Unintentionally loved you
20 Solstice
Notas iniciais
Servos corriam pelos corredores do castelo, aprontando os preparativos da festa para que tudo fique pronto a tempo. Enquanto nobres perambulavam animadamente, decidindo que vestes vestir e quem trariam para acompanhá-los nas comemorações. Sem duvida a comemoração do solstício era o evento mais importante do reino e como tal Regina queria estar o mais preparada possível.
“Nunca participei de uma festa destas, geralmente quando queríamos celebrar alguma data importante, fazíamos jantares em Thorens” Como todas as mulheres da nobreza, Emma e Regina estavam escolhendo vestidos especiais para data.
“Esta é sem duvida a época mais festiva do ano e acredite em mim, jantares não se comparam ao que acontece nestas festas” Ambas estavam cobertas de camadas e camadas de tecidos, enquanto servas trabalhavam na elaboração dos vestidos.
“E o que acontece na festa? Perguntei ao Robin, mas ele desviou do assunto” Após a pergunta, ela percebe uma troca de olhares entre a cunhada e as servas.
“Bom, seria mais fácil perguntar o que não acontece na festa” Regina arregala os olhos com a afirmação de Emma “Mas fica tranquila são só alguns jogos que fazemos e você não é obrigado a participar de todos” Ela tenta tranquilizar Regina.
“Mas que espécies de jogos estamos falando?” Regina com o tempo estava se adaptando a cultura de Sherwood, porém algumas coisas ainda lhe causava estranhamento.
“Bom durantes as festividades em alguns anos é feito o baile dos mascarados. Onde escolhemos aleatoriamente, uma mascara e procuramos pelo par desta mascara que escolhemos que pode ser qualquer um dos convidados e a pessoa com a máscara se torna seu par durante todo o baile”. Somente em pensar ser o par em um baile de outro homem, que não seja Robin. Assusta Regina.
“E os reis participam deste baile?” Ela esperava profundamente que a resposta fosse não.
“Mas é claro que participam, afinal de contas o melhor do jogo é anonimato” E assim seguiram Emma contando as curiosidades e coisas que mais gostava da festa.
**
Após o jantar Regina vai para seu quarto ler um livro. Robin havia assuntos pendentes a resolver e não poderia ficar com ela.
Depois de algum tempo lendo o livro, a leitura se torna desinteressante e olhando para o quarto se sentia sozinha, era tão estranho estar lá sem Robin. Todos os cantos do cômodo a remetia a ele, a forma como ela segurava-a em seus braços, beijava-a, amava-a dentre estas paredes. Vendo que não conseguiria dormir ali, não sem Robin. Ela decide ir para o quarto dele.
Colocando um casaco sobre suas vestes de dormir, ela sai do quarto. Os guardas que vigiam sua porta estavam relaxados escorados a parede e se assustam quando a veem e tomam suas posições e a olham como se esperando alguma ordem, já que era estranho a ver sair do quarto tarde da noite.
“Está tudo bem, podem ficar tranquilos” Ela esclarece assim que vê a cara de preocupação deles “Eh... eu só vou dar uma volta e não há necessidade de me seguirem” Os guardas assentem em compreensão.
Andando pelo corredor, apertando-o casaco entre os dedos, ela se questionam pensando que talvez esta pudesse não ser uma boa ideia. O quarto de Robin ficava no próximo corredor perto do seu e assim como o seu tem guardas a sua porta de vigia. Será que eles a deixariam entrar? Afinal ela deveria ser anunciada, não?
Assim que os guardas a veem, sem perguntar nada abrem a porta permitindo a entrada dela, e suspirando aliviada ela entra sem nenhum impedimento.
Olhando para a antecâmara de Robin, ela se dá conta de que esteve ali somente uma única vez, durante um café da manhã e que nunca esteve no quarto dele.
Ela viu que havia três portas, uma há mais que no dela e levando a similaridades com seus aposentos, ela assumiu que as portas maiores e as do meio eram as portas que levavam ao quarto.
Empurrando o mais silenciosamente que conseguia, as portas se abrem e revelam a sua vista o quarto que almejava conhecer.
Era parecido com seu, mas com proporções maiores e uma decoração mais masculina. Uma chiase escura estava perto a imensa lareira, na qual o fogo crepitava. Cortinas expensas num tom vermelho e dourando cobriam as janelas e varanda e uma cama enorme em madeira escura com um dossel nos mesmos tecidos que as cortinas estavam posicionadas estrategicamente no centro do quarto. Quando andava para perto da cama, mas podia ter o vislumbre do corpo que dormia inerte ao meio dela, andando pelo lado esquerdo ela podia ter uma bela visão do rosto de Robin.
Suas feições eram suaves e pacificas e ele nunca olhou tão belo para ela como agora, afastando cuidadosamente os cobertores ela sobe na cama e se acomoda ao lado dele, tentando não acorda-lo.
Como se mesmo em meio ao sono, Robin sentisse a presença dela, a puxa-a para o calor de seus braços e Regina suspira, aninhando-se, finalmente deixando- o sono a possuir.
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Acordando-o pela manhã, Robin sente o calor de um corpo sobre seu corpo. Olhando para baixo, vê um emaranhado de cabelos de ébanos pertencentes à dona de seu coração. Regina tem a cabeça repousada em seu ombro direito, mão direita sobre a cintura de Robin e as pernas entrelaçadas às deles. Ele sorri em surpresa, ao perceber que ela havia se esgueirado para seu quarto no meio da noite.
Robin começa a acariciar as costas e bunda dela, preferia sentir seu corpo nu sob a palma de sua mão, mas ainda assim podia sentir as formas do corpo dela, sob o material fino da camisola.
Gemendo em apreço com a carícia que estava recebendo, Regina começa a mexer despertando.
“Hmm, Bom dia” Ela olha para ele com a carinha de sono que ele tanto ama.
“Bom dia, que bela surpresa encontro na minha cama esta manha”. Ela sorri com o comentário dele.
“Senti falta de seus braços me segurando, então vim aqui dormir com você”.
“Por que não me acordou?” Ele retira algumas mechas que estavam sobre o rosto dela.
“Você estava tão lindo dormindo que não quis acorda-lo e eu vim aqui para dormir e nada mais” Ela completa assim que vê o olhar dele.
“Nada mais? Tem certeza” Ele rola seus corpos para estar sobre ela.
“Eu poderia abrir um exceção” Emaranhado uma das mãos no cabelo dele, ela o puxa para um beijo. Seus corpos são pressionados um contra o outro, suas pernas entrelaçadas quando ela emburra os cobertores para dar mais espaço a eles. Ela suspira quando ele puxa seu lábio inferior com o dente, antes começar a distribuir beijos pelo pescoço dela.
E assim eles desfrutam do tempo, fazendo amor um com o outro.
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“Robin, como eu vou sair daqui?” Regina pergunta enquanto ambos estão recolocando suas roupas “Quer dizer, há esta hora o castelo esta movimentado, como vou sair assim?” Ele achava engraçada a forma que ela falava rapidamente, sempre que ficava nervosa.
“Bem talvez eu não tenha lhe dito algo antes, siga-me” Ele pega-a pela a mão e eles andam ate a antecâmara e para enfrente a uma porta, Robin a abre lhes dando acesso ao corredor escuro. Ele entra com Regina atrás dele.
“Robin, aonde este caminho dará?” Ela andava agarrada ao braço dele, a passagem era tão escura que não consegui ver nenhum vulto.
“Você verá!” Após alguns minutos andando eles param bruscamente, quando chegam a uma porta. “Espero que não esteja trancada” Ele empurra levemente e percebe que não estava trancada. “Chegamos” Ele sai da passagem e Regina o segue, olhando surpresa onde estavam.
“Estamos no meu aposento?” Pergunta chocada.
“Sim”
“E porque nunca me contou ou usou esta passagem?”
“Nunca surgiu a oportunidade de contar sobre esta passagem e eu prefiro ir pelos corredores mesmo, para que todos vejam para onde estou indo” Ela dá um tapa no braço dele de brincadeira.
“Você não tem jeito”
“Não quanto o assunto é você” Ele vai para beija-la, mas ela desvia.
“Nada de beijo, vai para o seu quarto”. Ela tenta o empurrar para a porta da passagem, mas ele não saia do lugar. “Vai Robin, temos que nos arrumar para o café”.
“Não saio sem um beijo” Ela suspira em derrota e dá um beijo desleixado nele.
“Pronto agora vai” Ele anda até a porta, mas antes que ela conseguisse fechar a porta ele a toma pega cintura e a beija profundamente.
“Te vejo no café” Ele fala quando o beijo é interrompido e desaparece na escuridão da passagem.
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E lentamente os dias foram se passando até que finalmente a manhã que iniciaria as festas chegasse.
“Estou tão animada para as festas” Mary e Tinker falavam animadamente enquanto ajudavam Regina a colocar um dos vestidos que usaria nas festas.
“E quando você não está animada com festa, Tinker?” Regina pergunta entre risos.
“O que posso fazer se sou festeira” E as três caem na gargalhada.
“O que é tão engraçado? Quero rir também” Emma pergunta, assim que entra no quarto.
“Emma você está linda” Regina fala com admiração, quando olha a cunhada em um vestido azul bebe com manga longa; detalhes em flores rosas; com varias camadas que favorecia seu corpo e dava destaque aos olhos azuis da loira.
“Se eu estou linda, você está fabulosa” Regina usa um vestido vermelho e dourado; manga longa; rodando e com calda. Os cabelos estavam soltos descendo em cachos grossos pelas costas e sobre a cabeça, uma coroa de ouro encrustadas com diamantes repousava.
“Acho que já devemos ir, Robin está a nossa espera na sala do trono” Emma a avisa e longos elas vão andando para a sala.
Assim que Robin coloca seus olhos sobre Regina é como se o ar fosse tirado dele, esta seria a primeira vez em que seriam um casal publicamente.
“Você me tira o ar com sua beleza” Por estarem em publico, ele opta por beija-la a mão.
“Você também, não é de se jogar fora” As vestes deles eram exatamente nos mesmos tons que a dela.
Ele a conduz pela mão até o trono ao seu lado
“É a primeira vez que receberemos convidados desde que nos casamos” Robin aponta.
“Pois é, estou tão nervosa” Ela olhava para todos os lados, enquanto os nobres de Sherwood entravam no salão esperando pela chegada dos convidados.
“Ei, não há nada que se preocupar. Você é uma rainha maravilhosa e sei que recepcionara bem nossos convidados”.
Aos poucos o salão esta lotados por rostos desconhecidos, alguns de partes afastadas do reino e muitos de Reinos vizinhos.
Assim que percebe que poderia começar a festividades, Robin se levanta e oferece a mão a Regina com um sorriso encorajador, colocando um suave sorriso no rosto, ela se levanta e o segue.
Quando os reis se levantam, todos os convidados do salão, incluído reis de outros reinos os reverencia com prova de respeito.
“Agradeço a todos pela presença em mais um ano da tradicional festa de solstício, espero que tenhamos tanto divertimento com nos anos anteriores, que comecem as festas" Ele acena com mão e servos com bandejas de taças de vinhos, começam a servir os convidados.
"A Sherwood" Ele brinda.
"Ao Rei, a Rainha" Todos brindam em uníssono.
Com era tradicional nesta festa, ela sucederia vários dias, onde ocorreriam torneios, caças, bailes e homenagens aos fundadores do reino.
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Iniciando as festas, todos seguem para arena onde ocorreriam os torneios.
Como eram de costumes neste tipo de evento, as pessoas eram separadas nas arquibancadas de acordo com sua posição social e a família real e convidados ficava na arquibancada ao centro em destaque.
Apensar das temperaturas amenas, ainda não havia ocorrido uma nevasca e neve estava baixa. Possibilitando a todos ficarem ao ar livre, desde que estejam bem agasalhados.
Regina estava nervosa, odiava este tipo de espetáculo. Que ao ser ver era repugnante.
"Eu adoro torneios" Robin estava empolgado, seus olhos brilhavam com de uma criança em véspera de natal.
"Estou percebendo" Regina sorri a felicidade no rosto de Robin a faria suportar aquele evento.
Em alguns reinos, torneios eram grandes espetáculos. Os nobres preferiam atividades que estivessem relacionadas com o preparo e treinamento para a guerra, esses combates eram vistos também como uma oportunidade para resolver pendengas entre inimigos e, em alguns casos, uma forma de recuperar a honra ferida por alguma ofensa.
"Majestade, vai participar da justa?" Um dos Reis que estava junto com a família real, pergunta a Robin.
(justo é um desporto jogado por dois cavaleiros com armaduras montados em cavalos.)
"Se encontrar algum adversário a minha altura" a prepotência na voz de Robin, deixa Regina alerta fazendo-a apertar a mão de Robin para chamar atenção dele.
Ele a olha e vê o olhar suplicante dela.
“Aposto que o barão Nottingham estaria disposto a travar uma justa com você senhor" Os olhos de Robin brilham em fúria ao ouvir o nome do homem com quem teve uma desavença no passado.
"Aceito a disputa" Robin levanta-se do trono em que estava e Regina levanta atrás dele, puxando-o pelo braço.
"Robin, por favor, não faça isto" O desespero era visível em sua voz.
Olhando para os lados, Robin percebe que estavam todos os olhando e não poderia se mostrar fraco na frente dos outros.
"Não se preocupe querida, veja seu marido ser campeão" Ele tira a mão dela do seu braço e a leva a boca, dando um beijo, antes de sair da arquibancada.
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O coração de Regina se apertava, enquanto via Robin subir em seu cavalo já vestido em armadura.
Seu adversário Keith Nottingham estava ao lado oposto, já preparado.
A maneira como Robin agia e olhava para adversário, era exatamente como ele agia antigamente.
"Ele sempre fica assim quando vê Nottingham" Assim com Regina, Emma estava em pé para ter um melhor vista do combate.
"Mas por quê?" Nunca vira Robin daquele jeito.
"Não entendo muito bem da história, mas acho que tem algo a ver com a primeira noiva de Robin, Marian”.
"Robin, teve uma noiva?" Regina pergunta surpresa nunca teve conhecimento disto.
"Sim, há muitos anos atrás. Ela sumiu antes do casamento" A Rainha queria saber mais sobre isto, mas a justa estava começando e isto toma totalmente sua atenção.
Um juiz dá o sinal para que fosse permitido o início do torneio e os adversários, começam a correr um para a direção do outro.
Este desporto tinha como intenção neutralizar e não machucar o adversário.
Nottingham tenta atacar Robin, porém sendo ágio o rei consegue desviar e atacar o adversário porem sem conseguir o neutralizar.
Após várias partidas atacando e contra atacando, Robin havia finalmente conseguindo neutralizar Nottingham ganhando a justa.
Todos comemoram e gritam o nome do Rei, Regina pouco se importado com as regras, sai da arquibancada e corre até Robin se jogando nos braços do mesmo.
"Por favor, nunca mais faça isto ou eu juro que eu te mato”.
Ele sorri com a ameaça carinhosa.
"Sinto muito, Milady”.
Com a vitória do Rei, eles encerram os torneios e seguem para um banquete, em comemoração aos vencedores e preparação para a caça que aconteceria no dia seguinte.
**
Na madrugada do dia seguinte estava muito fria havia nevado durante toda a noite, Porem sem o rei cancelar a caçada alguns membros da corte se reuniram na beira da floresta onde se separariam em pequenos grupos.
Praticamente todo o grupo era formado por homens, já que a caçada não era vista como um lugar para mulheres, ainda mais em tais temperaturas.
“Querida, tem certeza que quer nos acompanha? Eu entenderei perfeitamente se preferir ficar no castelo, onde é mais quente" Robin ainda tentava convencer Regina de ficar no castelo, junto com Emma e outras damas da nobreza.
“Robin eu quero ir, esta não é a primeira caçada que participo” Ela tenta tranquilizar Robin, embora o frio tentasse a convencer de ficar.
“Muito bem, mas não sai do meu lado” Robin a alerta, quando estavam chegando perto do grupo.
"Majestades, ainda bem chegaram" Killian os recepciona.
"Estava conversando juntamente com o guia que nos acompanharia na caçada." Aponta para um homem atrás dele "E ele nós alertou que com a nevasca de ontem anoite é impossível adentrar a floresta" O príncipe explica a eles.
"Então a caçada terá que ser cancelada?" O desapontamento era visível no rosto do Rei.
"Receio que sim"
Em uma conversa com o guia, o homem explicou a eles que com a nevasca a floresta e tornou-se muito densa e de difícil aceso, os animais provavelmente estaria se protegendo contra o frio e seria muito arriscado prosseguir.
Sem outra escolha, Robin avisa o cancelamento das atividades e pede a todos que retornem ao castelo.
Por fim sem nenhuma escolha todos continuaram com as festividades, protegidos dentro das paredes do castelo.
Como formar de interagir com seus convidados, um almoço de ultima hora é preparado.
“Regina quero que conheça uma pessoa” Emma vem ao encontro da Rainha, acompanhada de uma senhora. “Esta é Ruth, mãe de David e a quem Robin e eu consideramos com mãe também”. A mulher de cabelos grisalhos tinha um sorriso doce no rosto.
“Olá prazer em conhecê-la” Regina responde educadamente.
Surpreendendo a Jovem Rainha, a mulher puxa-a para um abraço.
“Oh minha querida, olhe para você é tão bonita” A mulher analisava o rosto de Regina, mas não de uma forma intimidadora e sim como uma mãe admirando seu filho.
“Obrigada” Responde envergonhada, não estava acostumada com contatos íntimos.
“Ruth” Robin que via a cena de longe, aproxima-se das mulheres.
“Oh meu garoto” Ruth abraça com carinho o rei que vê como filho. Dois anos sem te ver e quando apareço encontro-o casado. Não sabe a satisfação em ver a felicidade em seus olhos, creio que esta certa senhora tem culpa em sua transformação” Abraçando a cintura da esposa, os dois trocam olhares apaixonados.
“Esses dois vivem assim, cheios de olhares apaixonados” Emma rola os olhos em brincadeira.
“Isto me deixa muito feliz. Espero que meu David encontre longo o amor.”
Após alguns minutos em uma conversa descontraída, Robin sai para conversar com alguns cavalheiros e Emma vai cumprimentar pessoas conhecidas.
“Você sabe que dizem que eu tenho um dom” Ruth interrompe o silencio instalado entre as duas.
“Um dom?” Regina pergunta confusa sem saber o rumo daquela historia.
“Esta vendo aquela senhora ali” Ruth aponta para uma mulher que estava com uma criança no colo e Regina acena em confirmação, prendendo seus olhos sobre o bebê “Ela tem três filhos, três crianças as quais sentir quando nasceriam e o que seriam.” Os olhos da Rainha se alargam e sua atenção voltasse para a senhora.
“E você sabe desde que coloquei meus olhos sobre você eu sinto que você terá um bebê em um inverno muito rigoroso” As palavras da senhora aquece o coração da rainha, não acreditava em dons, pressentimentos, porem a mulher parecia tão convicta.
“Você tem certeza?” A esperança era perceptível em sua voz.
“Sim, minha querida, Nunca errei uma intuição antes e tenho meu palpite do que você terá” Ela sussurra no ouvido da jovem o sexo do futuro bebê.
**
“Você está bem adorável, esteve distante o dia todo” Robin pergunta a Regina, quando estavam arrumando-se para se deitarem.
“Sim, estou bem. Acho que a ansiedade para amanha” Não querendo iludir também a Robin, ela prefere não compartilhar a conversa que teve com Ruth.
“Tudo bem, estão vamos dormir para estarmos descansados. Espero que lembre-se da flecha” Ele não acredita na desculpa de Regina, mas não a pressionaria.
Aconchegando se um no outro, em pouco tempo o cansaço apossa-se deles e eles cedem ao sono.
Naquela noite, Regina sonha que estava gravida. Com um vestido branco e leve, ela estava em meio à floresta. Sentia o peso da grande barriga redonda, seus pés descalços congelavam em contato com a neve. O bebê dentro dela começa a mexer-se, como se alertando-a do perigo que se aproxima e intuitivamente começa a correr, porem sem efeito o que seja que estava a perseguindo, alcança-a e ela sente um pressão em sua barriga.
Acordando assustada, Regina coloca a mão sobre a barriga e a sente ainda plana sob a seda da camisola.
“Oh já estávamos vindo para acorda-la” Olhando para os lados, ela percebe que já amanheceu e que Robin não se encontra mais nos aposentos.
“Venha vamos, temos muitas para fazer antes do baile” Ainda atordoada, ela sai da cama e segue suas damas.
Assim que havia ternando de aprontar-se, como lhe foi instruído segue para a sala onde estavam as mascaras que estavam expostas para serem escolhidos.
Como Robin havia tinha a avisado na noite anterior “Lembre-se da flecha” olhando mascara por mascara em busca de algo que estivesse ligado a flechas, porem estranhamente não encontra em nenhuma. Sabendo não poderia demorar muito, ele opta por uma mascara preta e dourada de penas, simples. Colocando-a, ela sai da sala e segue para o salão.
Durante o longo percurso pelo corredor em levava ao salão, Regina estava nervosa. O sonho que tivera deixou-a com um mau pressentimento, balançando a cabeça ela tenta desviar os pensamentos, afinal era uma noite de diversão.
Robin estava nervoso, não desviava os olhos da porta, Regina entraria ao qualquer momento. Quando as portas do salão se abrem e ele a vê, uma emoção o toma e ele vai ate ela para saudá-la, mas algo o para. Olhando para a máscara dela, ele percebe que não fazia par com sua própria máscara. Isto não fazia sentido, ele havia dito a ele, a respeito da flecha que era o símbolo presente em sua máscara.
“Minha senhora” Ele assiste a um homem com uma máscara correspondente a dela, cumprimentando-a, a cólera o toma não deixaria sua mulher nas mãos de outro homem.
Com passos decididos ele vai andando ate eles, porem uma Ruiva a quem conhecia muito bem entra no salão com a mascara correspondente a sua.
“Zelena” Ele solta um suspiro frustrado, quando a vê andando ate ele. Como diabos, Zelena estavam com a máscara e não Regina.
“Olá meu par” Sorri descaradamente.
“O que está fazendo com esta máscara?” Tentava controlar a voz, mas está mulher o tirava do serio.
“Esta máscara foi a que eu escolhi não acha que combina com meu vestido?” Ela roda exibindo seu vestido verde.
“Não, eu não acho e espero que você fique calada, caso contrario te estrangularei na frente de todos”
As mulheres vão chegando e procurando por seus pares, em pouco tempo o salão é tomado por casais envergonhados.
Robin procurava Regina pelo salão, mas ela se encontrava mais a sua vista.
“A passarinha saiu de sua vista”. Ouve a voz enjoativa de Zelena.
Ignorando, ele continua a procura de sua esposa. Uma musica inicia e os casais começam a dançar e Robin a vê.
Regina estava envergonhada, não esperava ter outro homem que não fosse Robin como seu par.
“Você sabe que é ainda mais bela de perto, majestade”. Ele sabia quem ela era e isto a deixa nervosa.
“Você estragou o mistério das máscaras” Ela tenta soar simpática.
“Então deixe que me apresente, sou Barão Keith Nottingham” Oh não este era o homem a quem o Robin tinha uma inimizade.
Uma música lenta começa a tocar.
“Bem, aceita dançar comigo?” Por educação ela aceita e eles seguem para a pista.
Enquanto dançava, ela sentia que alguém a olhava. Procurando pelo salão, encontra o homem em queria estar nos braços a olhando.
Ela estremece, apesar da máscara ela podia ver a fúria em seu olhar.
Ao decorrer do Baile, bebidas começam a ser servidas e Robin começa a beber para tentar se controlar. Não era fácil, vê a sua mulher sorrindo no braço de outro.
“Você sabe, quando planejei vir ao baile achei que seria mais interessante” Zelena ainda estava ao lado dele, entediada.
“Pouco me importo” A voz dele já era mais arrasta, em efeito da bebida.
“Qual é Robbie, vamos relembrar os velhos tempos” A ruiva tenta avançar nele, mas Robin a empurra possesso quando vê o homem acariciando o rosto da sua mulher.
“Regina” Ele grita furioso, chamando atenção de todos e fazendo a musica parar.
“Robin?” Ela olha para ele confusa, quando o vê se aproximando.
“Solte minha mulher” Ele puxa rudemente Regina pela cintura, para longe do homem.
“Mas porque? Sua senhora e eu estávamos nos divertindo tanto” Ouvindo a voz debochada, seu sangue ferve ao tomar conhecimento a quem pertencia.
“Nottingham” Fala com desprezo, aproximado-se do homem ate estarem a poucos centímetros um do outro.
Sem deixar-se intimidado pelo rei, descaradamente o barão olha para rainha com lasciva e depois para o rei.
“Poderia devolver minha parceira, ainda planejo dançar com ela” Sem pensar duas vezes, Robin soca certeiramente o homem no rosto, derrubando-o no chão.
Suspiros de surpresas espalham-se pelo salão e Regina coloca-se na frente do marido, para impedi-lo de avançar novamente no homem.
Nottingham levanta-se e começa a rir.
“Ainda tem problemas em compartilhar, Locksley?”
A fúria toma conta dele e ele tanta avançar novamente contra o homem.
“Robin, não” Regina tenta o impedir, mas o ódio o cegava e ele empurra-a fazendo com que ela caia.
Depois de seu ato, ele percebe o que havia feito.
“Regina?” Ela tenta ajuda-la a levantar, extremamente arrependido ao olhar o medo no rosto da rainha.
“Não” Lagrimas escorriam por seu rosto, quando ela levantou e saiu correndo.
“Regina” As pessoas davam passagens, para que ele corresse atrás dela.
“Regina” Em poucos segundos ele alcança-a, agarrando-a pela cintura.
“Me solta, por favor.” Ela chorava muito assustada.
Sem importar-se com seus protestos, ele abraça-a contra o corpo.
“Shh, sinto muito, perdoe-me” Ele sabia o quão ela se assustava com violência e culpava-se amargamente.
Em poucos minutos, em meio ao corredor vazio, os tremores do corpo de Regina param quase totalmente.
“Eu sou tão estupido, por favor, perdoe-me não queria te machucar” Ele seca as lagrimas que ainda escorriam pelo rosto dela.
“Esta tudo bem, você não me machucou” Tentando tranquiliza-lo, ela sorri singela.
“Acho que já deu o baile para a gente, vamos para cama” Ela acena em concordância e eles voltam a seguir pelo corredor, agora de mãos dadas.
Durante o caminho, um grito é ouvido. Olhando um para o outro, eles não pensam duas vezes, antes de seguir ao grito.
Ao longe eles veem uma mulher, uma serva correndo muito assustada.
“O que ouve?” Robin a intercepta.
“Ma...majestades, a parede, aquilo” Pálida como um fantasma, ela aponta para a frente, antes de voltar a fugir.
Seguindo por aonde a mulher veio, eles andam ate pararem em frente a o que assustou a mulher.
Suas respirações engatam, quando vem à frase escrita na parede em vermelho sangue, junto à cabeça de um cavalo a quem Regina conhecia muito bem, Rocinante.
“Que suas dores, sejam tão grandes quanto meu ódio”
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