Unexpected Love - Dramione

3 Capítulo 02 - Novas regras


Notas iniciais
Oiii gente! Tudo bem? Espero que sim e espero que gostem do capítulo. Boa Leitura!

[...]

Mais uma vez utilizaram os carros do ministério cercados de aurores para a proteção de Harry. Levaram poucos minutos para chegarem à plataforma 9 ¾ que continuava a mesma, abarrotada de gente, dos mais simples bruxos aos mais excêntricos, porém a maioria das pessoas estavam reclusas em rodinhas, falando baixo com semblantes preocupados.

Hermione observou a senhora Weasley se despedir de seus dois filhos calorosamente, os recomendando fortemente para não se meterem em encrencas, falando principalmente com Rony, antes que o trem saísse abraçou Harry com força e fez as mesmas recomendações, já Hermione recebeu apenas um abraço apertado e um sussurro de “cuide-se”.

— Precisamos ir para o vagão dos monitores Harry, mas assim que terminamos iremos te encontrar. – Rony avisou apressado para que Harry não ficasse chateado.

Apesar disso, Hermione percebeu o quanto o amigo ficou desapontado e pareceu desnorteado, porém não disse nada, seguiu para o caminho oposto ao dos dois amigos.

Rony e Hermione seguiram em silêncio até a cabine dos monitores que não era muito diferente das outras, apenas muito espaçosa, pois comportavam todos os monitores sentados que já aguardavam as instruções dos novos monitores chefes, apesar de Hermione não conseguir identificar quem eram, uma vez que não parecia haver ninguém com o distintivo de monitor chefe na cabine.

A castanha lançou um olhar de interrogação para Rony que balançou os ombros fazendo pouco caso da situação, os dois sentaram-se um pouco afastados dos outros, a menina com o rosto voltado para a janela apreciando a paisagem enquanto sentia seu amigo sonolento ao seu lado.

A porta da cabine foi aberta sobressaltado aqueles que estavam distraídos ou dormindo, ninguém havia saído para fazer rondas, uma vez que os monitores chefes eram os responsáveis por coordenarem os outros monitores.

— Estão todos aqui? Não se levantem, meu recado será rápido. Onde está o senhor Malfoy? E a senhorita Parkinson? – Os lábios de Minerva McGonagall se tornaram uma linha rígida enquanto corria seus olhos através dos rostos conhecidos.

— Macmillan, por favor, vá chamá-los. – Ordenou a professora, ficando ainda mais séria. – Iremos aguardar até que todos estejam aqui para que possa passar as orientações deste ano sobre as monitorias.

Ernesto Macmillan retornou com uma cara péssima, provavelmente havia sido insultado pelos sonserinos que adentravam o vagão a uma distância considerável do Lufano, os dois mantinham um olhar desdenhoso e repleto de repugnância, nenhum dos dois desculpou-se pelo atraso, Malfoy demonstrava maior descaso pelo atraso, pois nem sequer olhou para a professora.

— Espero que isso não se repita senhor Malfoy e senhorita Parkinson, não irei tolerar mais atrasos. – O semblante da professora tornou-se concentrado.

— Excepcionalmente esse ano o diretor de Hogwarts considerou que apenas dois monitores chefes não dariam conta da demanda, as correspondências de todos os alunos serão verificadas, o Zelador Argo Filch poderá recorrer aos monitores do sexto e sétimo ano para ajudá-lo quando julgar necessário, cada dupla de monitores será responsável por dois corredores, duas vezes por semana, os monitores terão ajuda de professores e até mesmo aurores. – Minerva fez uma pequena pausa. – As regras estão mais rígidas, no entanto os monitores só poderão tirar pontos de sua própria casa, em contrapartida poderão aplicar punições como detenções a todos os estudantes que descumprirem o regulamente, haverá toque de recolher, após as 21h30 todo e qualquer estudante fora de seus salões comunais sem uma justificativa deverá ser punido e o diretor da casa a qual o aluno pertença deverá ser avisado. Os monitores do quinto ano ficaram exclusivamente com os alunos do primeiro ano, para auxiliá-los na adaptação, com as mudanças de senha e levá-los nos dormitórios nessa primeira noite.

A bruxa observava alguns rostos incrédulos e outros que pareciam ainda estarem absorvendo tamanhas novidades, sabia que eram mudanças demais e por isso fez uma longa pausa.

— Há apenas mais uma mudança que vocês devem saber, tais rondas serão em duplas compostas por monitores do sexto e sétimo ano, mas para evitar que os monitores favoreçam suas casas, essas rondas não serão realizadas com os companheiros de casa de vocês, os monitores da Lufa-Lufa iram formar pares com os monitores da Casa Corvinal, e os monitores da Sonserina com os monitores da Grifinória, acho que está claro que as duplas são formadas por uma garota e um garoto, as duplas devem ser do mesmo ano. Monitores do quinto ano os corredores do trem estão sob a responsabilidade de vocês, organizem-se como acharem melhor e ajudem os alunos do primeiro ano, os outros estão dispensados, iremos informar individualmente cada dupla sobre seus afazeres.

Draco deixou que Pansy o arrastasse de volta para o vagão onde seus amigos estavam, a sonserina falava sem parar e Draco que estava perdido em pensamentos conseguia distinguir apenas algumas coisas, como “aquela sangue-ruim” “o pobretão traidor de sangue” dentre outras ofensas destinadas aos dois monitores do sexto ano da Grifinória.

Sentiu seu coração batendo acelerado no peito, não podia acreditar que aquilo estava realmente acontecendo, desde cedo fora ensinado a não demonstrar seus sentimentos, sejam as alegrias ou dores, sabia os perigos de um possível descontrole, apesar de saber que seu senhor não poderia usar de Legilimência de tão longe.

Durante as férias foi treinado incessantemente por sua tia Bellatrix Lestrange para que mesmo que o próprio Alvo Dumbledore tentasse decifrar seus pensamentos não conseguisse, a bruxa das trevas havia ficado impressionada com a capacidade de Oclumência do sobrinho que logo na primeira tentativa só a deixou alguns segundos em sua mente que perpassou pela sensação de tristeza profunda de um Draco aos 11 anos em seu quarto deitado no colo de Narcisa, mas foi apenas isso que conseguiu ver, pois a mente de Draco a expulsou com tanta força que a fez se desequilibrar, o loiro repetia dentro de sua mente que não deixaria que a tia soubesse daquilo nem ela e nem ninguém.

Draco então obrigou-se a nunca está relaxado na presença da tia, nos dias que se passaram dedicou-se a teoria, sabia que necessitava sobrepor aquelas lembranças e principalmente seus sentimentos em relação a elas, colocou seu ódio por nunca ter ganhado de Potter no Quadribol e sua máscara de valentão como uma forma de sobrepô-las, claro que tais sensações era pífias comparadas às lembranças e as sensações que gostaria de esconder, no entanto, sua força de vontade era maior ainda, o que o dava a força necessária para conseguir sobrepor o que desejava esconder de sua tia e de seu senhor.

Com o passar dos dias aventurou-se por inventar fatos e deixar que sua tia os visse, como ofender Hermione Granger sem que nunca a deixasse ver suas verdadeiras emoções, via que conseguia convencer sua tia e ela se tornava cada vez mais orgulhosa ao sentir o prazer que Draco tinha em ofender a nascida trouxa e seus dois amigos e ficava ainda mais orgulhosa com os avanços do mesmo, mal sabia a bruxa das trevas que seu sobrinho havia a superado, ele não só dominava Oclumência, como havia se tornado um especialista em poucos dias, sentia-se confiante para passar pelo interrogatório do Lord das Trevas que logo viria.

Draco foi puxado de volta para a realidade e estava novamente no vagão com Crabbe, Goyle e Pansy, que o olhavam interrogativos.

— Já faz um tempo que chegamos Draco e você não reclamou nenhuma vez por causa dessas mudanças. – A morena ronronou segurando a mão de Draco que estava apoiada na mesa.

— O que você quer que eu diga Pansy? Você estava lá, ouviu que não temos escolhas.

Antes que qualquer um conseguisse falar algo Blásio Zabini entrou no vagão com sua habitual máscara de indiferença, mas no momento em que o moreno tentou fechar a porta algo o impediu, Crabbe levantou-se para ajudar quando uma fumaça negra encheu a cabine, fazendo todos tossirem e milagrosamente a porta fechou com um baque, enquanto Pansy apertava o braço direito de Draco a fumaça ia se dispersando e ele teve a nítida visão de um tênis branco riscando o ar e sumindo em direção ao lugar que os sonserinos deixaram suas bagagens de mão.

— Onde você estava Blásio? – Draco questionou com real interesse.

— Em uma reunião com um novo professor chamado Slughorn, acho que quer criar um grupo bem relacionado, apesar de andar desinformado, pois chamou aquela traidora de Sangue da Weasley e o tolo do Longbottom.

— Vários garotos a acham bonita e ela até faz seu tipo Blásio. — Pansy retrucou desdenhosa, enquanto Draco deitava-se no colo de Pansy e olhava em direção ao local que aquele tênis havia sumido.

— Não seja tola, não tocaria em uma traidora de sangue por mais bonita que fosse. – Respondeu Blásio com rispidez.

A mala de Crabbe sofreu uma leve trepidação e Draco logo teve uma ideia de quem deveria estar ali, suspirou fundo e fechou os olhos, várias coisas o incomodavam, mas deveria agir com cautela. Crabbe e Goyle foram comprar doces e estavam sentando-se quando Zabini franziu o cenho olhando para Draco e Pansy com um olhar interrogativo.

— Vocês dois não deveriam estar fazendo rondas ou na cabine dos monitores? – Blásio questionou com rispidez, odiava qualquer coisa que fizesse a Sonserina perder pontos ou sofrer punições.

— Já estivemos na cabine dos monitores, mas este ano houveram algumas mudanças, eu e Draco não iremos fazer dupla. – A morena respondeu fazendo um biquinho que na cabeça dela deveria ser sexy. – A cada dia Dumbledore se torna mais insano, existe uma nova regra ridícula que me obriga a fazer rondas com aquele traidor de sangue Weasley e o Draco com a sangue-ruim Granger.

Crabbe e Goyle até mesmo pararam de comer diante da surpresa, esperavam um rompante de Draco que tentava transparecer indiferença, quando por dentro era o contrário. A mala de mão na qual Crabbe trazia seus pertences caiu no momento que Goyle começou a insultar violentamente a nascida trouxa.

— Merda. – O grandalhão rosnou enquanto a jogava de volta, sem dar-se conta do gemido baixo de dor vindo do local onde agora a mala estava.

Draco sentia-se sufocado com eles, não gostava quando Crabbe, Goyle ou Pansy insultavam Hermione, Blásio era o único a evitar insultar qualquer pessoa, apesar de compartilhar do ideal que nascidos trouxas eram escória.

O sonserino tinha certeza que essas novas medidas se davam ao fato de Dumbledore não querer que de alguma forma os Comensais se infiltrassem na escola e o jovem devia admitir que o diretor acertou em tais medidas, ainda não havia tido tempo para pensar em como faria para colocar seu plano em prática se cada corredor estaria sendo vigiado e não teria como escapar das rondas sem punição uma vez que Granger seria sua dupla e ele não poderia chamar atenção.

Sentia-se cada vez mais frustrado, quase sem ar por não saber o que faria, se falhasse sua mãe seria a primeira a sofrer consequências e logo depois seu pai, ele próprio sabia que enquanto estivesse sobre a proteção de Hogwarts nada o aconteceria, desde o início sabia que sua missão suicida eram uma punição pelos erros de seu pai, mas tinha consciência de que era capaz de realizar sua tarefa, bastava saber se teria sangue frio para executá-la.

Fechou os olhos com força enquanto sentia as mãos de Pansy lhe acariciarem a testa e o espaço entre os olhos, a menos de um ano havia ficado com a garota e várias outras da Sonserina e da Corvinal, sempre garotas puro sangue, preferencialmente loiras ou morenas, divertira-se muito, desfrutou dos prazeres da carne e sentia que Pansy gostaria de repetir a experiência, mas o jovem Malfoy não tinha interesse, sentia como se não fosse mais o mesmo, a marca que manchava sua pele translúcida, o mudou para sempre e após o anúncio da professora McGonagall sentimentos que a muito tempo não o assombravam voltaram com força, queria poder ter tido escolha, queria que sua mãe não fosse feita de refém em sua própria casa, gostaria ainda que voltasse a ser um garoto normal que preocupava-se apenas com Quadribol e garotas, queria ter a chance de ficar com aquela que a muito tempo dominava seus pensamentos.

Draco só percebeu que chegaram quando o trem começou a perder velocidade, deve ter dormido por algum tempo, nenhum de seus amigos estavam com o uniforme e não conversavam, o loiro então levantou-se do colo de Pansy e quando o trem finalmente parou na estação os quatro sonserinos se levantaram aguardaram que Draco fizesse o mesmo, sem se dar o trabalho de explicar o jovem fez um sinal displicente com as mãos os mandando ir na frente, quando a porta finalmente bateu rapidamente sacou sua varinha e disse em bom som:

Petrificus Totalus.

Apontando sua varinha para o lugar onde antes estavam as malas de seus amigos, Draco passou a mão sobre a superfície e logo sentiu um corpo e não teve pena de puxar com força o derrubando no chão o que deixou parte da cabeça de Harry Potter ficou descoberta. Desde o terceiro ano Draco desconfiava que Potter tivesse uma capa de invisibilidade, só não sabia como, uma vez que o próprio só havia ganhado uma a menos de um ano quando seu avô Abraxas faleceu e lhe deixou a antiga capa da família e um enorme montante de ouro.

— Sua mãe não teve tempo de lhe ensinar o quanto espionar é feio não é Potter? – O loiro perguntou com raiva, olhou bem para os olhos de seu inimigo sentindo sua raiva crescer.

— Isso é pelo meu pai. – Draco exclamou em plenos pulmões enquanto chutava o resto de Harry e sentia o osso do nariz do moreno se partir enquanto o sangue jorrava com abundância.

— Boa viagem de volta até Londres Potter. – O loiro fez questão de cobrir Harry novamente com a capa, fechou todas as persianas e só depois pegou sua bengala e saiu do trem com tranquilidade, sem remorsos.

Conseguiu alcançar a última carruagem e agora podia ver os testrálios, as criaturas tinham um aspecto estranho, esquelético, rosto com características de répteis, asas de couro vastas e pretas.

Nos últimos meses sua casa estava servindo para alguns jantares importantes para o Lord das Trevas e na noite da iniciação do loiro os Comensais mais íntimos estavam presentes, assim como alguns bruxos nascidos trouxas que foram assassinados a sangue frio, o jovem que tinha a intenção de fugir com sua mãe antes do ritual ficou em choque, sabia que aquela era uma pequena demonstração do que acontecia com quem era desprezado pelo Lord ou que despertava seu ódio e ainda houve outro imprevisto, seu pai que deveria ser solto naquela noite havia sido condenado a mais alguns meses, inviabilizando os planos de fuga da família Malfoy.

Draco espantou aqueles pensamentos e evitou pensar em como sua mãe deveria está naquela mansão, apenas com os dois elfos e sua irmã Bellatrix que aparecia de vez em quando, uma vez que o Voldemort avisou que só voltaria ali quando Draco concluísse sua missão.

[...]

Hermione sentia um aperto enorme no peito, Harry não estava em lugar algum, sentia suas mãos trêmulas e não conseguia comer, via que Rony comia como se nada estivesse acontecendo, enquanto Gina estava tão aflita quanto a castanha apesar de tentar disfarçar na frente de seu atual namorado, Dino Thomas.

Um suspiro aliviado deixou os lábios rosados da castanha no momento que Harry entrou no Salão Principal, mas o coração da menina falhou uma batida percebeu que seu amigo estava coberto de sangue.

— Por que ele está sempre coberto de Sangue? – Questionou Gina tão intrigada quando Hermione.

— Onde você estava? – Hermione perguntou com a voz falhada enquanto Harry sentava-se ao seu lado e a olhando de soslaio.

— Mais tarde. – Harry limitou-se a sussurrar essas duas palavras.
— Você perdeu a seleção, esse ano o chapéu seletor sentiu-se na obrigação de nos encorajar. – Contou Rony com seu ar despreocupado.

O banquete seguiu por mais longos minutos, nos quais Rony comia sem parar e Harry tomava suco de abóbora e comia frango, batatas assas, bacon e ovos, esquecendo-se completamente de Draco. Quando todos estavam totalmente satisfeitos Dumbledore levantou-se e apresentou o novo professor de Poções, Horácio Slughorn.

Os três, assim como toda Hogwarts ofegaram em surpresa.

— Harry, você disse que ele seria professor de Defesa Contra a Arte das Trevas. – Hermione guinchou lembrando-se que Harry havia ido com o diretor de Hogwarts convencer o professor a voltar para a escola.

— Eu achei que fosse, mas agora o que Snape irá ensinar? – Harry perguntou mesmo que a resposta fosse óbvia.

— Sendo assim, gostaria de anunciar o novo professor de Defesa Contra a Arte das Trevas, Severo Snape. – Dumbledore anunciou para em seguida o Salão irromper em sons de incredulidade por parte de todos os alunos e euforia por parte da Sonserina, que foi a única Casa a aplaudir.

Depois do anúncio os três não conversaram durante os minutos que se seguiram, ficaram para trás enquanto todos caminhavam em direção aos salões comunais, andavam o mais devagar possível propositalmente para terem tempo de conversar a sós.

Hermione respirou fundo enquanto Rony contava a Harry sobre a seleção e o discurso do Chapéu Seletor, preocupava-se com a integridade do amigo desde o instante que não o encontrou na plataforma, mas arrastada por Rony até o Castelo onde os dois se surpreenderam com a revista a qual foram submetidos na entrada do Castelo, quando o Zelador Argo Filch e um Auror terminavam de verificar os malões dos dois Grifinórios, Malfoy adentrou os portões do Castelo sozinho e um Auror começou a verificar com bastante atenção a bagagem do loiro, por fim o bruxo quis confiscar a bengala e um objeto redondo que a distância Hermione não conseguia identificar, quando o professor Severo Snape apareceu responsabilizando-se por todos os objetos de jovem, como já era esperado, uma vez que o professor sempre demonstrou seu favoritismo por Malfoy.

Hermione saiu de seus devaneios no momento em que Rony contava isso a Harry, que alternava o olhar entre Rony e Hermione.

— Isso me faz lembrar que não te contamos as novidades sobre a monitoria Harry, terei que fazer dupla com Parkinson e Hermione com o cara de fuinha. – Rony contou em um folego só. E Hermione teve a nítida impressão que a novidade não impressionou o amigo.

— Tenha muito cuidado Hermione, estava no vagão do Malfoy e dos capangas dele, ouvi quando Malfoy e Parkinson falavam sobre isso, sai de lá ainda mais convencido de que Draco é um Comensal.

— Não se preocupe comigo Harry, sei me defender muito bem e você não irá esquecer essa história de Comensal? – Questionou Hermione tentando transparecer calma, quando na verdade já estava impaciente.

A castanha não conseguia acreditar que Draco Malfoy poderia ser um Comensal, ele ainda nem havia se formado, apesar de saber que o loiro sempre tirava boas notas nas matérias que compartilhavam e de demonstrar imenso desprezo por nascidos trouxas e em especial por ela.

— Você verá como tenho razão Hermione e eu sei que você sabe se cuidar, mas mantenha sua atenção redobrada com ele.

— Ele não se atreveria a fazer mal a Hermione dentro do castelo Harry, mas também acho que você deve ter muito cuidado Hermione. – Rony pronunciou-se como se sentenciasse a questão.

Os três entraram no Salão Comunal no minuto em que Gina beijava Dino calorosamente, Rony rugiu de raiva e Hermione percebeu claramente o desapontamento de Harry que decidiu ir deitar-se sendo seguido de perto por Rony, que arrancou suspiros de Lilá no momento em que subiu as escadas.

Hermione seguiu o exemplo dos amigos e nem sequer se importou com os itens contrabandeados da loja dos Gêmeos Weasley, estava intrigada com a reação de Lilá ao amigo, aquele seria o sexto ano que dividiria seu dormitório com a loira e ela nunca havia demonstrado qualquer interesse pelo ruivo.

Mais tarde, naquela mesma noite a castanha entendeu o motivo do suspiro de Lilá, ouviu a garota conversando com Parvati, sobre como o ruivo havia sido importante na batalha no Ministério da Magia no ano anterior, como fora importante no jogo de Quadribol e como havia ficado alto e musculoso durante as férias.

Ficou claro para Hermione que a loira buscava status, obviamente sentia-se atraída pelos recentes acontecimentos que o ruivo participou e apesar de aborrecida Hermione caiu rapidamente no sono, sem preocupar-se com o dono dos olhos acinzentados que vagaram por seus sonhos que envolviam medo e maldições imperdoáveis.

Notas finais
Amores, sei que demorei, no meu cronograma deveria ter postado na segunda, mas tive vários problemas com o Word e ainda não consegui solucionar, perdi um capítulo muito importante (o primeiro beijo deles) três vezes e nunca acho que está tão bom como da primeira vez que escrevi. Tenham paciência com a história, por favor, Hermione sofreu muito com o Draco, então as coisas vão ser meio lentas mesmo. Perdoem qualquer erro. Enfim, me surpreendam com comentários que voltou rapidinho. Espero que tenha gostado. Até breve! Xoxo