Notas iniciais
Recomendação de trilha sonora do Capítulo: - Hoobastank - The Reason - Awolnation - Sail ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Boa noite amores, desculpa a hora da postagem tava cansadinha demais rs. Quero agradecer pelos mais de 10k de visualização e dizer que vocês são demais e que amo vocês demais mesmo. Cara obrigada por tudo mesmo. ❤ ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Boa leitura ✿

– DROGA! — Cobra gritou tão alto que algumas pessoas que passavam olharam para dentro do QG.

– DROGA! — Karina gritou.

Cobra socou uma parede do QG e sangue começou a sair do machucado profundo da mão direita dele que estilhaçou um espelho em mil pedaços depois de ter feito isso. Ele não sentia dor, arrependimento ou nenhum sentimento parecido. Estava com raiva, mágoa e triste com Karina. A menina não sabia o que realmente sentia e na percepção dele só queria usá-lo como forma de amaciar o coração despedaçado por Pedro e Bianca.

Karina por outro lado era consolada por Gael, seu pai, que apesar não saber o que realmente acontecia entre a filha e Cobra entendia o quanto eles se ajudavam e gostavam de estar um com o outro. Essa relação de amizade misturada com romance, aventura e adrenalina bagunçava a cabeça de Gael, Bianca, Duca e todos que estavam perto e vivenciando de olhos bem abertos o que se passava entre eles. Nenhum dos dois ou ninguém sabe ou conseguiria descobrir o que realmente acontecia, aconteceu ou aconteceria.

– Karina, vem beber uma água filha. — Gael levantou a menina e a colocou na cama.

– Eu não quero pai. — ela se virou bruscamente.

– Você precisa ficar calma, seu coração filha.

– Não interessa pai.

– Karina, pelo amor de Deus. Vem. — Gael pegou Karina nos braços e a levou até a sala onde a colocou no sofá e foi buscar um copo d'água. — Bebe. — ele ordenou.

– Tá bom mestre Gael. — ela tentou rir, limpou as lágrimas e bebeu a água.

Karina ficou com Gael na sala tentando se acalmar e logo se acalmou. Pai e filha ficaram conversando e depois assistiram um pouco de TV. A loira conseguiu dar um sorriso sincero quando o mestre contou uma piada depois de verem um filme que a menina gostava. Porém quando Bianca chegou a calmaria acabou assim que as irmãs se olharam.

– Largo do marginalzinho. — Bianca olhou a irmã que respirava fundo e chorava.

– Bianca por favor, quer deixar a Karina em paz. Ela não tá nada bem. — Gael gritou com a filha mais velha que ficou em choque.

– Tá bom, eu deixo mas ela ainda vai me ouvir. — Karina fuzilou Bianca com os olhos azuis que estavam cristalinos com as lágrimas que saiu e se dirigiu ao quarto.

Karina voltou a chorar, mas o abraço do pai a fez parar e se acalmar novamente.

– Não liga pra Bianca filha, ela não sabe o que está falando. — Gael passou a mão pelos cabelo e depois limpou as lágrimas que escorriam pelo rosto.

– Ela tem razão de muita coisa, e uma delas é sobre meu jeito. — a menina chorava com as mãos no rosto.

– Ei, para com isso. Você é linda, seu gene é lindo.

– Para pai, você sabe que é verdade. — ela grita e se levanta.

– Karina chega. Chega de discutir, chega de brigas. Por favor. — Gael senta a menina no sofá e pega mais um copo de água para ela.

Quando Cobra percebesse que já machucou as mãos o suficiente, vai tomar um banho e estacar o sangue saía e jorrava das veias e machucados abertos delas. Eles não sofreu para lavar ou imobilizá-las e sim por lembrar o motivos de tê-las machucadas tanto. Karina. Era o único motivo que o fazia perder completamente o juízo, sanidade e a paz interior. Ela era a única que confiava e que gostava realmente dele apesar de tudo que estava acontecendo.

Com o amanhecer do dia novo chegando e o sol raiando nas janelas do quarto de Karina e no QG ambos os dois levantaram ao mesmo tempo e sentaram em suas devidas camas, esfregaram os olhos com os dedos e foram até o banheiro. Olharam-se no espelho e viram como a noite anterior trouxeram-lhes boas olheiras e uma cara de acabados e cansados de tanto chorar ou se debater. Outra consequência foi a falta de voz assim que tentaram pronunciar a frase "Que droga de dia!".

Karina entrou para o chuveiro e ficou lá por uns quinze, vinte minutos até decidir que estava pronta para sair e enfrentar o dia que estava começando a se alinhar. Ela voltou ao quarto onde encontrou Bianca dormindo em sua cama tranquilamente, a loira ignorou-a e foi ao armário pegar roupas para ir para a academia do pai depois para a escola.

– Bom dia filha, já vai sair? — Gael se espreguiçou.

– Vou pai, vou treinar um pouco se importa? — a menina pousou as mãos na mesa da sala.

– Não, mas regule por causa do coração.

– Tudo bem pai, obrigada.

– De nada. — ela abraçou o pai e algumas lágrimas caíram junto.

Karina saiu de casa, desceu as escadas e começou a arrumar a mochila que estava caindo de suas costas. Foi até a praça e se sentou em um dos bancos para arrumá-la e pegar a chave da academia que sem querer colocou dentro dela, mas não a encontrou e teve de voltar ao apartamento onde a achou em cima da mesa de centro na sala. Voltou para a pracinha e encontrou Cobra a encarando de dentro do QG.

– Karina. — Cobra saiu e foi até ela com as mãos enfaixadas.

– Cobra. — ele colocou a mochila nas costas. — Sai da minha frente por favor.

– Não. — tempo — Calma. — ele colocou as mão na frente dela e foi aí que a menina se deu conta dos machucados.

– O que foi que você fez? — ela pegou nas mãos doloridas dele.

– Nada. — mentiu.

– Cobra olha isso. — ela soltou as mãos do amigo.

– Karina eu não queria ter feito aquilo. — ele se vira de costas mas volta a retornar de frente a menina.

– Nem eu. — ela sorri de lado.

– Desculpa mesmo.

– Desculpa também. — eles se abraçam, mas Karina sente uma dor nas costelas esquerdas.

– O que foi Ka?

– Não sei, só tá doendo.

– Deixa eu ver?

– Aqui? — ela arqueia as sobrancelhas e olha em volta.

– No QG.

– Pode ser. — ela o encara.

– Vamos. — os dois então vão para o QG. — Karina está tudo roxo.

– Como assim? — ele a puxa para os estilhaços do espelho que ainda ficaram na parede.

– Olha. — ela levanta mais a blusa e vê que vários roxos constavam na costela da menina.

– Cobra, o que é isso? — ela olha assutada para o amigo que também estava em choque.

– Eu não sei.

– E agora? — eles se entreolham.

– Fala com o Gael, vá ao médico, sei lá. Não pode ficar assim.

– Será?

– Lógico Karina. — tempo — Dói muito? — ele colocou as mãos e apertou levemente.

– Ai Cobra. — ela o afastou com um direto. — Sim dói. — ele balançou a cabeça.

– Desculpa.

– Relaxa.

– Ka, eu tenho que pedir desculpas mais uma vez. — ele pegou nas mãos dela.

– Pelo quê?

– Por isso. — ele apontou para as costelas dela.

– Não foi sua culpa.

– Sim, foi. Ontem quando te empurrei você caiu de lado e depois se sentou. Lembra? — ela engoliu saliva a seco.

– Sim. — ela concordou com a cabeça.

– Então.

– Cobra, não foi nada.

– Nada? Olha pra isso. Lembra de ontem. Karina pelo amor de Deus olha o que eu fiz com você, comigo, com a gente. — ele se virou e se sentou em uma das cadeiras.

– Cobra, eu sei o que fez mas não é motivo para que nos percamos um do outro. Só tenho você e você só tem a mim. — ela sorriu fraco para o rapaz que olhou nos olhos da menina.

– Eu sei, mas é difícil aceitar que só machuco você.

– Não me machuca, verdades nunca machucam e sim ajudam.

– Pode até ser, mas e as agressões?

– Não importam quando... — ela travou.

– Se ama alguém. — ele completou a frase dela e os dois se entreolharam.

– Cobra, eu não tenho certeza disso. — ela abaixou o olhar.

– Nem eu. — ele fez o mesmo.

– Mas nada nos impede de tentar.

– Sim, nada nos impede. — ele levantou o olhar e fez o mesmo com ela.

Os dois fizeram carinho no rosto um do outro e minutos depois Cobra se levantou e foi para mais perto da menina. A encurralou entre seu corpo e a mesa do computador central e encostou a testa na dela, encarando os lábios frágeis e macios da loira. Karina fez o mesmo e Cobreloa beijou-lhe o pescoço e os ombros de Ka o que a deixou com vontade dele e de que queria mais do isso, porém quando olhou para fora do QG viu alguém olhando para eles. Esse alguém era nada mais nada menos que Pedro, ex-namorado da lutadora.