Unholy Confessions
1 1 - 17 anos
Notas iniciais
Boa leitura ^^
Minha mala estava aberta em cima da minha cama, com algumas roupas dentro. Eu andava de um lado para o outro, sem saber o que mais eu colocaria na bolsa.
– cinco vestidos, catorze camisetas, sete saias, seis shorts... Acho que ta faltando alguma coisa. – voltei correndo para dentro do meu closet.
– Gabriela, desse jeito você vai acabar explodindo de tanta ansiedade. – Lucy, minha amiga de infância que estava aqui para me ajudar com a mala, estava deitada na minha cama, folheando um dos livros que eu tinha separado para a viagem.
– Se você me ajudasse, eu não estaria assim...
– Bi, você teve três semanas para se preparar para essa viagem.
– Eu sei ok? – falei saindo do closet com cinco blusas de frio, joguei em cima da Lucy que me xingou, eu apenas dei risada. Dobrei as blusas e coloquei na mala. Fechei a mala
– Lucy, pega o telefone, liga para o Luan e diga que se ele não estiver aqui em dez minutos eu vou para Huntington Beach e vou deixá-lo sozinho aqui nessas férias. — enquanto me trocava Lucy falava com o Luan no telefone.
– Bi, Luan consegue chegar em, vinte minutos, pode ser?- Peguei o telefone da mão dela e já fui falando alto
– LUAN LEVINE SE PUDESSE ARRANCAR SUA CABEÇA...
– Calma Gabi, sua mãe me ama, ela pode espera mais uns minutinhos por mim!
– VEM LOGO! – desliguei o telefone sem esperar a resposta, já estava super nervosa porque teria que passar dois meses com minha mãe, e acredite isso não seria legal. Lucy tava de pé encostada na janela encarava-me
– Que foi? – disse ríspida
– Nada – segurava o riso
– Liga para minha mãe e coloca no viva-voz. – Entrei no closet para me arrumar,
– E a palavrinha mágica Gabs? – Lucy ria
– vai logo caralho... Por favor. – comecei a colocar a minha roupa, uma saia rosa e uma camiseta florida, Lucy entrou no closet segurando o telefone, comecei a arrumar meu cabelo, e ela fazia uma careta de desaprovação para minha roupa, dei-lhe o dedo do meio.
– Oi princesinha da mamãe! — uma voz um tanto quanto fina saia do telefone
– Oi mãe – respondi – mãezinha querida, o Luan esta um pouco atrasado, será que você esperar mais uns quinze minutos antes de vir nos buscar?
– Mas é claro filha, ah, e por acaso você já está com a roupa que nós compramos ontem?
– Sim mãe. Agora tenho que terminar minha maquiagem. Beijos
– Beijos! – Lucy desligou o telefone
– Bi, vou indo, tenha uma boa viagem, e não deixe que a louca da sua mãe te torne mais patricinha do que você já é. — me abraçou e me deu um beijo no rosto.
– Tchau Lulu. – sorri. Ela foi em direção à porta do meu quarto, ouvi-a dando tchau para Tereza, nossa empregada. Terminei de me arrumar, e ouvi a campainha, sai correndo escada a baixo, e abri a porta.
Luan, com um sorriso torto, me olhava. Ele é maior do que eu, mas como estava de salto, nem dava para ver a diferença, sorri para ele, por um segundo, esquecendo toda a raiva que estava sentindo pelo atraso. Luan veio me dar um abraço e eu cruzei os braços
– Oi – ele disse
– Se você está achando que esqueci seu atraso, pode ir tirando o seu cavalinho da chuva.
Sai pisando duro, em direção à cozinha, e pedi para o Sr. Paulo, colocar minhas malas e o do Luan no carro. Luan já estava no meu quarto, deitado na minha cama, com um caderno na mão.
– LUAAAAAAAAN! – eu gritei quando percebi que era meu diário, pulei na cama, e arranquei o caderno da mão dele – porra, eu já falei que você pode ser meu melhor amigo, mas não tem o direito de ler meus segredos.
Fechei a cara, ele sentou e me olhou.
– Desculpa Bibi, mas... – eu o interrompi
– NEM VEM COM ESSA DE ‘’BIBI’’- gritei, ele começou a rir, e eu dei um soco no braço dele um pouco forte demais – Desculpa...
– Gabriela, eu te conheço há anos, e sei que você é muito mais, do que a roupa que você veste – tentei negar, mas ele continuou – você não gosta de rosa, nem de salto alto nem de flores, você faz tudo isso por medo da sua mãe, de ela não te aceitar.
Abaixei os olhos, com vergonha.
– está tão na cara assim? Você me conhece bem ate demais Luanzito. Sorri
– Sem essa de Luanzito, Gabi – ele sorriu — uma hora ou outra você vai ter que enfrentar sua mãe.
– Eu sei, e acho que não vou aguentar essas férias com ela mandando nas roupas que eu uso – deitei minha cabeça na perna do Luan, enquanto ele mexia nos meus cabelos castanhos enrolados – as musicas que eu ouço, e ate com quem eu tenho amizade.
– Ela ainda não aceitou a Lucy? – neguei com a cabeça
– Então acho que essas férias vão prometer muitas emoções. – eu me limitei a sorrir, ele ficou em silencio pensativo. Duas batidas na porta
– Senhorita Romeck, sua mãe ligou pedindo para levar você e o senhor Levini para o aeroporto. – levantamos e saímos do quarto, fomos para o carro, eu e Luan sentamos atrás, e o motorista nos levou. Liguei o som, e coloquei uma musica bem calma
– Quero ver se você ainda vai ouvir isso ate o final dessas férias. – ele disse. Eu apenas fiquei quieta olhando pela janela.
Chegamos ao aeroporto, o Sr. Paulo levava nossas malas e minha mãe estava nos esperando na sala VIP. Eu sentia os olhos da minha mãe em mim e no Luan, ela acreditava que eu poderia acabar em um romance com ele. No dia em que ela disse isso, eu e ele estávamos comendo brigadeiro, mas eu fiquei tão vermelha, e o Luan se engasgou com a água. E minha mãe sorria feito boba, mal sabia ela que eu e ele quando nos conhecemos fizemos um pacto de nenhum se apaixonar pelo outro, olhei pro Luan
– esses sapatos estão me matando – fiz uma careta, e ele sorriu, eu fui e dei um tapa no braço dele – para de rir! Se fosse com você eu não estaria rindo.
Pisei em falso e ele me segurou
– Bebeu é? – ele falou rindo, olhei para minha mãe que estava séria vindo à nossa direção. Ferro minha mãe vai me matar.
– Srª Romeck – disse Luan dando um beijo no rosto da minha mãe
– Oi meu querido, você sabe que pode me chamar apenas de Hellena! Filha, — forcei um sorriso – o que aconteceu com você? – ela se referia ao meu tropeço
– Eu machuquei o pé hoje, e o sapato está me machucando.
Ela me pegou pelo braço delicadamente, mas com firmeza.
Luan e Sr. Paulo seguiam atrás, sentia os olhos dos dois em mim.
– Uma dama, jamais reclama do sapato que usa, por mais que machuque. – sussurrou minha mãe
– mas mãe, — eu andava tentando não mancar.
– mais nada, entre no jatinho andando corretamente, e com postura.
Puxei meu braço do seu aperto.
Entrei no jatinho e Luan sentou do meu lado, ele tinha falado alguma coisa com minha mãe, e ela havia deixado nós a sós, no ambiente das poltronas. Eu estava segurando as lagrimas, odiava quando ela mandava desse jeito em mim. Eu mexia na borda da minha saia.
– Gabi... Você não acha que deveria falar com sua mãe sobre aquele assunto logo? – ele olhava com pena para mim. Eu mordi meu lábio.
– Ela vai ver só, eu não vou falar por..caria nenhuma, ela vai conhecer a verdadeira filha que ela tem. – falei olhando pela janela.
Notas finais
o que acharam? continuo, ou paro por aqui e mudo de país?
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