Unidos Para Sempre - H2, Drinny, R/L
5 Hogwarts
Notas iniciais
Quando o comboio parou, ouviram uma voz do lado de fora e quando saíram, viram um homem muito, muito alto ( devia ultrapassar os três metros ), com cabelo castanho e farfalhudo e com mãos do tamanho da cara de Katrina.
– Prrimeirros anos, prr'aqui!- chamava o homem, com um certo sotaque francês e com abreviaturas.- Pierre Hagrrid e serrei o vosso guia p'rro castelo esta noite.
Miriam e Mike acenaram para Pierre e ele retribuiu o aceno.
– Vocês conhecem-no?- perguntou Katrina, admirada.
– Sim. A tua mãe falou-te do Hagrid? Ele é filho dele e da Madame Francesa. Ah, ah, ah!
– Mike! Não lhe chames isso! Coitada!- defendou Miriam.
– Oh, sim. Já sei.
Caminharam até a um lago onde havia aproximadamente quinze barcos. Pierre ocupava um barco inteiro.
– Forrrmem grrupos de quatrro.
Miriam, Katrina e Mike foram juntos com mais uma menina chamada Lizz.
– Uau! É lindo!- exclamou Katrina, com a boca aberta.
– Aposta comigo! Deve ser igualmente maravilhoso por dentro!
A lua cheia espreitava por cima do castelo, iluminando-o.
– 'Borra, 'borra!- gritava Pierre, quando os barcos pararam.- 'Inda têm a selecção p'rra fazerr.
– Estou ansioso por saber em que casa vou ficar.- comentou Mike.
– Estás? Eu estou super assustada.- contrariou Katrina.
– Tem calma! Os Garden vão-te ajudar!
– Os quem?- perguntou Katrina a Mike.
Este encolheu os ombros.
Miriam continuava a falar:
– Eu estou super entusiasmada!
Quando disse isto tropeçou.
– Então? Estás bem?- riu-se Katrina.
– SOCORRO!- gritou uma voz.
As duas olharam á volta. Era Mike. Tinha a perna tapada por lamaaté ao joelho.
– SOCORRO! SOCORRO!- gritava.
Katrina e Miriam conseguiram-no puxar para fora.
– Estás bem?- perguntou Katrina.
Mas antes de Mike conseguir responder Pierre chegou até ao Mike em poucos passos.
– 'Tas bem, Mike?
– Sim, estou.
– 'Tão ok. Continuem. Já 'tamos atrrasados!
Começaram a andar até ao castelo.
– Porque é que isto só me acontece a mim?- perguntou Mike, com ar miserável.
Os portões do castelo abriram-se. Katrina admirou o castelo com a boca mais aberta do que aquilo que gostaria. Pierre parou quando a primeira linha de alunos começou a subir os primeiros degraus duma escada de mármore.
– Agorra meninos, vão terr c'aquele rapaz ali.- informou apontando para um homem com cabelos pretos desalinhados, olhos verdes e com uma cicatriz na testa em forma de raio. Era Harry!
Ele estava debruçado sobre o corrimão no cimo da escada e estava a usar um manto da escola.
Pierre gritou-lhe:
– O Mike 'tá sujo porrque enfiou o pé numa poça de lama.
– Típico! — gritou Harry, piscando o olho a Mike.
– Boa sorrte, Hárry!
– Obrigado, Pierre!
Os alunos começaram a subir apressadamente. Quando chegaram todos ao cimo das escadas Harry começou a falar:
– Boa noite!- tinha uma voz doce e simpática, ao mesmo tempo brincalhona.- Chamou-me Harry Potter.
– Nós sabemos!- disseram quase todos os alunos.
– Pois...- concordou Harry, levando a mão á cicatriz em forma de raio, contornando a sua forma.
– Bem,- continuou.- existem quatro equipas: Gryffindor, Hufflepuff, Ravenclaw e Slytherin. Bem-vindos a Hogwarts! Sigam-me.
Harry abriu a porta e entraram na sala. Era bastante grande e o tecto... O tecto era uma imitação perfeita do céu da noite. Também existiam quatro mesas compridas, na vertical, cheias de alunos. Ao fundo encontrava-se outra mesa, na horizontal que também era comprida. "A dos professores.", concluiu Katrina.
– Juntem-se aí. Isso mesmo. Eu vou chamar os vossos nomes e vocês sentam-se a... Onde está o Chapéu e o banco?- perguntou Harry, confuso.
Logo a seguir, entrou na sala, a correr, um homem de mau aspecto e com uma gata, saltando, ao ombro, agarrada ao casaco grosso do homem apenas pelas garras. Trazia um banco e um chapéu velho consigo. Harry pegou neles e agradeceu, recebendo um resmungo em resposta.
– Bem, continuando... Vocês sentam-se aqui, neste banco, e eu ponho-vos o Chapéu para, assim, saberem a que casa pertencerão durante todo o vosso percurso por Hogwarts e, devo acrescentar, para toda vida. Mas primeiro o Chapéu Seleccionador quer dizer-vos umas palavras.
No velho chapéu uma racha em forma de boca apareceu e o mesmo começou uma canção acerca das casas de Hogwarts. No fim, todos aplaudiram.
De seguida, Harry pegou num pergaminho e começou a chamar os nomes:
– Rick Alfard!
– Hufflepuff!- gritou o chapéu mal lhe tocou.
– Dave Makley!
– Slytherin!- gritou, mais ou menos cinco minutos depois de lhe ter tocado na cabeça. Todas as pessoas comentaram que estava a demorar muito tempo, numa tentativa inútil de tentar apressar o chapéu.
– Peter Smitch!
– Gryffindor!
– Michael Longbottom!
– Gryffindor!- gritou Neville, levantando-se.
Neville era pai de Mike e o professor de Herbologia de Hogwarts.
O chapéu saltou na cabeça de Mike para olhar para Neville com ar ameaçador.
– Desculpe, Senhor Chapéu Seleccionador de Hogwarts.- desculpou-se Neville e voltou a sentar-se.
A multidão arrancou em risos, deixando um Neville e um Mike vermelhos como pimentão doce. Seguiram-se mais uns rapazes e a seguir a Selecção pertenceu às meninas.
– Miram... Oh! Maram... Er... Desculp...
– Prenuncia bem o nome da minha filha, ó paspalho!- reclamou um homem alto e de cabelos ruivos, dando um murro na mesa.- Nem parece que é padrinho dela!
Miriam riu-se:
– Só podia ser meu pai!
– O teu pai é professor?- perguntou Katrina.
– Sim, mas só durante este ano, e é o melhor amigo do teu.
O Chapéu Seleccionador, furioso, olhou para o homem e gritou-lhe:
– Ronald Weasley! Eu espero não ser interrompido outra vez! Estamos intendidos? Todos vocês?- perguntou apontando com o seu bico fino para todos os professores.
– Sim!- disseram os professores em uníssono.
Os alunos riram-se.
– Prosseguindo...- continuou o chapéu.- Tragam-me a miúda!
Miriam subiu.
– Gryffindor!
Miriam foi-se sentar ao pé de Mike.
Harry olhou mais uma vez para a lista de nomes.
– Granger?- sussurrou.- Er... Ah... Katrina Granger?
Katrina subiu e pôs o chapéu na cabeça, pois Harry nem se conseguiu mexer para lho pôr. Quando Harry disse o nome de Katrina houve alguma agitação na mesa dos professores principalmente pela parte de Ron, Neville e uma mulher ruiva que Katrina não conhecia.
– Bem Katrina...- começou o chapéu.- Herdaste muito da tua mãe e também tens a coragem e...- houve um momento de pausa, onde só se ouviam os murmúrios dos alunos.- e herdaste um ligeiro desprezo pelas regras... Tal como o teu pai.
Katrina ia-lhe dizer para não contar nada a Harry mas não sabia se era ou não parvoíce fazê-lo.
– Gryffindooor!
A mesa aplaudiu e Katrina foi-se sentar no meio de Mike e Miriam. Para Harry, felizmente, Katrina era o ultimo nome. Quando Harry, finalmente, se conseguiu mexer foi-se sentar a meio de Ron e Neville.
– Tu tens a certeza que esse é o nome daquela miúda?- perguntou Neville a Harry.
Harry tirou um bocado de papel rasgado do bolso. Neste estava escrito " KATRINA GRANGER".
– Tenho.- finalizou Harry.
Depois disto, estes três homens não trocaram uma palavra durante o jantar.
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–Só tenho mais uma coisa a dizer — começou a directora, a Professora McGonagall. — antes de irem. A Floresta Negra é proibida para todos os alunos, sem excepção! Perfeitos, levem os alunos!- ordenou.- Tenham uma boa noite!
– Por aqui!- gritou um rapaz mais velho que Katrina.
– É meu irmão.- informou Miriam.
– Chama-se Matthew e anda no 6º ano.- completou Mike.
– Então Mi?- perguntaram uma rapariga e um rapaz bastante altos. — Como estás, tudo em cima? Ah, ah, ah, ah!... Pelos vistos não.
Olharam-lhe o topo da cabeça sem esforço.
– Ah.ah.ah! Nunca tinha ouvido essa! Idiotas! — gritou-lhes Miriam.
– Também são teus irmãos?- perguntou Katrina a Miriam, que estava a deitar fumo pelos olhos.
– A rapariga é! Chama-se Johanna. O rapaz pertence à equipa de Quidditch dos Gryffindor. Acho que são namorados. Tenho, também, uma irmã que já acabou a escola. Chama-se Cat.
– Então tu és a irmã mais nova?
– Não. Ainda tenho uma irmã que vem para o próximo ano e um que ainda está na barriga.
– A sério? É rapaz ou rapariga?
– Rapaz. Vai chamar-se Jesse!
– Quantos irmãos são ao todo? Já me perdi nas contas!
– Sete a contar com o bebé e o Niel que ainda não conheceste.
– Meu Deus! E pensar que sou filha única!
– Pois é, Merlin, não sei como éque aguento!
Chegaram a um corredor que dava acesso a umas escadas engraçadas que se mexiam. Depois, o irmão de Miriam, Matthew, parou ao pé do retrato de uma senhora velha e muito gorda.
– Olá, Dama Gorda!- cumprimentou Matthew.
– Olá! Qual é a senha?- perguntou a mulher com uma voz rouca.
– O que lhe aconteceu à voz?
– Foi a cantar...
– Já foi ao médico?
– Foi ao do lado Este... Ele disse que não poderei cantar durante umas boas semanas... Talvez um mês!- gritou desesperadamente levando logo de seguida a mão à garganta.
Ouviram-se risos e "vivas" pela parte dos alunos. Matthew repôs a ordem, apesar de apresentar também uma sombra de sorriso nos lábios.
– Lamento muito, Dona Dama...
– Oh, o que há-de fazer? Qual é a senha?
– Caldo de Galinha.
Todos os alunos entraram. Mike tropeçou no degrau.
– Ai!
– Subam! Raparigas à esquerda, rapazes à direita. As vossas coisas já lá estão.- informou Matthew.
De seguida, agachou-se e deu um beijo na testa a Miriam.
– Como foi, Miriam? Estás bem? Gostas-te do castelo?- disse com ar preocupado.
– Sim, muito! Esta é a minha nova amiga. Katrina.- apresentou Miriam, chegando Katrina mais à frente.- Katrina, este é o meu irmão mais responsável! Ou o único...
– Oh... Obrigado! Prazer, Kathy!
– Essa é boa, Matt! Kathy!- apreciou Miriam.
Enquanto subiam Miriam foi contando a história da alcunha da Katrina a Mike mas Katrina, não estava a ouvir. Estava a pensar na reacção do seu pai ao jantar. Não tinha parado de olhar para ela e não tinha comido nada. Isto confundia-a.
– Katrina! Katrina!
– Hã?!
– O que se passa contigo?- perguntou Mike.
– Nada.- respondeu Katrina.
Mike olhou-a com olhar inquisidor. Depois de se despedirem Mike foi para a direita e Miriam e Katrina entraram no dormitório feminino. O dormitório tinha as cores dos Gryffindor. Estava enfeitado com bandeiras da casa e posters de rapazes ou bandas a mexerem-se.
– Que vamos fazer amanhã?- perguntou Katrina a Miriam.
– Pois... Amanhã é domingo... Que tal irmos conhecer a escola?
– É uma boa ideia! Com o Mike.
– Sim. E o meu pai e tio.
– NÃO!
Katrina ficou apavorada.
– Kathy... Vais ter de o conhecer mais cedo ou mais tarde. E tu vens! Nem que eu te tenha de puxar por uma orelha!
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