Notas iniciais
Recomendação de trilha sonora do Capítulo: - Beyoncé - Pretty Hurts - Sia - Elastic Heart ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Bom meus amores, aqui estou eu mais uma vez. Quero agradecer por tudo sem exceção. Cada comentário, cada acompanhamento, cada recadinho fofo e tudo que vocês fazem em prol de um novo capítulo que amo fazer a vocês. Segundo quero dizer que o capítulo ficou contraditório sim, porque escritora é tudo maluca mesmo e gosta de confundir vocês, só não me matem okay? #Abraços Boa leitura e comentem viu? xoxo

– C...o...b...r...a. — ela tenta falar mas não consegue.

– Desculpa Karina, mas não dá.

– E por que não? Nunca tentou pra dizer. — ela respira fundo.

– Eu sei que não vai dar, só te faço mal.

– Não faz. — algumas lágrimas escorrem pelo rosto da menina.

– Faço sim, olha como você está. E por culpa minha. — ele bate no peito com autoridade.

– Consequência.

– Consequência? — ele sorri irônico.

– Sim. — ela abaixa a cabeça.

– Karina — ele pega o queixo dela e a faz olhá-lo — Aprende uma coisa.

– Me solta.

– Me ouve antes.

– Hum. — ela não reluta.

– Não sou e nunca serei homem pra você, entende isso de uma vez.

– E se eu não quiser? — ela morde a mão dele levemente.

– Vai sofrer e não quero isso pra você.

– E você acha que quero? — ela aponta e bate no peito freneticamente.

– Para. — ele pega as mãos dela e encosta a sua teste na dela. — Calma Ka. — ela chora freneticamente.

– Não quero ter calma Cobra.

– Mas precisa.

– Me responde uma coisa. — ele se afasta e solta as mãos dela.

– O quê?

– O que rolou não significou nada? — ela limpa com força os olhos azuis.

– Sinceridade? — tempo — Significou e muito, mas não sei.

– Não sabe por que? Porque sou uma filha de papai mimada que não sabe nada da vida.

– Não é isso Karina.

– Então fala o que é.

– Você é a única amiga que tenho e tive desde que cheguei aqui, não vou perdê-la por um momento de raiva, carência ou sei lá o que. — ele se vira de costas.

– Carência? — ela chora e ri ironicamente.

– Não sei Karina, naquela hora nos dois estávamos péssimos. A gente se ajudou.

– E vai desistir de me ajudar agora?

– Não. — ele limpa algumas lágrimas que escorriam.

– Então Cobra. — ela se aproxima indo de cachorrinho até o rapaz no final da cama e o abraça por trás.

– Karina por favor. — ele solta os braços dela de seu pescoço.

– Para o que?

– Disso tudo.

– Cobra na boa, faz o que você quiser. Não me importa, só me esquece quando sair daqui e bater bem a porta desse quarto. — ela grita e volta a se deitar para o lado esquerdo evitando assim contato visual.

– Não Karina, eu não vou fazer isso.

– Não me importa.

– Importa sim.

– Não.

Karina ficou virada enquanto Cobra apenas a observava pelo canto do olho sentado em uma das cadeiras em frente a cama em que a menina repousava. Os dois evitaram conversar durante um bom tempo e não trocaram nenhum palavra depois disso. A única vez que falaram foi quando um médico entrou para medir a pressão e os batimentos cardíacos da loira que não hesitou em se virar novamente assim que saiu do quarto.

Cobra queria falar e Karina também, mas o orgulho, raiva, mágoa, decepção um com o outro era grande demais para poderem se comunicar mais uma vez. Ele agora sentado com a cabeça apoiada nas mãos olhava para o chão pensando do que faria para ter a menina de volta sem nenhum ressentimento e ela fazia o mesmo deitada na cama grande e macia do hospital. A loira de vez em quando fungava e limpava as lágrimas pesadas que escorriam pelo rosto branco e rosado, porém não deixava que estivesse estampado eu sou uma fraca.

– Karina? — Cobra finalmente quebrou o silêncio.

– Ainda está aí? Pensei que já tivesse ido embora. — mentiu.

– Estou e vou continuar, mesmo que proteste.

– Não irei.

– Ótimo. — ele sorriu torto sem que a menina visse. – O que ainda quer?

– Você. — ele passou as línguas entre os lábios e a menina se sentou calmamente olhando fixo para o rapaz.

– E se eu disse que também? Faria alguma diferença? — ele mexeu no cabelo e não respondeu. — Não né? Nunca teria.

– Teria.

– E por que? — ela se sentou bem perto dele e o encarou.

– Porque por mais magoados que estivemos nunca conseguiríamos nos afastar. — ele passou a mão pelo cabelo loiro dela.

– Como sabe disso?

– Somos amigos desde o primeiro dia que nos vimos. — ele sorriu torto.

– É...somos. — ela deu um sorriso no mesmo tom que o dele.

– Apesar de discutimos e discordamos de várias coisas, você é muito importante pra mim.

– Você também, mas se precisar pensar e ter um espaço darei. — ela passou a mão fofa no rosto dele e depois apertou de leve o braço direito.

– Não preciso.

– Que bom. — ela sussurrou.

– Deve ser. — ele deu um sorriso malicioso e olhou para a boca da menina.

– Talvez. — ela respondeu ao sinal dele.

– Posso? — ele a puxou para mais perto.

– Pode. — ela respondeu calmamente.

Cobra deu-lhe um beijo daqueles que só ele poderia dar. Os de tirar o fôlego, a sanidade e o juízo de qualquer garota que o beijasse. Era intenso, sensual e quente coisa que Karina nunca teve. Cobreloa era como um fruto proibido do paraíso que sabia que a qualquer momento poderia estragar tudo, um erro certeiro, porém Ka não se importava com isso e sim no ápice do acontecimento. Ele também não esboçava arrependimentos depois de tê-la em seus braços.

Os dois ficaram juntos por vários e vários minutos, até que a menina pedisse um tempo para respirar e tomar o fôlego que perdeu com o rapaz. Eles respiram aceleradamente olhando fundo nos olhos um do outro e sorriam timidamente. Karina chegou a se soltar nos braços de Cobra e o amigo se desfazer da cintura fina e elegante da loira. A atração dos dois passava disso, uma paixão escaldante talvez. Um amor proibido com certeza, mas em primeiro lugar uma amizade mais do que verdadeira e sincera.

– Acho melhor eu ir antes que seu pai chegue e veja isso. — ele olhava para a boca rosada da menina.

– Melhor mesmo, não sei se terei fôlego para respirar essa noite.

– Se precisar volto aqui e reponho. — ele riu.

– Pode me dizer como se você apenas o tira? — ela riu e bateu levemente em seu ombro.

– Sei lá, tentar né? — ele virou a cabeça e mostrou a língua.

– Deve ser. — ela repetiu o ato do amigo.

– Bom Ka, boa noite. Durma bem. — ele lhe beijou a testa.

– Boa noite, igualmente Cobra. — ela o abraçou. — Obrigada por tudo.

– Eu que tenho de agradecer e principalmente — ele pegou nas mãos dela e o olhou fundo nos olhos azuis piscina da menina. — Por acreditar em mim e tentar fazer com que eu seja uma pessoa melhor.

– Sempre acreditei Cobra. — ela sorriu e ele também, então se abraçaram novamente.

– Olha só o que temos aqui. — Gael e Dandara abriram a porta do quarto e se depararam com a cena.

– Que foi pai? — os dois se soltam e Karina olha para o teto enquanto Cobra coça a cabeça disfarçando qualquer coisa.

– Nada. — ele e Dandara riram.

– Temos uma notícia Ka. — Dandara deu um sorriso enorme e olhou para Gael que já olhava para a namorada.

– Qual? — Karina levantou uma das sobrancelhas e foi de encontro aos olhares de Cobra.

– A Dandara está grávida filha.

– O quê? Sério isso?

– Sim. — os namorados se beijam felizes.

– Que demais pai. — Karina solta um ar de felicidade e Cobra a abraça.

– Sim.

– Parabéns Dandara...Gael. — Cobra faz um movimento do Muay Thai a Gael.

– Obrigado Cobra. — o mestre devolve o movimento de respeito.

– Nada. — tempo — Eu já vou indo, tava me despedindo mesmo da Karina não é?

– É...sim. — ela sorri fracamente.

– Boa noite Karina...Dandara e Gael.

– Boa noite Cobra. — Dandara sorri, pega na mão de Cobra e faz um carinho em forma de agradecimento.

– Boa noite Cobra e obrigado. — ele balança a cabeça em forma de mostrar Karina.

– Não precisa agradecer. — Cobra dá um tchau com a mão para Karina e sai do quarto em direção ao QG.

Dandara, Gael e Karina conversam sobre como seria a vida deles depois que a menina saísse do hospital e fosse de volta para casa. A namorada do mestre voltaria a morar com ele e João viria junto, porém estavam pensando em se mudar para outro lugar maior para que todos ficassem mais acomodados e confortáveis. A loira concordou e disse que tudo daria certo para todos. Eles estão sorriem juntos e logo se abraçam.

A noite vai decaindo, mas o papo família dos três nunca acabava. Assim que um assunto terminava iam para outro e assim por diante de tão entrosados e felizes que estavam naquele momento. Cobra e Karina tinham se acertado, e Gael e Dandara estavam a espera de um novo bebê que logo seria a alegria da casa onde morariam. A loira não ligou nem para o que Bianca, Duca e Pedro iriam achar, mas sabia que o ex-namorado poderia visitá-la quando bem entendesse com a desculpa de que fosse ver João, seu melhor amigo.

– Bom filha acho melhor eu e Dandara irmos embora, está ficando tarde. — Gael pega na mão de Karina.

– Tudo bem pai, está tarde mesmo. — ela sorri.

– Minha linda, obrigada viu? — Dandara abraça Karina.

– Pelo que?

– Por aceitar, não sabíamos como iria reagir mas nos surpreendeu com seu aceitamento.

– Que isso Dandara, vou amar ter uma nova irmã ou irmão. — eles riram.

– Que bom minha linda.

– Vamos? — Gael se levanta, dá um beijo na filha e pede o braço a Dandara.

– Sim. — ela sorri beija Karina no rosto e sai com o namorado.

– Bom noite filha.

– Bom noite Ka.

– Boa noite gente.

Depois da saída de Cobra, Karina conseguiu se concentrar na conversa que Gael e Dandara estavam tendo sobre como seria as coisas a partir daquele momento, porém assim que saíram tudo que tinha se perdido dentro de sua memória voltou com força total. Ela pensava em tudo que viveram e no passaram, as discussões como hoje e logo depois as desculpas e pazes, as decepções e em seguida o consolo, entre outras coisa.

Karina colocou um dos dedos na boca e mordeu uma unha.

– Ah Cobra, sei não em. — ela riu ironicamente, se virou de lado e dormiu profundamente.