Unlike Cinderella...

26 Capítulo 25 - Stories of the Past...


Notas iniciais
Heeeeeey, Cupcakes ♥!! AAAAAAAAAAAAA EU RECEBI MAIS 3 RECOMENDAÇÕES!!!!! MUITO OBRIGADA SOPHIA STEPHANE, NATHY RODRIGUES E RAURA FOREVER *0*!!! CAPÍTULO ESPECIAL PARA VOCÊS, SUAS LINDAS ♥!! Sorry pela demora, mas, como sempre, eu estou sem tempo para nada!! Para compensar o meu atraso, eu escrevi um capítulo mega grande (Sério, foram mais de 4.000 palavras --'), mas que não foi revisado e acredito que não tenha sido um dos meus melhores!! Amanhã eu devo corrigir todos os erros, caso eu tenha tempo! Quero agradecer a Fran, Lêh (Letícia Merlo), May (Dreams And Wishes), Manu (VacuumCleaner), Juh (Auslly Forever), Bea (Reader Secret), Luah (Upside Down), Milazinha 90, Carolzinha1107, Lala (Gabs), Anninha (Blogueira Anonima), Taah (Raura Dreams), Miley Demi1920, May, Leleh10, Thata, Paloma Coutinho, Emy0216, Isabelle Santos, Kas (CqC), Jenny (Gatinha MÁ), Dream Sweet Dream, Nilima, Danielle Martins, Jeh (CereJeh Lynch), Biiah Lynch e Jads (Jade) pelos lindos comentários *0*!!! Muito obrigada meninas!! Espero que gostem!!! Boa Leitura...

POV Ally

A frase dita por Tio Mike ainda ecoava pela minha mente. Todos continuavam calados esperando alguma reação da minha parte ou alguma explicação por parte de Prince.

— O quê? – balbucio, sem saber como reagir.

— Ally, eu posso explicar. – fala Prince, preocupado.

— Então é verdade? – falo, com um misto de raiva, surpresa e mágoa.

— Princesa, precisa me escutar. Eu... – o desespero se fez presente na fala de Prince.

— Não, Prince, você é que precisa me escutar. – interrompo, sentindo a raiva se apossar de mim. – Sabe o quanto eu queria conhecer meu irmão mais velho? Eu passei anos da minha vida a procura de algo que me ligasse a você. Li e reli seu diário inúmeras vezes, tentando descobrir mais sobre a pessoa que eu nunca tive a oportunidade de conhecer. Eu via nos olhos de inúmeras pessoas a decepção que tinham por eu não ser você. Eu aguentei todas as comparações e a pressão do reino, calada, porque eu achei que meu irmão merecia viver a vida dele, sem ser obrigado a algo que ele não quisesse. Todos queriam que você fosse o rei de Krósvia, não eu. Mas, tudo bem. Eu não me importava o que pensavam de mim, contanto que você fosse feliz. Foi você, Phillip, que me deu forças para continuar a lutar e a resistir a tudo.

Nesse momento, as lágrimas rolavam pelo meu rosto. Lembrar de tudo o que passei durante anos faz a dor voltar. Eu não estava com raiva por Phillip ter ido embora. Eu estava com raiva por ele saber quem eu era e não ter dito nada. Eu sempre amei o meu irmão, mesmo sem nunca tê-lo conhecido, por isso, eu só queria que ele fosse feliz, mas Phillip não tinha o direito de esconder sua identidade de mim.

— Ally, eu sei que pode parecer estranho, mas eu não disse nada para o seu próprio bem...

— Para, Phillip! – grito, colocando as mãos em meus ouvidos. — A desculpa de todos a minha volta é que fez algo para me proteger. Eu não aguento mais isso! Eu não sou uma bonequinha de cristal!

Meu corpo tremia e os soluços eram inevitáveis. Todos da sala não diziam nada, apenas observavam a cena, incrédulos. O único som que se manifestava no lugar era o do meu choro.

— Ally, eu sei que você tem motivos suficientes para me odiar, mas, por favor, deixe-me explicar. – pede Prince, em desespero.

Sinto Austin me abraçar com carinho. O gesto, por mais simples que fosse, era exatamente o que eu precisava. Retribuo ao abraço e procuro me acalmar. O loiro acaricia minha cabeça, confortando-me e sussurro vez ou outra um “Fica calma, Ally.”, ou “Está tudo bem.”.

— Prince... – ouço o chamado de Manu para meu irmão. – Conte logo o que está acontecendo.

Todos voltam a se sentar. O que eu queria, de verdade, era ficar um pouco sozinha. O dia está sendo difícil e eu já não aguentava mais tantas surpresas. Meu pai doente, minha mãe a ponto de enlouquecer, acabo de encontrar meu irmão, meu reino está em caos...

— Tudo começou quando Thomas Darius foi visitar Krósvia. Aparentemente, seria uma visita amigável. Nossos pais hospedaram Thomas e Gavin em nosso castelo. Naquela época, a rainha já estava grávida de você e o Conde estava furioso por Krósvia possuir mais um na lista de descendentes ao trono real. Eu me tornei amigo de Gavin, assim como Manu. Nós nos demos muito bem ou, pelo menos, foi isso que eu pensava. Gavin usava a mim e a Manu para obter informações sobre o trono e algum ponto fraco de nosso reinado. – Prince para de falar por um tempo, como se as lembranças fossem dolorosas demais para ele.

— Phillip, pare imediatamente. – ordena Tia Mimi. – Ainda não é o momento deles saberem a verdade.

— Não é momento? – fala meu irmão, amargamente. – Não temos mais tempo, Mimi. Você sabe que a situação de Krósvia não é boa e que logo os capangas de Gavin estarão por aqui. Você quer mesmo que eles saibam da verdade pela boca dele?

— Phillip, não sabemos qual será a reação dos dois ao saberem de tudo. Pode ser muito perigoso. Acredito que saiba muito bem do que eu estou falando. – fala Tio Mike, com seriedade.

— Deixe-o continuar. – pede Austin, sem paciência. – Chega de nos esconder as coisas. Eu não sei o que está acontecendo, mas eu sei que nada vai mudar se não soubemos toda a verdade.

— Gavin ainda era muito jovem, mas era tão ambicioso quanto o pai. – Manu continua a história, sem se importar com os olhares repreendedores que meus futuros sogros lançavam. – No tempo em que ele conviveu conosco, Gavin conquistou a confiança de todos. Carismático, divertido, gentil, carinhoso, atencioso e inteligente, ele passou a morar no castelo junto com seu pai, que, também, parecia ser uma boa pessoa. E foi ai que o inferno começou.

Manu para de relatar o que aconteceu a anos atrás e respira fundo. Seu olhar estava distante. Olho para meu irmão e o mesmo a encara preocupado.

— Alguns meses antes de seu nascimento, uma família muito especial para nossos pais resolveram nos visitar. Eles desconfiavam das intenções dos Darius e a única saída que encontraram de ficarem de olho neles era morar em Krósvia até o seu nascimento, pelo menos. – Prince volta a explicar. – Se não fosse por eles, eu não sei o que poderia ter acontecido em nosso país. Thomas planejava matar nosso pai e se casar com nossa mãe, dessa forma, assumiria o trono e se tornaria o novo rei de Krósvia. Claro que a minha morte e a sua não seria evitadas, também, caso isso acontecesse. O derramamento de sangue continuaria até Thomas que conseguisse controlar inúmeros países.

— O que essa família fez? – pergunto, curiosa. – Quem eram eles?

— A família Moon. – responde meu irmão.

A surpresa foi inevitável. Austin se levanta de uma vez e olha para os pais, sem acreditar que aquela história era verdadeira. Tia Mimi e Tio Mike trocam olhares e apernas confirmam com um aceno.

— Poderiam me contar agora o motivo de termos tanto contato com a realeza de Krósvia, sendo que não fazemos parte da mesma classe que eles? Por que eu sou o noivo da Ally se eu não tenho sangue azul? – pergunta Austin, parecendo controlar suas emoções. – E não venham com a história de que nosso casamento arranjado aconteceu porque as famílias são amigas. Que eu saiba, apenas pessoas da alta sociedade podem se casar com alguém da monarquia.

— Nunca dissemos que não somos da alta sociedade, filho. – fala Tio Mike, olhando para o filho com seriedade.

— Mas esconderam de mim. Afinal, o que nós somos? – o tom de voz de Austin era de indignação.

Seus pais permanecem em silêncio, parecendo ter receio de lhe contar a verdade. Pego a mão de Austin e o loiro a entrelaça com a minha, olhando para mim, com determinação.

— Sua família, Austin, vem de uma geração de monarcas, assim como a de Ally. – responde Manu, recebendo um olhar de repreensão por parte de Tia Mimi.

— Isso é verdade? – pergunta surpreso.

— Sim, filho, isso é verdade. – diz Tia Mimi, apreensiva.

— Então, eu sou um príncipe? – questiona Austin, sentando-se ao meu lado mais uma vez, sem nunca abandonar minha mão. – Isso não é possível.

— Na teoria, sim. – começa Tio Mike. – Antes de uma terrível guerra acontecer e o trono de Serafine ter sido tomado por inimigos, a família Moon era o principal aliado do reino de Krósvia.

— Serafine. – sussurro, lembrando-me de todas as histórias que envolviam esse reino. – Eu conheço a história completa de Serafine tanto quanto a de Krósvia. Por algum motivo, eu era obrigada a estudar sobre tudo que envolvessem esse país.

— Você conhece Serafine? – pergunta Austin, olhando surpreso para mim. – O que sabe sobre ele?

— Serafine era o país de grande amizade com Krósvia. As famílias eram unidas e aliadas a séculos. O último reinado oficial de Serafine foi feito pelo rei Mikael e sua esposa Mirela. O sobrenome da família foi ocultado após o fim da Era Gloriosa, que ocorreu com a queda do trono. Por mais que tenha existido por apenas 20 anos, a Era Gloriosa que Serafine e Krósvia passaram foi a mais marcante da história. Nunca, em todas as gerações, uma aliança tinha sido tão forte como a que aconteceu entre o último reinado. – após dizer isso, paro um pouco de falar, esperando que Austin absorvesse as informações.

— O que aconteceu para o reinado de Serafine ter chegado ao fim? – pergunta, confuso, depois de alguns minutos em silêncio.

Tio Mike e Tia Mimi ameaçam começar a explicar as suas versões, mas faço sinal para que permaneçam em silêncio e eu posso explicar o resto da história. Eu não sei o porquê de ter feito isso, mas sentia que era melhor que eu continuasse a contar o que sei.

— Após o nascimento de seu herdeiro, os reis de Serafine fizeram uma pequena viagem para Krósvia para visitar a minha família e se afastar um pouco das responsabilidades. Soube que minha mãe estava grávida de mim, então esse foi mais um motivo para a visita. Agora, com a informação que Phillip nos deu, acredito que seja mais do que apenas uma visita amigável. – continuo a explicar, apertando um pouco mais a mão de Austin, tentando passar algum tipo de conforto. – Depois dos incidentes que ocorreram em Krósvia, contando, também, com o desaparecimento de Phillip, os rei de Serafine retornaram para seu país junto com seu herdeiro, mas algo de horrível aconteceu. Um reino inimigo os atacou de surpresa e uma guerra em Serafine foi iniciada. Meus pais ainda tentaram ajudar, mas nosso reino ainda estava muito fraco e, infelizmente, os inimigos “mataram” toda a família real e assumiram o controle do trono. Desde então, Rhosália, a antiga Serafine, se tornou o maior inimigo de Krósvia.

O silêncio se instala no ambiente. Observo meu irmão e Manu e os dois permanecem sérios, pensativos. Austin estava de cabeça baixa e balançava a perna como um tique nervoso. Começo a me preocupar cada vez mais pelo seu estado.

— Por que esconderam isso de mim? – o loiro fala, ainda, olhando para o chão.

— Querido, escute-me, por favor. – pede Tia Mimi, abaixando-se de frente ao filho e levantando seu rosto com carinho, fazendo-o olhar para ela. – Tivemos que fugir para proteger você. As coisas estavam complicadas, naquela época. Allycia havia nascido a pouco tempo e o reino ainda estava muito vulnerável. Com a ajuda de Penny e Lester, conseguimos fugir para cá, trocamos nossos nomes e o nosso sobrenome foi apagado da história de Serafine, assim como acontece com os reis que são derrotados da maneira como fomos. Aqui, nós conseguimos iniciar uma vida nova e criá-lo longe de todos os problemas que um príncipe enfrentaria. Claro, ensinamos a você, mesmo que indiretamente, a como se portar e a cumprir seu papel como um homem da realeza. Sabíamos que um dia Ally iria vir para Miami e o casamento de vocês seria realizado.

— Não foi fácil permanecer em segredo, mas foi necessário. O nosso plano era que com o casamento, vocês pudessem recuperar o trono de Serafine, mas as coisas mudaram com a última guerra que aconteceu em Krósvia. – continua Tio Mike.

— O que quer dizer com isso? – pergunto, curiosa.

— Acredito que essa parte fica para Phillip continuar a narrar. – responde Tia Mimi, sentando-se ao lado do filho.

Todos começam a encarar meu irmão com intensidade. Ele olha para Manu, como se pedisse forças para conseguir explicar tudo. Após alguns segundos, o moreno suspira alto e volta a falar.

— Aproximadamente, quinze anos atrás, o rei de Rhosália descobriu a localização de Mike e Mimi. Com isso, as ameaças contra Krósvia e a família Moon iniciaram. Por diversas vezes, tanto Austin quanto Allycia estiveram nas mãos dos inimigos e por muito pouco não foram mortos. – explica meu irmão. – A situação se tornou tensa e muito perigosa, pois não sabíamos mais como nos defender de um inimigo tão poderoso. Foi então que um trato foi feito, com o propósito de adiar a terrível batalha que estavamos para enfrentar. Um tratado de paz foi realizado, mas apenas com uma condição. Quando a princesa completasse 18 anos, ela se casaria com o rei de Rhosália e, dessa forma, seria feita uma unificação dos reinos e a inimizade acabaria.

Olho surpresa para Prince. Isso não pode ser verdade. Quer dizer, eu irei me casar com Austin, não é? Eu não quero me casar com outra pessoa que não seja o loiro.

— O que? Como assim? A Ally vai se casar com um inimigo? Vocês enlouqueceram? Ela não é a minha noiva? – Austin gritava com raiva e desespero.

— Eu não quero me casar com o rei de Rhosália. Por que ninguém nunca me contou sobre esse tratado de paz? – pergunto, tão indignada quanto Austin.

— O tratado foi feito em sigilo. O povo não podia saber que sua amada princesa se casaria com o maior inimigo de Krósvia. As consequências seriam catastróficas. – explica Manu, levantando-se do sofá e volta a narrar a história. – Claro que os reis não cumpririam com essa loucura. O rei Lester e a rainha Penny precisavam, então, de um plano para que Ally escapasse daquele acordo. Allycia foi treinada para ser a princesa perfeita. Desde muito cedo, Ally aprendeu a como lutar, montar uma estratégia e governar um país com perfeição.

— Lutar? Desde quando você sabe lutar? – pergunta Austin à mim, impressionado com a informação.

— Eu vivo num meio do campo minado, Austin. Ao menos, eu tive que aprender a me defender de possíveis inimigos. A única solução encontrada para que eu permanecesse viva depois de ter “enfrentado” tantas guerras em meu país, foi aprender a lutar. – respondo, um pouco envergonhada pela maneira como Austin me olhava. Em seus olhos eu via um brilho de admiração.

— Sim, a Ally teve que aprender a lutar. Inteligência, beleza e força eram o que deveriam definir a herdeira do trono de Krósvia. Agora, o que faltava, era apenas uma maneira de impedir o casamento da princesa com o rei de Rhosália. Foi então que surgiu a ideia de “fugir” mais cedo para Miami e realizar o casamento antes da hora. – fala Manu.

— Mais cedo? – questiona Austin, confuso. – Não iriamos nos casar quando Ally completasse 18 anos?

— Não exatamente. – responde tia Mimi. – É verdade que vocês precisam ter 18 anos para se casarem, mas você é mais velho que Ally quase seis meses, querido. Ally precisaria apenas da autorização dos pais para que um casamento fosse feito. Claro que apenas algumas pessoas saberiam da verdade, mas o casamento ainda seria válido e a princesa não poderia mais se casar com Edgar Dobyne, o rei de Rhosália.

— O problema nisso tudo é que é um plano arriscado. Como a localização da família Moon não é segredo para Edgar, se o plano fosse descoberto, ele não teria pena em matar a todos ou fazer algo muito pior. Tudo se agrava ainda mais com a possibilidade de Gavin ter se unido a Rhosália. Os dois maiores inimigos de Krósvia juntos só significa maior destruição. Então, como podem ver, isso é algo arriscado. Vocês estão sendo, constantemente, observados por inimigos. O perigo é muito maior do que imaginam. – fala Prince.

— O que de pior pode acontecer, além de sermos mortos, se Edgar descobrir a verdade? – questiona Austin, com seriedade.

— Eu não sei. Ele é capaz de tudo. Poderia torturá-los, escravizar o povo de Krósvia ou quaisquer barbaridades como essas. Eu, realmente, não sei dizer o que pode acontecer daqui para frente. – explica Prince. – Enquanto Ally não assumir o trono de Krósvia e conseguir colocar um fim ao reinado de nossos inimigos, vocês continuaram a correr um grande risco de vida.

Meu corpo todo se arrepia só de imaginar do que Edgar é capaz de fazer para conseguir o que quer. Será que eu conseguirei ser aquilo que todos desejam? Eu não sei se serei capaz de suportar tanta responsabilidade. Eu sinto que tudo está em minhas mãos. Se eu falhar, as consequências podem ser fatais.

— Tudo bem, Prince. Agora, por favor, conte-nos o motivo de ninguém saber a sua identidade. – peço, tentado mudar, um pouco, o foco da conversa.

— Eu sou o herdeiro desaparecido, Ally. A primeira coisa que o povo tentaria era me fazer assumir o trono, mas eu fui banido de Krósvia. Ninguém sabe a verdade. Eu sou um traidor perante os reis e os aliados. Eu ajudei um inimigo a quase matar o rei de Krósvia e abandonei o meu país para conseguir realizar meu sonho de ser cantor. – explica Prince, abaixando a cabeça e fechando os olhos de maneira frustrada. – Assim que sair de Krósvia, eu assumi meu apelido de criança, Prince, e abandonei o nosso sobrenome, como sempre acontece com quem é banido.

— Você... Você ajudou os inimigos a quase matar nosso pai? – pergunto, gaguejando um pouco, sem acreditar no que eu havia ouvido.

— Sim, Ally. – ele responde, parecendo ter um nó em sua garganta.

— Você não ajudou Thomas, Prince! – grita Manu, assustando a todos. – A culpa não foi sua. A culpa foi minha por ter tido coragem suficiente para dizer a verdadeira natureza de Gavin. Se alguém é culpado aqui, esse alguém sou eu.

— Não, Manu. Eu contei a Gavin como era a rotina de meus pais e fui idiota por não ter percebido o que estava na minha cara. Você tentou me alerta, mas eu não lhe dei ouvidos. – fala Prince, acariciando o rosto de Manu e dando um doce selo nos lábios da garota. – Eu já te disse: você nunca teve culpa de nada.

— O que? Eu... Eu não estou entendendo. – falo, gaguejando. — Eles estavam morando no nosso castelo. De uma forma ou de outra, os dois aprenderiam sobre a rotina dos reis. Além disso, como a Manu disse antes, Gavin é um ótimo mentiroso e enganou, não só vocês, mas como todos que conviviam com eles. Por que o acusam de traição? Isso não tem lógica!

— Não é tão fácil assim, Ally. – responde o moreno. – Eu disse à eles onde eram os esconderijos do castelo, os locais onde nosso pai poderia ser encontrado quando não estava em algum compromisso da realeza e contei inúmeros segredos. Não era a minha intenção trair meu pai dessa forma, mas eu trair. Por minha culpa, Krósvia ficou em perigo. Se não fosse por Mike, o rei Lester teria sido morto e o plano de Thomas teria dado certo. Foi tudo culpa minha.

— Você não fez por mal, Prince. Você ainda era muito novo e Gavin te enganou. Não foi sua culpa. A culpa foi de Thomas e Gavin por terem sido tão inescrupulosos. – digo, vendo a dor da culpa estampada em seus olhos. Manu o abraça, após ver lágrimas rolarem do belo rosto do homem amado.

— Prince, a Ally tem razão, querido. Pare de se culpar, por favor. – pede Manu, acariciando a cabeça de Prince, enquanto o abraça com força.

— Phillip, não importa o que aconteceu a anos atrás. Precisa seguir em frente. Sua irmã e Austin estão em perigo. Se deseja se redimir, o melhor a se fazer é protegê-los e ajudá-los. Essa é a sua chance de mostrar que não é um traidor. – recomenda tio Mike, sorrindo com compreensão para meu irmão.

— Não se preocupe, Mike. Eu não estava mentindo quando disse que jurei proteger a princesa com a minha própria vida. Enquanto eu puder, protegerei as pessoas que amo e lutarei para que Krósvia consiga, finalmente, a sua tão esperada paz. – responde Prince, segurando a mão de Manu e sorrindo para a morena e, depois, para mim. – Não importa o que aconteça, eu vou cumprir com a minha promessa.

[...]

Estava na varanda do meu quarto, observando Prince e Manu interagirem do lado de fora da casa. O casal parecia feliz por estarem juntos, mesmo com todos os acontecimentos. Eles se abraçavam e se beijavam inúmeras vezes enquanto conversavam. Sorrio com carinho pela cena. Eles, com certeza, foram feitos um para o outro.

Já se passavam das onze horas da noite e eu sentia todos os meus músculos reclamarem de dor. Minha perna com o gesso me incomodava como nunca e eu não conseguia dormir.

Ao menos, a paisagem vista da minha janela conseguia me relaxar um pouco. Observar meu irmão e, agora, oficialmente, sua namorada me trazia um pouco de tranquilidade.

Ouço batidas em minha porta e a única coisa que faço é dizer um baixo "Entre". Não demora muito e a porta é aberta pelo loiro que mexe tanto comigo. Seus cabelos estavam molhados e a única coisa que Austin vestia era uma calça moletom. Suspiro baixo, ao ver a cena. Eu não sei como um garoto pode ser tão lindo quanto ele.

— Oi. – fala na porta da varanda de meu quarto.

— Olá. – respondo, olhando para ele, rapidamente, e volto a encarar o carro de meu irmão, que não demora a sair.

— Eu liguei para Dez e contei tudo o que descobrimos. – fala, parecendo cansado. – Ele falou que iria avisar aos outros, o que nos poupa de ficar repetindo a mesma história milhares de vezes.

— Sim, assim é melhor. – concordo, suspirando cansada.

— Não consegue dormir? – pergunta, sentando-se ao meu lado, na poltrona de dois lugares da minha varanda.

— Sim. Muita coisa para absorver e pensar. – respondo, olhando para o céu estrelado de Miami. – Você está bem?

— Dolorido, confuso e perdido, mas estou bem. E você? Está tudo bem? – pergunta, enquanto me abraça com carinho. Aconchego-me no garoto e suspiro cansada.

— Não sei dizer. – digo com sinceridade. – Estou preocupada com meu pai e com minha mãe. E estou com medo. E se eu fizer tudo errado? Estão contando comigo e eu não sei se serei capaz de governar Krósvia tão bem quanto meu pai.

Austin ficou calado por um tempo. Parecia refletir sobre o que deveria me dizer. Ele me aperta com um pouco mais de força e beija o topo da minha cabeça. Ele acaricia meu cabelo e encara meus olhos com intensidade.

— Não precisa ter medo, Ally. Eu nunca vi uma pessoa tão incrível como você. Bondosa, gentil e justa. Se existe alguém que saberá governar Krósvia como ninguém, esse alguém é você. – ele diz com sinceridade, dando um lindo sorriso. – Além disso, como seu futuro marido, eu sempre estarei ao seu lado. Não importa o que aconteça, eu sempre estarei com você para te apoiar e te dar forças.

Olho para Austin, surpresa e emocionada. Ele realmente disse que seria meu futuro marido? Então, Austin, quer mesmo se casar comigo? Sorrio encantada pelo que ouvi do loiro.

— Você ouviu o que disse? – pergunto, ainda sem acreditar no que o garoto havia falado.

— O que? – pergunta, confuso, alisando, com carinho, o meu rosto.

— Meu futuro marido? Quer mesmo se casar comigo? – questiono, envergonhada.

— Eu já cansei de fingir que sou indiferente a você, Ally. – fala, sorrindo carinhosamente. – Eu não sei o que acontece comigo quando estou perto de você. Eu tenho ciúmes de qualquer babaca que chega perto de você. Tenho medo de te perder ou não ser capaz de protegê-la e você se machucar por isso. Meu coração bate descontrolado quando estou com você e, muitas vezes, tenho que me controlar muito para não a beijar. Enfim, eu sou louco por você e se para ficar ao seu lado eu preciso me casar com 18 anos, então farei isso com todo prazer do mundo. Então, Ally, a resposta é sim. Eu quero me casar com você.

Sorrio boba com o que Austin disse. Ele existe mesmo? Por Deus, como faço para controlar os meus batimentos cardíacos? Eu estou tremendo e suando frio. Suspiro encantada.

Não me controlo mais e o puxo para um beijo. A sintonia com que tudo acontecia era mágico. A doçura com que Austin me beijava me fazia soltar suspiros e sorrir vez ou outro.

Meu estômago se contorcia de felicidade e alegria por sentir o sabor de seus lábios. Seus toques firmes e carinhosos fazem meu corpo se arrepiar.

O maldito ar se fez necessário. Separamo-nos, aos poucos, com alguns selinhos. Abro meus olhos e sorrio com a bela visão de Austin a minha frente. O loiro sorri, também, em resposta e meu coração saltita.

— Austin... – chamo baixinho.

— Oi, Ally... – sussurra, aproximando-se de mim mais uma vez. Seu cheiro suave chegava à mim, embriagando-me de maneira inexplicável.

— Eu acho que também te amo. – murmuro, encarando-lhe a centímetros de mim.

— O que? – Austin murmura sorrindo, parecendo não acreditar no que havia ouvido. – Você disse que acha que também me ama?

— Não. – falo, encantada pelo brilho nos olhos do loiro. – Eu não acho. Eu tenho certeza que te amo.

— Eu também te amo, Ally.

Sem que eu tivesse esperando, Austin volta a me beijar. Eu coloco meus braços em torno do pescoço do loiro e sinto o mesmo me puxar para mais perto ainda.

Não tínhamos pressa. O mundo poderia estar caindo ao nosso redor, mas eu não me importava. Pelo menos, naquele momento, eu resolvi esquecer de tudo o que me atormentava.

Separamo-nos, novamente, e voltamos a nos abraçar. Aquele gesto fez com que eu me sentisse completa e depois de algumas horas apenas trocando alguns beijos e caricias e conversando sobre coisas banais, o loiro foi para seu quarto.

A inspiração, de repente, desperta em mim. Com um pouco de dificuldade, caminho até a minha cama e pego o meu diário junto com o lápis. Volto a me sentar na poltrona da varanda e começo a me concentrar.

Após algum tempo, os versos começam a aparecer e quando dou por mim, eu já havia escrito uma boa parte da música. Sorrio ao ver o resultado daquele trecho.

“With you, it all begins

(Com você, tudo começa)

Feeling okay in my own skin

(Sentindo-se bem na minha própria pele)

So alive, I'm so alive

(Tão viva, eu estou tão viva)

I know this life isn't gonna be perfect

(Eu sei que a vida não vai ser perfeita)

The ups and downs are gonna be worth it

(Os altos e baixos vão valer a pena)

As long as I'm, I'm with you

(Enquanto eu estou, eu estou com você)

There's no gravity when you're next to me

(Não há gravidade quando você está perto de mim)

You always break my fall like a parachute

(Você sempre quebrar a minha queda como um pára-quedas)

When you're holding me so well it's like I barely breathe

(Quando você está me segurando tão bem é como se eu mal conseguia respirar)

You always break my fall, my fall

(Você sempre quebrar a minha queda, a minha queda)

You're my parachute.”

(Você é o meu pára-quedas)¹

Continua...

Notas finais
¹Trecho da Música Parachute de Laura Marano. **** E então? O que acharam? Críticas, elogios, erros ortográficos? Oi Cupcakes *0*!! Capítulo com muito Auslly e um pouquinho de Prielle!! Espero que perdoe a falta de criatividade e os erros ortográficos!!! Beijocas ♥ *** PS.1: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também, basta apenas me enviarem uma MP com o DDD de vocês e o número do celular que eu adicono *-* !!