Notas iniciais
Oi Oi Gente :) Nossa esse é o último capítulo dessa história. Parece que foi ontem que eu comecei a postar. Foi a minha porta de entrada aqui no Nyah, apenas usava aqui como leitora até que tive coragem de postar essa história. Eu pensei em dizer tudo aqui, porém achei melhor após a história. Então até as notas finais.. Boa Leitura *--*

Emma estava tão nervosa que fez diversas tentativas vasculhando a bolsa até que achou o teste de gravidez. Seguiu as instruções e então ficou esperando, com mãos trêmulas, o resultado na janela da caixa na qual viera o teste.

Quando o teste começou por ficar azul, não se sentiu menos estarrecida do que se sentira antes.

Vagarosamente, abriu o trinco do reservado do banheiro e saiu do cubículo. Killian estava de pé diante dela. Os cabelos claros e o paletó brilhavam no banheiro branco. Ele parecia grande demais para as pequenas pias, os espelhos iluminados das mulheres, mas Emma queria tanto vê-lo que lhe pareceu natural que ele estivesse ali. Ela se sentia segura perto dele.

– Qual é o problema? — perguntou ele, a voz ecoando contra os azulejos.

Ela não pôde falar, então lhe entregou o teste.

– O que significa isso? Desculpe Emma, mas eu não entendo sobre isso, você precisa traduzir o significado para mim.

– Uma linha azul significa que você não está grávida. Uma cruz azul significa que você está.

Killian olhou para a linha azul brilhante. Então olhou para Emma, vendo as próprias emoções refletidas no rosto de sua amada. E de repente ela não estava mais entorpecida. As lágrimas brotaram sem que esperasse. Deu um passo à frente, direto para os braços dele.

Ele a envolveu. Sua floresta segura, o seu sonho mais bonito. Não conseguia mais conter as lágrimas.

– Emma — sussurrou ele. — Querida, doce Emma. Isso acontecerá. Você terá um bebê, queira Deus que seja comigo, mas terá. Tudo ficará bem. Eu lhe prometo.

– Eu queria… — Ela não conseguiu terminar.

Era perda demais, tudo de uma só vez. Aquela esperança, o pensamento do seu bebê perdido por antecipação e as lágrimas que nunca surgiram, não em dois anos. Era toda a dor que temera. Estava sentindo tudo que havia lutado tanto para esquecer.

E Killian a estava abraçando, beijando-lhe o topo da cabeça e prometendo que tudo ficaria bem.

Ela aconchegou-se ao corpo que amava, ouviu o coração dele bater e sentiu o tecido da camisa molhada contra o seu rosto. Pensou na adolescente que acabara de observar encarando seus piores medos e vencendo.

Esteja aqui agora e para sempre.

– Eu queria um bebê — murmurou. — Com você. — Emma o abraçou com mais força e ergueu o queixo. — Eu o amo, Killian.

Ele respirou fundo e a encarou.

– Isso é verdade?

– Sim.

– Diga outra vez.

– Eu amo você.

Uma lágrima escorreu pelo rosto dela e aquilo era bonito.

– E você ficará comigo — disse ele. — Por favor.

– Quero ficar com você para sempre.

Ele a beijou e Emma nunca imaginou que um beijo pudesse ser tão perfeito.

– Vamos nos casar — murmurou Killian -, e então construiremos uma família, juntos.

– Na realidade, é a confiança que importa, não uma aliança de casamento.

– Mas nos casaremos, de qualquer modo.

Eles sorriram e se beijaram apaixonadamente.

A porta do toalete abriu-se, e uma mulher de salto altíssimo entrou.

– Oh, meu Deus, desculpem-me! – ela disse e Killian sorriu, sem graça.

– Esqueci que aqui era o toalete feminino.

Emma não conseguiu evitar uma risadinha.

– Killian, você percebeu que nosso primeiro beijo foi em um refrigerador e você acaba de pedir-me em casamento em um banheiro de mulheres?

– Você quer dizer que não tenho muito bom gosto? — Ela o beijou, cheia de promessas e abraçando a incerteza. Mais delicioso do que qualquer outro prazer.

– O que faremos em seguida? — perguntou ele.

– Mais tarde, amanhã, contaremos a todo mundo. E depois passaremos o resto de nossas vidas fazendo amor. Mas, agora, vamos comemorar com Elsa.

(...)

Um Ano Depois

– Tudo pronto — gritou Killian.

Estavam em um grande e fabuloso apartamento. Haviam decorações tanto de Emma quanto dele. No chão da sala estavam espalhados diversas pelúcias e brinquedos de borracha. Emma ouviu um pequeno choro, baixou o livro que estava relendo, sobre uma peça de Shakespeare, em preparação para a sua aula do dia seguinte, levantou-se de sua poltrona favorita, subiu as escadas e entrou em um quarto cor-de-rosa com um grande berço, pufes, duas poltronas e um pequeno armário branco. Emma se abaixou e pegou a criança de um ano de idade.

– Calma, querida. Shh, mamãe tá aqui. – sorriu Emma beijando a face da pequena garota loira de olhos azuis e faces coradas. – Vamos ver o que o papai está cozinhando?

Ela desceu as escadas com o bebê no braço, que sorriu no mesmo instante que viu Killian.

Ele havia posto a mesa com velas e flores silvestres, mas a decoração não combinava com ele, alto e sexy, em calça social, uma camisa azul arregaçada para expor os braços musculosos e mãos hábeis.

Ela conhecia cada cicatriz, cada marca, cada momento da vida dele.

– Como está minha princesinha? – ele disse sorrindo.

Vladimir pegou o bebê e a colocou no carrinho de bebê entre sua cadeira e a de Emma.

O prato na frente de Emma era um trabalho de arte. Ouviu o estouro do champanhe se abrindo e, quando ele inclinou-se para lhe servir uma taça, sentiu o aroma do homem que amava, mais sedutor que o aroma da comida que ele fizera. Deu-lhe um doce selinho.

– É alguma coisa nova? — perguntou ela.

– Henry escolheu o menu em nossa honra e ensinou-me como fazê-lo. Ele vem praticando no Jolly Roger a semana inteira.

– O aprendiz está ensinando o mestre, huh?

– Aprendo algo novo todos os dias. No trabalho e em casa.

– E vai ter de aprender a fazer comida vegetariana quando meus pais chegarem aqui para nos visitar. Eles são vegetarianos convictos.

– Sem problema. Aprendo rápido. Por exemplo, eu sabia que iria me apaixonar por você desde o primeiro momento, quando a vi aterrorizando minha galinha. – Emma sorriu — O que acha de mais tarde comemorarmos em nossa banheira de hidromassagem? – ele disse sorrindo daquele jeito sexy que só ele conseguia.

– Eu adoraria – Emma sorriu maliciosa.

Ergueram a taça de champanhe.

– Feliz primeiro aniversário — brindou.

– Feliz primeiro aniversário, Sra. Jones.

The End

Notas finais
Nossa, me dá até uma dorzinha no coração em acabar com esta história. Mas eu fico muito feliz ao mesmo tempo em ter conseguido concluir. Principalmente por todos vocês. Gostaria de agradecer a cada pessoa que favoritou, comentou, e até aos meus queridos leitores fantasminhas que apenas liam. Vocês me motivaram cada vez mais a continuar com a história e eu agradeço o carinho que todos vocês tiveram comigo. Agradecer ao carinho das pessoas que eu conheci aqui também, e que acabaram virado minhas amigas, que me deram forças e conselhos. Obrigada a quem esteve comigo do primeiro ao último capítulo. Vocês e essa fica estarão no meu coação para sempre. Kisses *--*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!