Unholy Confessions

15 14 - I found you, something told me to stay


Notas iniciais
Boa leitura ^^

(POV 3ª PESSOA)


Matthew estava sentado no chão da cozinha chorando descontroladamente, com um corpo imóvel em cima dele. Ele ouviu o barulho de ambulância, e passos dentro da casa, começou a gritar.

– NA COZINHA, POR FAVOR, ME AJUDEM. – ele estava desesperado, os médicos chegaram, colocaram o corpo na maca, e Matthew os seguiu. Ele entrou na ambulância, o médico perguntou o que havia acontecido, Matthew explicou tudo, não soltando a mão da garota que estava imóvel, os enfermeiros estavam fazendo os procedimentos para a respiração dela voltar ao normal.

Chegando no hospital, estava tendo um temporal, levaram Gabriela para a UTI, e Matthew ficou preenchendo as papeladas, até seu telefone tocar.

– Alô.

– Matt, onde vocês estão? – era Sunny no telefone.

– Hospital... – sua voz estava mais rouca que o normal. Ele deu todas as coordenadas, e em dez minutos todos estavam lá. Matthew explicou tudo, e as meninas estavam chorando. Matthew apenas fechou os olhos e esperou até alguma noticia.

Passaram-se horas, e o médico não dava noticia nenhuma. Lucy estava sentada do lado do Matt, mas tinha cochilado no ombro do Zacky, Sunny tinha dormido encostada na Stefani que fazia carinho na cabeça do Johnny, Jimmy estava de pé encostado na parede, Brian estava em um canto com a Alice, que ainda estava acordada. Eram 4:30 da madrugada, e Brian chamou Matt para conversar.

–Matt, eu sei que eu errei...

– Hei cara, tudo bem, vamos esquecer isso, ok? Agora mais do que nunca a Gabriela precisa de nós. Vou fingir que isso nunca aconteceu, ok? – Matt disse rápido, e baixo.

– Tudo bem, se você prefere assim... – Eles se olharam. Matthew estava cansado, Brian também.

– Ela está lá dentro por minha causa, cara. – Matthew sentia vontade de chorar novamente. Brian negou com a cabeça e o abraçou, Matt chorava novamente, Jimmy chegou e colocou a mão em seu ombro.

– Cara, você está cansado, talvez seja melhor você ir embora, descansar... – Jimmy dizia

– Eu vou ficar aqui, Rev. – Matt disse enxugando as lágrimas. – Vão vocês, levem as meninas, elas estão mal. Eu fico, e qualquer coisa, ligo, sério.

– Quer que alguém fique com você? – Brian perguntou

– Não, vão descansar. – Matthew sentou-se novamente. As meninas foram acordadas, mas não queriam ir embora, mas os meninos conseguiram as convencer.

Matthew ficou sozinho, até que o médico apareceu.


(POV Matthew)

Quando o médico apareceu, pulei do sofá, e fui em sua direção.

– Acompanhante da paciente Gabriela? – eu assenti.

– Como ela está?

– Bom, ela está medicada para dormir, mas o efeito já deve estar passando, os compridos que ela tomou, eram fortes, e um continha uma substancia que a paciente é alérgica, agravando seu caso.

– Ela está fora de risco, doutor? – perguntei impaciente, ele respirou fundo.

– Não. Ela ficará internada, por dias indeterminados. – meu coração apertou.

– Posso vê-la doutor? – ele assentiu e me levou até um quarto, abriu a porta para mim, e eu entrei. O Doutor me deu privacidade.

Me aproximei de Gabriela, ela estava respirando com dificuldade, em seu braço esquerdo estava tomando soro, e uma maquina monitorava seus batimentos, que estavam calmos. Me deu vontade de chorar novamente, mas me segurei, passei minha mão em seu rosto, meus dedos em seus lábios, lágrimas começaram a escorrer. Eu abaixei minha cabeça na cama, e chorei novamente. Após uns três minutos, eu enxuguei meu rosto, e acariciei novamente seu rosto.

Eu a vi abrir os olhos, ainda estava sem foco, e meu coração disparou, eu segurei sua mão, e ela focou seu olhar em mim. Consegui ler a palavra que ela tentou pronunciar, “Matthew”, com seus lábios ressecados. Eu sorri para ela, e ela piscou, mas não abriu mais os olhos, entrei em desespero e ouvi a maquina apitar, e foi tudo tão de repente, e médicos invadiram o quarto, e dois enfermeiros me retiraram, eu não tentei reagir, fiquei parado no corredor, ouvindo os médicos gritarem escorreguei até o chão, e fiquei olhando para a parede, não conseguia chorar, gritar, estava completamente sem reação.


(POV Sunny)

Após ter ido embora do hospital, fomos todos para a casa da Gabi, Matt tinha comentado sobre as cartas, e decidimos ir lá ver. Entramos na casa, a porta estava apenas encostada, tudo estava muito quieto e silencioso, o que sempre foi muito estranho se tratando da Gabriela, ou das coisas dela. Segurei a mão de Jimmy, e seguimos para a cozinha. Lucy acendeu as luzes, e pegou a carta que estava em cima da mesa. Seus olhos se arregalaram, e Stefani tirou a carta de suas mãos e começou a traduzir para os meninos.

Gabriela, você sabe que sempre foi um entulho na minha vida, você sabe que o motivo de seu pai ter nos deixado, foi porque sabia que você seria um desgosto. Você acha que eu não sei o que anda acontecendo com você ai na Califórnia? Eu tenho olhos e ouvidos aonde quer que você vá! Você já arranjou emprego, né? Pois fiquei sabendo que cada noite um homem diferente dorme na MINHA casa, e mulheres também... Não sabia que tinha se rebaixado a esse nível. Eu quero você fora da minha casa, o mais rápido possível, eu quero que você retire meu sobrenome, que você nunca mais volte a comentar que pertence a minha família. Você ainda tem a herança do seu pai. Sabe, deveria ter te abortado quando era tempo. Você morta valeria mais do que viva. Te dou um mês para sair daí. Com... ódio Hellena”

– Essa mulher é um monstro. – Johnny comentou, eu olhei para Lucy e ela estava quieta, ela foi a que ficou mais abalada, por ter deixado ela sozinha com o Matt.

– Lucy, vamos para o hotel. Eu sei que não é boa hora garotos, mas eu estava mexendo na minha bolsa ontem, eu mexi na minha passagem de volta, e amanha temos que embarcar para o Brasil. Meninas sei que não é hora de deixarmos a Gabi, mas tenho certeza que os meninos iram cuidar dela. – eu falei segurando a mão de Jimmy.

– Mas... Vocês vão deixar a gente? – Zacky perguntou olhando para a Lucy.

– Essa mulher é o cão. – Alice se manifestou, ela estava muito quieta ao lado de Brian. – Eu vou embora do Brasil, não quero ficar perto da onde essa mulher está.

– Vamos descansar, e a gente conversa sobre isso amanha cedo. Depois passamos no hospital para ver como a Gabriela está, e vamos para o Brasil. — Stefani disse.

– Eu... tenho que pedir desculpa então... – Brian disse. – Eu andei fazendo besteiras. – disse olhando para Alice, depois para a Lucy. – Então, se vocês vão voltar para o Brasil, saibam que eu me arrependo pelas besteiras que fiz, e que vocês são as meninas, hm... Mais estranhas, e legais que já conheci. – ele deu um meio sorriso

Fomos embora da casa da Gabi, eu e as meninas fomos para o hotel, viemos para o meu quarto, sentamos todas na cama, e sentimos a falta da Gabi, que se estivesse aqui, provavelmente estaria tacando alguma coisa em alguém.

– Eu não vou ficar no Brasil, eu estou realmente gostando do Johnny. – Stefani falou.

– Você gostando de alguém, o emburradinha? – Lucy não perde uma.

– Sim, e ele gosta da emburradinha. – Ste mostrou o dedo do meio.

– Chega vocês duas credo. – eu falei.

– E você vai trabalhar com o que aqui? – Alice perguntou.

– Meu pai vai me bancar, e me ajudar a abrir minha agencia de modelos. – Ela olhou para mim. – e eu precisaria de uma estilista Sunny.

– Mas... Minha família... – eu falei.

– Seu sonho, sua oportunidade. – Lucy comentou.

– Além de ficar mais perto do Jimmy. – Ste me encarou.

– Mas a gente vai morar a aonde?

– Isso é o de menos. – Lucy disse. – eu estou disposta a ajudar, eu posso ser a empresária. Além do mais, eu não gostaria de ficar longe dele... – ignoramos essa parte.

– E eu posso dar aulas de violão, piano, ou de qualquer outra coisa. – Alice disse com um meio sorriso.

– Então vamos mesmo vir morar aqui? – eu perguntei.

– É o jeito. Jamais deixaríamos a Gabriela fugir da gente. – Ste comentou.

Arrumamos nossas malas, e fomos dormir, no outro dia iríamos ver como a Gabriela estava, e iríamos para aeroporto.


(POV JOHNNY)


Depois de deixar as meninas no hotel, cada um seguiu para sua casa, mas eu estava preocupado coma Gabi, e voltei para o hospital, para ficar com o Matt, cheguei lá e o encontrei pálido, encostado na parede, sentado no chão.

– Matthew! – eu corri até ele. – Não me diga que ela não... – ele me olhou.

– Ela estava viva. – ele disse rouco. – mas não sei se está ainda. – ele me contou o que aconteceu no quarto. E eu senti meus olhos arderem. Gabi sempre foi muito chegada a mim. Eu o ajudei a levantar, e nós nos sentamos nas cadeiras, ficamos em silencio, não queria avisar as meninas, se não tivesse noticias ainda. Meia hora depois o médico aparece, Matt da um pulo, que até eu me assustei.

– E então doutor? – ele disse nervoso, eu coloquei uma mão em seu ombro.

– Ela teve uma parada cardíaca, por conta dos medicamentos, ela está dormindo novamente, e está com ajuda para respirar, sozinha a respiração dela estava muito fraca.

Senti Matt ficar mole. E ele se encostou à parede novamente.

– Obrigado doutor, quando poderemos vê-la? – eu perguntei

– Quando ela acordar, ou agora, se algum de vocês quiser ficar no quarto com ela.

– Eu fico. – Matt disse.

– Cara, não é melhor você dormir? – eu falei.

– Não. Eu vou ficar com ela. – ele falou sério.

– Não vou discutir com você. – eu desisti. – vou para casa dormir, QUALQUER coisa me liga, ok? – eu falei dando um abraço. – Tchau doutor.

– Pode deixar Johnny. – Matt falou, seguindo o doutor para o quarto em que a Gabriela estava.


(POV Matt)


Passei o resto da madrugada acordado, ao lado da maca em que Gabriela estava deitada inconsciente, quando deu umas nove horas, as meninas passaram, ficaram um pouco lá comigo, e disseram coisas animadoras para a Gabi que continuava desacordada. Se despediram de mim, e foram para o aeroporto, um pouco mais animada do que eu achei que elas poderiam ficar, após todo o ocorrido. Brian, Jimmy, Johnny e Zacky, ficaram um pouco com a Gabi enquanto ia para casa tomar um banho e trocar de roupa. Voltei e os meninos iam cada um para sua casa. Eu conversei com eles, e fiquei sabendo da carta da mãe dela, e assim que a Gabi se recuperasse, e saísse do hospital, ficaria na minha casa, até ela comprar a casa dela, isso se ela não se importar. Me deitei desconfortavelmente no sofá, e adormeci.


(POV Gabi)

Eu estava me sentindo tonta, meus olhos estavam pesados, e minha garganta seca. Será que eu consegui? Será que eu morri? Eu tinha sonhado com o Matthew, mas foi tão rápido, apenas vi seu rosto, com o seu lindo sorriso com covinhas. Abri meus olhos, e estava encarando um quarto azul claro, com uma televisão, uma porta, que eu acho que dava para o banheiro, tentei me mexer, mas estava completamente dolorida, olhei para meu braço, e vi que tinha uma agulha nele. Me arrepiei. Não tenho nada contra agulhas, ou sangue, mas soro é horrível. Senti alguma coisa em meu nariz, e percebi que era oxigênio, aquilo estava me incomodando. Olhei para o lado, e vi Matthew dormindo todo encolhido no sofá, eu sorri, mas fiquei nervosa também. Tentei falar.

– Matt... – comecei a tossir. E ele acordou assustado, apertou o botão para minha cama me deixar com as costas retas, e segurou minha mão, sua mão era macia e quente, enquanto a minha estava gelada. Ele sorriu, e eu o encarei.

– Fiquei com medo de te perder. – ele falou olhando nos meus olhos.


Notas finais
Eae, gostaram?