Notas iniciais
Recomendação de música: - Kyle Castellani : Addicted To My Own Disease ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Postei o capítulo grande porque estava inspirada demais, porém ele ficou ótimo e bem contraditório e irônico.

Com o amanhecer do dia seguinte Karina acordou primeiro que todos da casa e foi tomar um banho para aliviar o estresse e a cabeça da noite anterior que não saia da mente. Era Cobra seu melhor amigo, o que sempre esteve ao seu lado e Pedro seu ex-namorado mentiroso e traíra do outro lado. Não sabia o que fazer ou em quem confiar. A confusão dentro dela era tanta que ao sair do chuveiro escorregou no piso frio e quase caiu com tudo no chão, por sorte se segurou na porta.

– Ô dia, já começa assim? — Karina socou a porta.

A loira saiu do banho e foi tomar um café rápido antes que o pai e a irmã acordassem e lhe perturbassem. Apenas comeu metade de um mamão e bebeu um copo de leite com achocolatado o que a fez ficar mais ativa e alerta. Depois voltou ao quarto, colocou uma blusa preta com top da mesma cor e o short vermelho favorito. Calçou os chinelos e saiu até a academia do mestre Gael, do outro lado da rua, porém quando foi para atravessar se dirigiu ao QG.

– Cobra? Tá aí? — ela batia na porta e ele ao escutar respirou fundo e levantou.

– O que você quer? — ele a encarou intimidando-a.

– Quero falar com você, posso entrar? — ela foi empurrando a porta.

– Já entrou mesmo. — ele coçou a cabeça.

– Quero pedir desculpas por ontem, não queria ter feito aquilo mas você me obrigou.

– Te obriguei? Para de ser louca. — ele gritou.

– Sim Cobra. — ela devolveu. — Você sabe que isso tudo é muito recente, estou tentando me acostumar.

– Eu sei, mas precisava fazer a ceninha da ex preocupada?

– Não vou deixar você machucá-lo. — ela chegou mais perto dele e olhou fundo nos olhos escuros do amigo.

– Então tá.

– Ótimo. — ela se virou e ia saindo.

– Espera. — ele pegou no braço dela com força, o que fez ela se virar rapidamente.

– O que?

– Quero te dar uma coisa como desculpa. — ele sorriu malicioso.

– Posso saber o que é? — ela cruzou os braços.

– Isso.

Cobra a puxou para um beijo daqueles de cinema na qual intensidade e sensualidade reinavam, era tão intenso e gostoso que Karina não conseguiu resistir e não hesitou em parar um segundo até que perdessem o fôlego. O amigo depois de alguns minutos a soltou e a deixou na vontade de outro, porém ele não cedeu mais um o que fez com a menina fosse até o final do QG provocá-lo e confrontá-lo pelo que fez.

– Qual é a sua? — ela passava a mão na boca.

– Não sei e a sua? — ele olhou-a de cima a baixo.

– Só quis pedir desculpas e você se aproveitou.

– Você não reclamou. — ele riu.

– É...mas... — ela gaguejou.

– Mas nada Karina, para de negar. — ele chegou perto dela e passou a mão nos cabelos curtos e loiros dela.

– Negar o que Cobra? — ela tirou a mão dele e se desviou dele.

– Isso que aconteceu hoje. — tempo. — Ontem.

– Neguei alguma vez?

– Não, mas está com cara de arrependida agora.

– Não estou. — ela bateu o pé e cruzou os braços.

– Prove. — ele sussurrou no ouvido dela, o que fez a menina se arrepiar.

Karina então olha para Cobra com medo e tensão ao mesmo tempo e tasca outro beijão matinal no amigo. Ele a empurra na parede e depois ela faz o mesmo com Cobreloa. Eles ficaram no final no QG por alguns minutos até que a menina tropeçasse e caísse de bunda no chão, porém o moreno abaixou até onde estava e foi puxado para mais beijos carinhosos e intensos dela.

Tanto Karina quanto Cobra sentiam que algo poderia sim surgir dos dois, mas como o término de ambos e a mágoa era muito recente ficaram meio indecisos e confusos com tudo que acontecia. A menina era menor de idade, porém o garoto não, o que traria problema para ambos caso viesse à tona esse caso ou romance repentino deles.

– Ei Karina. — Cobra a empurrou.

– O que? Chega né, nossos pedidos de desculpas já foram dados. — ela sorriu e se levantou.

– Espera.

– O que? — ela se virou.

A menina foi puxada para mais um beijo do rapaz que não resistiu quando os lindos e profundos olhos azuis o encararam novamente. Ela não hesitou, mas quando ele a puxou para sentar em um dos colchões não conseguiram segurar a vontade um do outro e a adrenalina que subia a cada segundo no corpo de cada um. Cobra tirou a blusa dela e deu várias mordidas e beijos em seu pescoço e ombros, Karina não teve esse trabalho porque Cobreloa já estava sem, então foi aí que tiveram mais um transa.

– Bom dia filha. — Gael cumprimentou Bianca quando ela foi até a cozinha.

– Bom dia pai, viu a Ka? — ela sorriu.

– Não, ela não está com você?

– Não, acho que ela já foi pra academia né?

– Deve ter ido mesmo. — ele sorriu. — Vamos comer?

– Sim. — Bianca se sentou de frente para o pai.

Cobra e Karina depois de terminarem o que estavam fazendo se levantaram, despediram-se e cada um foi para seu lado. Ela para a academia do pai, antes que ele chegasse e perguntasse onde fora e o amigo para a Khan treinar junto com os demais. Mas não demorou muito para Gael chegar e perguntar quando tempo a menina já estava ali.

– Faz um tempinho já pai. — ela sorriu.

– Ah tá. — ele beijou a cabeça da filha e a abraçou.

O tempo foi passando e mais alunos chegaram na academia, mas quando a galera da Ribalta foi chegando Karina fez questão de se afastar. Bianca foi a primeira sendo seguida pelo João que era apaixonado por ela, depois foi Pedro que parou em frente da escadaria e ficou olhando a ex-namorada lutar e treinar com Pri e Fabi, suas amigas de lá, o que fez com que a menina parasse, o encarasse e engolisse saliva a seco.

– Oi Karina. — Pedro se aproximou dela.

– Oi Pedro. — ela se virou e voltou a treinar.

– Obrigado por ontem. — ele sorriu.

– Disponha. — ela desferiu um direto no saco de pancadas.

– Você pode falar comigo agora? — ele pegou no braço dela.

– Não. — ela puxou o braço. — Vai embora Pedro, por favor.

– Tá bom. — ele respirou fundo e se dirigiu ao andar de cima.

Karina por sua vez empurrou o saco de pancadas com toda força possível e correu ao banheiro. Ela chorou um pouco até se sentir bem e voltar a academia do pai. Ninguém a viu chorar exceto Pedro que ainda estava na escadaria quando a menina passou para o outro lado com uma das mãos no rosto e correndo. O menino não fez nada, porém lamentou o acontecido da noite anterior e a besteira que quase aconteceu por causa de Cobra.

– Pedroso, e aí? — João passou o braço pelo pescoço de Pedro.

– Fala Jhonny Boy. — ele sorriu torto.

– Vamos?

– Bora.

Os dois amigos se dirigiram até a sala de dança enquanto Karina voltava calmante a academia para treinar mais um pouco antes de ir para escola naquele dia. Cobra que treinava na Khan não parava de pensar um minuto na amiga e no acontecido ou estava começando a acontecer entre eles. O mesmo acorria com Ka, mas sabia que era Pedro que ainda amava mesmo sem confiar ou querer vê-lo tão cedo, porém o amigo ajudava tentando fazer esquecê-lo, coisa que sempre foi em vão.

– E agora em? — Karina pensou alto.

– E agora o que Karina?

– Pai? — ela se assustou. — É, nada. Só estava pensando alto.

– Aham sei. — ele desconfiou na filha, mas não falou mais nada.

– Sério pai. — ela sorriu e voltou a treinar.

– Não falei nada. — ele riu e ela o encarou rindo também.

Karina depois de treinar foi para o colégio e quando voltou deu de cara com Pedro bem na sua frente quando atravessa a rua mexendo no celular. Eles se trombaram, mas ela pediu desculpas, saiu andando para a academia do pai encontrá-lo e não deu ouvidos para o que o ex-namorado dizia depois que seguiu reto por ele. Apenas o olhou pelo canto do olho quando virou um pouco a cabeça e o ex respirou fundo até que João fosse ao seu encontro e partissem para casa dele.

– Vamos pai? — Karina parou em frente da sala de administração.

– Vamos sim filha. — Gael saiu, fechou a sala e depois trancou a academia na companhia da menina.

– Oi Karina. — Cobra falou do QG observando a loira passar com pai.

– Pode ir. Não leve mais que dez minutos. — ele falou quando a filha a olhou perguntando se podia ir conversar com ele apenas pelos olhos.

– Obrigada pai, não vou demorar.

– Está certo. — Gael beijou a cabeça de filha e seguiu para casa enquanto ela foi ao QG.

– Oi Cobra. — ela sorriu de lado.

– E aí como foi o dia hoje?

– Produtivo e o seu?

– Vai ser melhor se dormir aqui. — ele puxou a menina pelo braço e tentou beijá-la mas Bianca ia passando e viu.

– Larga ela seu marginal. — Bianca gritou e correu até os dois.

– Vaza, ô patricinha.

– Vai embora Bianca, sai daqui. — Karina empurrou a irmã.

– Eu vou, mas você vem comigo. — Bianca pegou Karina pelo braço e a puxou com toda força.

– Me larga sua louca. — Karina tentou puxar o braço.

– Não largo, você vem comigo. — Bianca gritou.

– Larga ela Bianca. — Cobra encarou Bianca.

– Não tenho medo de você Cobra. — ela bateu o pé e continuou puxando a irmã mais nova para o apartamento.

– Depois a gente se fala Cobra. — ela sorriu torto.

– Depois nada. — Bianca puxou a irmã para mais perto dela.

– Tá bom, tchau Ka.

– Tchau. — no andar de cima. — Me solta Bianca. — Karina gritou.

– Não solto, até me explicar o que estava fazendo.

– O que é isso aqui em? — Gael levantou do sofá e deu de cara com Bianca segurando Karina pelo braço.

– Explica Karina, mas explica bem direitinho pro papai. — Bianca jogou Karina no chão e se abaixou ao lado dela sorrindo ironicamente.