Unindo dois coraçãoes

2 Seguindo em frente


Notas iniciais
Olá meus amigos leitores! Vamos continuar a ler esse romance? SIM o/

Depois daquela noite, Katagiri criou o habito de sempre levar uma xícara de chá para Ryuken e esperar ele deitar para descansar antes de acabar seu dia. Aquela xícara de chá e o carinho que recebia de Katagiri em algumas ocasiões passaram a ser a razão de Ryuken começar e terminar bem seus dias.

Katagiri sempre se controlava para não fazer mais além disso. Ela ainda era uma quincy mestiça que trabalhava na casa de uma família de puros-sangues muito bem respeitada. Esta tarefa estava cada vez mais difícil com Ryuken sendo cada dia mais educado e respeitoso com ela. As coisas chegaram ao ponto de Ryuken começar a falar um pouco de sua rotina com ela – a deixando muito perdida e desnorteada na maioria das ocasiões.

Masaki havia se acalmado quando Katagiri contou que Ryuken estava mais calmo e menos tenso com seus afazeres.

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Naquele ano Ryuken se formaria. Para sua formatura vieram sua mãe, seu pai, Katagiri, Masaki e Ishin – Urahara estava ocupado mas mandou um cartão de parabéns. Todos estavam bastante formais para comemorar; pois Ryuken já havia até conseguido um excelente emprego.

Naquela noite Ryuken teve uma maravilhosa surpresa! Viu pela primeira vez Katagiri muito bem arrumada e com seus cabelos soltos. Ele tinha que estar ficando louco. Nunca pensou que a veria daquela forma e estava belíssima.

Sua mãe reparou na forma como ele a olhava e ficou incomodada – principalmente quando ele foi até ela e educadamente a abordou e elogiou; mas Masaki, com a ajuda de Ishin, a manteve distraída para que Ryuken pudesse aproveitar aquele momento – ela podia ver claramente o quanto seu primo Ryu-chan estava gostando de estar com Katagiri.

Com o final da comemoração, Ryuken tomou uma importante decisão! Seguiria em frente com aquilo gostando a família dele disso ou não o quanto fosse.

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Pouco tempo depois de começar seu trabalho, Ryuken fez algo que gelou e confundiu o coração de Katagiri: ele a chamou para sair. Aquilo era incomum e impensável para um puro sangue do porte de Ryuken e aceitar era mais ainda para uma quincy mestiça como ela. Mesmo assim, ela acabou por aceitar – acatou como um pedido de seu mestre.

No dia em que saíram, ela havia pego Ryuken preparando uma simples cesta de piquenique na cozinha e ele não queria deixa-la ajudar a terminar de preparar ou arrumar a bagunça que fizera. Quando ele terminou tudo, os dois saíram – e ele não deixou ela levar a cesta.

Caminhando em direção ao parque, Ryuken parou.

— Porque está andando atrás de mim? – ele perguntou como se aquilo não fosse normal.

— Porque.... – ela sabia como responder aquilo! Era normal ela andar atrás dele quando saíam.

Foi aí que ele percebeu que ela achava que o ‘convite’ que fizera era uma ordem e que ela estava agindo como sua empregada e não como uma mulher normal que estava saindo com um cara para passear.

— Venha para cá. – ele disse calmo estendendo uma das mãos para Katagiri.

Ela não poderia ter ficado mais surpresa e desnorteada do que naquele momento em que ele a tratou por definitivo como uma igual e estendeu sua mão para que andasse ao seu lado

— Pois não, jovem mestre. – ela foi extremamente formal e de cabeça baixa com o rosto muito corado pegou a mão de Ryuken e foi ao seu lado.

Ryuken percebeu que ela parecia um pouco desconfortável e soltou sua mão – vendo ela tentando se acalmar logo em seguida.

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No parque ele pediu que ela escolhesse o lugar onde iriam comer, não deixou ela preparar a toalha de piquenique e nem colocar a comida sobre a mesma e estendeu sua mão para ajudá-la a se sentar. Katagiri iria ficar louca se aquilo se seguisse! Era muito estranho para ela ser tratada como igual por seu mestre.

Durante o almoço, Ryuken foi quem serviu Katagiri, conversou de coisas com ela que nunca lhe seriam permitidas saber, arrumou tudo quando acabaram e a tratou como uma verdadeira dama seria tratada. Ela tinha que entender o porquê.

— Jovem mestre. – ela começou e ganhou a atenção de Ryuken – O que está fazendo? – ele fez uma expressão de quem não entendeu a pergunta – O senhor tem agido muito estranhamente e hoje parece ter saído do controle. – ela terminou e Ryuken a entendeu.

— Eu estou seguindo adiante com uma decisão que tomei. – agora era ela quem não havia entendido suas palavras – Você sempre cuidou e mim, é bastante habilidosa e merece ser respeitada como um membro de nossa família. – o coração de Katagiri foi a mil com isso – E eu decidi trata-la como uma pessoa de verdade, com todo respeito que merece e pedir que me chame pelo meu nome Katagiri-san. – ele finalizou e Katagiri ficou totalmente desnorteada em pensamentos.

“San!? Katagiri-san!? Ele me tratou como uma superior! Como assim? Ele quer que eu o chame pelo nome!? Ele é meu mestre! Não posso ser desrespeitosa assim com ele! ”

Ryuken apenas via Katagiri tremer, ficar vermelha e permanecer fora da realidade até decidir colocar uma de suas mãos entre as suas – tirando a moça de seu transe.

— Eu decidi que quero você ao meu lado para o resto da minha vida. – se não soubesse que estava ouvindo direito teria certeza que estava louca – Eu te amo Katagiri. – ele terminou esboçando o mais profundo e tocante sorriso que ela tinha certeza que ele jamais mostraria a alguém.

Ela não sabia o que fazer! Todo seu controle havia ido embora com a declaração de Ryuken e insistentes veios de lagrima escorriam dos olhos da mulher que agora estava sendo ofuscada pela luz que surgia no horizonte de sua vida.

Notas finais
O coração de quem desmanchou aqui ♥ O próximo será ainda mais lindo ;)