Universo Paralelo
14 Capítulo 12 - Finn?
Notas iniciais
Ela o rasgou em quatro pedaços e jogou no chão. Simon que estava logo atrás, os uniu e resolveu que iria segui-la por proteção.
O final da aula havia chegado, então Marceline pegou suas coisas e saiu.
Foi embora a pé, mas percebeu que alguém a estava seguindo. Começou a andar mais rápido, já que sua casa era um pouco mais que alguns quarteirões de distância da escola. Rapidamente abriu a porta, trancando-a logo depois que entrou.
Já era quase uma da tarde quando Marcy saiu. Estava indo para o parque, mas continuava com a sensação de que alguém a observava.
Alguns minutos depois, encontrou Finn sentado embaixo de uma arvore seca bem perto da rua.
- Não sei se esse é um lugar seguro para conversar... Acho que meu pai está aqui.
- Bobagem. -ele disse- mas vamos andando, se é o que você quer.
Entraram em uma pequena trilha de terra, até que ela percebeu alguém atrás de uma das árvores. O garoto segurou sua mão e a puxou para verem juntos quem era afinal.
- Simon?! -ela gritou- então era você que estava me seguindo desde a escola!
- O que? Desde a escola?
- Saia daqui! –ela disse, empurrando seu ombro e fazendo com que ele tropeçasse em um galho, então se levantou e foi embora muito pensativo.
Passaram-se pouco mais que três minutos quando um carro vermelho parou bem perto dos dois. De dentro dele saiu um homem alto e com uma arma na mão. Ele atirou acertando o peito do Finn, que caiu e pediu para que Marceline corresse.
Ela se ajoelhou perto dele ignorando sua ordem, e começou a tentar parar o sangue que já havia manchado toda a sua camisa.
Um dos homens encapuzados foi se aproximando enquanto apontava a arma, até que ela gritou.
Simon não estava muito longe, então pôde ouvi-la. Seguiu o som da sua voz e bateu uma espécie de raquete de tênis na cabeça de um deles.
Marcy correu e pegou o revólver, mas os bandidos foram rápidos demais. Entraram no carro e levaram o Finn junto deles.
Algum tempo depois, Marceline já tinha explicado a Simon o porquê dessa gravidez repentina, mas não mencionou o que aconteceu entre ela e Marshall.
Ambos estavam deitados no sofá, Marcy lia algum livro enquanto Simon acariciava o seu cabelo até que a campainha tocou.
- Marshall?! –dizia ela, assustada.
- Ora, por que o espanto? Normal eu querer visitar a minha namorada, não é?
- Você não é o namorado dela –disse Simon- eu sou.
Ele fervia de raiva. Bateu a porta e deixou os dois sozinhos, mas antes de fazer isso, ele disse:
- Não conte comigo para mais nada, Marceline.
Simon a abraçou e mostrou que poderia confiar nele.
Depois disso o dia passou bem devagar, mas finalmente a manhã de quinta havia chegado. Estavam no intervalo quando Jujuba se aproximou com lágrimas nos olhos e começou a falar:
- Se você não tivesse entrado na vida dele, nada disso estaria acontecendo! É por culpa sua que eu estou chorando agora!
Antes que respondesse, ela a empurrou de uma escada com muita raiva, mas Marcy não se levantou.
“Essa não” –ela pensava- “o que foi que eu fiz?!”
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