Unidos Para Sempre - H2, Drinny, R/L
10 Conversas
Notas iniciais
– Beem, o Harry não te queria largar. — começou Luna, enquanto procurava algo numa gaveta. — Estava difícil!
Hermione corou.
– Já sabes quando vais falar com ele? — perguntou Ginny. — Acerca da noite do casamento?
– Não.
– Podias falar amanhã. — sugeriu Luna.
– Sim, mas há algo mais que lhe preciso de lhe dizer.
As duas viraram-se para a morena.
– Siim?
Hermione hesitou.
– A Katrina é filha dele...
– O QUÊ?!
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A brisa fresca que batia na cara depois de uma dose avantajada de alcóol era algo agradável.
– Vejo que estavas muito agarradinho a Granger, Potter.
– É. Por quê? Ciúmes? — provocou Harry.
– Aposto que não gostarias se tivesse, não era? E não... — fez uma pausa. — Então já a desculpas-te.
– Não sei. Precisamos de falar. Preciso de entender isto. Ela só escrevia à Ginny que eu saiba. Eu li-as. Só diziam que estava bem e que estava com Jack, feliz.
– Hum...
– A Katrina contou-me que eles se divorciaram. E que Jack não é o seu pai biológico.
– Han?
– É.
– AHA afinal a Granger não é tão santinha! É uma safadinha!
– Vê lá como falas Malfoy!
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– Mione, isso é muito, muito grave! Porque não contaste?
– Fiquei com medo. — justificou-se Hermione a custo enquanto levava as mãos à cara para abafar o som dos soluços provocados pelo choro.
– Ooh... — Luna chegou-se ao pé dela. — Não chores Mi-Mione! Se-se não eu começo também.
Luna abraçou-se a Hermione e chorou descontroladamente, deixando Hermione assustada.
– Hormonas da gravidez. — justificou-a Ginny, dando pouco importância ao assunto.
– Ela habituou-se. Sentiu-se confortável e quan-quanto mais tempo passava ma-mais deixava passar. — começou Luna. — E agora, viste-te forçada a confrontares a realidade. Se não fosses obrigada a confrontar o Harry, nunca lhe dirias. Chama-se inércia.
Ginny e Hermione olharam para Luna como se fosse louca.
– Inércia. Inércia é a tendência que os corpos têm para permanecerem no seu estado de movimento ou repouso. Todos nós sofremos de inércia. E Hermione estava no seu estado de repouso e não conseguia sair dele porque sofria de um caso severo de inércia.
– Pooois. — disse Ginny, lentamente. — Vais ter de contar o quanto antes Herms. E prepara-te! Não irá ser fácil.
Hermione baixou a cabeça.
– Eu sei.
Ginny ergueu-lhe o queixo.
– Não fiques assim.
– Falemos de coisas mais alegres! — sugeriu Luna depois de tirar um pijama da sua cómoda. — Temos muito tempo para falar de erros! Agora conta-me! Como foi o Harry na cama? — perguntou a Hermione.
– Luna! — indignou-se Hermione, rindo-se.
– Uuuuh! — Ginny sentou-se entusiasmada com a conversa.
– Ah parem! — pediu Hermione, voltando a sorrir.
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– Potter, posso perguntar-te algo sem que te ofendas como se fosses uma menininha?
– Sim, vou-me arrepender de certeza.
– A Granger é boa na cama?
Harry riu-se.
– Sim, arrependi-me.
– E então?
– É boa, claro que é.
– Dizes isso porque estás caidinho por ela ou é mesmo verdade?
– É óbvio que é verdade!
– As minhas suspeitas confirmam-se. Huumm...
– Vê lá no que estás a pensar!
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– É bom, pronto!
– Pormenores são exigidos como é óbvio!
– Então, tu já sabes Ginny! — reclamou Hermione. — Já agora... E o Malfoy?
Ginny correspondeu com um sorriso matreiro.
– É meio estranho, não é Luna? Vê-los juntos.
– Oh! — Luna encolheu os ombros. — Eu já sabia.
– Já?
– Oh sim! Deu-me muito jeito saber. É que sabes eles usavam-me muitas vezes como desculpa. Ela dizia que íamos às compras ou almoçar ou algo assim.
– Então... Mas para onde ias? Não podias ficar em casa. — notou Hermione atenta aos pormenores.
– Oooh! Essa era a melhor parte. — riu-se Luna. — Eu ia para a casa de Ginny quando ela estava na do Malfoy ou para a do Malfoy quando ele estava na dela. Glorioso tempo!
Hermione riu-se confusa.
– Porque dizes isso?
– Mione, quando se está grávida, se tem seis filhos e um marido como o Ron deixa-se de ter tempo. Aquele era o meu tempo de pausa.
– Oooh! — compreendeu Hermione, rindo-se.
– Quem é melhor: Draco ou Harry? — perguntou Luna, interessada.
– Não sei. Eu gosto mais do Draco.
– Dá para ver... — riu-se a morena.
– Mas não sei... Sabes, são estilos diferentes. Ambos conseguem atingir outros estilos. O que quero dizer é que, normalmente, o sexo com o Draco é muito quente e fogoso. Harry é mais brando. É mais meigo e não é tão decidido quanto Draco, pede permissão nem que seja indirectamente, um autentico cavalheiro. Draco agarra e não se importa de controlar a situação. Não me estou a queixar. Como já disso gosto mais da forma de Draco.
Bateram à porta.
– Meninas!
– Estão a vestir o pijama há quarenta minutos. Como é que isso é possível? Vamos embora! — resmungava Draco.
– Estamos com sono. — acrescentou Harry.
– Animais é o que aqueles dois são.
Saíram do quarto e atravessaram o corredor até à sala.
Draco olhou Ginny com descrença.
– Nem podias disfarçar?
– Han?
– Nem tens o pijama vestido!
Ginny olhou para o próprio corpo.
– Não tive tempo de o vestir. — desculpou-se, encolhendo os ombros.
Draco bufou, levantou-se e dirigiu-se à porta.
– Eu trago a Katrina. — disse Harry a Hermione.
Pouco tempo depois voltava com Katrina nos braços.
– Precisas de ajuda Potter? És demasiado fraco?
– Cala-te Malfoy! Até amanhã Luna.
Hermione abraçou-a enquanto Ginny e Draco se despediam com um beijo leve.
– O que me dizes em relação a ires lá?
– Não posso Draco. Tenho a festa da Miriam para preparar. Os fatos ainda não estão todos prontos. Ah, — virou-se para Hermione. — não te esqueças da festa da Miriam e vem mascarada de Bela.
– Bela? — perguntou Hermione. — Sim, acho que se adequa. — riu-se.
– Vamos? — perguntou-lhe Harry.
– Sim.
Despediram-se e seguiram para casa. Ginny não resistiu e acompanhar Draco à rua o que levou a muito mais do que beijos leves.
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