Unhappy Dreams[Interativa]

3 [Capitulo 3] Sr.Mistério


Notas iniciais
Eu tenho a intenção de transformar essa fic em algo interativo,pois é interessante ter essa dinâmica com os leitores,onde eles fazem um personagem e esse vai se encaixando de acordo com a história,adoro isso!Talvez daqui uns dois ou três capítulos eu já faça isso,vai ser só o tempo de apresentar tudo aquilo que eu imaginei como base da fic e o resto irá fluir como uma correnteza,assim espero.

Deus... Eu estou paralisada de novo,isso já está começando a ficar cansativo!

Meu coração acelera rápido, eu arregalo os meus olhos e minha boca começa a tremer. Não sei te explicar o porquê eu faço isso,é o meu jeito de me defender quando eu estou ameaçada. É ao invés de sair correndo eu paraliso de medo e grito,aconteceram coisas no passado que me deixaram desse jeito e somando isso com os malditos sonhos que eu tenho resulta nisso.

Diga o que você está pensando:Sou sou uma otária, eu sei.

Quando eu estava prestes a gritar o garoto coloca a sua mão sobre a minha boca e põem o dedo sobre a sua boca me pedindo para ficar quieta.

—Não. Se. Mexa. Senão...

—Senão o que?-Eu falo gaguejando e engolindo seco.

Sério, se aquele cara quisesse me matar que ele fizesse isso rápido. Por que se isso não acontecesse com certeza eu me mataria por tamanha vergonha e falta de amor próprio que eu estou sentido agora.

—Esse besouro vai entrar no seu ouvido. -Ele fala sorrindo enquanto tirava um besouro preto bem pequenino que estava grudado no meu cabelo perto do meu ouvido. Eu olho para a mão dele e começo rir.

Como eu sou retardada, alguém me tira daqui, por favor!

—Desculpa. -Eu falo rindo de nervoso. -Você deve achar que eu sou louca, né?Não que isso esteja errado. Eu sou louca e meio fracassada.

—Cara, eu nem te conheço direito, mas já vi que você gosta de se depreciar. Mas, você não parece ser louca, só muito pessimista e com falta de confiança -acho que a palavra certa é insegura.Mas o legal dessas pessoas é que elas são engraçadas.-Ele fala rindo,olhando para o besourinho em suas mãos.

Eu estou me sentindo incomodada com essa conversa. Ele é tão legal e eu quase ia deixar ele surdo com os meus gritos.

A chuva começa a ficar ainda mais forte e eu comecei a sentir frio. Ginna ainda não tinha chegado? Estranho. Preciso encontrar aquela retardada.

—É melhor entrarmos, se formos rápidos nós conseguiremos entrar na aula de Artes.Será o professor mais calmo que você vai conhecer nessa escola.-Eu falo brincando,o garoto concorda com um sorriso de canto.

Quando estávamos prestes a entrar, ele segura no meu ombro novamente,desta vez calma(MILAGRE) eu me viro perguntando o que foi.

—É que...-Ele fala sem jeito.-Acho que eu tenho o direito de saber o seu nome.

—Desde quando?

—Desde o momento que eu apanhei sem nenhuma razão por sua amiga louca.Eu não quero saber o nome dela,mas o seu eu tenho interesse.

—É que, nós já enrolamos demais, se não entrarmos agora, vamos perder as aulas. Não quero ser grossa,longe disso,mas,você não poderia fazer essas perguntas depois?Eu tenho pressa, não posso levar mais faltas senão eu repito o ano de tanta falta que eu acumulei.

—Ahh,vai ,diga-me o seu nome!-Ele fazia "birra" enquanto me seguia pelo corredor.

Quando eu ia entrar no lavatório Ginna aparece do nada e me assusta,eu dou um gritinho de medo e ponho a mão no coração.

—GINNA!NÃO ME ASSUSTE,SUA...-Eu suspiro,se acalme Clara,hoje está sendo um dia muito cansativo e não se desgaste.

—Não é pra tanto, Clara. -Ela fala dando tapinhas no meu rosto. -Ah e antes que eu me esqueça, vocês dois precisam assinar essa ficha aqui. -Ela tira da mochila dois envelopes fechados.

—Pra que?-O menino pergunta.

Ginna o ignora, ele fica muito bravo, porém não diz nada. Esses dois ainda vão se amar, já estou até vendo.

—São fichas para justificarmos nosso atraso, eu já assinei a minha. Foi o tio Antonio que conseguiu para nós. Viu Clara? Ser legal e sociável é bom às vezes, tente ser mais.

Eu vou bater nela,ah se vou.

Ela ficou me olhando com o sorriso vitorioso no rosto enquanto balançava as fichas na minha frente.Eu arranco elas da sua mão e aperto as suas bochechas.

—Eu já entendi,sua babaquinha.-Eu belisco suas bochechas.

—Bem vou indo,eu já entreguei a minha ficha na secretaria,então...-Ela diz indo embora.

Ginna é um ano mais velha que eu,ela está no segundo ano do ensino médio e nós só nos vemos na hora do intervalo,na saída ou quando ela vai dormir na minha casa.

Eu abro o meu envelope e dou o outro para o garoto, eu retiro do meu envelope um conjunto de folhas grampeadas e uma caneta.Vamos assinar logo isso,está ficando tudo muito enrolado.

Só havia um caneta,eu fui e preenchi o papel rapidamente,eram coisas simples e a grande maioria eu menti para me safar,como o quanto eu me atrasei:dez minutos –mesmo já se passando quase quarenta.

Eu sinto como se houvesse alguém olhando acima do meu ombro,eu sei que é o menino,cara por que ele quer saber com tanto desespero o meu nome?Cara,que estranho.

—Olha curioso,tome esta caneta e assine esses papeis!-Eu me viro e me deparo com o nada.Cadê ele?

ELE ME DEIXOU FALANDO SOZINHA!Eu olho de um lado ao outro do corredor,não tinha ninguém.Que estranho,jurava que eu tinha sentido alguém me observando.

Estou ficando louca agora,que beleza.Quer dizer,ainda mais louca.

Eu entrego a secretaria o envelope,como eu não possuía outra muda de roupa,vou até a sala de aula molhada mesmo,não vai fazer diferença alguma.

Eu recogitei a hipótese da Ginna ter uma roupa para me emprestar,só que, como ela tem mais corpo que eu,suas roupas ficariam bem largas em mim.

Triste relato de uma anêmica como bulimia.

Subo dois halls de escadas,um dia eu morro com tanta escada que eu encontro no meu caminho.Eu estou cansada,molhada e resfriada,além de incomodada com essa roupa colada no meu corpo,acho que nada pode piorar,não é?

Quando eu estava no corredor,eu escuto meu celular tocar,fuço a minha bolsa e ,sem olhar por onde andava, eu esbarro na Daniela. Ótimo,esse dia pode acabar agora,já atingi a minha cota de desastres de hoje.

—Olhe por onde anda,não sou lixeira para que lixos como você fique tocando em mim.-Ela fala com o nariz empinado.

SUA PUTA FALSA,O LIXO AQUI É VOCÊ!Eu queria gritar isso para ela e voar no pescoço daquela víbora,essa mulher me inferniza sem eu ter feito nada com ela,mas eu não posso dar-la ao luxo de se sentir superior ao retrucar todo o veneno que ela cospe em mim.

Só sigo meu caminho,ela fica me olhando com a sua cara de tonta,se ela está esperando eu eu a responda que espere sentada,não vou mesmo.Eu estou parecendo uma daquelas patricinhas de filmes que vai ficar de mal com a outra,que nojo haha.

—Você está me ignorando?Tá achando que é o que?Você não é nada,menos que nada,então quando eu falar com você me responda,como a cadela que voce é.-Ela diz apertando o meu braco.

—Você é nojenta.-Eu não consigo ficar calada,essa ruiva está querendo que eu dê na cara dela

—O que disse?

—Você não se cansa de ser tão falsa?Qual é o seu problema comigo?Nunca te fiz nada e mesmo assim,insiste em me humilhar,tirar a minha paciência!Me deixa em paz,porra!-eu explodo de vez,tento novamente seguir o meu caminho,mas ela não largava o meu braço.

Em um ato de raiva eu arranco sua mão do meu braço e leh dou um tapa em seu rosto,minha mãe estava latejando,mas como eu amei sentir aquela dor.Alguns pingos de sangue caem no piso de madeira do chão,eram meus.Meu braço sangrava pelo enorme arranhão que a aquela ruiva me deu.

—Você me sujou de sangue!-Ela levanta a mão para me dar um tapa quando ela para a mão no ar e olha sobre o meu ombro.

Ainda segurando o meu braço,me viro,vejo o garoto com os olhos cerrados queimando como fogo,uma aura negra o rodeava até quer a unica coisa que era possível ver eram seu olhos Âmbar. que brilhavam como um feixe de luz em uma caverna escura.

Daniela sai correndo com medo.E eu?Bem,já sabem o que eu faço quando estou com medo.Fiquei paralisada de medo,branca que nem papel e cai desmaiada no chão.Nos poucos segundos que eu fiquei acordada,senti ele me carregando para algum lugar,seu cheiro era parecido com café e terra molhada,seu corpo quente me aquecia.De repente ele para,me poem no chão e diz algo acariciando a minha bochecha.

Eu fecho os meus olhos,respiro fundo e novamente estou na floresta de meus sonhos.

Notas finais
Por favor comentem o que vocês acharam,é de grande ajuda vocês nem imaginam!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.