Notas iniciais
Esta foi a primeira fic que escrevi. Portanto é um pouco... Não sei...

Para além disso, originalmente esta fic não era Drinny (D/G) mas somente H2. Mas é que estou completamente viciada neste shipper e arranjei forma de o meter nesta fic.

IMPORTANTE.: Esta fanfic (a parte H2) foi inspirada numa das primeiras fics que li (coisa que ocorreu há imeenso tempo). Eu perdi totalmente a fic mas queria deixar aqui uma homenagem.

Num dia quente de Primavera, numa igreja de Londres, esperavam ansiosamente umas oitenta e poucas pessoas, entre elas Harry Potter.

Harry Potter, depois de ter "acabado" com Lord Voldemort sentia-se muito mais livre para amar, trabalhar e para tudo o resto. Harry continuava o mesmo: os seus cabelos pretos, sem um sítio certo para estar e os olhos verdes da sua mãe. E claro, a sua cicatriz em forma de raio.

Ronald Weasley, mais conhecido por Ron, também não tinha mudado, apesar de estar muito mais alto do que estava. Ele continuava a ser o melhor amigo de Harry. Ron era agora maior de idade há já algum tempo, já tinha quatro filhos com Luna Lovegood, tirando o que ela carregava, sem saber, no ventre. Seria uma menina a quem iriam chamar Miriam. A sua filha mais velha chamava-se Cat (diminutivo para Catherine), o filho mais velho chamava-se Matthew. Tinham uma rapariga com cara traquina, Johanna, e um rapaz chamado Niel.

De repente, entra a correr na igreja Hermione Granger. Hermione estava com um vestido azul mar e o cabelo esticado.

- Porque é que só chegaste agora? Já pensava que a minha madrinha de casamento ia faltar! O Harry é o padrinho de casamento. Porque não vieste com ele? — perguntou Ron, nervoso.

- Ai, Ron! Acalma-te! Nem no teu dia de casamento estás calado! — replicou Hermione, irritada.

- Mas não há um dia em que vocês não discutam? Calem-se um bocadinho! Estão todos a olhar.- disse Harry- Que imprevisto foi esse? — perguntou, dirigindo-se a Hermione.

- Coisas de mulher.

- O quê?

- Ai, Harry! Não sejas cusco! Coisas de mulher.

- Sabes? Tu... Tu.. Er... Tu estás bonita, sabes? — elogiou-a Harry virando-se logo de seguida para Ron- Ron, a Luna vem, está descansado. Acho que não tem motivos para fugir.

Hermione começou a rir:

- Ai, Harry! Ficas tão lindo embaraçado. Estás tão vermelhinho!- disse Hermione, acariciando a face rosada de Harry — Tu também estás lindo.

- Obrigado.

- Ai, ai! Ela está a demorar tanto! — desesperou Ron.

Quando acabou de dizer esta frase Luna entra na igreja. Ela estava com um vestido branco e com muitas caricas penduradas. Os seus brincos eram feitos de caricas e penas.

- Elááá! Apesar das caricas não me importava nada de trocar de lugar contigo, maninho! — troçou George.

- Eh, eh!... Engraçadinho! — retorquiu Ron, sem graça.

- Olá Rõ-Rõ!- cumprimentou Luna, dando-lhe um beijo.

- Olá Lu-Lu!- cumprimentou Ron dando-lhe um beijo demorado.

O pai de Luna tossiu e informou que não era para se beijarem já.

- Ai, pai! Desmancha-prazeres! — resmungou Luna, enquanto lançava um sorriso maroto para Ron.

O banquete foi n' A Toca, a casa dos Weasley. Estava mesa linda com variados tipos de pudim, o prato preferido de Luna, e muito frango, o prato preferido de Ron.

Harry passeava sozinho e muito zangado pelo jardim.

- Oi! — cumprimentou Hermione com voz triste.- Que se passa?

- Nada...- respondeu Harry- E contigo? Pareces abalada... Alguém te fez mal? Eu parto a cara de quem te fez mal — exclamou, alterado.

- Não, não!- exclamou Hermione muito depressa.

Hermione sabia que Harry era capaz de fazer aquilo que dissera. A primeira vez que o subestimou, um rapaz ficou com um braço partido e todo negro.

- Não aconteceu nada! — acrescentou ela.

- Claro, e eu sou Merlim. Eu conheço-te.

- Eu também te conheço. Melhor que outra pessoa.

- Se eu te contar tu contas também?

Hermione ponderou sobre a pergunta.

- Tudo bem. Mas só se prometeres que não magoas ninguém.

- Ok. Apesar de isso não me proibir de ter uma "conversinha" com quem te magoou.

- Não, não! Nem conversar com essa pessoa.

- Hey, Mione! Não abuses.

- Então ficas sem saber.

- Ok.

- Ok, então tchau!

Hermione tinha a certeza que Harry lhe iria perguntar mais tarde o que se passava com ela.

- Mione! Espera!

Ela começou a correr mas Harry graças á agilidade física que foi aperfeiçoando com o Quidditch conseguiu agarra-la quando ela ia a entrar no quarto de Ron. Eles riam-se animadamente.

- Ah, ah, ah... Ai Harry só tu para me fazeres rir.

- Faço o que posso.

- E já é muito. Mas vamos lá as coisas importantes... Que se passa?

- É a Ginny. Ela chateou-se com o Ron porque ele convidou-te para madrinha e o padrinho era eu.

- Hum... Os ciúmes...

- Pois...- disse, depois de um longo suspiro. — Então e tu?

- É a mesma coisa. Está com ciúmes porque tu és o padrinho e eu a madrinha. E também acha que o Ron pode estar-se a casar com a Luna só para me fazer ciúmes.

- Hã?! O Ron nunca seria capaz de fazer isso! Bem, usar uma miúda para fazer ciúmes à outra tudo bem... Mas casar?! Por Merlim! E é da Luna que estamos a falar. Ele nunca seria capaz de brincar com os seus sentimentos. Ele ama-a!

- O Jack é um estúpido! — gritou Hermione, começando a chorar.

Harry abraçou-a.

- Ohhhh... Hers... Não chores! Sabes como eu te detesto ver-te chorar.

Ela continuava a chorar...

- Mi, olha! Sou um peixinho!- disse Harry, fazendo uma careta.

Hermione começou a rir.

- Oh, Harry... Só tu para me pores a rir. Obrigada.- agradeceu com um sorriso.- O que é que eu faria sem ti?

- Com certeza nada.

- Eh, eh!... Parvo! Eu adoro-te, Harry. És o melhor amigo que uma mulher pode ter.

- Obrigado, obrigado, muito obrigado! Chega de palmas! Muito obrigado! — disse brincalhão. — Eu também te adoro, miúda. Muito.

Eles olharam-se nos olhos. Sentiram o coração aos pulos e, não sabendo como aconteceu, beijaram-se. Um beijo terno e calmo.

Quando se afastaram ficaram ainda com os olhos fechados.

- Foi...- começou Hermione.- Foi... Foi mau. Foi... Foi... Foi "coiso". Desculpa. — disse rapidamente, levantando-se.

- Não. A culpa foi minha. Desculpa.

- Não! Desculpa.

- Não! A mim.

- Não! A mim.

- Não! A mim.

Harry levantou-se:

- Herms! Desculpa, asério. Eu...

- Harry... Não digas nada. A sério... Não digas nada...- concluiu numa voz sumida.

Eles aproximaram-se e beijaram-se, este um beijo longo e duradouro.

Notas finais
Espero que tenham gostado.

Deixem reviews! Por favor.