Unexpected Love
18 Capítulo 8 (Parte II) {Sirius}
Notas iniciais
Tudo bem com vocês?
Meio tarde né??
Mas não tem problema!!! Hoje e sexta-feira, estamos de férias e o mundo não acabou!!!
Que ótimo... Rsrsrs
Vou parar com a palhaçada e falar sério agora.
Penúltimo capitulo minha gente =/
Enjoy
— Nada disso! Não vou dividir um quarto com você. – Marlene disse.
- Por que não? – Sirius perguntou.
- Não foi para isso que eu vim passar o fim de semana aqui.
Eles estavam sentados na varanda, tomando café depois do jantar. Sirius havia sugerido que dividissem uma das suítes da casa.
- Tudo bem. Eu tentei.
- Sirius, só por que...
- Eu já entendi, Marlene. Não quis te deixar aborrecida. – ele a interrompeu.
- Você sabe direitinho como seduzir uma mulher, e eu não confio em você.
- Já percebi.
- Você parece ser muito experiente em lidar com esse tipo de coisa.
- Eu falei sério quando avisei que estava disposto a cumprir o acordo com você.
Ela assentiu.
- Ótimo. Agora vou me deitar. Estou cansada.
Sirius a acompanhou até um dos quartos de hospedes e se despediu. Em seguida foi para o seu próprio quarto e ficou olhando a lareira vazia.
Seria essa a punição pela fama que ganhou com as mulheres? A resposta parecia afirmativa.
Valeria a pena esperar por Marlene? Claro que sim.
Depois de quase uma hora conseguiu pegar no sono, em seu quarto, que era bem distante de Marlene, para evitar qualquer crise de sonambulismo durante a noite.
***
Marlene estava sonhando. E no seu sonho apareceu uma mulher. Uma mulher muito bonita, loira, com olhos que variavam entre tons de verde e azul. Ela usava um vestido branco e estendia a mão para ela.
- Marlene! – ela sorriu.
- Sim? – ela respondeu.
- Está na hora. – ela falou com uma voz que mais parecia um sopro de brisa.
- Hora? Quem é você?
- Você passou muito tempo da sua vida tentando provar as pessoas sua competência. Chegou a hora de dar o próximo passo.
De alguma maneira Marlene sabia que estava sonhando, mas ao mesmo tempo aquela conversa parecia muito real.
- Que passo? – ela perguntou confusa.
- Não acha que a sua existência vai se resumir em passar a vida inteira se dedicando a carreira não é?
- Eu sempre achei que sim.
- Há muito mais esperando por você. – ela fez uma pausa. – Assim que conseguir superar os seus medos.
- Eu não tenho medo de nada.
- Claro que tem. Você nunca se deu conta de quantas vezes as suas decisões se basearam mais no medo do que nas oportunidades? É muito importante que você entenda isso.
Como aquela mulher podia saber aquelas coisas? – Marlene se perguntou.
- Você não precisa sentir medo de Sirius Black. Ele não vai te magoar. Se não acredita no que estou dizendo, espere pra ver o que vai acontecer se continuar a evitá-lo. – a mulher continuou.
- E por que eu sinto tanto medo?
- Por causa das lembranças da sua infância que te atormentam.
- Quais lembranças?
- Sirius te faz lembrar o seu pai. Você se lembra como ele era Marlene? Um homem lindo, muito charmoso, que sempre chamou a atenção por onde passou. Ele paquerava todas as mulheres que via pela frente. Você presenciou algumas brigas entre seus pais e o sofrimento da sua mãe toda vez que alguma mulher batia na porta da sua casa procurando por ele. Mesmo tão pequena, sem entender as coisas direito, você decidiu nunca confiar em homens que te fizessem lembrar seu pai.
- Eu não me lembro de nada disso. – Marlene falou.
- Não. Você bloqueou essas lembranças, mas a mágoa que sentiu, ao ver o sofrimento da sua mãe, ainda continua presente no seu coração.
- Mas como...
Marlene não conseguiu terminar o que iria dizer. Sua voz falhou na garganta. E a imagem da mulher foi ficando cada vez mais distante. Ela desapareceu e só restou o silêncio.
***
Quando acordou na manhã seguinte, Marlene já havia se esquecido da intrigante conversa que tinha tido durante a noite com a moça loira.
Desceu as escadas e viu que não tinha ninguém na sala. Foi até a cozinha para se servir de uma xícara de café, estava se sentando em um dos banquinhos do balcão quando Andrômeda entrou por uma porta lateral.
- Bom dia! – ela cumprimentou. – Quer tomar o café da manhã agora?
- Bom dia. Eu acho que vou esperar o Sirius acordar.
- Ele já acordou há muito tempo. Teve que sair para resolver um problema com um dos cavalos. Ele fugiu do estábulo ontem à noite. Sirius e outros rapazes estão tentando levá-lo de volta.
- Entendi. E eles estão aqui por perto?
- Não. Os estábulos ficam bem longe daqui.
Marlene terminou de tomar o café e passou algum tempo andando pelos cômodos da casa. Encontrou uma revista sobre a mesinha de centro da sala de estar e se sentou para ler.
Depois de alguns minutos percebeu uma movimentação e escutou algumas vozes preocupadas.
- Calma! Com cuidado. – disse uma voz masculina – Andrômeda! Ligue para o Dr. Simmons. Sirius se machucou.
Marlene não reconheceu a voz, mas entendeu muito bem o que foi dito. Deixou a revista de lado e correu para a porta de entrada. Levou às mãos a boca ao ver três homens carregando Sirius em uma espécie de maca improvisada.
O homem que estava falando era Ted, marido de Andrômeda. Ele mandou que eles levassem Sirius até um quarto que tinha no final do corredor.
- O que aconteceu? – ela perguntou preocupada ao ver como ele estava pálido.
- Estávamos tentando levar um cavalo para o estábulo, e ele se assustou e derrubou Sirius que estava montado nele. Ele bateu com a cabeça em uma pedra e desmaiou.
- Ah meu Deus. E agora?
- Precisamos esperar o médico chegar. – Ted respondeu.
Marlene não ouvia mais, estava tão preocupado com Sirius que não conseguia pensar direito.
Andrômeda apareceu ao lado dela com algumas toalhas limpas e uma bacia com água.
Pegou uma das toalhas e começou a limpar o machucado na cabeça dele. Se esforçou para não entrar em pânico enquanto cuidava de Sirius, que continuava desmaiado e parecia cada vez mais pálido.
Começou a sentir a pernas tremer só de pensar em perdê-lo.
- Sirius... – ela chamou.
Ele não se moveu.
- Sirius.
- Não se preocupe. O médico vai chegar logo. – Andrômeda falou. – Vai ficar tudo bem. Me ajude a tirar essa camisa suja de sangue.
- Tudo bem. – ela falou com os olhos marejados.
- Isso acontece. O trabalho deles é um pouco perigoso. Por mais que usem aparelhos modernos. Lidar com animais é uma tarefa difícil. Eles são muito previsíveis.
Depois que terminaram de tirar a camisa dele, Andrômeda saiu para buscar outra.
Vê-lo ali inconsciente, fez Marlene perceber que ele exigia muito de si mesmo. Ele não era nenhum playboy somente preocupado com a vida social. Se pensasse diferente ele podia muito bem ter deixado para outras pessoas fazerem o serviço, mas ele quis estar presente. E não era aquilo mesmo que ele estava tentando mostrar a ela?
Marlene percebeu que não era dele que sentia medo, mas de si própria. Ele poderia ter morrido naquele acidente. Ela chegou a conclusão de que estava errada ao pensar que tinha todo o tempo do mundo. A vida era algo muito frágil. Poderia ter perdido o homem que ama.
Amor? Sim, estava apaixonada por Sirius Black. Teria que mostrar a ele que estava errada por não querer seguir seu coração. Sua felicidade dependia daquilo.
Notas finais
Podem abrir seus corações pra mim, ok?
Até o próximo gente *-*
Bjs :*
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