Unidos por um laço do destino
2 Tudo pode acontecer em uma noite...
Notas iniciais
Nós entramos na sala de minha casa nos agarrando, arremessei minha bolsa sobre o sofá e Vartann abriu com suas mãos rápidas e experientes os botões de minha blusa. Quando chegamos ao quarto já estávamos apenas de roupas intimas que não demoraram muito para serem jogadas pela casa assim como o restante de nossas roupas. A noite foi uma loucura, estávamos tão sedentos de prazer que todos os truques que havia no manual foram executadas em apenas uma noite por nós como se fossemos dois amantes selvagens.
No dia seguinte acordei com uma forte dor de cabeça e o sol penetrando pelas cortinas, fazendo meus olhos doerem, quando me voltei para o outro lado da cama, avistei o Detetive bonitão deitado de bruços em minha cama com apenas o abdômen coberto por meu lençol branco de seda:
— Droga!. — Falei assustada e Vartann também despertou de um susto ao me ver e acabou caindo da cama e me levando junto, pois estávamos com os pulsos unidos por uma algema prateada.
— Como eu cheguei aqui?. — Perguntou Louis sentado no chão com o braço estendido por eu não ter caído e nossos braços ficarem suspenso pela algema, Vartann estava completamente nu.
— Sei lá, essa é a pergunta que estou me fazendo e como isso chegou aqui?. — Perguntei erguendo o braço com a algema e Vartann deu de ombros.
— Okay,vamos refazer nossos passos e descobrirmos como isso aconteceu, certo?. — Perguntou Lou.
— Certo, você começa.
— Bem, eu lembro de terminar o turno e ir até o bar encontrar Grissom e uma amiga que ele prometeu me apresentar. Lembro também de Grissom insistir para nós irmos nos sentar no balcão para ficarmos a sós. Depois, lembro-me de pedirmos varias rodadas de Martinis e depois irmos embora juntos com uma garrafa de vodca!
— Eu também me lembro de tudo isso, mais me recordo de outra coisa também!
— De que?
— De você todo tempo tentando me seduzir, aposto que foi você quem colocou em minha cabeça para virmos para minha casa!. — Sinceramente, eu não conseguia me lembrar de nada, era com se tivessem apagado uma pequena parte de minha memória. A única coisa de que eu me lembrava eram as mesmas coisas que ele contou, foi difícil para mim não lembrar do que eu fiz na noite passado com um homem que eu mau conhecia.
— O que? Você é maluca Catherine, eu dei sim em cima de você, mas só fiz isso por que você deixou, sem contar que você também deu em cima de mim. — Fiquei chocada com o que ele disse. Ta eu dei mole pra ele, mais não dei em cima dele, isso totalmente diferente.
— Eu, eu não vou discutir com você!. — Resolvi não discutir com ele, pois sei que não levaria a nada, mais como aquele cara me irritava. – Precisamos tirar isso de nossos pulsos, pois eu estou atrasada para uma reunião com o pessoal do laboratório. E então, essas algemas são minhas ou sãos suas?. — Grissom iria me matar por chegar atrasada, por isso não quis discutir, não tinha tempo para isso.
— Eu não sei, por que não tentamos abrir com as suas chaves primeiro?
— Tudo bem, minhas chaves estão em minha bolsa.
— E onde está sua bolsa.
— Esse é o problema.
— Droga Cath, eu também deveria ter começado o turno há uma hora atrás e agora o que iremos fazer? — Ótimo, agora toda a culpa do Detetive ter ido parar na minha cama era minha.
— Hey não vem descontar em mim não, eu não tive culpa, foi você quem me levou pra cama com você!
— Eu não...ta deixa pra lá, não vou discutir com você, agora vamos procurar sua bolsa, aposto que ela está lá em baixo na sala, então vamos descer para procurarmos. – Era melhor mesmo ele não discutir comigo.
— Vamos descer assim, sem roupas?
— Qual o problema, alguém mais tem as chaves da sua casa? — Não imbecil é que eu estou com vergonha de ficar nua em sua frente. Que cara lesado, mas ele já estava nu na minha, então vamos por essa história de vergonha de lado.
— Não, vamos!
Nós descemos as escadas juntos, Vartann desceu primeiro me puxando, pois eu ainda não me sentia bem em estar nua e ver ele nu. Se bem que aqueles ternos que ele usa escondiam muita coisa, tipo: — O bumbum perfeito que ele tinha. Foi então que me toquei de algo, puxei ele, Louis parou e depois me olhou de cima a baixou, como se examinasse cada curva e cada detalhe meu para não os esquecer:
— Hey!. — Disse estalando os dedos e voltando a atenção dele para meus olhos. – Você não se lembra de nada mesmo que aconteceu ontem a noite entre nós? – Ele poderia estar mentindo não acham?
— Claro que não e você lembra?
— Não, mais acho melhor continuarmos assim sem lembrar e não contarmos para ninguém do laboratório e muito menos da delegacia entendeu?. — Falei com um tom ameaçador para ele saber que eu não estava brincando.
— E se eu contar?. — Fui pega de surpresa por ele, ao fazer essa pergunta ele me encurralou na parede.
— Eu mato você!. — Vartann deu um sorriso sardônico e mordeu os lábios. Que cretino, não acham? Recebeu uma ameaça de morte e não está nem ai?
— Eu iria adorar ser torturado até a morte por você!. — Disse ele sussurrando no meu ouvido. Certo, isso foi excitante, mais ele não deixava de ser um cretino.
— Idiota!. — Disse empurrando-o, mas ele me chocou contra a parede novamente.
— Posso não me lembrar de nada do que aconteceu ontem a noite e você também não, mas aposto que se você lembrasse nunca mais iria esquecer. E não se preocupe, não contarei para ninguém o que aconteceu entre nós. – Alem de cretino ele era convencido, sensual e charmoso, mais irritante.
— Ótimo, agora saia de minha frente e vamos voltar a procurar minhas chaves. — Vartann me deu passagem e eu o puxei com toda força pelo pulso para voltarmos a procurar minha bolsa.
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