Unicorn Zombie Apocalipse! - INTERATIVA
3 Lembranças...
Notas iniciais
–Vocês estão prontas crianças?
–Estamos capitão!
(...)
Logo Scarlett chega...
–Onde tu foi?
–Fui logo ali comprar umas coisas pra sua mãe...
–OK... Right... Então, deixa a sacola em cima da mesa, que eu vou pegar o computador ali pra terminarmos o trabalho...
–Ok...
Fui até aonde o Computador estava, no caso, dentro do ex- escritório de meu pai... Eu realmente não queria entrar ali... Pois assim sua falta viria a tona...
Logo ao entrar, senti uma energia diferente, como se ele estivesse ao meu lado a todo momento... Por toda a sala, estavam molduras com fotos dele, escrito coisas como "meu pai é meu herói", ou "Quando crescer serei igual a ti"... Logo eu estava preso em lembranças... Tanto boas, quanto ruins... Logo, sem eu perceber, uma lágrima percorre meu rosto... Logo mais uma, e assim, logo o chão envolta de mim estava encharcado de lágrimas... Logo sinto algo segurar em meu ombro :
–Te amo... — Eu falo baixo
Logo ouço a voz de Scarlett
–O que foi?
Bom, de fato eu me enganei, e agora eu estava corado
–Eu disse que te amo? Não... Não... Eu apenas achei que...
–Calma , eu entendo... Seu pai deve fazer uma enorme falta a ti...
–Sim... Obrigado... Maaaas vamos pegar esse notebook e fazer o que tem que se fazer, antes que eu comece a chorar feito uma garota...
–O que você quis dizer com "chorar feito uma garota "?
–Esquece... Vamos lá pra cima... Terminar o coiso...
Ao subirmos, Scarlett ficou em minha cama, com o computador em seu colo, e eu fiquei no chão aí lado da cama, fuçando em meu celular...
–Não... Pekka é apelação...
–Hey Austin... Aqui diz que o nível de insônia subiu em 30% nos últimos meses...
–Sou um ótimo exemplo disso... Mas o trabalho não era sobre girafas?
–Malz... Me distrai...
Passaram — se horas... Horas... É mais algumas horas...
–Terminei! — Gritou Scarlett
–Ok... Deve ter ficado grandinho...
–De fato... Maaaas, já vou indo... Tenho umas coisas a fazer...E você pode imprimir pra mim..?
–Sim... Claro... Imprimir... Sim.
–Ok... Vou indo...
Scarlett desceu as escadas..
–Tchau, Senhora Sandbox!
–Tchau querida! Você e Austin conseguiram terminar?
–Sim! E a senhora poderia lembrar ele que ele tem de imprimir pra mim?
–Sim... Pelo jeito que ele é... Ele esqueceria em alguns minutos...
–Ok! Obrigada...
Sábado, 10:00 da manhã ;
Acordei com a doce voz de minha mãe me acordando...
–Filho, poderia ir comprar cadeados para mim?
–Cadeados?
–Se você não quiser ir, eu posso ir sozinha, no frio, com as costas doendo, e com o braço ferido...
–Desculpa... Desculpa... Eu vou...
–Brigada! Te amo!
–Eu amo mais... Ok, vou indo...
Fui até a loja, e comprei uns 15 cadeados... Eu apenas não entendi o motivo...
Quando voltei, eu ouvi alguns barulhos vindo do galpão...
Fui no modo stealf até a porta e abri devagar. Logo que abri uma brecha, de lá saíram dos pequenos esquilos, que correram e subiram em uma árvore.
–Não tinham lugar melhor para se reproduzir não?! — Eu gritei.
Mas logo que abri a porta por inteiro, vi uma caixa de madeira, que por incrível que pareça, eu nunca havia reparado que ela jamais esteve ali.. Estava com um cadeado de ferro... Eu por um momento pensei em deixar a caixa de boas ali, pois uma parte de meu cérebro pensou no ditado "a curiosidade matou o felino", mais eu estava disposto a correr riscos. Eu peguei um machado que ali estava, e bati até abrir a caixa. A surpresa foi grande quando eu vi o que a caixa trazia : Um felino de pelúcia, um colar com uma pedra vermelha na ponta, e uma camiseta do Darth Vader. A caixa continha um bilhete, que estava escrito :
–Que a força sempre esteja contigo ;
–Seu pai — Para Austin ;
Eu logo reconheci a letra, e lágrimas percorreram meu rosto. Eu abracei o felino de pelúcia, que estava velho e sujo, pelo fato de ter sido de meu pai, no passado. Coloquei o colar, e a camiseta. Eu fui correndo até a cozinha para mostrar a minha mãe, mas ao chegar, fiquei horrorizado com o que vi :
O corpo de Darwin estava no chão, com sua barriga aberta, e sangue para todo lado. E ajoelhada ao lado do corpo estava minha mãe, que também parecia apresentar a mesma expressão que eu. Ela estava chorando. Eu me aproximei dela devagar, e perguntei calmamente o que acontecera.
–Eu... Eu não entendo... Eu não me lembro de nada, eu apenas fiquei irritada por ele ter derrubado o saco de ração no chão... Eu sinto muito...
Eu me ajoelhei junto dela, e a abracei. Minha camiseta estava molhada com suas lágrimas.
–Acalme — se... O stress te fez fazer coisas insanas... A culpa não foi sua... — Eu falei tentado a acalmar. — vá tomar um banho e tirar todo esse sangue de seu corpo,enquanto eu dou uma despedida digna ao nosso soldado...
–O-ok...
Quando ela foi ao banheiro, eu fui até o telefone, e disquei o número.
–Alô? Olá! Preciso que venha! E traga aquilo... Sim, o que você esperava parece estar acontecendo...
Minutos depois...
A campainha toca;
–Hey! Austin! Saudades, cueio!
–Olá, Jake... Bom, preciso de suas habilidades "investigativas"... Sei que você é aquele retardado que acredita em zumbis, Apocalipse, e tudo mais... Bom, eu acho que eu também sou retardado... -Eu falei
Eu o levei até a cozinha, e descrevi tudo o que aconteceu.
–Woow... Bom, os dois podem ter uma pequena ligação... Descreva o que sua mãe vem sofrendo nos últimos dias...
–Cansaço, insonia, e ela fica praticamente o tempo todo deitada...
–Bom, não podemos comprovar nada com esses poucos fatos, mas eu sugiro você não irritá-la... Eu sugiro que você, eu e a Scarlett façamos uma "reunião" para juntar alguns fatos e descobrir algo E.... Se sua mãe realmente estiver... Você não pode deixar ela levar ninguém junto dela... Ou seja, eliminar qualquer chance dela contaminar mais alguém...
–Você quer dizer...
–Isso, você terá de matá — la, pelo bem de todos...
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