Universo Paralelo
17 Capítulo XVI- Flashback
Notas iniciais
POV América
Flashback on
Depois de eu e Lucca começarmos a namorar, no verão seguinte eu fui até a Inglaterra, ver como eram as coisas por lá, pois um dia, segundo Lucca, eu moraria lá, seria América Singer Windsor, Rainha da Inglaterra. Fiquei lá durante um mês, então, dia 30 de novembro Lucca fez o pedido. Me levou até o jardim privado da rainha, e disse:
– Ames, eu gostaria de te pedir uma coisa- ele parecia envergonhado.
–O que foi?- eu perguntei. Se tinha uma coisa que se podia afirmar sobre mim, essa é a minha curiosidade.
– Eu...- ele corou, então respirou fundo e pegou a minha mão.
Se ajoelhou.
Pegou uma caixinha no bolso do casaco.
Eu arfei.
Estava acontecendo.
– Ames, América, Princesa América, ou como você quiser ser chamada- Lucca respirou fundo como se para se acalmar- Você gostaria de se casar comigo? De ser minha esposa? Se ser Princesa da Inglaterra? De ser chamada de América Singer Windsor?- e abriu a caixinha. Dentro dela estava o anel mais lindo que eu já tinha visto.
(Link anel da Ames: http://www.casarbem.com/wp-content/uploads/2013/01/anel-de-noivado.jpg )
Eu já esperava por isso, ele tinha me dito que me pediria em casamento, mas isso não me impedia de ficar surpresa. Fiquei algum tempinho estática vendo ele morder o lábio esperando a minha reação. Então me atirei em cima dele gritando.
–Sim, sim, sim! Eu aceito!- e espalhava beijos por todo o seu rosto, enquanto nós dois riamos.
Me cansei e me separei dele, ambos com um sorriso gigante no rosto. Ele pegou o anel e colocou no meu dedo anelar direito. Então pegou minha cintura e me puxou para um beijo, um beijo que expressou todo amor e carinho que sentíamos um pelo outro.
Passou- se mais alguns dias, e eu não encontrava Lucca. Procurei por tudo: Sala de reuniões, salão de jantar, salão de baile, no quarto dele e no meu... Até na cozinha eu tinha procurado! Nos jardins, nada. Então resolvi procura-lo no jardim privado da rainha Katrina, jardim que um dia seria meu. Como eu queria nunca ter ido lá. O que eu vi ficou gravado a ferro e fogo na minha mente. Lucca, meu Lucca, meu noivo, se agarrando com uma garota morena, que reconheci como sendo uma das modelos britânicas. Se não me engano chamava-se Celeste Newsome. Se beijavam como se fosse possível se engolir.
Lágrimas escorriam pelo meu rosto enquanto eu tentava processar oque estava vendo. E o pior é que eles estavam bem no lugar onde Lucca tinha me pedido em casamento, embaixo do grande carvalho que ficava no centro do jardim. Meu peito se apertava com uma dor nunca antes senti antes. Eu o amava afinal.
– Lucca?- sussurrei incrédula, mas parece que ele escutou. Virou a cabeça na minha direção e arregalou os olhos em descrença.
Vi seus lábios formarem um “América?”, mas não vi depois. Saí correndo. Lágrimas borravam a minha visão, enquanto eu corria para o castelo, escutando o grito de Lucca atrás de mim.
– Ames! América! Espera! (N/A Perceberam que é a mesma coisa que ele gritou quando chegou ao Brasil quando a Ames saiu correndo pra floresta?)
Entrei no castelo correndo, e fui direto para onde sabia que encontraria Katrina: Na biblioteca. Cheguei lá e a vi com a dama de companhia, Alessa. Katrina levantou o rosto quando me viu entrando.
– Ora mas se não é a minha futura nora!- ela sorriu mas não durou muito- O que ouve querida?- ela franziu as sobrancelhas ao ver minhas lágrimas.
Eu não respondi, só chorei ainda mais. Geralmente eu não chorava, não dava esse gostinho para a pessoa saber que eu estava sofrendo, mas nesse momento eu simplesmente não conseguia parar de chorar.
– Querida, oque foi?- a rainha mandou Alessa embora com um gesto, trancou a porta e me guiou até um dos sofás- O que aconteceu?
Solucei e respondi:
– E-eu vi L-lucca beijando o-outra- eu tentei dizer em meio ás lágrimas e soluços. Katrina estava estarrecida, me olhando como se eu fosse uma alienígena que tinha caído do céu. Depois ela ficou vermelha e disse com raiva:
– Quem era a garota?
– Uma mod-delo cham-mada C-eleste.
– Eu vou matar aquela vadia e dar um bom trato no meu filho por faze-la ficar assim!- ela disse com raiva.
–N-não- falei ainda soluçando. Respirei fundo e tentei falar normalmente- Eu só... quero voltar pra casa. Amanhã de manhã eu vou pegar um jatinho de volta para o Brasil. Eu sinto muito, mas... Não posso mais casar com o seu filho. Não depois do que eu vi. Eu o amo, sim, mas... Eu só não posso- falei. O olhar de raiva da rainha foi substituído por um de tristeza.
– Eu entendo- ela suspirou.
Me levantei alegando que iria falar com Alan, o meu piloto de avião e que iria fazer as malas. Fui até a porta e estanquei. Me virei pra rainha e vi que me olhava com o semblante triste.
–Outra coisa- disse a ela- eu gostaria que alguém pudesse me levar o jantar no quarto. Não quero ver Lucca tão cedo.
– Sim minha querida- ela disse com um sorriso triste.
Saí e dei de cara com a última pessoa que gostaria de ver nesse momento. Se você disse Lucca, parabéns! Você acertou!
–América...- ele tentou dizer, mas eu apenas passei correndo por ele em direção ao quarto de hóspedes em que eu estava. Entrei e tranquei a porta. Não me dei ao luxo de chorar mais. Apenas comecei a fazer as malas, e minutos depois escutei batidas na porta.
– Quem é?- perguntei.
–Jantar- uma voz que não reconheci veio de trás da porta.
Destranquei e me joguei na cama, não me dando ao trabalho de ver quem era, até essa mesma pessoas trancar a porta. Olhei pra trás e vi... Lucca.
– Olha Ames, temos que convers... que malas são essas?- ele franziu as sobrancelhas, finalmente reparando na mala gigante meio cheia em cima da cama.
– Não temos nada pra conversar, e essas malas querem dizer que eu estou indo embora-me levantei e o empurrei pra fora.
Ele tropeçou mas logo se voltou pra mim dizendo:
– América, vamos conversar...- mas eu não deixei ele terminar. Tirei o anel de noivado do dedo e joguei pra ele.
– Vá conversar com a Celeste.
E bati a porta na sua cara. No dia seguinte estava voltando para o Brasil e contando tudo aos meus pais.
Flashback off
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