Unintentionally loved you
27 The past defines the future
Seus passos eram vacilantes no breu da escadaria mal iluminada. Em sua mão direita empunhava uma tocha com dançantes chamas que brilhavam em labaredas fulvas, que o conduzia por seu longo trajeto.
A certa distância em um som continuo podia ouvir — se um gotejar de água constante. O cheiro de mofo e dejetos tornava — se a cada passo mais abrangente. Seu estômago embrulhava-se e uma ânsia o tomava.
Ao chegar ao final da escadaria, quase poderia dar um suspiro em alívio, se não estivesse tão tenso e amedrontado.
Uma figura encapuzada com também uma tocha em mão aproxima — se.
"Você tem alguns minutos, apresse-se" O guarda a quem havia subornado o alerta em voz baixa, apontando para uma cela ao final do corredor escuro.
Seus passos aceleram — se até que a chama de sua tocha pudesse refletir a porta enferrujada da cela.
“Emma?" Sua voz em um tom receoso interrompe o silêncio.
Segundos passam — se em completa quietude até olhos azuis aparece entre os vãos das grades.
“Jefferson"?- A loira indaga confusa, buscando enxergar a pessoa a sua frente, com muita dificuldade, pois seus olhos estavam sensíveis à luz que não via há um tempo.
"Sim, Emma." O homem pronúncia — se olhando para irmã com certo pesar.
"Como você ousa aparecer aqui?" A loira pergunta desacreditada, não entendendo o motivo da visita do irmão.
"Precisava ver como você está." Ele fala calmamente, como se não fosse em parte responsável pelo aprisionamento da irmã.
"Ver como eu estou? Como espera que eu esteja, presa nesta cela imunda e escura?" Ela esbraveja colocando suas mãos contra a grande, as chamas refletiam no azul de seus olhos frios e furiosos.
"Emma, por favor, você não entende eu não esperava que isto acontece com você." Ele leva sua mão para tocar a da irmã.
"Não ouse tocar em mim." Ela grita afastando a mão da dele.
E o homem recua com a reação da loira.
“Irmã escute-me, por favor, eu estou aqui para ajuda-la. Mesmo que não acredite, eu realmente me importo com você.”
"Mentira, você não se importa comigo ou com ninguém, apenas com si mesmo. Eu é que sempre fui estúpida o bastante para nunca enxergar isto." Lágrimas furiosas escorriam pelo rosto da loira, doía ver a verdadeira face de alguém que ama. “Você é ruim, Jefferson. Papai estava certo, você é um monstro.”
Com a fala da mulher, os olhos do homem arregalam-se em choque.
“O que você acabou de dizer?” Gagueja atordoado, ele não poderia ter ouvido o que acha que ouviu.
“Exatamente o que você pensa que ouviu. Você é um monstro, eu sei da verdade sempre soube, apenas não queria acreditar nas minhas memorias confusas. Mas agora eu sei quem você é e do que é capaz. Você matou nossa mãe”.
Memorias pessoais invadiam os dois em flashes repentinos.
A jovem princesa estava impaciente, sentada solitariamente na grande mesa de jantar. Durante uma eternidade, ao ver da menina, esperava pela presença de seu pai e irmãos.
—Eles não virão para o jantar, querida. – Uma de suas amas, oferece um sorriso consolador à menina que olhava tristemente para seu prato intocado. —Por que você não come um pouco? – Questiona a criança.
—Não tenho mais fome, quero ir para a cama agora. – Acompanhada sai da sala de jantar, seguindo pelos corredores para seu aposento.
Olhando para os corredores, Emma com seus cinco ano de idade percebia pequenos detalhes que mudara. Antes flores preenchiam o castelo de cores e perfumes, para cada lugar que olhasse poderia encontrar um tipo, porem agora os corredores eram vazios e sem vida. A menina se questionava se isto estava ligado ao desaparecimento repentino de sua mãe, afinal era a mãe responsável em decorar o castelo com flores.
— Anna onde fica o céu? – Inesperadamente a menina pergunta, fazendo com que sua ama interrompa a caminhada.
— Por que quer saber disto querida? – A senhora de certa idade questiona a menina.
— Por curiosidade, todos dizem para mim que minha mãe foi para o céu e eu quero ir visita-la, mas não pode ser o céu, céu porque isto seria impossível, não é mesmo? – A menina fala rapidamente andando para janela, olhando o céu e rindo da ideia absurda de como uma pessoa conseguiria ir até ele, talvez existisse uma escada grande e alta o suficiente para leva-lo até ele?
— Emma... Uh... Talvez eu não seja a melhor pessoa para explicar onde é o céu. – A mulher enrolava-se com as próprias palavras, afinal de contas não era fácil explicar de forma coesa a uma criança que a mãe dela havia morrido.
— Uh, tudo bem. Quando minha mãe voltar, ela me dirá como se faz para ir até lá. – Dá de ombros, voltando a andar. Deixando a mulher para trás.
Remexia-se de um lado para o outro na cama, o sono não vinha. Anna havia contado um historia antes de dormir, mas ela não era boa nisto. Não como sua mãe ou o seu pai. Levantando da cama, calça seus sapatos. O quarto era iluminado por poucas velas e a pequena princesa cuidadosamente pega uma delas em suas mãos andando até a parede próxima à lareira. Onde havia uma passagem secreta até os aposentos de seu pai. Era um corredor estreito e escuro, mas graças à luz da chama conseguia andar por ele. Seus passos se apressam quando entra na passagem, sentia um pouco de medo.
Rapidamente chega ao fim do corredor e com todas as suas forças tenta abrir a passagem, sem sucesso. Emma estranha, seu pai nunca fechava aquela passagem.
—Você sairá deste castelo, amanha cedo. – Embora abafado conseguia ouvir o som da voz do pai.
— Pai, por favor, eu não quero ir. – Ouve a voz de Jefferson. O que estava acontecendo?
— Eu não me importo, não consigo mais olhar para você. Não quero você morando no mesmo teto que meus filhos e eu, você é um monstro. – O rei grita e mesmo com uma parede os separando, princesa se assusta.
— Papai me perdoa, foi um acidente, eu não queria fazer aquilo. – Soluções eram ouvidos.
— Ninguém mata alguém por acidente, o que você fez foi imperdoável. Eu sinto ódio de você, me sinto capaz de estrangula-lo. Você matou sua mãe, ela morreu por sua causa. Você é um monstro e eu não deixarei que você machuque seus irmão. – Sua mãe estava morta, Emma entra em estado de choque derrubando a vela no chão extinguindo o fogo, ficando na escuridão absoluta. Assustada começa a correr no escuro, tropeçando e caindo no chão por vezes. Ao chegar novamente em seu quarto, estava suja e com alguns ralados. Começa a chorar em alto e bom tom.
Sua mãe está morta!
“Eu não queria fazer aquilo, foi um acidente. Eu a... a empurrei sem querer pela escadaria, não foi intencional.” Jefferson chorava copiosamente, caindo de joelhos não chão.
“Mas você a matou de qualquer maneira.” Ambos choravam.
“Você tem que ir” O guarda aparece alertando o homem que levanta derrotado.
“Eu a tirarei daqui Emma irei provar que eu realmente amo você irmã.” Ele não consegue olhar novamente no rosto da irmã e dá as costas saindo com passos apressados.
**
Faziam-se horas que ele mantinha a carta que recebera em mãos. A lua já brilhava imperial no céu. Sua mente tentava de todas as formas criar cenários compatíveis com a razão para Regina escrever aquelas palavras. Mas era quase impossível.
Era uma carta confusa, em certos trechos era apaixonada e em outros impessoais. Era tão sem sentido que se não fosse pela letra, Robin duvidaria que a carta foi escrita por sua esposa.
Lembro-me das vezes em que durante a madrugada quando o sono não vinha, líamos para nosso filho. Um dos primeiros livros que eu lerá ao chegar a Sherwood, por qual eu me apaixonei, assim como sou apaixonada por Você, Robin!
A que livro ela se referia? Ele se perguntava diversas vezes. Não fazia sentido isto. Claramente eles ficaram acordados de madrugada por diversas noite, principalmente após ela engravidar. Mas o que eles faziam, não estava relacionado à leituras.
"O que você está dizendo, Regina?" Perguntava ao papel, como se ele tivesse o poder de responde — lo.
Para encontrar respostas Robin vai até o quarto da esposa. Não entrava ali desde que ela partirá. Era estranho entrar novamente, sentia-se como o garoto de antigamente, incapacitado de entrar naquele cômodo após a morte da mãe. No lugar em que ela morrerá. Às vezes, a dor da saudade batia cruelmente, mas nos últimos tempos ela quase se tornou nula. Os impactos que Regina causará em sua vida era incontáveis.
O quarto estava exatamente como ela deixara, ele havia pedido para que nenhuma serva o limpasse ou organizasse. Queria preserva — lo assim, até que ela voltasse. Ele costumava pensar nisto, como uma forma de enganar seu cérebro, melhor dizendo, seu coração para que acreditassem que de alguma forma ela ainda estava no castelo.
Sobre o criado-mudo, podia encontrar diversos exemplares de livros. Talvez não fosse tão fácil como ele pensava descobrir de qual livro ela se referia.
Sentando — se na cama, coloca os cotovelos sobre as coxas, as mãos no rosto em sinal de derrota. Isto era uma loucura, estava louco. Insano sem ela! Questionava — se diariamente se fora uma decisão sábia deixa — lá ir para Thorens. Ainda mais após a primeira carta que recebera dela, falando sobre seu filho que em breve nasceria. Seu filho! Um sorriso triste preenche sua face, lembrando — se das noites em que conversava com a barriga da esposa enquanto ela dormia. Cantava- lhe canções, contava — lhe histórias sobre heróis destemidos e caridosos. Sobre seu herói favorito da ficção, o qual tem o mesmo nome que o seu, Robin Hood.
Robin Hood!
O título do livro o vem à cabeça, era um livro que costumava ler frequentemente para seu filho. Em momentos em que Regina estava dormindo... Ou não estava?
Procurando pelas pilhas de livros, rapidamente encontra o velho livro amarelado de capa negra com desenhos de flechas douradas em sua capa.
Só poderia ser este livro. Tinha que ser este livro. Passando por as páginas rapidamente, sua atenção é direcionada ao pedaço de papel dobrando que encontra entre as páginas 23 e 24. A curiosidade o toma, abrirá aquele livro diversas vezes antes e nenhuma delas havia visto aquele papel ali.
Abrindo — o já reconhece a caligrafia de Regina.
Fazem três noites desde que cheguei ao castelo. Três noites desde que me tornei Rainha e esposa de um rei, mas eu não me sinto como uma rainha, muito menos como uma esposa. Sinto-me um nada e este é o pior sentimento que possa existir.
Quando pequena, ao idealizar meu casamento imaginava — o como um conto de fadas, onde o amor verdadeiro vencia no final. Mas de diversas formas nos últimos dias descobri que o amor é insubstancial, cruel e ímpio.
Desejo que eu nunca mais possa amar e eu sei que isto não será difícil, como um marido que despreza-me e Trata-me como um objeto, amor será algo que eu nunca terei.
Esta possivelmente tenha sido o pior erro que eu tenha cometido, porém não haveria outra escolha. As palavras de meu padrinho assombra-me mais do que eu esperava. A possibilidade de pai ter sido assassinado atormenta — me e por diversas vezes penso em quem poderia ser o culpado. Por mais cruel que seja minhas suspeitas sempre leva-me ao meu tio, Leopold. Nenhuma pessoa, fora eu, teria vantagem com a morte de meu pai além dele. Um pensamento doloroso em digerir de que um irmão poderia ser capaz de matar o outro. Mas pelo poder de um reino não duvido de nada. Apenas espero que um dia a verdade seja revelada.
Robin estava perplexo, o conteúdo daquela carta era novidade para ele. Não tinha ideia da maneira como Regina via o casamento deles no inicio, como ela o via e embora doloroso sabia que era verdade, que ele era daquele jeito.
Regina nunca uma vez se quer havia compartilhando a suspeita de que seu pai poderia ter sido assassinado, pelo próprio irmão. Com a relação conflituosa que tinha com Jefferson não achava aquela suspeita fosse ridícula. E uma raiva o toma, como podia Regina ter ido para o reino onde o possível assassino de seu pai estava.
“Droga Regina” Ele joga o livro e a carta contra a parede levantando-se rapidamente da cama. Pela carta sem sentido que escrevera, ela só poderia estar em perigo. Ele precisava ir para Thorens. Agora! Com passos rápido anda até a porta.
“Indo a algum lugar majestade?” Assustado, Robin se vira. Um vulto estava parado na entrada da passagem secreta.
“Você!” Ele exclama encarando a figura.
Com uma risada sinistra a mulher, se vira e começa a correr.
“Espero!” Robin grita arrancando sua espada da bainha. Em conflito, não sabia qual caminho seguir. Ir a Thorens ou seguir aquela maldita mulher. “Sinto muito Regina, mas eu preciso mata-la.” E ele começa a correr.
Fale com o autor