ele falou. – E sua bunda vai ficar ainda mais empinada pra mim.
— Safado! – sussurro baixo sentindo ele dentro de mim.
— Você gosta. – diz aumentando o ritmo.
O cômodo é tomado pelos nossos gemidos. – Rebolo despretensiosamente seguindo o ritmo dele, Andrew parece gostar muito, pois sinto ele bater na minha bunda enquanto geme.
— Você me enlouquece, Clarissa. – Sua frase me faz querer rebolar ainda mais, e é isso que faço, ele bate na minha bunda mais uma vez me fazendo gemer.
Sinto sua respiração nas minhas costas e sua testa também. – Escuto seus gemidos roucos enquanto ele me penetra com vontade. – Sei que Andrew está muito perto de gozar. – Por isso rebolo ainda mais, e me sinto satisfeita quando o vejo chegar lá.
Ele sai de dentro de mim, e meu corpo desaba na cama. – Minhas pernas estão fracas.
Andrew se deita ao meu lado. – Os olhos fechados e o peito subindo e descendo mostram o quanto sua respiração estar desregulada.
Depois de alguns segundos ele me olha com intensidade. – Sinto um pouco de desconforto, por que sempre que acaba o sexo as coisas ficam meio estranhas entre nós, e desejo que hoje não seja assim.
Andrew estica o braço e toca meu rosto, seus dedos brincam com meus lábios.
— Sua boca é uma delícia. – diz sorrindo malicioso.
Mordo o lábio inferior com um pouco de vergonha. – Começo a cair na real e me lembro que estou nua na frente dele.
Faço menção de levantar da cama, mas sinto sua mão me puxar de volta.
— Onde vai? – indaga.
— Me vestir...
— A gente ainda não acabou gostosa. – Ele sorri com descontração, e é o sorriso mais lindo que já vi. – Deita aqui.
Seu pedido saí quase como uma ordem, mas mesmo assim me deito de volta. – Fico de lado olhando para ele, enquanto Andrew está de barriga pra cima, com um dos braços atrás da cabeça.
Penso em como ele parece ter sido esculpido pelos anjos. – Na verdade, em como ele poderia ser facilmente um anjo, um anjo caído.
E é com essa visão dele que acabo pegando no sono. – Só acordo quando a luz do sol que entra pela janela começa a incomodar meus olhos.
Vejo as horas no celular e passa das oito. – Quando me viro pro lado me dou conta de que Andrew ainda dorme. – Fico na dúvida se devo ou não acorda-lo, mas por fim decido que não.
Me levanto com cuidado da cama, ainda estou completamente nua. – Me abaixo para pegar a camisa dele e a visto. – Vou até o banheiro e escovo os dentes, assim que volto pro quarto vejo seus olhos azuis me fitando.
— Já acordou? – indago surpresa.
— No momento que você saiu da cama, mas preferi ficar quieto e apreciar você abaixando pelada pra pegar minha camisa.
— Meu Deus Andrew! – digo sentindo o rubor tomar conta do meu rosto.
Ele se levanta da cama completamente nu. – Não desvio meu olhar do seu corpo, e logo vejo seu membro duro.
— Você não sente vergonha? – pergunto com o rosto vermelho. Ele se aproxima de mim com um sorrisinho safado.
— Não tenho nada do que me envergonhar, não acha? – indaga com malícia. Sei que está se referindo ao tamanho de seu membro, que está muito, mas muito longe de ser pequeno.
— Você é muito convencido!
— Talvez. – diz não ligando muito. Sinto sua mão tocar minha cintura. – Você está me devendo uma foda, minha gostosa.
Suas palavras causam um reboliço entre minhas pernas. – Mordo o lábio enquanto o vejo se afastar e ir até o banheiro.
Vou até a cozinha e preparo um café. – Faço alguns ovos e arrumo o balcão da cozinha mesmo.
Andrew entra pela porta vestindo apenas uma calça de moletom. – Me sento em um dos bancos e começo a me servir, ele se senta ao meu lado e comemos em silêncio.
— Estava quase tão delicioso quanto você. – diz quando terminamos de comer.
Sorrio pra ele enquanto coloco as louças na pia. – Sinto seu corpo próximo ao meu, ele joga meus cabelo para um lado e começa a beijar meu pescoço com vontade.
— Andrew aqui não! Alguém pode chegar. – tento advertir ele.
Ele me pega pela cintura e me vira de frente. – Seu olhar está sob o meu, e o desejo brilha ali.
— Perigoso é tão gostoso... – sussurra no meu ouvido, e depois volta a beijar minha pele.
Sua mão adentra a única peça de roupa que estou usando. – A camisa dele – E começa a passear pelo meu corpo.
— Andrew aqui não! – digo com firmeza e consigo me afastar dele.
— A onde então? – Seu sorriso de malícia brinca nos seus lábios.
— O que?
— Você está me devendo uma foda! Ninguém mandou dormir ontem. – percebo o quanto isso o diverte.
— Você é um pervertido! – Olho com incredulidade pra ele.
— E você adora, não é?
— Porque você não vai tomar um banho pra apagar esse fogo todo? – indago fazendo ele rir.
— Só se você vier comigo... – Andrew volta a se aproximar de mim, e me puxa pela cintura.
— Não vou tomar banho com você Andrew! – digo tentando ser firme.
— Você não quer?
— Não é isso...
— Então você quer, Clarissa?! – Seu sorriso convencido aparece.
— Se eu for, vai ser só banho! Escutou?
— Não vou fazer nada que você não queira. – diz enquanto sinto suas mãos acariciarem minha cintura.
Sorrio enquanto nos olhamos. – O toque alto do celular dele rompe o silêncio gostoso que estávamos. – Andrew afasta suas mãos de mim e atende o aparelho.
Pelo jeito que atende tenho quase certeza de que está falando com Dave. – Observo ele enquanto Andrew encerra rapidamente a ligação.
— Infelizmente o banho vai ter que ficar pra outro dia... – seu tom de lamentação me faz rir.
— Tudo bem.
Ele não demora a sair da cozinha, termino de arrumar as coisas e vou para o quarto – Não quero correr o risco da Amélia aparecer por aqui e me ver vestida só com a blusa dele.
Andrew já está praticamente todo vestido – Seu cabelo molhado entrega que ele tomou banho.
Me sento na cama e observo. – Seus dedos digitam apressadamente no celular, assim que termina a mensagem, noto que ele parece procurar algo.
— Caralho! – xinga irritado. – Você viu minha carteira?
— Eu não... – respondo segurando o riso. Assim que viro o rosto pro lado vejo a carteira caída no chão.
Enquanto ele procura do outro lado do quarto, sorrateiramente a pego.
— Andrew... – chamo seu nome baixinho enquanto corro pra cama. Fico de pé, segurando a carteira no alto.
— Me dá isso aqui Clarissa! – seu tom é autoritário.
— Vem pegar! – digo rindo.
Ele tenta me puxar, mas dou dois passos pra trás enquanto meus pés afundam no colchão fofo.
Estou me divertindo muito vendo ele irritado.
— Caralho garota! Me dá isso, agora.
— Pede por favor! – provoco.
Ele respira fundo enquanto me olha com irritação.
— Me dá isso, por favor. – Sua voz sai baixa e me faz rir.
Enquanto me distraio ele me puxa pelo tecido da blusa e contra minha vontade me faz descer da cama. – rapidamente Andrew toma a carteira das minhas mãos. – Vejo ele guardar no bolso.
Estamos próximos. – Sustento seu olhar, enquanto sinto meu coração bater acelerado.
Ele toca minha cintura e me faz deitar na cama. – Seu corpo está sob o meu, ele usa uma mão para sustentar o peso.
— Acha que pode ficar fazendo essas brincadeirinhas comigo? – indaga sorrindo.
Seu sorriso é lindamente descontraído, e me deixa quase hipnotizada.
— Claro que eu posso. – digo com firmeza, e ele sorri ainda mais.
— Garota...
— Quer saber porque eu posso? – indago e ele afirma que sim. – Por que você gosta de mim... – digo baixo, quero escutar que é verdade. Mesmo a frase saindo com incerteza da minha boca.
— Eu gosto? – ironiza enquanto me olha. Seu sorriso convencido está ali, colocando-me em dúvida.
— Você gosta? – tento manter o tom de brincadeira, mas não sei se consigo esconder o que sinto. – Gosta Andrew?
Olho com intensidade em seus olhos, e por alguns segundos ele sustenta meu olhar – Andrew esconde o rosto na curva do meu pescoço e posso sentir sua respiração contra minha pele.
— Existem muitas coisas e pessoas que eu odeio, e poucas que eu gosto... – diz antes de levantar o rosto e me olhar mais uma vez. – Você é exceção.
— O que quer dizer? – pergunto tentando entender.
— Tenho que ir. – Ele se levanta rapidamente e sai.
Fecho os olhos tentando compreender o enigma que é Andrew Black.
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