Unexpected Love - Dramione

10 Capítulo 09 - Hogsmeade


Notas iniciais
Demorei muitooo, mas tive diversos problemas... mas voltei!! Enfim, voltei e espero que gostem muito do capítulo, pois ele é decisivo, depois dele muita coisa vai mudar. Boa Leitura!!

[...]

Em poucas horas estarei livre...

Draco repetia as palavras como se fossem um mantra, dava os últimos toques na Poção enquanto a fantasma Murta que Geme o observava com atenção e admiração, a única que ainda o olhava daquela forma, uma vez que estava quase irreconhecível com olheiras roxas ao redor dos olhos que não tinham nenhum brilho, além disso perdeu peso.

Além das aulas, dos treinos de Quadribol, das detenções que vinham recebendo por não fazer as atividades, das rondas e do preparo da poção, o estresse o consumia, não sabia como conseguia se manter de pé, a cada dia se tornava mais instável, nomeou por conta própria Zabini de co-capitão do time e passou a apenas comparecer aos treinos, ninguém ousava perguntar o que estava acontecendo.

Crabbe e Goyle também não estavam bem, os pais dos dois também estavam presos em Azkaban e todos achavam que aquele era o motivo do mal-estar de Draco, principalmente após a morte de dois outros Comensais na prisão dos bruxos e talvez por isso foi fácil para o loiro convencer Goyle a ajudá-lo.

E faltava tão pouco para concluir seu plano, já tinha tudo calculado, cada pequeno detalhe, já havia repassado os mínimos detalhes, ficando aliviado quando Goyle entrou no banheiro, os dois ficaram só de roupas íntimas e tomaram a beberagem, sentindo vontade de vomitar na mesma hora, mas aguentaram firme por alguns segundos, pois em alguns minutos estariam completamente transformados.

[...]

Draco era um pouco mais baixo que Goyle por esse motivo precisou andar encolhido após vestir a capa da invisibilidade em um beco escuro de Hogsmeade depois de encontrar um correspondente da loja Borgin & Burkes dentro do Cabeça de Javali, por baixo da mesa recebeu o pacote que havia encomendado com bruxo e tratou de escondê-lo dentro do casaco enorme que usava, pagando ao homem 12 galeões e deixou o local, nem reparando em um bruxo alto próximo a mesa deles que os observava.

Perdeu quase vinte minutos e por isso precisou ser rápido para chegar ao Três Vassouras o local mais movimentado do vilarejo, se escondeu com dificuldade perto do banheiro e decidiu enfeitiçar a primeira pessoa que passasse.

E a sortuda ou nem tanto era Madame Rosmerta, a dona do Três Vassouras, não perdeu tempo e lançou nela uma Maldição Imperius, obrigando-a levá-lo até um local reservado onde inspirado pela ideia de comunicação que Hermione usou no ano anterior para a comunicação do grupo clandestino denominado de "Armada de Dumbledore", como Feitiço Proteu alterou dois Nuques e entregou um para a mulher, afim de manter a comunicação com ela caso algo desse errado em seu plano.

Com grande força de vontade a orientou para que induzisse alguma aluna a levar o embrulho que pegou a pouco para o diretor, qualquer aluna, desde que fosse morena, não podia correr o risco de que fosse Hermione, já que ela estava no estabelecimento, sentada com os dois idiotas, o loiro com grande pressa ensinou a mulher a usar moeda para comunicar-se com ele.

Tinha certeza que o colar chegaria às mãos do diretor e o mataria instantemente, mas também aprendeu que devia ter um plano B, por isso manteria a mulher sob efeito da Maldição.

Ao fim das instruções o loiro precisava correr, pois tinha apenas quinze minutos para o fim do efeito da Poção e como havia feito pouco não teria como beber novamente, por isso deveria retornar ao fim da uma hora e trocar de lugar com o Goyle.

Despiu-se da capa em uma viela e deixou que todos vissem Goyle voltando para a escola, ao adentrar os portões do castelo correu até o banheiro do terceiro andar, Goyle ainda não estava ali, mas o saco de roupas que o Malfoy escondeu no último box, ele procurou o relógio que carregava para ver quanto tempo ainda tinham, mas uma forte náusea o acometeu e um barulho muito alto na porta o assustou.

Goyle entrou no banheiro enquanto se retransformava, a porta continuou aberta e Draco teve medo que alguém entrasse, mas felizmente isso não aconteceu, correndo por medo da professora desconfiar de algo e vir atrás dele, o loiro arrancou as roupas que agora começavam a ficar folgadas e passou a se vestir, com dificuldade por conta das náuseas sequer esperar que Goyle se trocasse, na pressa não reparou que o capanga estava sem o paletó por cima da camiseta azul.

Se olhou no espelho para ter certeza que era ele novamente e correu até a sala, percebeu que Minerva lhe lançou um olhar concentrado que se demorou no paletó, mas ela nada falou, ele por sua vez estava eufórico nem acreditava em como tudo estava dando certo, não conseguia ficar feliz com o que aconteceria, apenas aliviado.

[...]

Ao entrar nas Masmorras da Sonserina percebeu que algo estava errado, as pessoas estavam reunidas em rodinhas, o passeio havia acabado há pouco tempo e por isso estranhou que o local estivesse tão cheio, os alunos falavam baixo, os do primeiro ano exibiam expressões assustadas, viu Pansy, Blásio, Theo, Crabbe e Goyle sentados o mais afastado possível dos outros, esse último lançou um olhar amedrontado e desconfiado para Draco que fingiu não perceber.

— Já soube o que aconteceu Draco? – Pansy perguntou antes mesmo que o loiro conseguisse sentar perto deles, ele balançou a cabeça em negativa como resposta.

— Uma aluna da Grifinória sofreu um acidente, parece que ela ia entrar no Castelo com um objeto amaldiçoado, mas tocou nele antes, está entre a vida e a morte. – Pansy disse em um fôlego só.

— Pansy esqueceu de contar a melhor parte Draco. – Agora Theo falava com a voz carregada de deboche. – A garota faz parte do time, ou seja, o time de Potter estará incompleto, já que a garota acaba de ser transferida para o St. Mugus quase morta.

— Não precisamos que ninguém morra para ganharmos o jogo Nott, mas você obviamente sabe disso já que não passou nos testes.

— Draco!! Não precisa falar assim com o Theo. – Pansy tentou repreendê-lo e agarra-lhe a mão, mas o loiro se levantou dando um safanão na mão da morena.

Viu o rosto de todos incrédulos, exceto o de Blásio que sorria discretamente. Novamente a sentiu um aperto enorme no peito, se a garota morresse, uma inocente pagaria por todos os atos de covardia dele e de repente percebeu que nunca estaria livre, nunca realmente deixaria de servir ao Lord das Trevas, enquanto o bruxo vivesse ele e os pais viveriam com medo, rastejando para se manterem vivos, a custo de vidas inocentes e da realização de atrocidades.

Seguiu para o único lugar que ainda tinha paz, o banheiro feminino da Murta que Geme, pela primeira vez em muito tempo chorou, por medo de ter matado uma inocente, sentia a impotência o sufocar, não conseguia justificar o que havia feito.

Sabia que seu pai não havia sido obrigado a aderir a causa de Voldemort, apesar de ser mais centrada sua mãe também odiava sangues-ruins e Draco aprendeu desde muito cedo a odiá-los mesmo sem entender e depois quando já crescido alimentou esse ódio, mas ser um assassino nunca esteve nos planos do loiro, assim como nunca quis ser um Comensal.

Chorou por minutos a fio enquanto a fantasma tentava o consolar e saber o que havia acontecido, nunca quis ser um assassino e se matasse Dumbledore ou qualquer outra pessoa era isso que se tornaria e parecia que apenas naquele momento entendeu o que acontecia, nunca mais teria o controle de sua vida ou liberdade.



[...]



Duas semanas haviam se passado após o atentado, durante todos os dias Snape tentou falar com Draco que fugia do bruxo, mas antes do jantar da sexta que antecedeu o primeiro jogo de Quadribol o loiro ficou sem escolhas ao ser encurralado em um corredor, ouviu do diretor da Sonserina que Dumbledore e Minerva desconfiavam dele uma vez que Harry Potter o acusou e a única coisa que o salvou foi estar em detenção com Minerva McGonagall no horário do atentado, Snape ainda avisou o loiro que não iria admitir que ele os deixassem vulneráveis e expostos como estava fazendo, com todas as detenções e o comportamento estranho, em outras palavras informou que começará a intervi na tarefa do jovem Malfoy.

Enquanto jantava perguntou a Pansy se ela havia percebido o aumento de aurores nos corredores, mas a morena o olhou como se ele fosse louco e negou, perdeu o apetite na hora e nem havia comido metade do que tinha colocado no prato, levantou e ao se direcionar para a saída onde cruzou com Katie Bell, a garota que havia sido enfeitiçada recebeu alta naquele mesmo dia e já estava de volta para a escola.

O olhar de Draco e da garota se cruzaram por alguns instantes e ele teve certeza que ela não desconfiava dele, pois conseguiu usar da Oclumência por alguns segundos e nenhuma lembrança relacionada ao incidente veio à tona por parte da garota, lembrou-se que Snape usou a palavra atentado para falar do ocorrido, apesar de tentar se convencer que ninguém poderia desconfiar dele, pois tinha o álibi perfeito, não conseguiu evitar teve um colapso nervoso no meio do caminho para as Masmorras.

Acordou no dia seguinte deitado na agora tão conhecida enfermaria, Madame Pomfrey o observava de longe, mas atenta a qualquer movimento e assim que o viu abrir os olhos dirigiu-se até a cama para verificar como ele estava e mesmo ouvindo diversas vezes que ele sentia-se bem não o liberou.

Blásio apareceu algumas horas depois do loiro acordar, o informou que o professor Snape não aceitou que o time jogasse sem o Capitão conseguindo que a Lufa-Lufa jogasse a partida. O moreno não parecia chateado, mas Draco ficou envergonhado de ter atrapalhado o time inteiro, pediu desculpas, mas Blásio sorriu para o loiro e respondeu:

— Está tudo bem Draco, só não esquece que você tem uma vida e merece ser feliz, seja lá o que você esteja fazendo existem outras opções, estarei aqui se precisar.

O loiro nem conseguiu responder, pois um nó enorme se formou em sua garganta, ninguém sabia o que ele estava passando e nem entenderia, teve vontade de gritar com o amigo, mas no instante que o Sonserino lhe apertou o ombro e sorriu amigavelmente ficou desarmado completamente, Blásio não esperou uma resposta apenas deu as costas e se foi.

As horas foram se passando e o loiro conseguia ouvir os gritos e as exclamações no campo, mas cochilou de tão cansado que estava, acordou com a curandeira o chamando para informar que ele estava liberado.

— Aqui querido, leve um pouco de Poção do Sono. – A voz da mulher era amorosa e preocupada, bem diferente das outras vezes que Draco esteve ali.

Andou desnorteado pelos corredores e nem percebeu que andava para o lado oposto ao das Masmorras, viu que muitos Lufanos tinham uma expressão triste e que não havia Grifinórios à vista, o que significa que a casa dos corajosos haviam ganhado a partida, apesar de não ter tempo de se preocupar com Quadribol se irritou com a vitória dos leões.

Só se deu conta que não estava nas Masmorras ou mesmo perto de lá quando escutou um soluço, seguido por um choro baixinho e movido pela curiosidade seguiu até a sala de onde achava que o som vinha, com bastante cautela abriu a porta.

Observou uma menina sentada em uma mesa no centro da sala, com as pernas curvadas e o rosto banhado em lágrimas, dezenas de passarinhos amarelos sobrevoavam a cabeça dela, não foi difícil reconhecer, era Hermione. Os pássaros deixaram Draco muito impressionado, pois mesmo visivelmente abatida a castanha conseguiu conjurar aquela magia extremamente difícil.

— Também acho que a Grifinória ganhar é uma tragédia Granger, mas não precisa chorar. – Nem o loiro entendeu o que o motivou a falar aquilo, mas quando viu um traço de sorriso seguido de uma tentativa de o encobrir por parte da menina, ficou feliz em ter falado.

— Não seja idiota Malfoy, a Grifinória ganhar apenas me alegra. – Respondeu tentando parecer irritada. – Posso saber o que você está fazendo desse lado do Castelo?

— Estava perdido, mas já estou indo. – Ele não esperou uma resposta, mas antes de alcançar a porta ouviu a voz melodiosa de Hermione.

— Você não pode ficar um pouco? – A voz estava da menina saiu hesitante.

Ele nem pensou nas possíveis consequências, apenas voltou e se sentou de frente para ela, em uma cadeira. Da forma que estava ficou mais baixo que ela, estava confuso com o pedido, pois os dois mal se falavam há dias, não tinham nenhum laço, mas não quis pensar muito ou se questionar, apenas ficou, decidido a ser ele mesmo e agir motivado apenas de seus sentimentos, pelo menos naquela noite.

— Fico, mas com a condição de que você me conte o motivo do pranto. – Pediu vendo a menina ficar desconcertada.

— Apenas se você me contar o que têm acontecido com você.

— Do que você está falando?

— Você sabe. Todo esse comportamento estranho.

— Tudo bem, você ganhou, vamos esquecer isso, só hoje. Por favor. – O loiro pediu.

Aquela situação era completamente estranha para Hermione, estava sozinha com Draco Malfoy e não sentia medo, ou pavor, estava tranquila, viu ele conjurar pássaros iguais aos dela, só que azuis e eles logo se misturaram aos seus como iguais.

Hermione lambeu os lábios ressecados, os dois não tinham nenhum assunto e ela queria não sentir aquela fisgada no estômago como se houvessem milhares de borboletas ali, mas não podia deixar de sentir um pouquinho de alegria, observou com atenção o garoto desde os lábios finos que estavam retraídos em uma linha rígida aos olhos mais lindos que ela já havia visto, as duas esferas acinzentadas que antes a gelava dos pés à cabeça, agora a deixava quente, com muitas vontades que ela sequer entendia como haviam sido despertadas, pois ele nem ao menos a tocou.

E aquelas vontade a deixava ainda mais confusa, pois ficou triste ao ver Rony com Lilá e pela forma que ele a tratou quando foi parabenizá-lo, mas ali era como se aquilo nunca houvesse acontecido. Aquele parecia o lugar mais certo para ela estar. Apenas queria ficar ali, sentindo aquele perfume e na presença de Draco, sorveu o ar profundamente fechando os olhos em deleite, sem se importar como o quê o loiro acharia daquele gesto.

Abriu os olhos assustada no instante que um par de mãos agarrou os dois lados de seu rosto, Draco esmagou seus lábios com os deles, era um selinho quente, mas que não ultrapassou aquilo, até que Hermione criou coragem e circundou os lábios dele com a língua, esperou alguns segundos e ficou subitamente tímida, pois ele nem reagiu por vários segundos, mas então quando ela estava prestes a se afastar, sentiu a língua dele pedir passagem de forma exigente.

As duas línguas se enroscaram e em movimentos rápidos que Hermione nem sabia como acompanhar, timidamente a língua da castanha ganhou mais agilidade e as duas passaram a dançar juntas.

Quente, Hermione se sentia assim, por toda parte e num impulso uma das mãos dela agarrou os cabelos ao pé da nuca do loiro e ficou maravilhada com a textura e em como era macio, a outra mão desceu pelas costas fortes e parou acima da bunda dele, fazendo pressão ali o pressionando contra si.

Sentiu as mãos fortes e longas dele percorrem afoitas por seus cabelos, ombros e apertaram as laterais de sua cintura, como se para decorar cada local que tocava e cada cantinho que as mãos percorriam parecia pegar fogo.

Involuntariamente abriu as pernas e o colou ainda mais em seu corpo, entre suas pernas, as línguas estavam aflitas, rápidas, como se pudessem prever que o fim estava próximo, pois logo o ar se tornou estritamente necessário.

Draco mordeu e puxou com calma o lábio inferior da castanha para em seguida sugar com força, até que se separou dela deixando dois selinhos molhados na região que tanto desejou sentir, apoiou a testa na dela enquanto respiravam em haustos.

— Obrigada, isso é bem mais do que eu merecia. – Draco sussurrou e depositou um beijo cálido na testa da menina e um aperto na coxa esquerda dela.

Ela estava de olhos fechados e sorria de felicidade, mas um frio repentino a tomou e ao abrir os olhos estava sozinha, tudo podia ser apenas um sonho, mas ainda se sentia quente nos locais que ele havia tocado, assim como os lábios inchados e o perfume dele impregnava a sala que ainda permanecia com a porta aberta.

Notas finais
Espero realmente que tenham gostado, fiquei um pouco insegura, por que muita coisa acontece nele, então me contem tudo que vocês acharam do capítulo!! Prometo atualizar com mais frequência, depois desse capítulo as coisas vão mudar bastante e vamos ter cenas bem legais. Xoxo Até logo!