Unidos por Emma

8 Capítulo 7 - Professor


Notas iniciais
Olá de novo! Mais um capítulo quentinho! Volto a agradecer pelos comentários. Saber que a história está encantando vcs tanto quanto me encanta é muito bom. Estamos chegando ao fim do primeiro ciclo da história. No décimo capítulo teremos um acontecimento marcante que levará a fic a um novo patamar, principalmente na vida de Bella. Eu estou contabilizando que a fic provavelmente terá de 30 a 40 capítulos no máximo, pois como eles tem em média 2000 palavras, eu quero manter este padrão. Vamos ao que interessa né? Prontas para conhecerem o Edward melhor?! Boa leitura

O resto de setembro, outubro e novembro passaram voando e quando a neve começou a cair em meados de dezembro, mesmo com as camadas extras de roupas, algumas pessoas já percebiam a barriga de Bella, apesar do ganho de peso de Bella estar tão baixo, aponto de preocupar a sua médica. Na consulta de dezembro, a médica advertiu Bella com a possibilidade de Emma nascer antes da hora devido ao baixo ganho de peso dela, apesar do peso da bebê está dentro do esperado.

Era dia 21 de dezembro, último dia de aulas no campus e Bella se encaminhou para as aulas da tarde exausta. Ela pouco participou das discussões, o que despertou a atenção do professor Cullen para o semblante cansado e triste de sua aluna favorita. Edward passou os últimos meses observando Bella depois de terem trocado aquele abraço no aniversário dela. Algo o deixava completamente conectado a ela e ele não entendia o que era e porque era assim.

Fora isso, a garota realmente parecia ter uma saúde debilitada, estava mais pálida com o semblante cada vez mais cansado, e passou a usar uma quantidade excessiva de roupas que lhe davam uma silhueta uniforme e inchada apesar do rosto permanecer magro e fino. Tudo bem que estava frio em Seattle, mas aquilo era um exagero visível. Estava acontecendo algo com a sua ‘pequena Austen’ — forma carinhosa que ele encontrou para se referir a ela pois ela sempre estava com um exemplar de Jane Austen nas mãos, como hoje – e ele se angustiava em alguns momentos por não fazer nada a respeito.

Quando sinal ecoou na sala, ele desejou um ‘Feliz Natal’ a todos e se encaminhou na direção de Bella meio que automaticamente.

— Está tudo bem contigo? — ele perguntou enquanto ela levantava devagar. — Você quase não falou hoje.

— Estou...– ela disse em um sorriso forçado — Só um pouco cansada. — ela arrumou seu material na mochila e a colocou sobre os ombros. Estando tão próximo, Edward percebeu que as olheiras dela estavam mais fundas do que pareciam sob os óculos.

— Você está pálida, estou preocupado. Como está sua saúde? — ele perguntou aflito pegando em sua mão — você está um pouco fria. Quer ir ao médico?

— Não, não se preocupe, professor. Eu estou bem, só preciso aproveitar esses dias de férias para me recuperar do cansaço. Graduação dupla é um pouco puxado – ela disse forçando um sorriso novamente e puxando sua mão levemente.

— De fato, principalmente se for num programa intensivo desse. — Edward rebateu – Me desculpe Bella, mas qual a necessidade deste programa?

— Motivos pessoais que prefiro não comentar. Precisarei me ausentar em fevereiro e não quero me prejudicar por causa da bolsa. — ela disse tímida – Agora preciso ir, professor. Feliz Natal!

— Feliz Natal Bella, se cuide e descanse. — ele disse derrotado e ela assentiu saindo da sala.

Quando a garota saiu ele percebeu que ao invés de esclarecer as coisas ela o deixou ainda mais intrigado e preocupado. Ele arrumou seu material e foi para seu Volvo.

Edward morava numa pequena casa. Ele detestava apartamentos. Sua casa ficava no mesmo bairro que a casa de seus pais e seu irmão mais velho, que já era casado. Ao chegar em casa, tomou um banho quente, esquentou uma porção de lasanha congelada e levou para sala para comer enquanto lia um trecho de ‘Mansefild Park’, o livro de Austen que Bella estava lendo essa semana. Ele sempre reparava nos livros que Bella carregava e os lia, como se quisesse se conectar com ela.

Ela era uma leitora ávida, de longe a aluna que ele mais encontrava nos corredores da biblioteca. Ela também tinha uma escrita fantástica. Cada trabalho que ela entregava era uma verdadeira obra de arte. Mesmo uma simples resenha era elaborada com muito empenho e qualidade. De fato, somente na última semana que a qualidade do trabalho caiu um pouco. Mas ele acreditava ser causado pelo atual estado da pequena Austen. Ele suspirou pesadamente ao lembrar dela novamente. Ele não entendia porque pensava tanto naquela garota.

Edward é o filho do meio do casal mais apaixonado da face da terra. Seus pais, Carlisle e Esme Cullen, tinham quase 30 anos de casados, um casamento sólido e inundado de amor. Deste amor perfeito entre o cirurgião e a pediatra nasceram 3 filhos que sempre viram nos pais o exemplo de vida que queriam.

Jasper John Cullen, 27 anos, é formado em arquitetura e tinha uma empreiteira junto com sua esposa Alice, 26 anos, que é desing de interiores. Eles são casados há 5 anos e desde o primeiro ano tentam engravidar, sem sucesso. Neste último ano, ficou constatado a esterilidade de Alice e então eles se candidataram a adoção. Estavam aguardando a aprovação do Conselho Tutelar para começar a visitar instituições.

Edward era muito próximo deles, sentia muito a dor do irmão e da cunhada e torcia para que tudo desse certo neste processo e eles pudessem logo ter uma criança em seus braços. Jazz é loiro e alto como o pai, herdando de Esme apenas os olhos verdes e traços de personalidade, como a calma extrema. Alice era baixa, magra, bronzeada, cabelos escuros médios e olhos escuros.

Rosalie Jane Cullen, 21 anos, está no último ano de psicologia na UW. É uma versão feminina e mais bonita do pai, herdando da mãe o corpo curvilíneo e esbelto. Loira de olhos azuis, Rose chama a atenção dos homens desde pequena, o que deu e dava muito trabalho para Jasper e Edward. Ela estava estagiando na promotoria de justiça no acompanhamento de vítima e testemunhas de violência.

Edward Anthony Cullen, 23 anos, é recém-formado em Letras e Literatura pela UW, sendo agora professor adjunto e mestrando na mesma universidade. É o filho mais parecido com Esme, tanto por fora – cabelos ruivos e olhos verdes – quanto por dentro – senso de justiça, calma, observação. Ele sonha em encontrar um amor tão puro e verdadeiro como o de seus pais, mas está cada vez mais difícil. Ele nunca se sentia completo com ninguém. Exceto quando abraçou sua aluna favorita no mês de setembro. Ali ele sentiu um sentimento novo algo inédito que ele não sabia explicar. Aquela garota chamava a sua atenção não só academicamente, ela tinha algo em seu olhar que o atraía a ela.

Edward sorriu ao lembrar de como a conheceu.

De longe aquele foi um dia especial para ele, ele tinha ido à UW para assinar seu contrato como professor adjunto e, enquanto saia alegremente do Campus indo para seu carro, ele a viu. Uma garota pálida que parecia estar tendo uma vertigem, ele apressou o passo para ajudar quando ela de fato desmaiou. Ele tentou chamá-la e se esticou para amparar seu corpo frágil antes que encontrasse o chão. Ele a colocou no banco traseiro do Volvo e a levou para seu pai imediatamente.

Ele insistiu muito com o pai para saber o que estava acontecendo com a jovem, mas seu pai era um profissional muito ético e respeitava o sigilo médico-paciente, então Edward desistiu de saber algo com ele. Mas isso não o impediu de tentar saber de outros meios.

No dia do aniversário dela, ele tentou saber por uma amiga dela alguma coisa a respeito de sua saúde, porém não teve sucesso. A sensação que o jovem professor sentia era que estavam escondendo algo para protegê-la. Mas ele não queria fazer mal, ele queria ajudar. Quando ele viu o nome dela na relação de alunos de uma disciplina especial, sua preocupação ficou ainda maior. No plano acadêmico dela ela iria estudar até início de fevereiro. O que aquilo significava? Ele queria ter essa resposta e estava muito confuso, principalmente porque não entendia essa ligação estranha que o conectava a ela tão profundamente a ponto de angustiá-lo.

Ele sondou outros professores que ele acreditava ser do currículo acadêmico dela, mas nenhum deles soube responder concretamente suas perguntas, apesar de também observarem algumas mudanças nela. Enfim, naquele último dia de aula antes das férias de fim de ano, ele tomou coragem para tentar tirar alguma informação dela e oferecer ajuda, afinal ele tinha um pai médico que não se negaria a atendê-la novamente. Mas, mais uma vez, ficou sem respostas para a sua pergunta.

Edward suspirou novamente e resolveu deixar este assunto de lado por hora. Seu celular tocou neste momento numa ligação que ele atendeu sem mesmo olhar o visor.

— Edward Cullen! — ele disse distraidamente

— Oi meu filho! Te atrapalho? — Disse uma voz doce e feminina e ele sorriu reconhecendo.

— A senhora nunca atrapalha, Dona Esme. A que devo a honra desta ligação? Acho que é a terceira hoje né?! — Ele disse rindo ouvindo a mãe bufar do outro lado – Eu sei que sou seu filho favorito, mas assim eu fico mal-acostumado – completou

— Ah meu filho! Você sempre foi o piadista dessa família. Te liguei porque amanhã não vou poder te acompanhar no especial de Natal da UW, vou precisar cobrir um plantão na UTI. — Ela disse sentimental. — Veja com Rose se ela não pode ir contigo.

— Tudo bem mãe, eu me viro por aqui. — Edward disse gentilmente . Ele não queria ir desacompanhado neste evento, que seria o seu primeiro como professor. Estava torcendo para que Rose aceitasse ir.

— Ta certo, meu filho, se cuida e não esquece que estamos te esperando para a ceia dia 24 viu? Te amo filho! — Esme disse amorosamente, e quando Edward respondeu um ‘eu também’ ela desligou.

A família era o bem mais precioso de Edward. Por ter crescido entre os livros clássicos de sua vó, ele se tornou um homem sensível e gentil fazendo-o dar muito valor aos laços familiares. Edward se orgulhava muito do homem que havia se tornado e sonhava em um dia encontrar uma mulher que se orgulhasse dele também. Ele sonhava em amar e ser amado profundamente, mas um amor baseado no respeito e na admiração de ambas as partes.

Edward levantou do sofá e foi para a cozinha lavar a louça. Ele estava cansado, então deixou os trabalhos que tinha para revisar para o dia seguinte e subiu para o seu quarto. A casa de Edward possuía uma suíte e dois quartos que ficavam todos no primeiro andar junto com um banheiro no corredor. No térreo havia o hall, a sala de estar, a sala de jantar separada por um balcão da cozinha e esta tinha uma ilha central que era a ‘mesa’ de Edward na maior parte dos dias. Para completar havia uma lavanderia que dava acesso a garagem. A casa era simples e aconchegante, pois Edward nunca foi do tipo muito extravagante como seu irmão mais velho.

A entrar no seu quarto, Edward suspirou mais uma vez naquela noite. Como desejava ter alguém ali que o estivesse esperando, talvez uma jovem de olhos cor de mel por trás de um exemplar de Jane Austen. Edward se assustou com seu próprio pensamento e sacudiu a cabeça tentando se desfazer daquela imagem. Mal sabia ele que já era tarde demais.

Ele tomou um banho quente relaxante e vestiu um conjunto de moletom preto. Antes que caísse na inconsciência enviou uma mensagem para sua irmã pedindo sua companhia na noite do dia seguinte. Para sua alegria, Rose aceitou ir com ele ao evento. Ele deitou-se relaxado e caiu num profundo sono cheio de sonhos com exemplares de Austen e olhos cor de mel.

Notas finais
Beeeeem docinho né? Antes que me crucifiquem, quem assistiu Juno sabe que dá pra disfarçar bem uma gestação, ainda mais se a barriga for menor do que o ideal como no caso de Bella. tenho exemplos reais perto de mim disso também. Acho que deu para conhecer um pouco do nosso Edward e sua família. Vai ser bom também para vcs entenderem algumas coisas que talvez não agradem muito nos próximos capítulos. Não deixem de deixar o seu review, ele é mega importante para mim! Beijos e até amanhã!