Unlike Cinderella...

27 Capítulo 26 - Fights... → Parte 1


Notas iniciais
Oiiii Cupcakes!!!! EU ESTOU MEGA ANIMADA!!! EU QUERO DEDICAR ESSE CAPÍTULO, PRIMEIRAMENTE, A JENNY E A JÉH, QUE FIZERAM ANIVERÁRIO, RESPECTIVAMENTE, DIA 25/07 E 29/07!! EU IA DEDICAR O CAPÍTULO A JENNY NO ANTERIOR, MAS, INFELIZMENTE, EU ACABEI ESQUECENDO --'!! PARABÉNS MENINAS E ESPERO QUE GOSTEM DO CAPÍTULO! ENFIM, QUERO AGRADECER, TAMBÉM A ROXY ROCKET, ESCRITORES INVISIVEIS E DIVADEMI22 PELAS RECOMENDAÇÕES!! CAPÍTULO DEDICADO A VOCÊS TAMBÉM! Infelizmente, aconteceu um acidente e a recomendação da DivaDemi22 foi excluida :'((((!! Sorry, princesa!!! Obrigada Jenny Filha Diva (Gatinha MÁ), Manu Filha Linda (VacuumCleaner), Bia (Biiah Lynch), Anninha (Blogueira Anonima), Taah (Raura Dreams), Juuh (Auslly Forever), Lêh (Letícia Merlo), Mamis Confeiteira (Jade), Nathy odrigues, Lala (Gabs), Kitty Purry, Fran, Emy0216, Milazinha 90, Bea (Reader Secret), Juliana Lorena, Carolzinha1107, Isabelle Santos, Thata, Mandy (Apenas uma garota comum), Leleh10 e Josynha pelos lindos comentários!!! Espero que gostem do capítulo!! Eu tive alguns problemas pessoais esses dias e, por esse motivo, não tive ideias tão boas e a depressão baixou sobre mim. Eu não fiquei tão satisfeita com ele, mas resolvi postar, porque estava devendo vocês!! Sorry por qualquer coisa! Boa Leitura...

POV Austin

O amanhecer nunca foi tão desejado como hoje. O dia anterior havia sido um dos mais complicados e surpreendentes de minha vida. Suspiro cansado, só de lembrar o quanto foi difícil para a minha morena. Sorrio bobo com o pensamento.

Pela primeira vez em minha vida, eu sinto que estou amando de verdade. Eu não sei explicar como, mas, com ela, tudo parece certo. É como se aquela história clichê de que toda alma tem sua cara metade, realmente, existisse. De alguma forma, Ally me completa como ninguém nunca fez.

No entanto, ao mesmo tempo em que estou em êxtase por estar com Ally, eu estou preocupado. Não posso confiar em Brooke, Elliot parece gostar da Ally e ainda tenho que lidar com os possíveis inimigos que estão loucos para matar Ally e eu.

O misto de sentimentos não pareciam tomar conta só de mim. Durante o café da manhã, Ally permaneceu quieta e pensativa. Não comeu muito e parecia não estar prestando atenção ao que acontecia ao seu redor.

– É melhor vocês irem ou irão se atrasar. – recomenda minha mãe, sorrindo docemente para nós.

– Tudo bem. – digo e Ally apenas concorda com a cabeça.

A morena levanta, com certa dificuldade, devido ao gesso e sorri para mim, indicando que só iria buscar suas coisas no quarto. Concordo e observo a morena subir as escadas.

– Você está bem, filho? – pergunta meu pai, olhando para mim de maneira preocupada.

– Sinceramente, pai? – pergunto, retoricamente. – Eu não sei. Só... Só não sei bem como reagir a tantas informações. Vocês me esconderam tantas coisas.

– Eu sinto muito, querido. – fala minha mãe, abaixando a cabeça com tristeza. – Eu só queria protegê-lo. Eu não queria ter mentido para você.

Vejo sinceridade nas palavras de minha mãe. Suspiro frustrado. Aproximo-me da loira e a abraço com força. Por mais que eu quisesse surtar e dizer que isso foi idiotice, eu não teria direito de fazer isso. Eu a entendo. Eu teria feito o mesmo.

Ergo meu olhar por um momento e encontro os doces olhos de Ally. A mesma sorria, parecendo feliz por presenciar tal cena. Separo-me de minha mãe e beijo sua testa.

– Eu amo vocês e, por mais chateado que eu esteja, entendo que só estavam fazendo o que acharam certo para mim. Agora, não adianta mais chorar pelo leite derramado. No entanto, prometam que não irão mais esconder nada de mim. – peço, olhando com seriedade para meus pais.

– Tudo bem, filho. Aprendemos a nossa lição. – afirma meu pai, sorrindo tristemente. – Só tentem tomar cuidado. As coisas são muito mais complicadas do que vocês pensam.

– Iremos tomar cuidado. – fala Ally, terminando de descer as escadas.

– Ótimo. – diz o homem, sorrindo pela resposta da morena. – Agora é melhor vocês irem.

Meus pais dão um beijo em nossas testas e de despedem com um aceno. Pego a bolsa de Ally e caminhamos até meu carro. A morena, com dificuldade, senta no banco do carona e suspira cansada.

– Você está bem? – pergunto, preocupado com a garota.

– Apenas não consigo parar de pensar em meus pais. Ver você e os seus pais agindo como uma verdadeira família, fez-me perceber o quanto eu sinto falta dos meus. Mesmo não sendo presentes, sei que os dois sempre fizeram de tudo para me manter a salvo. – revela Ally, olhando para suas mãos. – Eu os amo tanto, Austin.

– Eu sei. — falo, pegando sua mão e a entrelaçando com a minha. – Mas, eles vão ficar bem, Ally. Por mais difícil que a situação possa parecer, você não está sozinha.

A garota olha para mim com os olhos brilhando em esperança. Ela sorri agradecida e me dá um selinho demorado. Ela suspira, novamente, e balança a cabeça, confirmando o que eu havia dito.

– Obrigada. – por menor que fosse a frase dita pela garota, eu senti toda a sinceridade que Ally possuía. – Eu não sei o que seria de mim sem você e todos os meus novos amigos.

Confirmo, sorrindo e ligando o carro. Não havia mais nada a ser dito naquele momento. A melodia começa a tocar através do rádio, fazendo com que todo o clima de tensão, instalado entre nós, anteriormente, sumisse por completo.

A viagem para a escola seguiu tranquila e sem muita conversa. O silêncio, ao contrário do que se pode imaginar, estava sendo muito bem vindo e nos fez relaxar um pouco.

Não demoramos a chegar na escola. Estaciono o carro e algo me chama a atenção. Não muito distante de nós, Elliot estava encostado em seu carro, parecendo esperar por alguém.

– Aquele não é o Elliot? – ouço Ally questionar, olhando para o mesmo ponto que eu.

– Parece que sim. – afirmo, ainda encarando o moreno.

– O que ele está fazendo aqui? Não deveria estar na faculdade? – Ally estava tão confusa quanto eu.

– Eu não sei, mas não irei demorar a descobrir. – falo, pegando as minhas coisas e as da Ally e saindo do carro.

A morena não tarda a descer do veículo. Aproximo-me dela e a mesma pega no meu braço, tentando se apoiar um pouco mais. Por mais que Ally já pudesse pisar com o pé esquerdo, andar com o gesso exige muito esforço, devido ao peso.

– Bom dia. – cumprimenta Elliot, com seriedade, assim que nos aproximamos. Ele nos encarava de uma forma que eu não soube identificar, mas, com certeza, não era de uma maneira muito boa.

– O que está fazendo aqui, Elliot? – pergunto sem rodeios.

– Nós precisamos conversar, Austin. – responde, alternando seu olhar entre Ally e eu.

– Aconteceu alguma coisa, Elliot? – pergunta Ally, preocupada.

– Nada demais, linda. – fala, sorrindo gentilmente. – Eu só preciso conversar sobre um assunto importante com o Austin.

Observo o moreno, sentindo meu sangue ferver. Eu o conheço muito bem. Apesar de todas as brigas e confusões que existia entre nós, eu conseguia ler Elliot, através de suas ações, como ninguém.

Elliot não está aqui para uma simples conversa. Ele queria esclarecer as coisas, marcar território. E, para minha surpresa, Ally parecia sentir que alguma coisa estava errada. Ela apertava meu braço com força e parecia mais preocupada como nunca.

– Ally? – sussurro, tentando entender se a morena está bem.

– Eu vou indo na frente, Austin. – avisa Ally, sorrindo nervosamente. Ela pega sua bolsa de minha mão e a ajeita sobre os ombros.

– Tudo bem. – afirmo, tentando passar algum tipo de segurança a morena.

– Até mais, Elliot. – despede-se do outro e, sem esperar uma resposta do moreno, a garota coloca-se a caminhar em direção a escola.

– Ela está bem? – questiona Elliot, observando Ally se afastar de nós, com dificuldade.

– Sim. – respondo, friamente. – Quando irá começar a dizer o motivo de estar aqui?

– Austin, seja sincero, por favor. – pede o moreno. – O que você sente pela Ally?

– Por que isso lhe interessa? – pergunto, ríspido.

– Você sabe que eu odeio que me respondam com outra pergunta. – fala, com irritação. – Apenas responda. O que você sente pela Ally?

– Eu a amo. – afirmo, com convicção.

Elliot arregala os olhos, surpreso pela minha revelação, no entanto, ele não demora a se recompor. Vejo seu corpo se tornar tenso e a mesma coisa acontece com o meu. Todos os poros de meu corpo indicavam que as coisas não estavam certas.

– Você a ama? – ele pergunta para si mesmo. Ele ri, sem acreditar no que ouvia. Balançando a cabeça de um lado para o outro, o moreno desencosta de seu carro e caminha até mim. – Como pode ter tanta certeza disso? Você a conhece a pouco tempo. Até alguns dias atrás, a única garota que habitava sua mente era Cassidy.

Encaro Elliot, tentando entender até onde ele queria chegar. O moreno sorria com sarcasmo e a minha vontade era de quebrar a cara dele. Nunca foi segredo para ninguém que Elliot e eu não nos entendíamos. Só estamos na mesma banda por causa dos outros. Para a sorte de todos, ele e eu sempre soubemos separar bem as questões pessoais das profissionais.

– O que você quer, Elliot? – pergunto, cruzando os braços e apertando os punhos com força. – Você escolheu um péssimo dia para me importunar.

– Eu quero ficar com a Ally, Austin. – solta, olhando para mim com determinação.

– Chegou tarde. – respondo, tentando ao máximo controlar as minhas emoções.

– O que quer dizer com isso? – questiona, elevando um pouco mais o tom de voz e atraindo a atenção de algumas pessoas que passavam por ali.

– Quero dizer que a Ally está comigo, Elliot, por isso, é melhor desistir dela. – falo, aproximando-me um pouco mais de Elliot.

Elliot olha para mim e logo começa a ri de maneira exagerada. Eu já estava no meu limite. Paciência nunca foi uma palavra que existiu no meu dicionário.

– Desistir? – ele ri mais um pouco. – Eu não estou brincando, Austin. Eu gosto da Ally. Eu quero ficar com ela e vou lutar para tê-la.

Agarro Elliot pela gola de sua camisa e o jogo em cima do capô de seu carro. A multidão começou a nos rodear, tentando entender o que estava acontecendo e o qual o motivo da confusão.

– Fica longe da Ally, Elliot! – grito, sentindo a adrenalina se apossar de mim. – Eu amo a Ally e não vou permitir que um babaca como você faça algo com ela.

Como resposta, Elliot soca meu rosto, fazendo-me soltá-lo, surpreso por sua reação. Volto, então, a atacá-lo, sem me importar mais com as consequências.

Dou uma série de socos e chutes no moreno, que não demora a contra-atacar. As pessoas iam a loucura com a cena que presenciavam. Os gritos e os incentivos da multidão só aumentava mais ainda meu nível de irritação.

Pego Elliot pela gola da camisa e, mais uma vez, o jogo sobre o carro, desferindo mais e mais golpes em seu rosto. Ele tenta chutar meu estômago, mas consigo desviar um pouco e seu pé acaba acertando minhas costelas.

Uivo de dor e me afasto um pouco. Vendo a vantagem que conseguiu, Elliot se joga sobre mim, derrubando-me no chão. Agora, era ele que desferia socos em meu rosto.

Com um pouco de dificuldade, porque Elliot é mais alto e mais pesado que eu, inverto as posições e volto a bater no moreno. A adrenalina em meu corpo, tornava tudo muito mais intenso.

A briga foi interrompida por Dez e Dallas que conseguem nos separar, com muita dificuldade. Elliot e eu nos debatíamos, tentado nos soltar e continuar a briga.

– Parem já os dois! – grita Ally, extremamente furiosa, chamando a nossa atenção. – O que pensam que estão fazendo?

Elliot e eu nos acalmamos um pouco e vendo que não nos atacaríamos como animais, novamente, Ally faz sinal para que meus amigos nos soltassem.

– Vocês enlouqueceram? – pergunta Trish, irritada.

– O que estava acontecendo aqui? – pergunta Cassidy, assustada.

– Eu estou avisando, Austin. Eu não vou desistir da Ally. – fala Elliot. Ameaço voltar a partir para cima do moreno, mas sou impedido por Dallas que me segura com força.

– Fica longe dela, Elliot! – grito, com ódio.

– Austin, você quer fazer o favor de se acalmar, cara? – pede Dallas, segurando-me com dificuldade.

– Chega de briga! – fala Dez, segurando Elliot, da melhor maneira que conseguia.

– Eu não acredito. – grita Ally, ficando vermelha de raiva. – Vocês estão brigando por besteira?

– Não é besteira, Ally. – falo, olhando para a garota. – Esse babaca veio aqui atrás de confusão, dizendo que não iria desistir de você.

– E é verdade, Ally. Eu gosto de você e não desistirei de você até ficarmos juntos. – fala Elliot, ameaçando se aproximar da garota, mas é impedido por Dez. – Qual é, Dez, quer fazer o favor de me soltar?

– Pode ficar quietinho ai, Romeu. – fala Dez, com seriedade.

– Vocês não ficarão juntos, babaca! Então, desista de uma vez! – falo, com raiva.

– O que te faz pensar que você, Austin Moon, ficará com ela? – pergunta Elliot, abusando do sarcasmo.

– Para início de conversa, eu sou o no...

– Já chega! – grita Ally, interrompendo-me. — Já chega de agirem como crianças!

A morena tremia e respirava com dificuldade. Parecia que estava se controlando para não nos matar. Trish e Cassidy observavam a amiga, preocupadas e assustadas.

– Ally? – chama Cassidy.

– Todos vocês! – grita Ally para a multidão de pessoas. – Voltem a seus afazeres. A confusão já acabou e não há mais nada a ser visto aqui.

A nossa “plateia” começa a se afastar, meio contrariadas, restando apenas Ally, Trish, Dez, Cassidy, Dallas, Elliot e eu no estacionamento.

O silêncio se instala. Ally continuava vermelha e bem irritada. Ninguém tinha coragem de abrir a boca, com medo da reação da garota. Eu nunca a vi tão brava como agora.

– Ally? – chamo, um pouco desconfiado. – Você está bem? Olha, eu...

– Cala a sua maldita boca, Austin Mônica Moon, ou eu não sei nem do que eu sou capaz de fazer. – ameaça com fúria. Sinto meu corpo se arrepiar com o olhar severo da morena.

– O que iremos fazer agora? – pergunta Trish, encarando Elliot e eu. – Os dois parecem que acabaram de sair de uma zona de guerra.

Ally nos olha com raiva e respira fundo inúmeras vezes, parecendo tentar controlar suas emoções. Seu corpo estava tenso e sua boca formava uma linha de irritação extrema.

– Vocês dois. – ela aponta para Elliot e eu. – Venham comigo.

– Ally...

– Calado, você também, Elliot. – diz Ally, ríspida. – Eu não quero ouvir mais nada que vocês possam ter para me dizer. Então, se vocês sabem o que é bom para a saúde de vocês, acho melhor permanecerem calados.

Engulo seco ao terminar de ouvir as ameaças de Ally. A morena parecia uma pessoa, completamente, diferente. A doce e gentil Allycia Dawson se transformou numa pessoa fria e muito assustadora de uma hora para a outra.

Todos começam a seguir a garota, em silêncio. A dúvida da Cassidy está, ali, na Marino, ronda a minha mente, mas prefiro permanecer calado, temendo o que Ally poderia fazer comigo caso eu voltasse a me manifestar.

Não tardamos a chegar na enfermaria da escola. Por alguma razão, nenhum professor nos parou ou qualquer aluno da escola nos fez alguma pergunta. Apenas passavam por nós, encarando-nos, tentando entender o que estava acontecendo. Talvez, a expressão de Ally estivesse assustando a todos.

– Com licença, Senhorita Cloover, mas poderíamos usar sua sala para fazer curativo nos dois? – pergunta a morena, educadamente, para a enfermeira da escola, assim que bateu na porta e a abriu. A mulher de cabelos rubros, olhos acinzentados e pele clara, encara Ally e dá sinal para que todos entrassem.

– Claro. – responde a mulher, olhando assustada para nós. – O que aconteceu?

– Eles são uns idiotas. – responde, sem dar muitos detalhes.

– Sentem-se, nas macas, garotos. – pede, apontando para as macas que estavam em cada lado da sala.

Obedecendo a enfermeira, Elliot e eu nos sentamos nas macas, com cuidado, pois os machucados já começavam a doer mais do que antes. A mulher pega o quite de primeiros socorros e não demora a trabalhar nos ferimentos de Elliot, arrancando algumas reclamações do mesmo, conforme ia aplicando os remédios.

Ally suspira cansada e caminha até mim. Eu via que ela ainda estava irritada, mas estava tentando controlar a sua ira. Todos da sala permanecem calados e os únicos sons no ambiente eram os dos materiais que a senhorita Cloover usava para fazer os curativos no moreno e o andar cuidadoso de Ally.

– Austin, poderia me dar seu celular? – pede, assim que se pôs a minha frente.

– O que vai fazer? – pergunto desconfiado.

– Apenas me dar o celular, sim? – fala, impaciente e lançando um olhar mortífero para mim.

– Tudo bem. – entrego o aparelho a garota, temendo desafiá-la.

Nota mental: Nunca, repetindo, N-U-N-C-A devemos deixar Ally com raiva, pois ela pode se tornar uma pessoa bem assustadora e impaciente.

A garota mexe um pouco no celular e logo o leva ao ouvido. Passam-se alguns minutos e parece que a pessoa do outro lado atende. Ela suspira um pouco alto, antes de começar a falar.

– Oi, Prince. Sinto muito incomodá-lo, mas eu preciso que você ou a Manu ou o Tyler venham aqui na escola. – ela pausa por um tempo, ouvindo o que o irmão tinha a dizer. – Não aconteceu nada de tão grave, mas eu preciso confirmar algo com vocês e ainda resolver um problema que envolve o Austin e o Elliot. – Ally suspira um pouco e me encara, enquanto seu irmão a respondia. – Tudo bem, eu estarei esperando. Obrigada, irmão.

Ela desliga o celular e volta a me entregar. Vejo em seus olhos que inúmeros pensamentos estão rondando sua mente. Ally se senta na cadeira próxima a mim e estica o pé engessado.

– O que aconteceu? – pergunto, sussurrando preocupado.

– Acho que estamos com problemas. – fala a garota, no mesmo tom de voz que eu usei anteriormente, olhando para mim com apreensão. – E não faço a menor ideia de como reparar tal problema.

– O que foi, Ally? Normalmente, as garotas da sua idade ficariam felizes por dois caras gatos estarem disputando a sua atenção. – comenta Cassidy, sorrindo, tentando animar a garota.

– Eu não sou um objeto para ser disputado. – responde a morena, irritada.

Meus amigos começam a ri da careta da garota, fazendo a mesma ficar mais chateada ainda. Por fim, ela suspira frustrada e caminha até o quite de primeiros socorros e recolhe algumas coisas.

– O que vai fazer? – pergunta a enfermeira, tentando entender a intenção de Ally.

– Os dois estão bem machucados. – fala, terminando de pegar as coisas. – Enquanto cuida de Elliot, eu farei os curativos de Austin. E, todos vocês deveriam ir para a sala de aula. Quando a Manu e o Prince chegarem, eu peço para a diretora liberarem vocês. – dita, olhando para meus amigos.

– A diretora? – pergunta Trish. – Por que ela nos liberaria?

– Confie em mim, Trish, ela fará isso. – responde Ally, voltando a se pôr ao meu lado.

– Eu vou ficar aqui. – avisa Cassidy. – Meus pais não vão ligar se eu faltar um dia de aula. Depois eu os aviso disso.

– Tudo bem. – fala Ally, pegando um algodão e o molhando com algum remédio que eu não consegui identificar.

– Sendo assim, acho melhor nós irmos então, Dez e Trish. – sugere Dallas, dando um selinho em sua namorada, na sequência. – Vejo você daqui a pouco, meu anjo.

– Boa aula. – deseja Cassidy, sorrindo carinhosamente para o namorado.

– Nós estamos indo, Ally. Mas, se precisar de alguma coisa antes, mande uma mensagem que a gente dá um jeito de fugir da aula. – fala Dez.

Ally passa o algodão sobre um machucado no meu rosto, com cuidado, fazendo-me encolher devido a ardência. Ela balança a cabeça concordando. Os três saem da sala e Cassidy se senta em uma cadeira qualquer.

Conforme Ally ia cuidando de meus ferimentos, mais eu reparava em sua beleza. Nossos rostos estavam muito próximos, o que se tornava impossível de não admirá-la.

Algum tempo depois do término da tortura em meu rosto, a garota pega alguns pacotes de gazes, curativos, esparadrapos e pomadas para ajudar a cicatrizar os machucados, juntamente com um pacote de atadura, para o caso de precisar.

Ela coloca alguns curativos adesivos sobre alguns cortes em meu rosto, com delicadeza. Não demora muito e a garota termina o que estava fazendo.

– Austin, levanta a camisa. – pede, enquanto joga fora as embalagens já usadas. Tiro minha camisa, com cuidado, pois meu corpo todo estava doendo.

A enfermeira começa a ri e eu a acompanho, junto com Cassidy. Ally nos olha confusa e não demora muito a perceber o que tinha falado. A garota fica extremamente vermelha, o que torna tudo ainda mais engraçado. Até mesmo Elliot que estava quieto, começou ri da morena.

– Não... Quer dizer... Você machucou o resto do corpo também, não é? – a garota tenta se explicar, de maneira desesperada. Vendo que isso só nos fez ri ainda mais, a morena volta a se irritar. – Parem de ri! Vocês me entenderam.

– Calma, Ally. É só que foi muito engraçado a maneira como disse. – explica Cassidy.

– Bem, eu terminei com o moreno aqui. – fala a senhorita Cloover, tentando mudar de assunto. – Posso cuidar do loirinho, também.

– Obrigada. – agradece Ally, sorrindo aliviada.

– Ally, eu posso falar com você? – pergunta Elliot, sem encará-la.

A tensão volta a reinar na sala. Assisto a reação de Elliot e Ally, esperando a resposta da minha morena. O bichinho do ciúmes volta a me morder e precisei de muita força de vontade para não fazer nenhuma bobagem.

– O que quer conversar comigo, Elliot? – pergunta Ally, cautelosamente. – O que tiver para me dizer, pode dizer na frente de todos.

Elliot percebe o tom de voz frio da garota. Apesar de ser gentil e muito doce, Ally sabe ser bem dura quando se precisa. O garoto puxa o ar e depois o solta de maneira frustrada.

– Tudo bem. Acho que já fiz besteiras demais para um dia só. – começa, levantando-se da cama e caminhando em direção da garota que estava em pé ao lado da minha maca. – Eu sinto muito pela cena que Austin e eu fizemos lá fora. Eu sei que a maior parte da culpa foi minha. Austin nunca foi muito paciente e eu o provoquei. Fiquei com raiva dele estar com você, mesmo dizendo a todos que nunca se envolveria com sua noiva.

– Espera. – pede Ally, vendo que Elliot tinha soltado algo que não devia na frente da enfermeira. A mulher nos encarava confusa. Provavelmente, por não entender como uma pessoa pode não se envolver com sua própria noiva. – Senhorita Cloover, poderia prometer algo a nós?

– Claro. – a mulher responde, desconfiada.

Olho para Ally sem entender o que ela pretendia fazer. Cassidy e Elliot tentam protestar, mas a morena apenas levanta sua mão, fazendo sinal para que todos permanecessem quietos.

– Eu sei que você está ajudando a diretora. – afirma Ally, assustando a enfermeira. – Ela me contou. – explica, rapidamente. – Por favor, prometa que nada do que ouvir a partir de agora, sairá desta sala.

– Você sabe que eu não posso fazer isso, princesa. – fala a ruiva, parecendo sentir-se mal por não fazer o que estava sendo pedido. – Nina me mataria caso descobrisse que eu escondi alguma informação. – explica, referindo-se a diretora da escola.

– Diane, por favor, eu estou lhe implorando por isso. – fala Ally, com tom de desespero. – As coisas estão difíceis aqui na escola e nós precisamos de um lugar para conversar. Por mais que a diretora esteja do nosso lado, existem coisas que devem permanecer em sigilo, ao menos, por enquanto.

A mulher de aparência jovial, suspira, parecendo não saber o que fazer. A confusão toma conta das expressões nos rostos de Elliot, Cassidy e eu. No entanto, antes que eu perguntasse qualquer coisa, a ruiva se pronuncia.

– Tudo bem. – fala Diane, dando-se por vencida. – No entanto, eu preciso ter a confirmação de que Nina nunca saberá que eu concordei com tal coisa.

– Não se preocupe. A diretora nunca saberá disso. – diz Ally, sorrindo aliviada. – Obrigada, Diane.

A ruiva sorri em resposta e volta a cuidar dos meus ferimentos, fazendo-me soltar um uivo baixo de dor, ao sentir um antisséptico ser aplicado nos machucados. Diane solta um pedido de desculpa e continua o que estava fazendo.

– O que está acontecendo, Ally? – pergunto, confuso.

– Continue, Elliot. – fala Ally, ignorando a minha pergunta e olhando para mim, como se pedisse para que eu tivesse paciência. Suspiro frustrado.

– Eu... Hãn... Eu só queria me desculpar por tudo que eu fiz. – diz Elliot, parecendo nervoso. – Perdoe-me Ally, mas eu não pude evitar. Pela primeira vez em minha vida, eu estou apaixonado de verdade. Eu... Eu não estou mentindo, Ally. Eu daria a minha vida para proteger você, sem pensar duas vezes, porque eu... Eu... Eu te amo.

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Críticas, elogios, erros ortográficos? Oi Cupcakes *0*!! O capítulo ficou bem grande (mais de 6.000 palavras), por isso eu tive que dividi-lo em duas partes. Essa primeira parte não ficou tão boa, porque eu não postei as cenas que eu mais desejava, no entanto, ele é bem importante!!! Próximo capítulo não deve demorar a sair, porque eu já o escrevi, então só falta revisar e postar. O único problema é que eu não sei quando vou ter tempo!! Enfim, eu rezo para que tenham gostado e peço desculpas por não estar bom!! Beijocas, meus docinhos ♥!! *** PS.1: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também, basta apenas me enviarem uma MP com o DDD de vocês e o número do celular que eu adiciono *-* !!