Unholy Confessions
5 5 – Recomeçar
Notas iniciais
- Olá... Matthew.
Caramba, o que ele está fazendo aqui? Eu to de roupão. Ele está lindo, ele se lembra de mim? Será que ele vai achar que estou toda animada por ele ser famoso agora?
- Matt, Gabi, Matt... – ele sorriu, mostrando aquelas covinhas.
- CARALHO! – eu disse – perae, você ainda se lembra de mim?
- Tem como esquecer? – ele riu, eu o acompanhei, um trovão soou no céu escuro, eu me encolhi, sim eu tenho medo de trovão. – ainda com medo de chuva? – eu dei um soco no seu braço.
- Não tenho medo da chuva, só de trovão. – sorri, passei a mão pelo meu cabelo.
- Acho que atrapalhei seu banho. – ele disse rindo
- Pois é, mas já que atrapalhou, entra, eu só vou me trocar. – eu dei espaço para ele passar, e ele sentou no sofá, pegando um sutiã meu, que eu acho que tinha tirado ontem a noite enquanto assistia um filme, e deixei aqui.
- VISHI! – eu disse rindo e pegando da mão dele.
- a coisa foi tão boa assim, que tem roupa espalhada ainda? – ele riu – Aliás, eu já vi uma mulher seminua sim, ok? – corei na hora
- Desculpa, eu estava estressada, nem te reconheci, — disse rindo – já volto.
Subi pro meu quarto, meu cabelo já estava secando, passei um creme para definir os cachos, vesti um short jeans e uma camiseta enorme branca, coloquei o chinelo. Voltei para a sala.
Matt estava sentado no sofá, e tinha ligado meu vídeo game, estava jogando guitar hero. Sentei do lado dele. Ele me olhou
- tava legal só de roupão – uma almofada foi lançada na cabeça dele. Eu comecei a rir – desculpa, jogar coisas é automático em mim.
- é eu me lembro bem. – ele tinha colocado em um canal de TV qualquer. – mas me conta, voltou para a Califórnia quando?
- há uns 4 meses, eu fui deserdada pela minha mãe. – disse rindo
- e porque não procurou a gente? – ele me perguntou
- perdemos contato ué, eu não tinha mais telefone de vocês, agora que ficaram famosos né “Shadows”? – eu disse rindo
- Então curte nossa banda? – ele me perguntou
- Um pouquinho. – menti. Eu amo a banda deles. Meu estomago roncou – vou comer, quer alguma coisa? – fui andando para a cozinha, peguei dois pacotes de doritos, abri em um pote, peguei uma cerveja, e um copo de suco de soja com maça. Coloquei na mesinha de centro
- Suco? – Matt começou a rir
- Não ria. – eu disse brava – esse suco é divino – eu sorri.
Ele bebeu sua cerveja, estávamos conversando besteira, quando o celular dele começou a tocar.
- Alô. – ele me olhava – Calma porra. – ele ria – Tenho uma surpresa para vocês. – ele me olhou e mexeu os lábios “Se arruma” e eu neguei com a cabeça. – ok, para de reclamar. Tchau – ele desligou – vai se arrumar, você vai comigo em um lugar
- Matthew, eu quero ficar aqui. – olhei séria para ele, eu não queria ver os meninos, acho que meu lado fã neurótica com jeitinho brasileiro falaria mais alto, eu ainda estou aqui tentando não pular no Matt.
- Você vai se trocar, ou eu vou ter que te trocar? – ele piscou
- Aff Matt. – levantei do sofá – me dá 20 minutos. – subi pro quarto, coloquei uma calça jeans, uma regata preta, e uma blusa de moletom por cima, meu all star. Peguei meu celular, minha carteira, e coloquei no bolso. Tentei ajeitar o cabelo, mas desisti depois de dois minutos, passei um lápis preto nos olhos, e um perfume.
Voltei para a sala. Matthew estava parado na porta, no celular com alguém, ele parecia tenso. Esperei ele terminar.
- Vamos, Gabi? – ele me olhou – você mudou pra caramba hein? Cadê o rosa, o salto alto e as flores? – mostrei o dedo do meio. – que mania feia. – ele riu.
- Calado, ou eu te ponho pra fora e não vou com você pra lugar nenhum.
- Vamos logo. – ele abriu a porta e saia para a chuva, entrou no carro, eu fechei a porta e corri para o carro dele.
- Para onde vamos? – eu perguntei.
- Calma você vai ver. – comecei a roer as unhas. Um silencio mortal dentro do carro, só o som da chuva, um raio, e um trovão, me encolhi no banco. Matt riu, e ligou o som. Ele cantava as musicas. Eu só ouvia. Depois de uns quinze minutos paramos em frente a uma casa. Meu Deus essa é a casa do...
-Brian – Matthew disse, acenando para um homem, que parecia não estar muito feliz. Ele desceu o carro, abriu a porta para mim. Nós corremos até a varanda, Brian nos olhava confusos. Eu estava com a touca da blusa.
- Trouxe a surpresa. – disse apontando para mim. Tirei a touca, olhei para ele e sorri. Eu estava a ponto de agarrá-lo, mas ele foi mais rápido.
- GABRIELA – gritou me abraçando, eu retribui o abraço.
- Oi, Brian. – eu disse quando me soltei do abraço dele.
- GABRIELA? AONDE? – um baixinho apareceu na porta.
- JOHNNY! – eu gritei, e o abracei, ele me apertou.
- Caralho, você mudou! E desde quando você está aqui? – eu fui empurrada para dentro da casa.
- Há quatro meses, e nem veio nos procurar. – Matt me acusou
- Claro. Vocês são famosos agora, eu achei que não iriam me reconhecer. – me defendi.
- Gabriela sempre ingênua. – Zacky falou.
- ZACKY! – eu fui dar um abraço nele. Ele retribuiu carinhosamente. Sentei no sofá.
- Quer uma cerveja Gabi? – Brian veio me oferecendo uma garrafa. Aceitei. Os meninos estavam esperando o Jimmy chegar, eles iam ensaiar, e a noite, iriam para um bar, que eu fui convidada, e ameaçada de morte se não fosse. Tocaram a campainha e todos sabiam que era o Jimmy. Me fizeram ir atender. Abri a porta.
- Oi – eu disse
- Desculpa acho que toquei na casa errada. – MEU DEUS COMO ELE É DESLIGADO DO MUNDO. Eu comecei a rir, ele me olhou direito – GABRIELA? Porra, para de crescer, você vai chegar na minha altura daqui a pouco. – ele disse me abraçando e me tirando do chão.
- Que isso Rev, ela nem me alcançou ainda. – Matt falou. Entramos, os garotos foram para o estúdio, eu os segui, eles começaram a ensaiar, e eu conhecia todas as musicas. Fiquei em êxtase só por estar ali, ouvindo eles tocarem. Eu não tirava os olhos de Matt, que como resposta também me olhava. Quando terminaram, eu perguntei.
- Matt, como você descobriu que eu estava de volta? – eu olhava para o Jimmy que estava batendo as baquetas na parede.
- Aahh, tipo fazia tempo que sempre que eu passava na rua, e via sua antiga casa com luzes acessas, e um carro na garagem, fiquei com medo de tocar lá, e sair sua mãe, até hoje, que eu estava passando de carro, resolvi observar, foi quando te vi de calcinha e sutiã – corei e os meninos começaram a rir – eu pensei que não era você, pois, hãn, você fisicamente mudou pra caramba, mas quando você gritou “QUE FOI? NUNCA VIU UMA MULHER SEMINUA NA SUA FRENTE?” e me mostrou o dedo eu soube que era você. – os meninos riam, eu estava vermelha.
Estava em casa, deitada na cama, quase dormindo. Queria descansar antes de ir para o bar, quando meu celular toca. “Luan”
- Alô – disse com um sorriso no rosto
- Adivinha quem vai ir para a Califórnia ver a garota mais chata de todas? – ele dizia rindo
- QUANDO? – quase pulei da cama.
- Se você puder me buscar no domingo de manhã no aeroporto... – ele falou
- Fecho então. – eu disse, ficamos mais um pouco no telefone, contei da minha tarde com os meninos, e ele se empolgou, ele era fã deles. Desliguei o celular, virei para o lado na cama, e adormeci, pensando naquele olhar.
Fale com o autor