Unsolved

32 I want something!


Notas iniciais
Espero que gostem, desculpe a demora. Boa leitura ♡

Clarissa Narrando

Como se não bastasse eu ter discutido com a Amélia, o Andrew ainda havia chegado apenas alguns minutos depois.

Não queria que ele descobrisse o motivo da discussão. Se Andrew soubesse que eu estava vasculhando as coisas dele, ele ficaria muito irritado, e eu iria perder qualquer chance de descobrir sobre o passado dele, sobre a Angel.

Estava ciente de que agora Amélia ficaria me vigiando, vendo se eu ainda estava tentando descobri alguma coisa.

Precisava despista-la, agora seria ainda mais difícil.

Megan não perdia por esperar. Sabia que havia sido ela que contou a Amélia sobre meus planos de desvendar o passado do Andrew.

Além de tudo isso, ainda tinha o Andrew. – Eu era uma péssima mentirosa e ele sabia exatamente quando eu estava mentindo. Tinha que ter cuidado redobrado para que ele não suspeitasse de mim.

Por isso que no exato momento em que ele chegou em casa – Depois da minha discussão com a Amélia – Logo tratei de me afastar dele. Não sabia se Andrew iria dormir em casa, apesar de ele estar dormindo aqui todas as noites, quase sempre chegava tarde, mas especialmente hoje ele chegou cedo demais, se eu ao menos tivesse a chance de fingir que estava dormindo, poderia ficar livre de perguntas.

Fui até a cozinha ainda pensando em todas essas coisas. – Apoiei meus braços na bancada de mármore e fechei os olhos.

Alguns segundos depois senti o corpo dele encostar no meu. – Andrew tocou meu braço, deslizando seus dedos pela minha pele.

— Você me dá tesão quando fica irritada, sabia? – indagou safado perto do meu ouvido.

Sua mão que outrora deslizava pelo meu braço, tocou minha cintura, ele me puxou sem delicadeza para mais perto do seu corpo. – Pude sentir a ereção dele no momento em que nossos corpos estavam colados um ao outro.

— Andrew, para com isso! – censurei ele em uma tentativa de resistir.

Não poderia ceder, era perigoso agora. Se ele suspeitasse de qualquer coisa estranha, poderia facilmente descobri sobre eu estar atrás do passado dele.

Consegui me desvencilhar dos braços dele. – Tomei certa distância, uma distância que eu presumi ser segura.

— Não estou a fim de joguinhos hoje! – falei com seriedade.

Ele me olhou desafiador. – Andrew voltou a se aproximar de mim, cruzei os braços permanecendo seria.

— Mentirosa! – ele falou me analisando.

De certa forma ele quase sempre conseguia saber quando eu estava mentindo. E era isso que eu temia, Andrew sabia como me ler.

— Andrew, até onde eu me lembro, você não prefere seus lanches na rua? – indaguei mudando o foco do assunto.

— Ah Clarissa... Não seja rancorosa! – ele sorriu debochado. – Aquilo que você viu foi só uma vez.

— Eu vi você me traindo Andrew! Quando você me despachou pra casa da sua mãe! – senti a raiva ferver dentro de mim.

Lembrava-me de maneira exata a cena dele me traindo. – Mesmo que nós não tivéssemos nada. Mesmo que eu ainda não gostasse desse idiota. Mesmo que nosso casamento fosse só uma fachada, um contrato. E agora sinceramente já não sabia mais o que era.

— Clarissa... – seu olhar analítico ainda estava sobre mim. – Nós ainda não tínhamos nada.

— Ainda não temos. – o corrigir.

— Mentindo de novo... – Ele sorriu mais uma vez.

— O que quer dizer? Agora você decidiu que nós temos algo? – ironizei irritada.

— Não. Já te falei que não gosto de brincar de casinha. – Ele rebateu no mesmo tom.

— Então o que mudou? – falei debochando dele.

— Você sabe o que mudou.

— Não, não sei! Antes eu era um negócio pra você, e acho que ainda sou! – falei.

— Clarissa, eu não consigo tirar você da minha cabeça... Veja bem, não é de uma forma inocente que estou falando. – Ele se aproximou mais de mim, centímetros nos separavam. – Não quero outra. Quero foder você.

O rubor tomou conta do meu rosto. Sentia-me intensamente quente.

Andrew me olhava com malícia, ele sorriu sacana ao notar minha nítida vergonha.

— Não estou a fim de joguinhos, já te disse! – me afastei dele mais uma vez.

Estava tentando ser forte, resistir a ele não estava fácil, a cada dia que passava ficava mais difícil.

— Você não vai fugir pra sempre! – ele falou antes de sair da cozinha.

Suspirei aliviada. – Fechei os olhos tentando conter meus batimentos.

Andrew estava realmente determinado a me enlouquecer. – Achava estranho o fato dele agora me querer, já que havia deixado claro que transar comigo só arruinaria seus planos. Ele tinha medo de eu me apaixonar, o que me parecia extremamente convencido, mas dolosamente verídico.

Decidi que ficaria um tempo na sala, procurei um filme interessante pra assistir e achei uma comédia romântica, fiz pipoca e peguei um copo de refrigerante pra mim. – Ficaria por aqui até ter certeza de que Andrew havia dormido e que seria seguro para mim voltar para o quarto.

Lá pelo meio do filme escutei os passos dele descendo as escadas. – Não o olhei, foquei toda minha atenção na TV a minha frente.

Céus! Porque estava tão difícil manter a distância hoje?!

Ele passou na minha frente – Usava somente uma calça de moletom preta, estava sem blusa me dando total visão do seu corpo, os cabelos molhados jogados para trás, alguns fios caiam sobre seu rosto. – Andrew se sentou ao meu lado no sofá, sem educação nenhuma ele enfiou a mão no pote onde eu havia colocado a pipoca.

Olhei com indignação pra ele, que me olhou desafiador.

— Você está deliciosamente irritada hoje... desse jeito eu posso não resistir! – ele sorriu malicioso pra mim.

— Eu estou tentando assistir! – falei ignorando as palavras dele.

— Clarissa... – meu nome saiu quase como um sussurro pela boca dele.

Olhei para ele. Andrew sustentou meu olhar antes de fitar minha boca.

Ele só está jogando comigo!

Andrew se aproximou mais de mim. – Não recuei, fiquei exatamente onde estava, como se meu corpo não me obedecesse.

— Ainda não quer jogar comigo? – sussurrou malicioso muito perto da minha boca.

O celular dele tocou. – Andrew me olhou com intensidade por mais alguns segundos antes de pegar o celular.

Ele atendeu o aparelho sem desviar seus olhos dos meus.

— Alô? – disse. – Sim, sou eu. Só um minuto... – Ele levantou e foi até o escritório.

Andrew passou o resto da noite no escritório. Vi que agora era seguro ir para o quarto, sem riscos dele me provocar, seduzir ou descobrir que eu estava querendo saber coisas sobre ele.

Tomei um banho a fim de esfriar, eu precisava. – Coloquei uma camisola de tecido fino, era branca com algumas rendas.

Assim que me deitei na cama não demorei pra pegar no sono.

Acordei com batidas na porta, demorei pra começar a raciocinar. – Abri os olhos e me sentei, olhei para o lado e tive uma surpresa quando vi que Andrew ainda dormia ao meu lado.

Estranhei aquilo, pois eu sempre acordava sozinha, não havia uma manhã que eu acordasse e que ele ainda estivesse aqui.

O olhei dormir brevemente antes de me levantar sonolenta e atender a porta do quarto.

— Amélia?

— Clary querida... Desculpa acorda-la... Espera, o Andrew ainda está em casa? – ela perguntou surpresa ao olhar pela porta do quarto.

— Ah sim, ele está dormindo... – respondi educadamente.

— Uau! Isso é um milagre! – disse admirada. – Mas eu preciso conversar com você, podemos?

Sabia exatamente o que ela queria conversar. – Precisava fingir o melhor possível que havia desistido que procurar coisas sobre o passado do Andrew.

— Claro Amélia! Só vou tomar banho e já desço, pode ser?

— Sim querida. – Amélia sorriu com sinceridade.

Sabia que ela achava que estava me protegendo, Amélia não queria meu mal. Mas já estava na hora de eu descobri algumas coisas sobre o Andrew.

Fechei a porta e olhei para ele na cama. Parecia inofensivo, quase um anjo. Quase.

— Está me encarando, Clarissa? – ele indagou ainda de olhos fechados.

Fiquei envergonhada por ter sido pega olhando-o.

Andrew abriu os olhos. – O azul estava tão claro, como o céu limpo, mas ainda frio.

— Sua mãe está aí... – falei mudando de assunto.

— Eu a ouvi. – Andrew se levantou da cama, o cabelo dele estava um pouco bagunçado, deixando-o ainda mais bonito. – Clarissa, por que vocês estavam discutindo ontem?

— Foi só uma discussão besta! – falei desviando meu olhar para qualquer outro lugar. – Ela é controladora, como você! – voltei a olha-lo quando falei, Andrew me analisou, mas pareceu acreditar no que eu havia dito.

— Isso ela realmente é! – Andrew concordou ainda me olhando.

— Vou tomar banho. – falei indo em direção ao banheiro, afim de me livrar daquela conversa.

— Seria um prazer acompanhar você. – escutei e dizer malicioso antes de eu fechar a porta do banheiro.

Não me demorei para descer e tomar café. Amélia estava a minha espera, assim que entrei na cozinha ela sorriu.

— Clary, minha querida... Queria me desculpar por aquela discussão de ontem! – Ela veio até mim.

— Está tudo bem! Eu também te devo desculpas. – falei. – Sei que não deveria ter feito aquilo... você estava certa, Amélia. – ela me olhou por um instante antes de sorrir.

Parecia querer acreditar em mim, mas ainda havia uma ponta de desconfiança. – Amélia ficaria de olho em mim, disso eu sabia.

— Só queria te proteger! Certas coisas ainda não estão na hora de serem contadas... você entende certo?! – ela falou antes de me abraçar carinhosamente.

— Eu entendo, Amélia. – menti abraçando-a de volta.

Céus! A convivência com o Andrew estava me fazendo virar uma mentirosa como ele.

Nós tomávamos café tranquilamente até ele descer. Entrou na cozinha ajeitando algo em sua cintura. Demorei para contatar o que era, mas era algo inconfundível. Uma arma.

— Andrew! Quantas vezes tenho que falar pra deixar isso guardado? – Amélia indagou irritada.

Estremeço só de olhar uma coisa daquelas! – pensei.

— Não começa, Amélia! – ele falou no mesmo tom de irritação.

— Já falei que é mãe, garoto! MÃE! – Amélia olhava extremamente irritada pra ele.

— Que seja! Eu estou atrasado! – Andrew veio até o balcão e serviu um pouco de café na xícara pra ele.

— Perdeu a hora foi? – Amélia perguntou rindo.

— É o que parece, não?! – indagou com deboche, recebendo um olhar de censura da mãe. – Aqueles incompetentes, vulgo Dave e Nick ficaram na noitada e eu tive que resolver uns problemas sobre alguns trabalhos...

— Já que você está com pressa, pode me dar uma carona? – Amélia perguntou enquanto Andrew terminava seu café.

— Vamos logo, então!

— Tchau Clary. – ela veio até mim e beijou minha bochecha carinhosamente.

— Tchau, Amélia! – sorri pra ela.

— Vai indo mãe... Já te alcanço no carro. – Andrew falou, mas seu olhar estava sobre mim.

Amélia nos analisou antes de sorrir.

— O que? – perguntei enquanto ele me olhava. Eu havia acabado de colocar uma xícara na pia. Me virei para ficar de frente pra ele.

— Eu quero uma coisa! – ele me olhava sério.

— O que você quer, Andrew?

Andrew me puxou pela cintura sem qualquer delicadeza. – Me deixando totalmente surpresa. – Seus lábios logo devoraram os meus em um beijo intensamente quente. Não demorei para conceder passagem para a língua dele invadir minha boca. Andrew me beijava com pressa, mas eu conseguia sentir perfeitamente os lábios dele contra os meus. Só paramos quando o ar começou a nos faltar.

— Porque fez isso...? – perguntei olhando-o.

— Ainda não parei de jogar com você. – fitei seus olhos azuis antes dele se afastar e sair.

Notas finais
Faça uma autora feliz, comente! ♡ Ps: estou escrevendo uma nova Fanfic, quem tive interesse pode entrar no meu perfil, o nome é Girl – Rose May. Beijos, até. ♡