Notas iniciais
Oi pipocas! Não pude postar ontem porque acabou a luz aqui em casa, mas estou de volta! Prontas Team Maxon? Amaxon u.u !!! E então leitoras? Gostando da fic? Eu vi que teve gente que perguntou do Lucca. Pois bem, eu vou responder a essa pergunta em breve, mas as outras, como quem América viu no corredor, vai demorar um pouco para ser respondida! Sei que vocês estão bravas por eu ter parado o cap. bem naquele momento, mas foi necessário. Espero que gostem!

POV Maxon

Eu ainda estava aturdido com o beijo que América tinha me dado. O que foi aquilo que eu senti? Eu fiquei surpreso, mas senti algo mais. Algo que eu nunca tinha sentido antes!

Para esfriar a cabeça fui andar pelo palácio, conhecer mais um pouco daquele estranho e gigante lugar. Já tinha passado alguns minutos que eu estava passeando quando trombo com América. Ela cora e não me olha nos olhos. Ela continua seguindo seu caminho para uma parte que eu não conhecia do palácio. Vi que ela estava inquieta e resolvi segui-la. O tempo que demorou pra mim tomar essa decisão fez eu perde-la de vista. Como se por um impulso, começo andar para onde acho que ela foi. Devo ter ficado uns 45 minutos procurando-a em vão, mas então... congelei. Eu conheço essa música. Eu conheço essa voz.

Como se tivessem vontade própria, meus pés correm para o lugar de que está saindo a música. Paro em frente a uma porta. Acima dela está escrita: Sala de Música. Encosto a orelha na porta e confirmo: a música que eu tinha ouvido, sete anos antes, está sendo novamente tocada e cantada pela mesma pessoa (a música é Unconditionally da Katy Perry)

Unconditionally

Oh no, did I get too close?
Oh, did I almost see what's really on the inside?
All your insecurities
All the dirty laundry
Never made me blink one time

Unconditional, unconditionally
I will love you unconditionally
There is no fear now
Let go and just be free
I will love you unconditionally

So come just as you are to me
Don't need apologies
Know that you are a worthy
I take your bad days with your good
Walk through this storm I would
I'd do it all because I love you
I love you

Unconditional, unconditionally
I will love you unconditionally
There is no fear now
Let go and just be free
I will love you unconditionally

So open up your heart and just let it begin
Open up your heart, and just let it begin
Open up your heart, and just let it begin
Open up your heart

Acceptance is the key to be
To be truly free
Will you do the same for me?

Unconditional, unconditionally
I will love you unconditionally
And there is no fear now
Let go and just be free
'Cause I will love you unconditionally
Oh yeah

I will love you (unconditionally)
I will love you (unconditionally)
I will love you unconditionally

América já estava quase no fim quando eu abro a porta. Ela erra as teclas e se vira para gritar com qualquer um que tivesse interrompido seu ensaio, mas quando se vira, arregala um pouco os olhos, antes de voltar ao normal, ansiosa, parece, mas normal. Eu olho para o lado esquerdo e vejo seis meninas me olhando espantadas. São bonitas e eu suponho que sejam amigas de América.

– Senhoritas- eu falo em tom formal, esperando que elas façam uma reverência, mas como todos aqui, acho que eu estou começando a me acostumar, elas não fizeram.

– Meninas- América disse sem formalidade- Vocês podem nos dar um segundo? Eu preciso falar com o Príncipe Maxon.

Vi que uma das garotas, loira de olhos castanhos, arregalou os olhos para América e moveu os lábios sem fazer som: Esse é o Príncipe Maxon? Que gato! Vai me contar tudo depois! Ela apontou pra mim, quase imperceptivelmente. Corei um pouco com o comentário e olhei para América. Suas bochechas estavam da cor de sus cabelos de tão coradas. Ela respondeu a garota loira: Marlee! Saia! E no final acrescentou: E nada de ficar ouvindo atrás da porta! A garota, Marlee acho, deu um risinho e chamou as outras:

– Nicoletta, Georgia, Anne, Mary e Lucy, vamos. Vamos deixa-los "conversar"- ela disse fazendo aspas com os dedos e com a voz transbordando sarcasmo.

Isso arrancou risinhos das outras meninas, e conforme passavam por mim, iam se apresentando:

– Eu sou Marlee- a loira respondeu.

– Meu nome é Nicoletta- uma garota alta respondeu.

– Me chamo Georgia- outra disse.

Um trio de garotas parou na minha frente e elas se apresentaram como se tivessem ensaiado:

– Anne.

– Mary.

– Lucy.

Elas passaram por mim para se juntar as outras do lado de fora. Quando fui encostar a porta vi que América tinha tido a mesma ideia. Ao mesmo tempo, fomos pegar na maçaneta, mas acabamos por pegar um na mão do outro. Ficamos assim por um tempo, enquanto uma sensação estranha me corrói por dentro. O que seria aquilo? É a mesma coisa que senti quando América me beijou. Então ela se vira pra mim, ainda sem soltar a minha mão. Olho dentro do seus olhos, enquanto ela olha dentro dos meus. Então percebo uma coisa. Agora eu sei o que é aquela sensação. Meu olhar dispara até a sua boca. Aí eu não aguento mais. Eu a puxo para um beijo. Primeiro ela fica estática, depois se solta e começa a corresponder o meu beijo. Enquanto eu percorro minhas mãos pelas suas costas, seus dedos se prendem no meu cabelo. O beijo vai ficando mais forte e eu a encosto na parede ao lado da porta, ciente que elas poderiam se abrir a qualquer momento. Prendo seu corpo na parede e ela entrelaça as pernas na minha cintura. Suas mãos saem dos meus cabelos e vão para a frente da minha camisa. Meus dedos vão para a parte de baixo de sua camiseta, onde fica a barra. Meus dedos se detêm lá, assim como os de América. Nos afastamos, ambos ofegantes. Ela tira as pernas da minha cintura e fica vermelha como um pimentão, assim como eu.

– Me desculpe- eu digo com os lábios dormentes por causa do beijo. Alguma coisa dentro de mim me avisa: não estou arrependido. Faria de novo. Eu sorrio, para aliviar a tensão e porque percebo que estou começando a gostar de América, não aquela garota frágil e irônica que eu vi cantando na festa de Reynald, mas por esta América, a América decidida, forte, determinada e que, Meu Deus, sou eu mesmo tendo esses pensamentos? E que beija muuuuuuuiiiiitooooo bem.

– Tudo bem- ela fala e isso só serve para alargar o meu sorriso. Ela gosta de mim! Ela gosta de mim! Fico com vontade de fazer a dancinha da vitória e... Maxon, por que toda essa festa? Ela só não brigou com você por tê-la beijado. Ela nem disse que gostou! Mas também não disse que não gostou...- Está tudo bem.

Ela se virou para abrir a porta mas eu segurei o seu braço, virando-a pra mim. Ela me olha com aqueles olhos azuis como um oceano e pergunta:

– Maxon? Precisa de alguma coisa?

– Preciso- deixo escapar.

– E o que seria?

– Duas coisas- respondo.

– E como eu poderia ajuda-lo?- sua voz é suave, mas ainda um pouco dormente por causa do intenso beijo que trocamos.

– Primeiro, eu não sei voltar para o meu quarto- eu digo e ela ri- E a segunda... Bom, eu falo quando chegarmos lá.

Vi que ela ficou curiosa, mas meu plano era exatamente esse. Eu não aguentava mais essa sensação no estômago quando estava com ela. Se eu não fizesse alguma coisa iria acabar enlouquecendo sempre que chego perto de América.

– Muito bem!- ela diz- Eu te levo até o seu quarto Sr. Perdido- eu rio e ela sorri- Mas eu tenho que falar com as meninas antes- Eu assinto com a cabeça e ela abre a porta. Um turbilhão de meninas cai para dentro do quarto, assuntando a mim e a América. Tenho que dar um pulo pra trás para não ser atingido por uma das amigas de América (acho que seu nome era Nicoletta).

América levanta a loira de antes e fala:

– Marlee! Eu disse pra não ficar ouvindo atrás da porta, sua Xereta!

– Sou mesmo!- Marlee responde- E nós, como ouvimos a conversa, já estamos indo pra casa. Terminamos por hoje.

Ela e as outras garotas começam a recolher suas coisas. Ao passarem por mim e América, um sorrisinho involuntário aparece no rosto de todas. Quando todas já saíram do quarto pergunto a América:

– Você acha que elas escutaram o nosso...- sou interrompido.

– ... beijo? Não. Acredito que fomos bem silenciosos- um sorriso malicioso cruza sua face- Muito bem! Então agora vamos leva-lo ao seu quarto.

Ela sai pela porta e eu a sigo. Quando chegamos ao segundo andar pela escada principal tento memorizar o caminho para não precisar de ajuda depois. Chegamos a uma porta que reconheço como sendo a do meu quarto. Quando chegamos, pudemos escolher nossos quartos. Eu fiquei com um que tinha uma janela que dava para o resplandecente lago do castelo. Meus pais tinham pegado um no final do corredor, umas vinte portas da minha. Abri a porta e convidei América para entrar. No começo eu tinha ficado um pouco chateado com meus pais por escolherem um quarto tão distante do meu, agora eu agradecia a Deus por isso. Eu não aguentava mais aquela sensação, de ficar perto dela sem poder toca-la. Graças a Deus não tem guardas no corredor.

As cortinas estão fechadas e a luz está apagada, deixando o quarto na maior escuridão. América entra na minha frente, e depois que eu entro, me viro e tranco o porta. Ela se vira pra mim, e mesmo na escuridão consigo ver seus olhos arregalados.

– O que está...- ela se interrompe quando eu a puxo pra perto e colo nossos corpos. Nos conhecemos a um dia e já estamos nisso? Rápidos não? Eu passo os lábios a um centímetro da sua pele fazendo-a ficar com respiração regular. Eu falo quando meus lábios param na frente de sua boca.

–Sabe meu último pedido?- pergunto e surpreendo a mim mesmo com a sedução na minha voz. Ela não consegue falar, e eu gosto disso. Gosto da sensação que provoco nela. Ela assente com a cabeça.- É este- e encosto meus lábios nos dela.

Movemos nossas bocas devagar, mas logo uma urgência me domina e eu começo a ir mais rápido, passando rapidamente minhas mãos em suas costas, enquanto seus dedos se prendem no meu cabelo. Ainda nos beijando eu levo as mãos dela para a frente do meu peito, e coloco seus dedos em cima do primeiro botão. Ela para por um segundo, antes de começar a desabotoar minha camisa. Como não está vendo nada ela se atrapalha com os botões, fica com raiva e arranca a camisa com força, rasgando-a. Eu rio e descolo nossos lábios.

– Essa camisa era do seu irmão- falo sorrindo.

– Quem se importa? Ele que vá comprar outra- ela responde e me beija novamente. Suas mãos se movem para o cós da minha calça, mas eu as tiro de lá. Ela me olha confusa.

– Sua vez- respondo colocando minhas mãos na barra de sua camiseta e levantando-a. Ela sorri e termina de tirar a blusa. Eu a pego no colo e a coloco em cima da cama. Nos beijamos, e acho que vocês já sabem do resto.

Antes das três da manhã América levanta e se veste. Vem até mim, me dá um beijo, e quando eu seguro seu pulso implorando para ela não ir, ela diz:

– Eu tenho que voltar. Já não fomos no jantar, se eu não estiver no me quarto amanhã, minha mãe me mata!

Ela me dá um selinho e vai na direção da porta. Assim que ela fecha novamente eu me deito e fico pensando no que aconteceu até cair no sono.

Sonho com América, como vem acontecendo desde que eu descobri que viria para o Brasil.

Notas finais
E então? Mereço comentários? Se vocês não gostaram me digam okay? Me deem sugestões para o próximo capítulo, que eu estou sem mais ideias. Só sei que vai se POV América. Já vou avisando que daqui uns dois ou três capítulos o Lucca vai aparecer! Beijinhos com sabor de manteiga, pipocas!