Universo Paralelo
12 Capítulo 11 - Mais um bilhete
Notas iniciais
– É, vocês são muito sortudos mesmo... Parece que vão ser mamãe e papai!
– Isso é sério?? –perguntou ela, completamente eufórica- não posso ter um filho! E agora? O que a minha mãe vai pensar de mim?!
– Ora, não disseram que tinham planejado?
– Mentimos. -respondeu Marshall, colocando uma das mãos sob sua testa.
– Então é melhor se preparar, dar a noticia aos outros não será nada fácil.
Marceline se levantou e foi caminhando até a saída. Marshall a seguiu e os dois foram embora.
Estavam caminhando até sua casa, ambos em silêncio. Tinham a cabeça repleta de coisas, e não sabiam o que fazer.
– Acho que posso dizer que o filho é meu, amenizaria as coisas. –ele disse.
– Eu não sei... Como vai o Simon? Faz tanto tempo que não o vejo...
– Está bem.
Ela resolveu por si só que iria voltar para a escola e esconder ao máximo que estava grávida.
Marcy chorava muito, e ao perceber o quanto sua amiga estava triste, ele a abraçou.
– Não chore... –ele dizia- eu estou aqui com você.
– Sempre está, não é?...
Marshall deslizou o dedo no rosto dela limpando suas lágrimas e novamente tentou roubar um beijo, mas dessa vez ela cedeu.
Marceline se deitou no colo dele, enquanto Marshall acariciava sua bochecha.
Ela não havia sentido nada durante aquele beijo, mas ele estava completamente apaixonado e disposto a fazer de tudo para convencê-la disso.
Passado algumas horas, o garoto foi embora, pois já era tarde e teriam aula bem cedo.
Marcy se deitou e não demorou muito para que pegasse no sono. Estava cansada e tinha sido um dia bem cheio.
Quando acordou, sentiu uma sensação estranha.
“Eu... eu beijei o Marshall...” –pensou ela.
Ao se dar conta disso, seu estômago embrulhou. Estava quase vomitando, até que engoliu aquela coisa. Entrou no banheiro e tomou um banho, logo depois começou a se arrumar.
Ao entrar no colégio, ficou frente a frente com Simon. Ele não sabia o que fazer, apenas ficou parado com suas coisas na mão.
– Por que você parou de atender as minhas ligações?
– Porque eu... Eu estou grávida, Simon.
– Você o que?! E quem é o pai?!
O sinal tocou e ela saiu antes de ter lhe dado uma resposta.
Estava quase entrando na sala, quando Marshall segurou seu braço e a cumprimentou com um beijo, fazendo com que aquela sensação esquisita voltasse.
Eles se sentaram e assistiram a aula, até que o intervalo chegou.
Enquanto andava pelo corredor, trombou com Finn, fazendo com que suas coisas caíssem no chão.
Ele estava pegando os livros caídos, quando ela os tirou da sua mão e disse:
– Não preciso da sua ajuda.
Finn segurou uma de suas mãos e colocou um pequeno papel na palma dela, antes de fechá-la e ir embora.
Ela foi andando, se sentou na escada e começou a ler.
Antes de terminar, uma lágrima percorreu seu rosto, até cair na folha branca e amassada. Começou a chover, então ela subiu, esfregou as costas das mãos nos olhos e voltou a abrir o pequeno bilhete. Ele dizia:
“Talvez um pedido de desculpas não seja suficiente para confortá-la, mas como não me escuta, resolvi escrever. Hudson está com a minha mãe, e tudo o que fez com você a vida inteira, está fazendo com ela agora. Tinha dito que a soltaria caso eu lhe entregasse, mas parece que fui enganado. Bom... Só posso contar até aí, e espero que entenda, apesar desse não ser o maior dos nossos problemas. Precisamos conversar pessoalmente, quero poder olhar nos seus olhos ao dizer isso. Me encontre no parque, às 13h”
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