Notas iniciais
Olá pessoas! Aqui está um capítulo na sua maioria H2. Tem uma pequena parte D&G, engraçada porque consigo completamente imaginar a cara do Draco a ser um grande bebezão! Espero que gostem e deixem reviews.

— Sim, é estranho tenho de admitir. — riu-se Harry depois de deitar Katrina na cama dela e seguir rumo à porta da casa que Hermione alugou.

Hermione riu-se.

Nesse momento Harry ficou petrificado. Os lábios finos desenhando formas curvas... Ficaram a olhar-se durante um pouco. Não tinham tempo ainda para se apreciarem. E parece que não teriam outra vez pois pequenos passos ouviram-se corredor fora até chegarem à porta aberta.

Katrina saiu de casa para juntar-se aos dois e disse, sonolenta:

— Quees connoco amanhã passear?

Hermione atrapalhada explicou-se:

— Eu depois irei ajudar na festa da Miriam mas preciso primeiro de ir às compras. Não tenho um fato de Bella no armário, não é? E a Katrina também não tem. Pelo menos assim, eles não precisam de ter trabalho a fazer estes dois fatos.

— Ah! Então vão às compras. Muito bem.

— Vens connoco Hari. — pediu Katrina.

— Claro que vou.

— Não é preciso Harry. — disse Hermione. — Com certeza tens coisas a fazer.

— Não. Nada. Mas se não quiseres que vá, não vou.

Katrina deu um pulo, acordando alerta.

— Não! Ela quer.

— Sim, é verdade. — confirmou Hermione, passando a mão pelo branco de Harrry. — Vem.

— Então aparecerei cá amanhã.

— Olá Katrina!

— Olá Harry! Entra! A mãe ainda está a dormir. Mas vou acordá-la.

— Não é preciso. Posso esperar. Podemos jogar um jogo se quiseres até ela acordar.

— Sim!

Hermione acorda de manhã e olha-se ao espelho. "Que olheiras...". Não tinha conseguido dormir nada ontem à noite.

Não sabia como contar. Aliás, como se pode contar uma coisa destas? Um erro assim tão grande... Como se consegue admitir?

Ela devia matar-se isso é que é!

Ouviu barulho na sala e decidiu ir ver se Katrina já acordara.

Aquela visão era deslumbrante para Harry. Poder-se-á dizer que Harry esteve a olhar descaradamente Hermione não menos do que 2 minutos consecutivos.

Hermione usava umas calças de pijama largas e uma t-shirt justa o que lhe realçava as formas da anca e do peito, pequeno. Tinha os cabelos numa bagunça, estavam encrespados e espigados por não ir ao cabeleireiro há já algum tempo e visto que era encaracolado parecia um arbusto. Tinha baba seca no canto da boca que tentava limpar com rapidez e as bochechas vermelhas. Não é uma imagem muito sedutora não... Mas para Harry era a imagem mais bela que alguma vez vira, comparando-se apenas com o seu sorriso ou a sua gargalhada ou os seus olhos ou o seu olhar ou a sua expressão quando pensava ou a sua expressão quando lia ou a s...

— HARRY!

Harry acordou do seu transe momentâneo.

— Sim! Sou eu a jogar.

Katrina olhou-o confusa.

— Bem... Sim. Mas estávamos a chamar-te há séculos.

— Desculpa... Estou com sono. És tu!

— Então eu vou-me vestir e venho já.- anunciou Hermione, saindo à pressa para o quarto.

"Mas o quê?!"

"Que treta de som é este?"

"Mas..."

O som continuava...

— Ginevra! Tu importas-te de calar esse aparelho ridiculo?

Draco virou-se para o lado, caindo.

— Mas que... — tentou levantar-se. — Aah! — gritou de dor. — Ai, meu glorioso Merlin, as minhas costas.

O som parou.

Ginny olhou-o com cara de confusa. Tinham adormecido no carro.

— Olha que bem! Dormi fora! Agora o que é que lhes direi?

Novamente o som.

— Cala-o! — gritou Draco, ainda de gatas entre o banco de trás e os da frente.

— Ah! É o telemóvel.

Ginny pegou-lhe. No ecrã dizia "Herms"

— Estou? — gritou Ginny.

Meu Merlin Ginny! Acordei-te?

— Também já estava na hora. Que se passa?

Vou sair com o Harry e a Katrina e não sei o que vestir! Ajuda-me! O Harry está na sala há 20 minutos desde que acordei! E ele chegou antes de eu acordar! E ele sabe que eu não me demoro a arranjar! Estou a dar descaradamente nas vistas! O que é que eu visto Ginny? Ai eu até tenho vergonha de mim própria, pareço uma adolescentezinha.

— Acalma-te! O que é que tens aí contigo?

— Aaaaah! Meu Merlin!

O que se passa? Está tudo bem?

— Está Mione. Porque não levas um vestido mais discreto?

— Aaaah!

— Cala-te Malfoy!

Não sei se reparaste mas está frio! O que raio se passa aí Ginny? Está alguém magoado?

— É só o Draco que está cada vez mais velho! Leva aquelas tuas calças azuis!

— A sério que estás a falar de roupa enquanto eu estou com umas dores insuportáveis?!

— Ai Malfoy! Mione, espera só um bocadinho se não ele não se cala!

Ginny largou o telemóvel.

— Aaaah!

— Ai desbotado, cala-te! Já não te consigo ouvir! Acordo eu contigo a gritar-me aos ouvidos!

— Pois não és tu que... Aaaah! Estás com dores de costas! Aaah! E que tal seres delicada uma vez na vida, Weasley?

— Não sejas bebé!

— Pois, tu dormiste em cima de mim é por isso que... AAAAh! Que não te estás a queixar como a criança chorona que és!

— Criança chorona? Fica sabendo que não és a melhor almofada!

Draco mandou-lhe um sorriso matreiro.

— Não tenho culpa dum corpo escultur... — contorceu-se com dores, antes de conseguir acabar a frase.

Ginny revirou os olhos e voltou a colocar o telefone ao ouvido.

— Então estávamos a falar de...?

Tens a certeza que podes falar? Isto também não é nada de importante...

— Claro que posso falar!

Então... Estavas a dizer que devia levar umas calças azul claro.

— Ah sim! Aquelas que gosto, que te fazem um rabo redondinho. E leva com aquela camisola branca que tens com umas letras à frente, estás a ver?

Qual?

— Aquela velha de que gostas, que compraste uma vez em Hogsmeade. De óptima qualidade. Ainda a tens?

Ah sim, já sei! Achas?

— Sim! Fica bem!

Obrigado Gi! Vou-me vestir. Beijinho! Muito obrigado mesmo! E as melhoras para a velhice do Malfoy

— De nada Herms! Isto agora é só declínio! Beijos e boa sorte para ti!

Ginny virou-se para Draco e reparou, então, que ele estava a dormir.

Seria melhor voltar para dentro mas decidiu encostar a cabeça ao seu peito. Só um bocadinho.

— Gi... — chamou Draco, sonolento e lentamente. — Devias ir para dentro. Ai!

— É só um bocadinho... — bocejou.- Não vou ficar muito.

Draco riu-se e afagou-lhe o cabelo.

— Gosto tanto de... Aham... Do teu cabelo.

— Gostas do meu cabelo.

— É.

Ginny encolheu os ombros.

— Realmente tudo em mim é de apreciar.

Draco riu e beijou-a ternamente.

— Bem, pelo menos deixa-me deitar. Aii. Caridade Merlin!

— Ah! Pára Harry! — riu-se Hermione.

Enquanto tirava a bola de neve da roupa olhava Harry que atirava Katrina ao chão. A menina levantava-se logo de seguida e escalava Harry até ele lhe pegar como se fosse um saco de batatas e a fazer escorregar pelas costas dele, através de um feitiço.

Eles ficavam tão bem juntos. Às vezes parecia mesmo um perfeito sonho até Hermione se lembrar que ainda não tinha contado a Harry que Katrina era sua filha, aí o cenário tornava-se um terrível pesadelo.

Se olhasse bem (nem seria, possivelmente, necessário olhar muito bem) notaria parecenças entre Harry e Katrina. Os olhos, sem duvida, eram os dele, aliás toda a cara de Katrina era muito semelhante à de Harry. Tinha a sua boca e exactamente o seu sorriso. Exactamente. E a testa de Katrina (tal como a de Harry) era mais pequena que a de Hermione. E claro, não podia faltar o cabelo preto. Tornasse estranho as pessoas ainda não terem notado as semelhanças.

Hermione foi puxada pela cintura e recomeçou a andar rumo ao Três Vassouras com Harry ao seu lado e Katrina a saltar feita coelho mais à frente. Vistos de cima pareciam uma família feliz só não fosse o segredo que as fêmeas, especialmente Hermione, guardavam em si.

Entraram. Harry e Hermione foram recebidos com um aceno de Madam Rosmerta.

— Hermione! Há tanto tempo! Já vos atendo.- gritou.

— Deixa isso comigo! Não te preocupes.- gritou alguém.

A mulher mais velha revirou os olhos mas não retorquiu.

Harry sentou-se de frente para Hermione e Katrina e pouco tempo depois estavam a ser atendidos por uma mulher arrasadora. Era inacreditavelmente bonita. Tinha um rosto perfeito e um tom de pele de um branco também perfeito. O seu cabelo era cor de chocolate e caia sedoso pelos ombros. Estava bem tratada e apresentava um corpo genial. Quando passou todos tiraram os olhos do que estavam a fazer para a olhar. Realmente não havia outra palavra para a descrever sem ser: "perfeita".

— Que vão querer? Oh Harry, por aqui de novo? — perguntou, franzindo a expressão "de novo".

A rapariga baixou-se e cumprimentou Harry com um beijo em cada bochecha.

— É... — respondeu-lhe.

E ao ver que as duas mulheres não se paravam de fixar acrescentou:

— Jhessica, estas são a Hermione e a sua filha Katrina.

Jhessica assentiu e sentou-se ao lado de Harry.

— Filha é? Suponho então que seja casada.

— Não. — negou Hermione. — Não sou.

— Não é... — Jhessica franziu o nariz e voltou-se para Harry. — Nunca pensaste em ter filhos?

Nesse instante o coração de Hermione deu um pulo.

— Filhos? — Harry riu-se. — Não sei. Ainda não apareceu oportunidade. E para além disso, sou padrinho de vários. Não tenho mãos a medir!

— Ah Harry... Qualquer mulher gostaria de ter filhos teus. Acredita em mim. — beijou os dedos em forma de cruz. — Bebés assim de cabelo preto e olhos verdes...

Harry sorriu acanhado e olhou à volta à procura de escapatória. Arregalou os olhos para Katrina.

— A Katrina tem tudo isso. — puxou Katrina até si. — Sim! Ela pode ser minha filha.

Nesse momento, Hermione levanta-se de um salto e saí a correr até à casa de banho.

Jhessica sorriu.

— O que se passou? — perguntou Harry. — É melhor ir lá ver. Madam Rosmerta, será que poderia dar um olhinho na Katrina por mim? É rápido.

— Eu já sei tomar conta de mim! — indignou-se Katrina.

— Sim, claro. — respondeu-lhe Harry, afagando-lhe os cabelos.

— Claro!- respondeu a Madam Rosmerta.

Harry entrou na casa de banho.

Hermione tinha vomitado e ainda estava debruçada sobre a sanita. Harry automaticamente segurou-lhe o cabelo sujo.

— Harry não...

— Shiuu! Não é a primeira vez que te vejo vomitar. Vou pedir um chá e já volto.

Harry demorou pouco mais que um minuto a voltar mas foi tempo suficiente para Hermione vomitar outra vez.

— Mas que se passa? Toma, trouxe-te o chá.

Hermione limpou a boca.

— Harry vai-te embora.

— Não vou.

— Vai. Já estou bem.

Levantou-se, passou a cara por água e bochechou.

— Não vale a pena insistir.

Passaram alguns minutos, não mais que cinco, até Hermione se recompor e aceitar o chá. Bebeu um pouco, quase nada.

— Já estou bem. — repetiu a morena.

— O que se passou?

Harry pegou na cabeça de Hermione, fe-la voltar-se para si e tirou-lhe todos os cabelos da frente.

— Se calhar comi algo que me fez mal.

Harry continuava a segurar-lhe a cabeça. Agora passava um dedo por alguns fios de cabelo castanhos.

— Se calhar...

Continuou a olhá-la.

— Harry...

Hermione tirou uma das mãos da caneca para afastar as de Harry mas o que conseguiu foi só dar-lhe a mão.

— Por que estás a sorrir? — perguntou-lhe Hermione.

— Não sei...

— Em que estás a pensar?

Harry pareceu reflectir sobre a questão.

— A verdade?

— A verdade. — respondeu Hermione, sem pensar duas vezes.

— Em como és bela.

— Eu?

— Tu.

Hermione corou mas apressou-se a responder-lhe.

— Mas parece que a menina do Três Vassouras, Jhessica, é mais. Aliás, já que és imensamente pitosga e mesmo com óculos de alta graduação não és muito observador, tenho de te dizer que a menina bonita se estava a atirar descaradamente para a tua cama. E já agora, se alguém anda à procura de um ventre para reprodução este sítio certo onde o encontrar!

Harry riu-se longamente.

— Uau Granger! Ciúmes? — aproximou-se perigosamente de Hermione. — Via-te como uma senhora mais racional que isto.

— Oh, claro... Porque ao contrário de Jhessica, que é uma jovem, eu sou uma senhora! Só estava a constatar um fac... Facto.- defendeu-se Hermione.

— Sim, claro...

Puxou para si, cortando o espaço que ela tinha aberto quando ele se aproximou.

— Harry...

Harry adorava isso. A forma como ela o chamava. Forma que o fazia ficar decidido a beijá-la. Mas depois... Pensar que poderia não ouvir mais a forma como ela o chamava... Afinal, foi o que tinha acontecido da ultima vez.

Mas não foi preciso que Harry tomasse uma decisão. Ela tomou-a por ele ao aproximar-se e beijá-lo, primeiro hesitantemente e depois com uma certa urgência.

O chá caiu, molhando sabe-se lá o quê. E sabe-lo não era importante.

Notas finais
Como sempre, espero que tenham gostado e que comentem. Qualquer review será bem-vinda!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.