Notas iniciais
Olá! Demorei mas voltei. Disse que ia postar essa capítulo domingo mas o meu computador e o roteador queimaram no sábado e só voltaram ontem, desculpa :( Como estou de férias vou conseguir postar os capítulos regularmente. Eles não vão demorar muito para sair, mas ainda não tenho um tempo programado para postar. Postarei assim que conseguir! É isso, boa leitura e espero que gostem. Falow!

Eu e uma mulher aparentemente morta, frente a frente, em um frio que havia congelado meus pulmões. E o mais intrigante: como ela sabe o meu nome?

Já não bastasse o que havia acontecido na escada mais cedo, agora isso.

Ficamos alguns segundos, que mais pareciam uma eternidade, nos encarando.

Ela tem olhos cansados, com uma expressão triste no rosto, seu cabelo é de um preto intenso e as manchas de sangue no seu vestido realçam ainda mais o branco de sua pele.

De repente sinto o ar entrando pelas minhas narinas, meu coração batendo de uma forma absurdamente forte e o peso do meu corpo recaindo sobre as minhas pernas, que logo enfraquecem. Quando percebo que vou cair sinto meus braços sendo segurados por alguém.

–Opa! –Diz meu pai após me segurar –Kylie? Você está bem?

Coloco a mão na minha cabeça, que dor horrível!

–Hum... Estou... Estou com um pouco de dor de cabeça, só isso... –Respondo ainda meio tonta.

–Você deve ter ficado tonta por causa do calor, venha vamos entrar –Diz ele.

Não é possível. Ele não viu a mulher toda ensanguentada na minha frente?! Ela estava lá, eu sei que estava!

–T-Tudo bem... –Murmuro.

Olho para trás, mas a mulher não está mais lá.

O que está acontecendo comigo?

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Acordo e olho para o relógio: 03:00h

Mais uma noite com esse hábito noturno horrível.

Já conversei sobre esse hábito de acordar de madrugada involuntariamente para a minha analista. Até porque quem gostaria de estar no meio de um sonho com um ator de cinema incrível (gato demais), com um abdômen incrível e acordar as 3:00 horas da madrugada para ficar olhando para o teto? Eu é que não.

Bom, essa parte eu não contei para ela, é claro.

Lembro que não vi ainda se Sarah respondeu minha mensagem, então me estico para pegar meu celular na mesinha do lado.

É... Ela não respondeu ainda. Fui ignorada com sucesso.

Lembro o porquê quero tanto falar com ela e meu corpo estremece. Tem tanta coisa acontecendo. Vou para a universidade daqui a algumas horas, estou vendo coisas estranhas, ficando “paralisada” por algum tempo e beijando meu ex-namorado.

A imagem daquela mulher me vem à cabeça. Vem também a lembrança de Trey e eu nos beijando. O seu “eu ainda amo você” ainda flutua na minha cabeça.

Isso tudo é muita coisa para pensar de uma só vez, ainda mais a essa hora da madrugada.

Coloco o celular de volta na mesinha e me viro para o outro lado. Chega por hoje.

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–Vamos, vamos, vamos! –Diz minha mãe já entrando no quarto.

–Ai não –Murmuro puxando meus lençóis.

–Já são 08:00 horas! Levanta, levanta! –Retruca ela enquanto abre as cortinas.

Encolho-me na cama, mas minha mãe me puxa.

–Temos que estar lá ao meio dia, quero sair às 09:00 para que não nos atrasemos –Diz ela –Ainda vou falar com o diretor.

–Ok, vou ir tomar um banho –Respondo e dou um bocejo.

–Vou levar essas malas aqui lá para o carro –Diz ela apontando para as malas encostadas na parede.

–Quer ajud... –Mal pergunto e ela já saiu com as malas.

Ela está muito ansiosa com isso tudo de universidade.

É sempre assim, se alguma coisa a deixa ansiosa ela não consegue ficar quieta por muito tempo, está sempre fazendo alguma coisa.

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Saio do banho e me visto.

Quanto ao meu estilo de roupa posso dizer que, sou uma garota de 18 anos, normal (eu acho) e que não sou nada ligada nesse negócio de moda. Resumindo, escolhi uma blusa do Ed Sheeran, que ganhei no show dele, com uma calça jeans e um tênis. Se isso não é estilo, não sei o que é.

Saio do banheiro e vou para o quarto pegar o restante das coisas.

Coloco a mochila nas costas e minha mãe vem para me ajudar com o restante.

Olho ao redor do quarto e encontro uma foto minha com Trey, tiramos ela quando fomos ao show do Ed Sheeran, e bem, eu estava com a blusa que Trey havia me dado.

É, acho que deveria ter escolhido outra roupa.

Coloco a foto na mochila, não sei bem o porque. Apenas guardo comigo.

Vou para a porta, e me viro. Meu quarto me parece tão grande agora, me lembra as noites que madruguei com Sarah, e todas as nossas conversas malucas que tivemos. Isso tudo parece um pouco distante agora. Mas é isso.

Fecho a porta e desço as escadas. Pelo menos agora sem nenhum tipo de falta de ar, pulmões cheios, finalmente.

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Tomo meu café e termino de colocar minhas coisas no carro.

Minha mãe quem vai me levar, a viagem dura no máximo 2 horas e meia, e ela ouviu dizer que o diretor Burnett é bem rígido quanto a horários, então vamos chegar um pouco mais cedo.

–Kylie, está pronta? –Pergunta minha mãe já fechando o porta-malas.

–Estou! –Grito.

Vou até a sala me despedir do meu pai. Ele está sentado lendo alguns papéis.

–Já estamos indo pai –Digo.

Ele se vira e levanta.

–Mas já? –Diz ele surpreso.

–Sim, minha mãe quer chegar cedo. Acho que está mais com medo do diretor do que eu – Respondo e dou um sorriso.

–Ah, claro. Então tudo bem. Qualquer coisa pode me ligar, ok?

–Pode deixar.

Ele me dá um abraço e por um momento penso em chorar, e sinto que ele também pensa o mesmo que eu. Mas não faço e nem ele.

–Daqui a 1 mês eu venho passar o final de semana com vocês, prometo –Digo com a voz trêmula.

–Tudo bem, vamos estar aqui te esperando querida –Responde ele com a vez trêmula como a minha.

–KYLIE! –Grita minha mãe.

–É melhor eu ir –Digo rindo.

–Concordo plenamente –Diz ele também rindo.

Vou até o carro, minha mãe já está no volante.

–Pronta? –Pergunta ela.

–Sim, comandante. –Respondo.

–Então, vamos.

Aceno para o meu pai que está na porta de casa.

Aqui vamos nós. Ou melhor, aqui vou eu.

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Chegamos à estrada, e coloco um CD para tocar.

Passados alguns minutos em silêncio, minha mãe tenta puxar assunto.

–Qualquer coisa você pode nos ligar, ok? –Pergunta ela.

–Ok. Vou ficar bem, relaxa –Respondo.

Bom... Essa foi uma das únicas palavras quais trocamos durante a viagem. Além de falarmos de como seriam os dias que poderia voltar para casa no final de semana.

Chegando, finalmente, na universidade.

Minha mãe estacionou o carro e nós descemos. Paramos em um lugar um pouco mais afastado do campus e fomos direto à direção, que é em uma parte separada da universidade em si.

Entramos e minha mãe foi falar com a recepcionista.

O lugar é muito bonito! Uma decoração de deixar qualquer um impressionado, e olha que é só a direção.

–Kylie, vem aqui, por favor –Diz minha mãe lá do balcão.

Vou até ela.

–Aqui está a chave do seu dormitório –Diz a recepcionista que me dá uma chave e em seguida um papel. –Aqui é o seu corredor e o número do quarto –Diz apontando para o papel.

–Ok, obrigada –Respondo e os pego.

–O Sr. Burnett já vai chegar –Acrescenta ela.

Mal ela diz isso e um homem de terno entra pela porta da frente.

Ele é alto e tem o cabelo escuro.

–Sr. Burnett! –Diz a recepcionista para o homem, que caminha em nossa direção. –A Sra. Galen e sua filha Kylie –Completa ela apontando para nós duas.

–É um prazer conhecê-las! –Responde ele nos cumprimentando.

–O prazer é meu –Responde minha mãe.

–Prazer! –Digo também.

–Deve ter recebido a chave do seu quarto, não é? –Ele me pergunta.

–Sim, recebi –Respondo balançando a chave.

–Pedi para que um aluno viesse te ajudar a levar as malas enquanto converso com sua mãe. Ele vai te encontrar no estacionamento daqui a pouco, se chama Derek.

–Tudo bem –Respondo.

–Tome as chaves do carro –Diz minha mãe que me dá as chaves. –Venha me encontrar depois que deixar as malas no quarto.

Ela e o diretor vão até o escritório e eu vou para o estacionamento.

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Destravo o carro e abro o porta-malas.

–Você deve ser a Kylie Galen, não é? –Diz alguém atrás de mim.

Dou um pulo e me viro rapidamente, dando de cara com um garoto loiro de olhos azuis.

–Wow! É, sou eu –Respondo ainda surpresa.

–Te assustei? –Diz ele rindo.

–Ah não, claro que não. Imagina... –Respondo de jeito sarcástico e rindo.

–Eu sou o Derek, prazer! –Diz ele sorrindo.

Que sorriso maravilhoso!

–Kylie, como suponho que saiba –Digo.

–Pois é, suponho que eu saiba –Diz ele.

Ele olha para mim e sorri. E eu sorrio para ele.