Notas iniciais
O capitulo mais difícil que escrevi.

Foi no início da primavera quando ocorreu o casamento de Killian e Emma, esta era uma das condições impostas por Robin após descobri sobre a gravidez de irmã, foi um evento que ocorreu às presas antes que a barriga começasse a aparecer, surpreendendo a todos e gerando algumas desconfianças, principalmente quando após pouco tempo depois do casamento, Emma anunciar sua gravidez.

Porém antes que quaisquer boatos que surgissem, Robin rapidamente anuncia durante um jantar a gravidez de Regina, causando grande comoção para com a chegada dos bebês, principalmente do herdeiro ao trono.

Regina era ainda mais paparicada, suas comidas e pessoas que conviviam com ela, eram severamente fiscalizadas, quaisquer ordens e desejos eram prontamente atendidos, principalmente por seu marido.

Robin estava em êxtase com a ideia de ser um pai, algo que temia antes de Regina aparecer em sua vida, seu pai não foi um dos melhores exemplos que tiveram, mas a partir do momento em que descobriu a gravidez de Regina, prometeu a si mesmo que não comentaria com seu filho os mesmos que erros que seu pai cometeu com ele.

Logo após o baile de inverno, Jefferson e Ruby deixaram o castelo e não muito tempo depois do casamento de Emma, não qual Jefferson e Ruby não compareceram.

Chegou ao castelo à notícia de que ele tornou-se pai de uma menina batizada de Grace, o que Robin previu como algo que o desagradou, ele conhecia irmão o suficiente para apostar que ele queria um menino.

Apesar das grandes expectativas do reino para um herdeiro homem ao trono, Robin percebeu que isto realmente não importava. Amaria seu filho independente de ser uma menina ou um menino, seria parte dele e de Regina e isto era o que mais contava a ele.

O dia começou a nascer, um sol tímido acariciava o corpo nu de Regina, Robin observa — a enquanto ela dormia.

Estava deitada de lado virada para ele, uma de suas mãos estava protetoramente sobre sua barriga arredondada de suas vinte e três semanas, a colisão com seu filho era sem dúvida a parte preferida do corpo dela agora, por suas mãos sobre a barriga dela e sentir seu bebê mexer sob suas palmas era uma sensação indescritível.

Como se tornou costume, Robin coloca sua mão sobre a colisão e um sorriso toma conta de seu rosto ao sentir os movimentos do bebê.

"Bom dia, filho!" Ele abaixa — se até seu rosto encontrar — se na altura da colisão, como resposta sente um forte chute e depois vários consecutivos.

"Ei, calma! Não queremos acordar a mamãe, não é mesmo ?" Ele ri sentido os chutes fortes continuarem, com certeza puxaria dele a desobediência.

"Tarde de mais!" Regina se espreguiça falando com a voz sonolenta, ao ver a cara de culpado dele sorri e começa a passar a mão sobre os cabelos de Robin.

"Bom dia, meu amor!" Robin coloca seu corpo sobre o dela sem soltar todo seu peso ou fazer muita pressão sobre a colisão.

"Bom dia!" Ela o puxa para um beijo preguiçoso.

"Como você dormiu?"

O verão em Sherwood estava muito quente e com a colisão crescendo a cada dia mais, torna — se muito desconfortável para Regina dormir.

Durante a noite passada, Robin preparou uma cama improvisada com peles e cobertas na varanda onde era mais fresco durante a noite.

"Muito bem, você me fez dormir como um bebê. Você é bom demais para mim" Ela fala sorrindo referindo-se a noite de amor que tiveram e que a fez de dormir de cansaço, enrolada nos braços acolhedores dele.

"Eu faria qualquer coisa para você, principalmente agora, nunca irei te recompensar suficientemente por isto." continua acariciando a barriga dela.

"Eu não preciso ser recompensada por isto, é melhor coisa que aconteceu comigo" Ela ri sentindo o bebê se mexer, era uma sensação muito estranha sentir outro ser mexendo dentro de si mesmo, mas ao mesmo tempo é maravilhoso ver ser corpo mudar a cada dia acolhendo e gerando um ser, fruto de seu amor.

"Eu diria que é a melhor que aconteceu conosco, eu te amo tanto por isto, você está tão linda." Robin fazia questão de sempre demonstrar com palavras, carícias e beijos o quão bela Regina estava e o quanto ele a amava.

Sua beleza sempre foi estonteante, mas ser a forma como seu rosto, corpo e até mesmo humor mudava ao decorrer da gestação fazia ele praticamente perder o fôlego.

"Você só está dizendo isto, porque estou carregando o seu bebê" Ela faz um bico adorável.

"Mas é claro que não, o fato de você estar esperando nosso filho te torna ainda mais bela" Ele beija a testa dela com carinho.

"Sei" Ela fala não muito crente das palavras dele "Agora venha me ajudar com minhas vestes, preciso comer porque estou faminta" Ele levanta e ajuda — a levantar-se também, cuidadosamente.

**

"Emma, você não acha que está exagerando com as pelúcias?" A gravidez de Emma era mais avançada que de Regina e estava próxima a data de entrega, elas começam a preparar o berçário do bebê e Emma estava paranoica com a preparação.

"Não, quero este quarto cheio de bichinhos. Por favor, coloquem estes perto do berço". Ela aponta as pelúcias para uma das servas que estavam as ajudando.

"Bem você está conseguindo" o quarto encontrava — se o mais próximo possível dos aposentos do que Emma e Killian compartilhavam, era o mesmo quarto que antes pertenciam a Emma, as cortinas vermelhas foram substituídas por cortinas em tons claros de amarelo, estantes e prateleiras estava repletas de pelúcias e artigos infantis e ao centro havia um berço em madeira escura com um mobile de cristais azuis e transparentes em formar de unicórnio.

"Isto está tão bonito, não vejo a hora de conhecer meu bebê" A loira acaricia a barriga muito saliente, praticamente em lágrimas olhando o quarto.

"Logo, logo ele estará aqui" coloca a mão na barriga da princesa "os dois" coloca a mão sobre a própria barriga, ambas emocionadas e ansiosas pela chegada dos bebês.

**

Com o outono, as folhas das árvores caíram e o todas as cores que estavam presentes na primavera, adquiriram tons de marrons e cinzas.

O castelo estava se preparando para a chegada do bebê de Emma que chegariam em poucas semanas, porém prematuramente a bolsa da Loira rompe durante o café da manhã.

"Regina, eu estou com medo" Emma fala apavorada, enquanto Regina segurava a mão dela.

"Ei, vai ficar tudo bem. Seu bebê finalmente vai estar aqui" A morena fala, tentado tranquilizar a princesa.

"Argh, isto dói tanto" Emma chorava ao sentir as contrações.

Mesmo que estivesse doendo, Regina deixava que a cunhada continuasse a apertar sua mão.

"Majestade, não prefere esperar lá fora? Talvez não seja bom para a senhora se desgastar muito". Uma das parteiras fala para rainha.

"Está tudo bem, eu ficarei bem. O importante agora é trazer este bebê ao mundo"

Regina sorri para cunhada que começa a relaxar quando a contração termina.

"Cadê o Killian? Ele prometeu que estaria aqui para mim" A loira chorava compulsivamente.

"Calma, ele logo estará aqui. Foram avisa — ló de o bebê está vindo" Depois de alguns minutos a porta é aberta ruidosamente e Killian entra sem fôlego.

"Querida, cheguei" Ele anda até ela, pegando a mão dela e dando um beijo.

"Obrigado, por ficar com ela Regina" O príncipe agradece.

"Foi um prazer, agora ajude ela a se acalmar. Robin está lá fora?" Killian acena confirmando. "Então eu irei ficar lá fora com ele" Ela dá um beijo na testa de Emma.

"Boa sorte! eu sei que você é forte, para trazer este bebê para o mundo".

Saindo do quarto, Regina prontamente encontra um Robin ansioso andando de um lado para o outro.

"Nasceu?" Ele pergunta exasperado.

"Não" Ela dá risada "Essas coisas demora, então pare de andar que nem um louco se não abrira um buraco no chão" Ele para de andar e senta no sofá.

"Desculpe, estou nervoso." Regina senta ao lado dele e começa a massagear a mão.

"O que aconteceu com sua mão?" Ele pergunta preocupado ao ver a vermelhidão.

"Emma fez isto. Se 3 2 farei o mesmo com você no meu parto" Ela fala em um tom sério.

"Não sei se estou pronto para seu parto ainda” Ele fala assustado.

"Bem querido, se você não está pronto imagine eu, não tem quão assustador foi ver a Emma".

"Ainda bem que temos alguns meses pela frente" Ele coloca a mão na grande colisão dela.

Algumas horas se passam, a ansiedade de Robin se torna ainda mais alta e ele pedia constantemente para que Regina fosse descansar, mas a morena teimava querendo estar lá quando o bebê nascesse.

"Regina já estamos há horas aqui, por favor, vá comer alguma coisa e descansar" Ele insiste.

Porém antes que ela pudesse falar alguma coisa, o som do choro é ouvido.

"Nasceu!" Ele grita com alegria.

Em poucos minutos as parteiras e criadas, saem do quarto carregando bacias e lençóis sujos.

"Eles estão esperando por vocês lá dentro"

Robin e Regina entram no quarto silenciosamente não querendo incomodar mãe e bebê.

"Aproximem-se" Emma pede ao casal, ela estava com uma aparência cansada, mas a alegria e orgulho irradiavam de seus olhos enquanto segurava o pequeno pacote precioso em seus braços.

"Oh Emma, como seu bebê é lindo! É um menino ou uma menina?" Regina pergunta ao olhar para o rostinho do pequeno bebê.

"É uma menina" Ela olha para a filha que bocejava abrindo os pequenos olhos azuis acinzentados.

"Ela é linda, tão parecida com você quando bebê" Robin fala ao olhar para a sobrinha.

"Eu acho que ela é a cara do Killian" A loira fala olhando para o amado, que beija com carinho a loira.

"E podemos saber o nome da bebê ou teremos que esperar o batizado?"

Regina pergunta curiosa.

"Bom acho que podemos abrir uma exceção e contar o nome a vocês. O nome dela será Serena." Emma anuncia.

"Oh Serena! É um nome maravilhoso, perfeito para ela." Regina diz encantada, olhando fascinada para a bebê.

"Você quer segurá-la?" Emma pergunta ao observar a cunhada.

"Claro!” Ela estende os braços e Emma coloca a bebê cuidadosamente nele.

“Olá Serena! Eu sou tia Regina” Ela falava com uma voz fina “E este homem aqui é o tio Robin, estamos muito felizes com sua chegada.”

Robin fica sem palavras observando Regina. Era a primeira vez que a via com um bebê no colo e ele não poderia não imaginar que em alguns meses, seria seu bebê nos braços dela e vendo a cena era confirmação do fato que ele já sabia.

Regina será uma ótima mãe.

“Aproveitando que estamos todos aqui neste momento, Emma e eu gostaríamos de fazer um convite a vocês” Killian fala.

“E o que seria?” Robin pergunta.

“Gostaríamos que você e Regina sejam os padrinhos da Serena.” A loira declara.

“Padrinhos? Será uma honra Emma” Regina fala emocionada.

Ficam mais alguns minutos no quarto, porem Regina, Emma em alguns momentos soltas bocejos e Robin e Killian as convencem a descansarem.

Como de costume quando um bebê nascesse, os homens iam a uma taverna para brindar e beberem em honra da mãe e do bebê.

Killian não estava muito disposta a sair para festejar, não queria deixar sua esposa e filha porem Emma o convence afirmando que tudo ficaria bem, que constantemente uma serva viria vigiar a ela e a filha.

**

Era madrugada, fazia algumas horas que Robin e Killian haviam deixado o castelo.

Não haviam espalhados a noticia do nascimento ainda, anunciaria no inicio da manhã para que se iniciasse a preparações para o batizado.

Emma dormia pesadamente, estava exausta do parto e sua filha acordara horas antes chorando de fome dando a ela a chance de amamenta-la pela primeira vez.

Por uma das passagens secretas que existiam no corredor, uma mulher observava a porta dos aposentos da princesa e aproveita a deixa para entrar quando umas das criadas sai após dar uma checagem.

Entrando cuidadosamente no quarto, ela olha para a princesa que dormia não cama.

Andando até o berço, que ficava ao lado da parede, ela observa o bebê que dormia serenamente, o peito subindo e descendo com a respiração.

“Olhe para você, tão pequeno e indefeso. Espero que tenha aproveitado suas poucas horas de vida” Com muita calma ela retira a bebê do berço, que logo começa a resmungar e chorar nos braços da mulher.

“Ei o que você está fazendo? Será que ela está com fome? Dê- me ela aqui.” Emma ainda sonolenta, acomodando-se em uma posição sentada ao ouvir a filha chorar.

Analisando melhor a mulher ela percebe as vestes e pele sujas e os pés descalços.

“Espere! Você não é uma criada. Como entrou aqui? Coloque a minha filha no berço” Mesmo muito debilitada, Emma levanta tentando chegar à mulher.

“Você não deveria ter acordado, não vai atrapalhar meus planos” Recolocando a bebê no berço, ela anda até Emma.

“Saia daqui, antes que eu chame os guardas” À loira ameaça.

“Eu acho que não” A mulher empurra a princesa que bate a cabeça na quina do criado-mudo, desmaiando pelo impacto.

Sem olhar para a princesa, a mulher volta ao berço pegando novamente o bebê.

“Agora anjinho, hora de dizer adeus ao mundo” Segurando o bebê contra o peito, ela segura fortemente a criança impedindo-a de respirar.

“Vão todos pagar” Ela olhava para o bebê agora sem vida em seus braços.

Notas finais
Por favor, Por favor não me odeiem. Sei que alguns ficarão zangados por isto, mas é importante para historia que isto aconteça. Sinto muito, Steff!