Universo Paralelo

25 Capítulo XXII- A Verdade


Notas iniciais
Nada a declarar (Capítulo escrito por: Filha do Mar)

América não se lembrava de absolutamente nada.

–------------------The Selection-------------------

POV Maxon

Os olhos azuis da garota me encaravam assustados, com o medo estampado em suas belas feições.

–Acalme-se- disse, mais pra mim do que pra ela- Vai ficar tudo bem.

–Mas...- a voz de América estava trêmula enquanto agarrava fortemente os lençóis, cravando as unhas no fino colchão da Ala Hospitalar- Você promete?- perguntou-me com um olhar de cachorrinho perdido.

Senti um aporto no coração enquanto me ajoelhava e pegava a mão macia da garota que eu amava.

–Tenho certeza de que você vai melhorar- disse acariciando sua palma suada, tentando esquecer de como era bom ter as suas mãos fazendo cafuné um mim.

–Mas você promete?- perguntou-me novamente, com um leve brilho de esperança nos olhos azul-céu.

–Eu...- fui salvo de responder pelo Soldado Living, que entrou devagarzinho pela porta, quase como se tentasse não ser visto.

Christoper estancou assim que pôs os olhos cor de ouro (se se arregalaram instantaneamente) na maca, em que uma América acordada olhava-o com curiosidade, provavelmente tentando lembrar de onde conhecia aquele garoto.

–Ames?- sussurrou o soldado, então gritou- Ames!

E ia correr pra ela se eu não tivesse me colocado na frente dele, segurando seus braços e lhe mandando um olhar de aviso.

–Vá com calma- disse seriamente- Ela não se lembra de nada, nem do próprio nome.

Ele me olhou incrédulo.

–O quê?- falou em um fio de voz.

–Perdeu a memória. Vá chamar o rei e os enfermeiros- ordenei. Ele continuou me olhando com os olhos nublados, antes de olhar uma última vez para a maca atrás de mim e sair correndo porta afora. Suspirei antes de me virar para uma princesa curiosa.

–Quem era?- perguntou, antes de ter um espasmo de dor, segurando o peito. Corri pra ela e olhei em seus olhos azuis, com uma pergunta muda estampada nos meus castanhos- Estou... estou bem- respondeu-me- Olha, eu acabei de te conhecer, mas sinto que posso confiar em você. Agradeço por toda preocupação e tal, mas... Pode, por favor, dizer o meu nome? Não consigo lembrar- diz com a mão na cabeça e com os belos olhos fechados.

–Ann, claro- digo encabulado por ter esquecido de falar a ela o próprio nome- Você é a Princesa América Singer, filha do Rei Shalom e da Rainha Magda Singer, do Brasil- ela olha-me de boca aberta, continuei, pois já estava no embalo- Tem dois irmãos mais velhos, a princesa Kenna, que casou-se a algum tempo com o príncipe James, da Escócia, e o príncipe Kota...- hesitei, lembrando-me do motivo de eu ter viajado para o Brasil- ele, hum, está... Você verá- ela não demonstrou nenhuma reação, ficou apenas olhando-me, pasma- Ter também dois irmãos mais novos, a princesa May, de dezesseis anos, e o Príncipe Gerad, de oito.

América me olhava assombrada. De repente, a porta abre-se de supetão, e por ela passa...

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A mulher ruiva fechou o grande livro antigo com capa de couro e olhou para as duas crianças de cinco e seis anos que a olhavam indignadas. Sorriu enquanto eles reclamavam.

–Ah não mamãe!- disse a garotinha de cabelos loiros como o pai e com os olhos azuis da mãe. Se olhasse de perto, era possível ver raias castanhas em seus olhos, assim como reflexos ruivos no sei cabelo- Não pode parar agora! Não é justo!

–Concordo com a Sophie mamãe! Nunca mais vamos falar com a senhora se não continuar a história!- disse o pequeno Erik, com seus cabelos ruivos como os da mãe, assim como os olhos azuis com raias castanhas chocolate, herdadas do pai- Nunca mais!- disse emburrado e com os bracinhos cruzados.

A bela mulher olhou para os pequenos com um pequeno sorriso.

–Vocês querem que eu continue?- perguntou.

–Sim, sim!!!- berraram Sophie e Erik ao mesmo tempo, pulando em cima da mãe e a enchendo de beijos enquanto ela ria.

–Eu vou continuar então- falou risonha.

–Eba!!- gritaram os irmãos saindo de cima da mãe e encostando-se na cabeceira da cama em que estavam, olhando para a ruiva com os olhos azuis brilhando.

A mulher deu um sorriso malicioso.

–Eu disse que continuaria, mas não disse quando. E agora já era hora de vocês estarem roncando- falou caindo na gargalhada, com os filhos olhando-a bravos.

–Isso não vale- choramingou a menina de seis anos.

–É mesmo- disse o ruivinho de cinco.

–Amanhã eu continuo a história, talvez nós conseguimos termina-la antes da hora de dormir, que tal?

–A senhora promete?- perguntaram as crianças olhando para a mãe.

–Eu prometo- disse sorrindo.

Acomodou os filhos, cada um em suas respectivas camas, deu um beijo de boa noite e saiu do quarto, escutando um leve:

–Boa Noite mamãe.

Notas finais
Eu acho que vocês querem me matar, tanto por demorar, quanto por ter postado isso. Tipo: What? Era só uma história? De um livro? "Ju, vem cá pra mim poder te esganar" Aposto que estão pensando algo assim, acertei? Nem a Lady Singer sabia disso. Muáhahahaha!!! Comentem!!