— Sasuke! Está me ouvindo? – Naruto perguntou estalando os dedos na frente do amigo, tentando tirá-lo de seu transe.

Desde que Sasuke ouvira a predição de Sakura, ele não conseguia mais pensar em outra coisa. Estava sempre revivendo a situação assustadora em sua cabeça.

— Você vai ser assassinado – ela anunciou sem encará-lo nos olhos.

— A-Assassinado? – Naruto perguntou temeroso. Pela primeira vez tinha vontade de sair correndo daquela sala, mas ele apenas continuava sentado na cadeira, seu corpo incapaz de responder aos seus comandos.

Sakura confirmou com a cabeça, sentindo o corpo tremer de medo. A visão que tivera era perturbadora. Mesmo de olhos abertos conseguia enxergar o corpo de Sasuke, estirado no chão, o sangue esvaindo pelo buraco feito a bala em seu peito. Era como se a imagem estivesse tatuada em sua retina.

Seus olhos encontraram os de Sasuke, mas ela não saberia dizer o que ele estava pensando. Sem qualquer aviso, Sasuke escancarou o maior sorriso e começou a gargalhar lunaticamente, causando espanto nas três pessoas que estavam na sala. Ele ria com gosto, como jamais rira antes, lágrimas brotando em seus olhos e os músculos da barriga se contraindo a cada gargalhada.

— Ele perdeu o juízo? – Naruto sussurrou lançando um olhar preocupado para Sakura, que parecia mais atônita do que ele.

— Nunca vi nenhum cliente ser afetado desse jeito pelos espíritos – Hinata comentou olhando assombrada para o policial que agora socava a mesa enquanto as lágrimas, devido ao riso, escorriam por seu rosto.

Por um momento a previsão de Sakura foi varrida da sala. Os três apenas observavam Sasuke em sua crise de riso. Depois de alguns minutos dessa estranha situação, Sasuke começou a se recuperar, respirando em arquejos.

— Essa, com toda certeza, é a melhor pegadinha da qual já participei – Sasuke disse enquanto secava os olhos com a manga da camisa. – Muito bem estruturada, devo dizer.

— Pegadinha? – Sakura perguntou em tom ofendido. Acabara de avisá-lo de sua morte e ele tinha a ousadia de pensar que era uma pegadinha? – Me desculpe, mas o que eu faço é muito sério. Você está em perigo.

— Pode ter certeza que não sou eu quem corre perigo. É você – Sasuke respondeu zangado, apontando o dedo indicador para a vidente. Agora que recuperara o fôlego, a raiva o estava consumindo. – Se você acha que eu vou deixar você enganar mais pessoas você está completamente errada. Tomarei providencias para que essa espelunca seja fechada e você seja presa!

— Espelunca? Presa? – Sakura bateu com o punho na mesa, furiosa. – Eu o aviso de sua morte e é assim que você me agradece?

Naruto e Hinata trocaram olhares preocupados. Sasuke e Sakura estavam prestes a explodir, olhando-se feito dois cães raivosos.

— Vocês deveriam se acalmar... – Hinata falou gentilmente, mas pulou para trás quando Sasuke levantou de um salto.

— Pode ter certeza que não deixarei você passar mais ninguém para trás – e saiu da sala, desembestado.

A raiva e o medo tomaram conta de sua consciência naquele momento. Não agira como um ser humano decente. Sentia-se acuado e amedrontado demais naquele momento, mas agora se arrependia de ter gritado com a garota. E se o que ela disse estiver certo? Se ele fosse realmente morrer, precisaria da ajuda dela para saber mais sobre as circunstâncias do homicídio, mas gritara e a ofendera, como pediria ajuda?

Balançou a cabeça para afastar aqueles pensamentos. Não pediria a ajuda daquele vidente nem se ela fosse a última pessoa na face da terra. Se impressionar com as palavras vazias e infundadas de Sakura não o levaria a lugar algum. Só podia imaginar como ela fizera os olhos mudarem de cor tão convincentemente...

— SASUKE! – Naruto berrou na orelha do amigo, fazendo-o saltar tamanho o susto.

— O que foi? – Sasuke perguntou emburrado, tentando acalmar as batidas do coração enquanto massageava o próprio peito. – Quase me matou de susto!

— Tem uns quinze minutos que você está olhando pela janela... Uma mudança está rolando por aqui, se é que você não percebeu – Naruto respondeu ironicamente, apontando para as caixas empilhadas a sua volta. – Eu não vim para trabalhar feito um burro de carga enquanto você olha pela janela.

— Me desculpe, ok? Eu só estava pensando em... coisas – Sasuke respondeu vagamente. Não queria entrar naquele assunto, por isso fazia de tudo para evita-lo. – Vamos terminar de desempacotar essas caixas.

— Sei muito bem em que coisas você estava pensando. – Naruto disse em um tom falsamente descontraído. – Imagino que tenha piorado agora que você conseguiu alugar uma casa justamente três dias depois do prazo que a Sakura-chan te deu.

— Não faço nem ideia do que você está falando – Sasuke se fez de desentendido enquanto abria a caixa de papelão mais próxima, entulhada de louças.

Mas por mais que ele se fizesse de desentendido, o que Naruto disse o atingira em cheio. A previsão de que ele encontraria uma boa casa com um bom preço em três dias tinha se cumprido, fazendo com que o medo de que ela não estivesse mentindo o corroesse por dentro. Porém, Sakura dissera que ele seria vizinho de alguém que odiava e por enquanto isso não se cumprira o que fazia com que ele imaginasse que aquilo tudo era apenas uma coincidência.

É isso mesmo, ele afirmou para si mesmo. É tudo uma coincidência. Não fique impressionado.

— Você sabe que aquilo que ela previu é perigoso. Eu estou preocupado com você – Naruto admitiu. Conhecia Sasuke desde os cinco anos de idade e desde aquela época os dois estavam sempre juntos, até na policia eles entraram juntos e agora eram parceiros. Se algo acontecesse com seu amigo, ele não saberia como reagir.

— Eu não acredito que você levou a sério o que ela disse Naruto! – Sasuke esbravejou, olhando feio para o amigo. – Tudo que ela disse foi só para impressionar idiotas feito você. Ela não fala com espíritos, ela não prevê o futuro e eu não vou morrer! – ele berrou a última palavra em fúria, como se desafiasse o destino a lhe contradizer.

— Ok, não precisa ficar nervosinho – Naruto respondeu desanimado. Sabia que não adiantaria nada bater na mesma tecla. Ele mesmo deveria procurar Sakura e saber os detalhes do assassinato para tentar salvar a vida de seu amigo.

— É melhor você ir embora, agora falta pouco. Vai descansar porque amanhã nós temos que trabalhar – Sasuke disse com falsa preocupação. Se Naruto continuasse a insistir naquele assunto, ele seria obrigado a brigar com ele.

— Tudo bem então – Naruto concordou, sabendo que Sasuke o estava convidando gentilmente a se retirar. – Não se atrase, temos muito que fazer.

— Normalmente é você que se atrasa – Sasuke respondeu e sorriu, abrindo a porta para que ele pudesse sair. Naruto acenou e saiu porta a fora, imaginando se tudo ficaria bem agora que ele saíra.

Sasuke olhou as caixas que ainda estavam fechadas a sua volta e soltou um suspiro cansado enquanto fechava a porta. Seus músculos doíam pelo trabalho excessivo da mudança e a tensão em que ele estivera nesses últimos três dias. Por mais que ele não acreditasse em Sakura, não podia deixar de sobressaltar quando algo repentino o acontecia.

Seus olhos bateram no colchão de casal encostado em uma parede e seu arrependimento de ainda não ter montado a cama o invadiu. Tombou o colchão no chão e se deitou para descansar alguns minutos. Os pensamentos começaram a desvanecer a medida que seu corpo relaxava e o sono o invadia. Um cheiro familiar preencheu suas narinas, parecia incenso, mas Sasuke se sentia sonolento demais para pensar naquilo. Acabou adormecendo segundos depois.

Poucas horas depois de ter adormecido, Sasuke foi arrancado de seu sonho pelo toque do celular. Não que a interrupção do sonho tenha sido ruim, uma vez que ele fora transportado novamente para aquele dia na sala da vidente, mas o telefone não trazia boas noticias.

— Isso são horas de me ligar, Kakashi? – Sasuke perguntou meio grogue pelo sono.

— Não sabia que agora eu preciso agendar um horário pra te ligar – Kakashi desdenhou. Era um homem de cabelo grisalho e cicatriz no olho esquerdo e o delegado na delegacia onde Naruto e Sasuke trabalhavam. – Eu por acaso vou precisar do seu brilhante serviço de investigador policial.

— As quatro da matina? – Sasuke perguntou depois de consultar o relógio.

— Aconteceu outra vez – ele informou em um tom sério, fazendo Sasuke pular do colchão onde ele estava deitado.

— Por que não me disse antes? – Sasuke perguntou irritado. Pegou o primeiro par de meias e começou a calçá-los o mais depressa possível. – Eu chego daqui a pouco.

Kakashi desligou o telefone sem responder nada. Em questão de minutos Sasuke trocou de roupa e correu até o carro. Dirigiu o mais depressa que pode e logo estava na delegacia, dando graças por ter conseguido uma casa que fosse perto de seu serviço.

— Você ao menos penteou o cabelo? – Naruto perguntou quando Sasuke saiu do carro. Ele também acabara de chegar.

— Que diferença faz? Pra onde vamos não vão olhar se eu estou penteado – ele respondeu com impaciência e entrou na delegacia.

Encontrou Kakashi na mesa dele, tomando café com um semblante de quem não dormia há vários dias e lendo um relatório. Sasuke bateu na porta para chamar a atenção de Kakashi.

— Que bom que já chegaram. Hoje essa delegacia está uma bagunça – ele disse desanimado, acenando para que os dois entrassem. – Vou passar o relatório e despachar vocês o mais rápido que eu puder para o local do crime.

— Aonde foi o ataque? – Naruto perguntou fazendo Kakashi soltar uma risada.

— Aonde foi? Foi a quatro quarteirões daqui. QUATRO! – Kakashi berrou e socou a própria mesa. – Esse filho da puta deve estar achando que é o dono do bairro ou coisa do tipo, cometendo um assassinato a quatro quarteirões da nossa delegacia.

— Tão perto assim? – Sasuke perguntou espantado. Era por isso que Kakashi parecia estar à beira de um colapso nervoso. Já podia ver as manchetes no jornal na manhã seguinte “Caso de assassinatos em série continua” “Nem no quintal da policia estamos protegidos!”.

— Sim. A vítima é uma mulher – Kakashi olhou as folhas de relatório que estavam em sua mão. – O nome dela é Mitsashi Tenten, 26 anos e professora de natação. Preciso que vocês examinem o local e o corpo.

— Nós já estamos indo – Sasuke respondeu enquanto ele e Naruto se levantavam.

— Achem alguma coisa para pegarmos esse filho da puta de uma vez – Kakashi pediu antes que eles saíssem da sala.

— Dá pra acreditar numa coisa dessas? Um assassinato a quatro quarteirões daqui? – Naruto perguntou enquanto entrava no carro de Sasuke. – Já imaginou o quanto os jornais vão falar?

— Ele com certeza é bem ousado – Sasuke respondeu e deu partida no carro.

Eles chegaram ao local, um parque arborizado que as pessoas costumavam usar para piqueniques no verão e patinação no lago congelado no inverno, isolado por faixas amarelas e avisos para as pessoas ficarem longe, poucos minutos depois. Outros policiais andavam pela cena, entrando e saindo do meio da mata, procurando evidencias.

— Olha, o Lee está aqui. LEE! – Naruto chamou, acenando para um rapaz de grossas sobrancelhas pretas e cabelo liso cortado em cuia.

— Olá Naruto, Sasuke. – Lee saudou enquanto apertava a mão de cada um deles.

— Testemunhas? – Sasuke perguntou. Vestiu luvas brancas de látex para não espalhar suas digitais no local do crime.

— Um homem de 50 anos. Vocês querem falar com ele agora ou preferem ver o corpo? – Lee perguntou.

— Vamos ver o corpo – Sasuke respondeu e ele e Naruto seguiram Lee para dentro das árvores do parque.

O corpo da garota se encontrava no meio da mata. O sangue no chão ainda estava vermelho, o que indicava que o assassinato não ocorrera há muito tempo. Sasuke agachou para olhar o corpo mais de perto.

— É de certeza que é um trabalho do Psicopata Silencioso? – Naruto perguntou olhando o corpo junto com Sasuke.

Sasuke odiava chamar o assassino de Psicopata Silencioso, mas fora assim que a imprensa o chamara depois do terceiro homicídio e agora todos o chamavam assim.

— É o que tudo indica – Lee falou observando Sasuke e Naruto investigarem o corpo. – É claro que precisamos da autopsia do médico legista para saber exatamente do que ela morreu, mas vocês já devem ter percebido que ela tem todos os sinais que as outras tinham, certo?

Sasuke e Naruto concordaram com um aceno de cabeça. O cadáver tinha todos os dedos quebrados das mãos quebrados o que indicava que ela fora torturada antes da morte, manchas no pescoço indicando que ela tinha sido enforcada, hematomas no rosto e no corpo como sinais de espancamento e vários sinais de esfaqueamento.

— Com certeza isso é trabalho dele – Naruto disse enquanto levantava um pedaço da blusa do cadáver para observar melhor uma das facadas. – E ela tem o perfil das moças que ele tem atacado, certo?

— Sim. Ela é jovem e magra, como todas as outras moças que ele matou – Sasuke confirmou e logo depois levantou. – Sem a autopsia não há muito que ser feito, vamos falar com a testemunha.

Os três andaram até saírem do meio da mata e avistarem a movimentação de outros policiais no parque. Logo ali do lado, um homem de cabelo branco comprido, acompanhado de um cachorro de pelagem branca, conversava com um policial.

— Você é a testemunha? – Naruto perguntou para o homem de cabelo branco que acenou afirmativamente. Ele e Sasuke tiraram as luvas de látex para cumprimenta-lo.

— Eu sou Uchiha Sasuke e esse é meu parceiro Uzumaki Naruto – Sasuke os apresentou apertando a mão do homem. — Nós assumimos de agora em diante — Sasuke informou o outro policial que se afastou.

— Eu sou Jiraya – ele respondeu.

— Então senhor Jiraya, você pode nos contar o que aconteceu? – Naruto pediu enquanto pegava um bloco de notas para anotar o testemunho.

— Eu moro em um apartamento quase na entrada do parque e meu cachorro começou a latir e arranhar a porta para que eu o levasse em um passeio – Jiraya deu uma palmadinha carinhosa no cachorro que abanou o rabo feliz. – Então eu levantei e vim para o parque para que ele pudesse fazer o que ele tinha que fazer, se é que vocês me entendem – ele soltou uma risada jovial, mas logo se calou. Achava errado rir quando o corpo de uma moça jovem jazia a alguns metros deles.

— Mas como o senhor achou o corpo? Ele está dentro da mata, isso é fora do caminho que as pessoas usam nesse parque para passeios e caminhadas – Sasuke questionou enquanto Naruto anotava em seu caderno.

— Mas não fui eu quem achou o corpo. Foi o Kei – Jiraya disse dando outra palmadinha carinhosa no cachorro. – Nós estávamos caminhando pelo parque, por volta de umas duas da madrugada e ele começou a latir feito louca na direção das arvores e quando eu dei por mim, ele estava correndo para dentro da mata e eu correndo atrás dele.

— E então vocês acharam o corpo? – Naruto perguntou enquanto escrevia.

— Sim, achamos. O sangue ainda estava saindo dos machucados quando eu a encontrei, mas ela já estava morta. O estranho é que eu me senti sendo observado sabe? Então peguei o celular e liguei para a policia na hora e tratei de sair da mata com o Kei.

— Está me dizendo que se sentiu observado? – Sasuke perguntou e Jiraya meneou a cabeça em concordância. Ele e Naruto trocaram olhares e o amigo fechou o caderno. – Muito obrigado pelo seu testemunho senhor Jiraya. Se preciso for, a policia de Konoha entrara em contato com o senhor para mais detalhes.

— Sem problemas. Responderei todas as perguntas que forem necessárias, quero ajudar vocês a pegarem o criminoso – ele informou animado e os policiais se despediram.

— Acho que o Jiraya chegou ao local do crime alguns instantes depois que ele aconteceu – Naruto disse depois que eles assumiram uma distancia segura da testemunha.

— Se isso tiver acontecido mesmo, ele chegou mais perto do Psicopata Silencioso mais do que todos nós aqui... Vou informar o que aconteceu para o Kakashi – Sasuke disse e sacou o celular, discando o número do delegado.

Relatou a história inteira desde o cadáver na mata até o testemunho de Jiraya enquanto Kakashi apenas o ouvia com atenção.

— Vocês fizeram bem – Kakashi disse por fim e logo em seguida bocejou. – Recomendo que vocês vão para a casa, troquem de roupa e comam alguma coisa porque hoje o serviço será pesado.

— Nos vemos depois na delegacia então – Sasuke desligou o telefone e foi até Naruto. – Kakashi disse para irmos para casa tomar banho e comer alguma coisa. Quer carona até a delegacia para pegar seu carro?

— Não precisa, é logo aqui do lado, eu vou a pé – ele respondeu animado. – Preciso andar para espairecer as ideias.

— Tudo bem, te vejo mais tarde – Sasuke acenou e caminhou até seu carro.

Do caminho do parque até sua casa, Sasuke só conseguia pensar no assassinato que ocorrera. Tinha certeza que aquilo era obra do Psicopata Silencioso e isso o corroía em fúria. Ao todo ele já matara nove mulheres bem debaixo do nariz da policia de Konoha. Era por isso que ele fora apelidado de Psicopata Silencioso, porque ele matara várias mulheres e seus crimes eram tão bem elaborados que as pessoas diziam que ele os fazia em silêncio absoluto.

Como a policia falhara miseravelmente em pegar o culpado, os jornais agora deitavam e rolavam em cima da policia, fazendo insinuações e exigindo que os policiais trabalhassem mais para pegar o culpado. Agora que o assassinato ocorrera tão perto da delegacia e em um parque tão famoso, Sasuke podia contar com uma semana cheia de repórteres o bombardeando com perguntas na porta da delegacia.

Quando chegou a sua rua, optou por não colocar o carro na garagem. Estava cansado demais e pouco depois teria que sair novamente, seria perda de tempo. Estacionou numa vaga do outro lado da rua e desceu do carro.

A névoa havia diminuído bastante e o sol começava a apontar no horizonte, prometendo um dia de calor intenso para os investigadores. Estava a ponto de atravessar a rua quando a figura do outro lado chamou a sua atenção. A pessoa acabara de sair da casa vizinha para a rua, fazendo o estômago de Sasuke afundar vários centímetros, como se ele tivesse se transformado em chumbo derretido.

Apesar da roupa de corrida normal composta de shorts e camiseta, ao invés da espalhafatosa que ela usara da última vez, Uchiha Sasuke jamais teria confundido aquele cabelo rosa comprido que balançava na brisa fresca da manhã. Haruno Sakura acabara de sair da casa vizinha a de Sasuke.