Unintentionally (HIATUS)
26 Capítulo 26
Notas iniciais
– Ka...ri..na — Bianca tentar acordar a irmã que Cobra tinha acabado de colocar no sofá.
– Bianca o que deu nela? — Cobra fica assustado e confuso ao mesmo tempo, assim como a morena e João.
– Não sei, ela vomitou todo o remédio. Não tem qualquer resíduo dela dentro dela. — a morena pega na mão da irmã ainda quente.
– Não acha melhor levá-la ao hospital? — João coloca uma das mãos no ombro esquerdo de Bianca.
– Será? — ela o olha.
– Também acho. — diz Cobra se levantando do chão olhando para a namorada ainda desacordada.
– Então vamos. — a atriz faz o mesmo.
Bianca então corre para o quarto das duas, onde pega roupas e as coloca em uma mochila para levarem, enquanto João acorda Gael para dizer o que tinha acontecido e Cobra tentava sem sucesso reanimar a namorada que cada vez mais perdia o oxigênio e seus batimentos caíam pela metade.
– Pronto. — Bianca cruza a sala com a mochila nas costas e lágrimas nos olhos.
– Pronto. — Cobra pega Karina no colo e a leva para o carro onde Gael aguardava todos super preocupado.
Em questão de minutos todos já estavam dentro do grande carro de Gael. Bianca ficou ao lado do pai no banco da frente e João no intermediário enquanto Cobra levava Karina deitada sobre seu colo nos últimos bancos ainda desacordada e perdendo os sentidos e calor do próprio corpo, então o namorado a manteve aquecida, ou tentou, com um coberto em cima dela e a junto de si.
O hospital não ficava muito longe, mas levariam em média de dez a quinze minutos já que havia acontecido um pequeno acidente de trânsito e algumas ruas tinham sido mudadas de rotas e sentidos atrapalhando ainda mais a pressa e desespero de todos dentro do carro.
Quando chegaram Cobra pulou do carro com Karina enrolada em um cobertor quente em seus braços ainda desacordada e com pressão e batimentos caindo a cada momento que se passava. Bianca e João foram logo atrás correndo, e Gael que após estacionar o carro e estrar dentro do hospital viu sua filha mais nova ser levada às pressas para a emergência, já com alguns aparelhos para respirar e monitorar seus problemas, onde logo depois sumiu diante de seus olhos.
– Pai..ela vai ficar bem não? — Bianca abraçou o pai em meio as lágrimas.
– Vai sim Bi. — tempo — Vai sim. — diz o mestre tentando conter a emoção.
– Também tô aqui viu? — João se ofereceu para abraçar Bianca.
– Ai João... — ela largou o pai e abraçou o nerd com toda força que ainda restava.
Enquanto isso, logo ouviram uma voz reclamar, choramingar e se sentir muito culpado por algo que não deveria ter feito ou acontecido. Eles não entenderam direito o motivo e nem decifraram quem era de imediato, mas decidiram ver quem era e ver o que poderiam fazer na sala que ficava ao lado da recepção do hospital. Aquela voz quando chegado mais perto familiar e quando Bianca abriu a porta, se surpreendeu.
– Cobra? — a morena o vê com os punhos ensanguentados e um corte de cima abaixo de seu rosto.
– Bianca, não vai querer me ver assim. — ele se vira. — Saí.
– Não Cobra! Você não me assusta mais. — ela bateu o pé. — Por mais que tenhamos nossas diferenças, você ainda é a pessoa que minha irmã ama e ela precisa de você.
– Precisa de mim? — ele se vira e ela respira fundo contento para nãos chorar. — Olha o que eu fiz pra ela! Olha onde viemos parar! — ele bate as mãos nas coxas.
– Cobra, não foi culpa sua.
– Ah não? E de quem foi?
– Não foi sua.
– Quem deu o remédio à ela? Quem a fez engolir? Quem Bianca? Quem? — ele grita.
– Cobra... — ela chega mais perto. — Não se culpe. Nem você e nem ela viram o frasco ou o que ele continha, ou até mesmo os efeitos colaterais dele. Ainda mais no escuro. — ela pega em uma das mãos dele sangrando.
– Não vai mudar minha opinião com isso. — ele se solta dela.
– Não mude, mas fique ao lado dela. Ela precisa de você. — ela respira fundo e João vai para trás da menina dar apoio.
– Vou ficar por aqui. — ele se vira. — Pode ir se quiser.
– Tá, qualquer coisa eu...eu aviso. — ela então sai da sala derrotada com João ao seu lado.
Assim que a menina saiu, um tempo mínimo se passou e Cobra saiu da sala também mas sem que ninguém percebesse e foi até a enfermaria onde uma enfermeira limpou seus machucados que já paravam lentamente de sangrar e depois de voltar a recepção do hospital procurou um lugar bem no fundo onde nenhum deles pudesse vê-lo e ficou ali em silêncio até que alguma notícia de Karina viesse a tona.
– Quem é ou são os responsáveis por uma garota que acabou de dar entrada na emergência de cabelos longos e loiros e olhos azuis, dado o nome de Karina? — um médico nova falou alto dentro da recepção.
– Somos nós...somos nós. — Gael anunciou assim que levantou rapidamente juntamente com Bianca e João.
– Por favor, peço que venham comigo. — ele fez um sinal para que se aproximassem e o seguisse.
– Claro, claro. Mas como ela está? Preciso saber da minha filha. — Gael implorou desesperado.
– Me acompanhe senhor. — o médico não disse mais nada.
Bianca e João seguiram atrás do pai dela, mas a menina notou que Cobra não estava com eles ou sequer sabia que estavam indo vê-la e saber notícias dela. A atriz então convence o nerd a deixá-la ir sozinha procurar pelo namorado da irmã e dizer onde ficariam.
– Tem certeza? — diz João apreensivo.
– Claro. — ela o beija.
– Cuidado!
– Sempre tenho. — ela ri e ele desdenha.
A menina sai em direção a recepção, já que estavam na metade de um enorme corredor com várias salas em todos os lado. Ela vai até a saleta onde tinha visto Cobra pela última vez e se surpreende quando abre a porta e dá de cara com um parto sendo feito naturalmente, então fecha a porta e sai em outra direção para procurá-lo.
Bianca procurou pelo primeiro andar todo, sem seguida pegou a escadaria e subiu para o segundo onde vasculhou tudo que poderia entrar novamente e ainda não o tinha achado, mas ao subir para o terceiro dá de cara com João e Gael no final do corredor olhando para uma janela de vidro enquanto o pai conversava com o mesmo médico que tinha os chamado.
– Pai? — ela grita mas não tão alto.
– Bianca? — Cobra a vê passando.
– Cobra? — ela para. — Onde você estava?
– Procurando vocês.
– Hum, certo.
– Cadê a Karina?
– Não sei, deve estar ali. — ela aponta para onde o pai e o nerd estavam olhando. — Vamos? — ela o olha e ele também.
– Sim. — eles então seguem até onde os dois estavam.
– Pai? — ela chega perto do pai.
– Bi? — ele se vira.
– O que foi? — ela não entende seu desespero.
– Isso responde? — Cobra vira Bianca em direção ao quarto e diversas lágrimas caem.
– Karina... — ela perde a respiração.
– Ela vai ficar boa Gael? — Cobra pega no braço dele e o mestre fica em silêncio.
– Pai, ela vai ficar boa? — ele continua em silêncio sem pronunciar uma palavra sequer.
– Cobra...Bi...João eu não sei. — Gael finalmente fala mas não olha nos olhos de ninguém.
– Como não? — a irmã de Karina se desespera.
– Bianca, vem cá. — Gael a puxa para um abraço onde sussurra o estado de Karina.
– Não pai, não pode ser. — a morena se recusa a acreditar e sai correndo pelos corredores do hospital.
– Eu vou atrás dela. — João dispara atrás de Bianca, deixando Gael e Cobra sozinhos com o médico.
– Bom, vamos ter que esperar. Qualquer novidade venho até vocês. Até breve. — diz o médico antes de sair.
– Até. — diz o mestre derrotado e esgotado. — E agora Cobra?
– Não sei Gael, eu que pergunto.
Eles se sentam em frente ao quarto de Karina onde havia tubos em suas narinas para melhorar a respiração, agulhas nos braços com soro para manter a hidratação, um desfibrilador ao lado para caso a menina tivesse alguma parada cardíaca e um monitor no dedo da mão direita regulando tudo para acontecesse um problema, logo fosse resolvido.
Os dois ficam ali por bastante tempo e até chegam a dormir, mas acordam rapidamente quando o médico que horas atrás estava com eles, chega e os chama com notícias.
– Sim. — Gael acorda desnorteado.
– Tenho uma notícia boa e uma ruim. — o médico vira alguns papeis que estavam em sua prancheta e encontra a ficha de Karina.
– E quais são doutor? — Cobra intervê.
– A boa é que sua filha apenas tem um problema grave de coração que deverá se curar com uma cirurgia, nada mais.
– E a ruim? — o namorado dela não se conteve e ficou colado ao vidro do quarto da menina.
– Ela pode não voltar dessa cirurgia, caso algum problema ocorra durante ela. — o médico respira fundo e olha para Gael que cae em uma das cadeiras sem palavras.
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