Unraveled
11 Holy Water
Notas iniciais
Capítulo 11: Holy Water
O som dos nossos passos na passarela de madeira que levava de volta ao bangalô era abafado pelo mar calmo da noite caribenha. Minha mente ainda processava os eventos do jantar, a leveza de descobrir que Tanya era passado resolvido e o peso sutil da menção à minha CIA. Eu segurava o braço de Edward, sentindo a firmeza do seu corpo contra o meu, quando ele girou a maçaneta e empurrou a porta de vidro do nosso quarto.
Eu paralisei no portal.
A iluminação elétrica do bangalô estava completamente apagada. No lugar dela, dezenas de velas de tamanhos diferentes estavam espalhadas pelo ambiente, criando uma dança de sombras douradas e acolhedoras nas paredes de madeira. O aroma doce de baunilha misturava-se à brisa salgada. O caminho até a enorme cama com dossel de linho branco estava inteiramente coberto por um tapete denso de pétalas de rosas vermelhas e, sobre a mesa de centro, uma garrafa de champanhe repousava em um balde de gelo de prata, ladeada por duas taças de cristal e morangos frescos.
Olhei para Edward, com os olhos arregalados e as bochechas queimando de uma timidez deliciosa. Ele apenas exibiu aquele sorriso torto, os olhos verdes brilhando sob a luz trêmula do fogo.
— Você achou mesmo que eu não ia cumprir a minha promessa? — ele sussurrou perto do meu ouvido, fechando a porta atrás de nós e trancando o mundo lá fora. — Eu quero que esta noite seja inteiramente sua, Bella. Sem sombras. Só nós.
Edward deu um passo à frente, eliminando o espaço entre nós. Suas mãos longas e quentes subiram pelas minhas bochechas, segurando o meu rosto com uma possessividade doce antes de colar seus lábios nos meus. O beijo começou lento, um toque profundo de puro romance que logo se transformou em um amasso urgente e quente. Minhas mãos subiram para os seus ombros, arrastando-se pelo seu pescoço enquanto a língua dele reivindicava a minha boca com uma intensidade febril.
Sem romper o beijo, ele puxou o zíper invisível do meu vestido de linho leve. O tecido escorreu pelo meu corpo, acumulando-se no chão sobre as pétalas de rosa. Edward se afastou minimamente, os olhos escurecidos pela luxúria descendo pela minha silhueta, deixando-me apenas de calcinha e sutiã rendados. Ele engoliu em seco, a respiração pesada batendo contra a minha pele.
— Você é a estrutura mais perfeita que eu já vi, Bella — ele confessou, a voz rouca enquanto minhas defesas desmoronavam por completo.
Ele me pegou nos braços com uma facilidade cirúrgica, fazendo-me soltar um suspiro de surpresa, e me deitou no centro da cama macia. Edward subiu logo em seguida, posicionando-se entre as minhas pernas, e o calor do seu corpo nu contra o meu iniciou um incêndio incontrolável. Seus lábios desceram pelo meu queixo, mordiscando a linha do meu pescoço e distribuindo beijos ardentes pelo meu esterno, contornando a curva dos meus seios enquanto suas mãos ágeis desfaziam o fecho do meu sutiã.
Quando ele abocanhou um dos meus mamilos rígidos, uma corrente elétrica fortíssima cruzou a minha espinha, fazendo meu quadril se elevar contra o dele. O amasso tornou-se um delírio de peles suadas e respirações curtas. Edward desceu os beijos pela minha barriga, os polegares pressionando a minha cintura com força, até que seus dentes puxaram a lateral da minha calcinha, livrando-me da última barreira.
Ele ajoelhou-se entre as minhas pernas abertas sobre os lençóis de linho. Seus olhos verdes fixaram-se nos meus por um segundo, pedindo uma permissão que eu já havia entregado há muito tempo. Edward desceu o corpo e sua boca quente encontrou o centro da minha intimidade. O impacto do seu sexo oral foi devastador. Dei um grito abafado contra os travesseiros quando a língua dele começou a traçar movimentos precisos, rápidos e intensos no meu clitóris. Suas mãos grandes seguravam minhas coxas firmemente, mantendo-me exposta ao prazer mais agudo que já experimentei na vida. Eu chorava de alívio e tesão, os dedos cravados em seus cabelos bronze enquanto ele me levava ao meu primeiro orgasmo da noite, uma explosão que fez meu peito subir e descer de forma errática.
Antes que eu pudesse me recuperar, Edward subiu de volta, o membro rígido e latejante roçando contra a minha coxa. Ele pegou a proteção na cabeceira com rapidez e, quando voltou para cima de mim, segurou as minhas duas mãos, entrelaçando nossos dedos acima da minha cabeça, prendendo-me contra o colchão.
— Olhe para mim, Bella — ele pediu, a voz trêmula de desejo.
Olhei nos olhos dele e, com uma lentidão torturante e deliciosa, Edward empurrou o quadril, preenchendo-me por completo. O choque de tê-lo dentro de mim me fez arquear as costas, soltando um gemido longo. Ele começou a se mover em um ritmo firme, profundo, cada estocada ecoando no fundo do meu ventre. A sensação era de uma intimidade fora do comum; não era apenas sexo, era uma fusão.
Para tornar tudo ainda mais intenso, Edward me puxou pela cintura e me guiou para mudarmos de posição. Ele se sentou na cama e me puxou para o seu colo. Sentada de frente para ele, com as pernas cavalgando seus quadris, eu ditava o ritmo. Nossos peitos colados permitiam que eu sentisse o batimento frenético do coração dele contra o meu. Ele segurava a minha bunda com força, impulsionando meu corpo para baixo enquanto nossos lábios se devoravam em beijos molhados e profundos.
Mudando o compasso para o ápice, Edward me virou de costas, me posicionando de quatro sobre o colchão macio. Ele segurou firmemente meus quadris por trás, inclinando meu corpo para a frente. A entrada por trás foi profunda, intensa e puramente animal. Cada estocada dele batia no ponto exato do meu prazer, arrancando gemidos altos que preenchiam o bangalô. Eu conseguia ver nosso reflexo distorcido no vidro que dava para o mar escuro — a imagem de duas estruturas se entregando sem nenhuma reserva.
Quando ele percebeu que eu estava prestes a explodir novamente, Edward me deitou de costas mais uma vez, puxando minhas pernas para cima dos seus ombros largos, aumentando o ângulo e a profundidade. Seus movimentos tornaram-se rápidos, urgentes, o som dos nossos corpos se chocando misturando-se ao barulho das ondas lá fora. Olhando fixamente nos meus olhos, compartilhando a mesma vulnerabilidade humana, Edward acelerou o ritmo até que o meu corpo se contraísse em um orgasmo violento e prolongado. Segundos depois, com um gemido grave e rouco que vibrou na minha gola, ele descarregou todo o seu peso sobre mim, atingindo o seu próprio ápice.
Mais tarde, o silêncio do quarto era preenchido apenas pelo crepitar das últimas velas e pelo som do oceano. Estávamos deitados de lado, colados sob os lençóis bagunçados. Edward me puxara para o seu peito, uma das suas mãos acariciando calmamente as minhas costas nuas enquanto a outra traçava círculos suaves no meu esterno, bem em cima do buraquinho do meu coração.
Eu estava exausta, mas uma felicidade inédita e transbordante corria pelas minhas veias. A paranoia que antes me assombrava parecia ter sido lavada pelo suor e pela intensidade daquela noite. Olhei para cima, encontrando o olhar doce e relaxado do homem da minha vida.
— Foi perfeito... — murmurei, a voz sumindo de tanta timidez e contentamento. — Eu nunca me senti assim antes, Edward. Mais apaixonada por você é impossível.
Edward sorriu, aquele sorriso torto e desarmado de quem sabia que tinha curado uma parte de mim. Ele beijou a ponta do meu nariz e me apertou ainda mais contra o seu corpo quente.
— Eu te avisei que seria especial, meu amor — ele sussurrou, fechando os olhos e descansando o rosto no meu cabelo. — Esta foi só a primeira de todas as nossas noites. Você é a minha única cura, Bella. Descanse.
Dormi com o som do coração dele batendo no meu ouvido, finalmente em paz, sabendo que no meio daquele paraíso de sete cores, eu havia encontrado a minha água benta.
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