Unintentionally (HIATUS)
11 Capítulo 11
Notas iniciais
– Eu te odeio Bianca. — Karina avança em cima da irmã e Gael a pega pela cintura.
– Me odeia , não me importa mas explica o que você estava fazendo com o Cobra no QG. — Bianca chega bem perto da irmã e a provoca.
– Eles estavam conversando como sempre Bianca. — Gael fica despreocupado.
– Conversando pai? Conta outra.
– Como assim conta outra Bianca?
– Pede para essa aí — ela aponta para Karina — dizer. Vou até me sentar. — Bianca se senta no sofá e Gael olha confuso para Karina depois de soltá-la.
– Do que ela tá falando Karina?
– Pai, por favor. Calma. — a loira respira fundo e chega perto do pai.
– Explica isso agora Karina. — Gael tenta se manter calmo, mas com as provocações de Bianca fica difícil.
– O Cobra...
– Desembucha Karina.
– Cala boca Bianca. — a menina vira para irmã e depois para o pai.
– O Cobra o que Karina?
– Ele tentou me beijar. — a menina se levanta.
– O quê? Ele ficou maluco? — Gael perde a sanidade.
– Calma pai, ele não ia fazer nada comigo.
– Como não Karina? Ele tentou te beijar.
– Pai, nós somos amigos. Estamos confusos com tantas mentiras — ela olha para Bianca — decepções e principalmente quem amamos.
– Mas logo o Cobra filha?
– Pai, até onde eu sei. A Bianca, o Duca e o Pedro me enganaram. Todos em quem confiei e amei.
– Eu sei, mas por que ele?
– Porque ele é o único amigo que eu realmente tenho. — Karina extravasa.
– Mentirosa. — Bianca empurra a irmã.
– Mentirosa? Eu? Olha quem tá falando sua traíra, falsa. — Karina dá um tapa na irmã que a olha com sangue nos olhos.
– Vem cá sua louca.
Bianca parte para cima da irmã e as duas rolam no chão entre tapas, empurrões e porradas uma na outro. Gael até tenta separar as meninas, mas levando tabefes e bofetadas também não consegue até que decide chamar Cobra que estava na porta do QG e Duca que passava pela praça em frente a porta do apartamento deles.
– O que foi mestre? — Duca pergunta para Gael que estava na janela desesperado.
– Gael? Tá tudo bem? — Cobra se aproxima mas se estranha com Duca.
– Subam os dois, rápido. Preciso de ajuda.
Os dois então se entreolham e sobem com calma um por um até o andar de Gael, mas se atrapalham quando uma senhora na frente deles subia com uma amiga segurando sacolas de supermercados. Porém quando chegam no apartamento dos dois, eles se espantam com a cena e partem para cima separand assim as meninas que estavam se batendo e maltratando uma a outra.
– Me solta Cobra. — Karina gritava de um lado.
– Me solta Duca. — Bianca soltava do outro.
– Calma Karina. — Cobra percebe que o coração da amiga estava muito acelerado.
– Calma Bianca. — Duca tira os longos cabelos do rosto da ex.
– Sua mentirosa, traíra, falsa. — Karina lutava freneticamente nos braços do amigo.
– Sua maluca, louca da cabeça. — Bianca chutou Duca que a solta, ao mesmo tempo que a irmã faz com Cobra.
– Eu vou te matar. — Karina dizia a Bianca enquanto batia nela.
– Quero ver então, vem. — Bianca arrancava cabelos da loira.
– Mestre eu acho que isso vai dar besteira. — Duca olhou com dor para Gael.
– Jura? Separem elas de novo. — Gael ordena aos dois.
– Cobra pega a Karina e leva ela pro quarto, eu pego a Bianca e fico aqui na sala.
– Está certo Duca.
Os dois então pegam as devidas moças uma de cada vez e as separam na briga, mas mesmo separadas ainda trocaram ofensas e lutava freneticamente para se soltar dos meninos. Cobra levou Karina pela cintura e pelos braços até o quarto das meninas e Duca ficou com Bianca e o mestre Gael na sala onde tentaram de todos jeito acalmar a filha mais velha dele.
– Calma Karina, calma. — Cobra segurava a menina com força.
– Me solta Cobra, eu vou matar aquela mentirosa e falsa da Bianca.
– Não vai, calma.
– Me solta agora.
Com a luta constante da menina Cobra a solta e a joga para o canto do quarto onde ela bate com a cabeça na penteadeira de Bianca e volta a racionar novamente com a batida. Karina sente a dor, porém sente raiva do amigo também. Ka não consegue se levantar e coloca constantemente a mão onde machucou até que Cobreloa vai perto dela e a pega no colo.
– Calma Ka, vai ficar tudo bem. — o amigo massageia a cabeça da amiga.
– Duvido. — ela responde fria, mas continua no colo do amigo.
– Bianca o que deu em você em? — Gael pergunta do outro lado do apartamento.
– Ele tentou beijar a Karina a força e ela estava caindo na tentação daquele marginal. — Duca colocava gelo na testa e perna da ex.
– Ai meu Deus! — Duca se surpreende porque ainda não sabia do que se tratava.
– Pai, eu quero ela bem longe dele.
– Entende uma coisa, ele ajudou a sua irmã e eles são amigos. — Gael se ajoelha a frente da filha mais nova.
– Eu não quero saber, ela não vai ficar ou ter algo com ele.
– Mas quem está falando isso Bianca? — Duca se intromete na conversa de pai e filha.
– Eu estou falando, farei tudo para que ela não tenha nada com ele.
– Ka, o que ela fez com você em? — Cobra passou a mão pelo rosto roxo e machucado de Karina.
– Ela me entregou pro meu pai.
– Como assim?
– Ela me fez contar o que rolou ou quase rolou hoje.
– E você contou? — Cobra se assusta.
– Só que você ia me beijar, nada mais.
– Ah tá. — ele respira aliviado.
– Mas Cobra, eu não quero perder nossa amizade.
– Não vai. — ele sorri e ela o acompanha.
– Ótimo.
– Está melhor?
– Um pouco, pode pegar água pra mim?
– Claro, fica aqui. Não saí. — ele pega a menina e a coloca na cama dela.
– Tá.
– Promete? — ela respira fundo e não responde. — Karina?
– Sim, eu prometo. — ela vira a cabeça e sorri ironicamente.
– Gael, eu posso pegar um copo d'água pra Karina? — Cobra aparece na sala atrás a pilastra ao lado corredor.
– Não pode não seu marginal. — Bianca levanta em direção à Cobra, mas Duca a puxa de volta.
– Pode sim Cobra, vou te dar. — Gael testa Bianca e vai com ele até a cozinha, pega um copo, enche d'água e dá ao garoto.
– Obrigado. — ele olha para Bianca que estava uma fera.
– De nada. — Gael vai até a filha mais velha e Cobra a mais nova. — Quer parar Bianca?
– Parar pai? Só de olhar para ele tenho vontade de voar no pescoço dele.
– Para Bianca. — Duca a repreende e coloca mais gelo na menina.
– Tó Ka, sua água. — Cobra estende a mão com o copo a amiga.
– Obrigada. — ela sorri.
Cobra se aproxima da amiga e eles fazem contato visual dentro no quarto da menina, enquanto Duca e Gael brigam e repreendem Bianca pelo ato dela com a irmã mais nova. Karina bebe a água e depois dá o copo ao amigo que coloca em cima da mesa do computador dela, porém ao voltar vê a menina indo até ele e após se sentar no chão ao lado da menina, ela se enfia em seu colo. Cobreloa apenas fica imóvel e espera que Ka esteja cem por cento bem perto dele.
– Obrigada Cobra. — ela pega os braços do amigo e os coloca em sua barriga.
– De nada Ka. — ele tiras os braços de onde ela colocou.
– Acho que teria sido muito pior se você nem o Duca aparecessem e separasse a gente.
– Foi seu pai quem nos chamou. Eu estava se bobeira no QG e ele estava passando quando Gael apareceu na varanda e chamou a gente.
– Ah tá. — ela sorri torto.
– Quer gelo?
– Acho que sim. — ela sorri e coloca a mão atrás da cabeça.
– Ok, vou buscar. — ele levanta, vai até Gael e pede gelo.
– Pego no freezer Cobra. — Gael responde de costas.
– Ok. — ele apenas se vira, pega e vai embora. — Tó Ka. — ele dá a ela que recusa. — Qual foi?
– Senta.
– Tá. — ele se senta e ela novamente se coloca no colo do amigo.
– Coloca pra mim?
– Sim.
– Obrigada. — ele então coloca o gelo na cabeça da amiga que no início sente uma grande dor que passa logo depois.
– Ka, me responde uma coisa.
– O que? — ela sai do colo dele e se vira de frente.
– Acha que fazer o que estou pretendendo seria um problema agora?
– O que está pensando em fazer?
– Isso. — ele se aproxima da menina e dá um selinho na boca dela.
– É...acho que um pouco.
– Tá certo. — ele a puxa para seu colo novamente, enquanto o tempo passa.
– Cobra? — ela levanta o olhar para ele.
– Oi? — ele a olha.
– Posso?
– O que?
– O mesmo isso que disse antes. — eles se olham e ela respira fundo.
– Ka...
– Cala boca. — ela o puxa pelo pescoço mas ele recusa.
– Karina, para. — ele se levanta da cama e ela se vira para o amigo.
– Desculpa, acho que bati muito forte com a cabeça.
– Deve ser. — ele ri sem graça.
– Pai, vai ver o que eles estão fazendo antes que eu mesma vá lá. — Bianca gritava da sala.
– Bianca para. — Duca sentava a menina sempre que ela tentava levantar.
– Se é isso que vai te fazer acalmar eu vou. — Gael se levanta e vai até o quarto onde Karina e Cobra estavam.
– Ka, você está melhor?
– Sim, obrigada. — tempo. — Deixa eu te perguntar uma coisa.
– Fala.
– Vem aqui. — ele então receoso vai.
– Fala. — ela chega bem perto do ouvido dele.
– Me dá o aquele seu isso? — ele se vira para ela que mordia o lábio e a puxa para um grande beijo, mas bem na hora que Karina se levantou e o beijou Gael entrou no quarto.
– Karinaaa? — Gael grita e assusta os dois que ficam imóveis.
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