Unexpected Love
4 Capítulo 3 (Parte I) {James}
Notas iniciais
Estou aqui... Podem me xingar. Eu sei que eu disse que ia postar até sábado mas aconteceu umas coisas aqui e não tive como.
Bom.. eu tive que mudar a classificação da Fic por que não sei como vão ser as coisas daqui por diante.
Enfim vamos ao que interessa.
Enjoy
– Olá! – Lily cumprimentou.
James não acreditava no que estava vendo.
A agente vestia uma saia vermelha que ia até a metade das coxas e era bastante justa, o que deixava a mostra um belo par de pernas. A blusa era branca, fechada na frente por um zíper. Tinha um decote que podia ser ajustado pelo zíper, que conseguia ser sensual sem revelar nada além do colo dos seios. Os sapatos de salto alto a deixaram mais alta e elegante.
Contudo o que mais deixou James impressionado foi o realce dado aos olhos de Lily. Aquele verde brilhante e profundo seria capaz de hipnotizar e dominar qualquer homem que ela quisesse.
Parecia impossível que aquela fosse a agente Evans.
– Vou buscar minha bolsa. – disse ela, fazendo ele perceber que ficou parado na porta sem dizer nada.
– Fizeram um belo trabalho. – James falou um pouco desconcertado. – Quero dizer... Hum... Você está incrível.
– Obrigada. – respondeu ela num tom seco, ao pegar a bolsa e se virar para a porta.
Lily saiu do apartamento e fechou a porta, trancando com cuidado.
– Não acredito! Você está agindo igual a Emmeline. Por quanto tempo treinaram juntas?
– O suficiente... Ela é excelente, e é uma pena que não tenham dado a ela o merecido reconhecimento. Minhas malas estão indo para o hotel por uma transportadora, não é?
– Sim, achamos melhor fazer isso. Para dar um pouco mais de realidade a sua personagem. A minha que é menor está no porta-malas do taxi.
Ao descerem até o taxi, James ficou espantado por se sentir incomodado, ao observar o motorista do taxi se desmanchar em gentilezas para Lily.
“Seria mesmo necessário usar uma roupa tão justa e provocante como aquele apenas para cumprir a missão?” – ele se perguntou.
– Você deverá se apresentar como Lily Evans. — James disse a ela quando já estavam dentro do taxi. – Achamos o seu nome verdadeiro bem exótico e perfeito para a ocasião.
– A minha mãe vai ficar lisonjeada com o seu comentário.
Após olhá-lo de lado, Lily pegou o estojo de pó compacto e o batom. Começou a retocar a maquiagem, embora ela estivesse perfeita. A representação estava impecável. Com todo o jeito de uma mulher fatal, aprendeu a lançar olhares de efeito devastador nos homens.
– Roupas novas também? – perguntou Lily tocando o braço de James com as pontas dos dedos.
James ficou tenso ao sentir o toque dela e teve de se esforçar para relaxar. Seria melhor ficar atento as suas reações para não demonstrar emoções em horas inoportunas.
Olhando para o terno barato e convencional que lhe haviam fornecido, soltou um resmungo antes de responder sarcástico:
– É... Eu não poderia andar ao seu lado com uma roupa que não fizesse jus a você, não é mesmo, amorzinho?
Lily fez uma expressão exagerada de desapontamento e voltou a interpretar seu papel.
– Aposto que você não gastou um segundo sequer procurando algo para mim, enquanto fazia compras, né amorzinho?
James colocou a mão no bolso do paletó e tirou uma caixinha comprida de lá.
– Isto serve? – perguntou ele.
Lily pegou a caixinha e abriu. Assim que viu o conteúdo soltou uma exagerada exclamação de alegria.
– Oh Jim! Um relógio de diamantes... Você é mesmo um amor!
O relógio tinha um pequeno transmissor dentro dele, e o propósito era permitir que os dois ficassem o tempo todo em contato, e Lily sabia disso. Não tinha propósito naquela reação. James ficou embaraço, não esperava aquela atitude por parte dela.
Lily o abraçou com entusiasmo e beijou com suavidade cada lado do rosto dele, e em seguida na boca.
– Você é o homem mais incrível que eu conheço! – continuou ela, diante do silencio atônito de James.
Ao sentir o perfume dela, James se sentiu enfeitiçado. Sem pensar nas conseqüências a puxou e beijou com mais vontade que o necessário.
Ao sentir a maciez dos lábios dela, foi invadido por uma onda de desejo. Quando Lily correspondeu ao beijo, ele aproveitou a chance e fez com que as suas línguas se tocassem de forma mais intima e sensual possível.
Aquilo não havia sido planejado por nenhum deles. Enquanto ela apenas tentava praticar seu papel na farsa, acabou induzido ele ao exagero. Aquela espécie de explosão de desejo não fazia parte do plano, e os dois teriam que se acostumar com a situação. Afinal formavam um casal.
De repente James teve que segurar Lily com mais força e se esforçar para que ambos não fossem arremessados contra o banco da frente.
Olhando para o reflexo do motorista no espelho retrovisor, James percebeu que o homem estava prestando mais atenção no que se passava no banco de trás do que no trânsito. E por causa disso quase haviam batido na traseira de outro carro.
– O que você acha de olhar para frente amigo? – perguntou James com impaciência. Aproveitou a interrupção para se afastar de Lily e se recompor.
Irritado por ter sido flagrado, considerou que não tinha mesmo prática para trabalhar com parceiros, ainda mais se fosse uma linda mulher.
Ficou ainda mais irritado por olhar pra Lily e perceber que ela estava indiferente àquilo tudo.
– Você quase fez com que nós sofrêssemos um acidente meu anjo. – disse ele dando um tapinha na coxa de Lily, se arrependendo logo em seguida, ao sentir a pele quente e macia dela. – Guarde todo esse fogo pra mais tarde.
– Quando quiser outro beijo é só dizer. Sabe que eu sou louca por você.
Foi um alivio que ele viu que já estavam chegando ao aeroporto. Era difícil para James manter o controle ficando perto de Lily.
Deveria cuidar da segurança dela, não agarrá-la toda vez que tivesse oportunidade.
– Aqui estamos Jim querido.
– Jim?
– Combina com o seu papel. – respondeu ela dando uma piscadinha.
Balançou a cabeça em negação. Desceu do carro, ajudou Lily a descer. Pagou o motorista e pegou a mala indo em direção ao interior do aeroporto.
Durante todo o tempo Lily manteve um grau de conversação tão incessante quanto incoerente. Ela se sentou à janela e James na poltrona do corredor.
– Pronto. Agora chega. Estou impressionado com o seu desempenho. Mas guarde um pouco do seu talento pra usarmos quando chegar lá, ok?
– Desculpa. Acho que me empolguei um pouco. Nunca participei de uma missão como essa.
– Eu não diria isso. Eu acho que você tem um talento natural para o teatro.
– E quanto a sua atuação?
– Minha atuação? Do que você está falando?
– Do beijo que quase fez o taxista nos matar. – Lily pareceu corar um pouco, mas era impossível ter certeza, por causa da maquiagem. – Não acha que foi um pouco exagerado?
– Sinto muito. Acho que perdi a linda. É que eu não estou acostumado a ter uma mulher flertando comigo daquela forma.
– Sério? Não foi bem isso o que eu ouvi...
– O que?
– Nada... Esquece... – Lily quis cortar o assunto.
– Você ta insinuando que eu sou algum tipo de playboy conquistador?
– Digamos apenas que algumas mulheres do departamento acham bem mais interessante especular sobre a sua vida pessoal do que sobre a sua carreira como agente.
– Que coisa ridícula.
– Claro que é. – disse ela sarcástica. – Quem iria se interessar por um lindo homem como você? Membro de uma família rica e poderosa. E que se tornou uma referência como profissional? Acho que nenhuma mulher nesse mundo seria capaz disso.
James sabia que deveria deixar o assunto de lado, pois estava sendo provocado. Mas não conseguia.
– Isso deveria ser engraçado?
– De jeito nenhum. Acho até um pouco triste.
Do que ela estaria falando?
– Como assim? – perguntou ele se ajeitando no banco para poder olhá-la melhor.
– Deve ser mesmo uma sina cruel. Não tem como saber se suas namoradas de sentem atraídas por você como um homem atraente ou apenas por aquilo que você pode dar a elas. Com certeza isso não deve fazer muito bem ao seu ego.
– Meu ego vai muito bem, obrigado.
– Que bom para você. Agora se não se importa vou colocar o meu sono em dia. Os últimos dias foram muito cansativos para mim.
Se houvesse uma maneira de tirar Lily da investigação, James faria sem pensar duas vezes.
“Quem essa mulher pensa que é?” se perguntou indignado.
O fato de ter nascido um Potter não era culpa sua. Foi criado em Hogsmead, e desde pequeno aprendeu quão famosos e importantes eram seu pai, Charlus e seus tios Cameron e Orion.
Até mesmo seus primos Sirius Black e Remus Lupin, fizeram fama em suas áreas de atuação. Mas quem gerenciava o império, conhecido como Empresas Potter/Black era Charlus.
James sempre admirou a postura de seu pai, por nunca tê-lo pressionado a seguir carreira como administrador de empresas. Desde a escola seu desejo era trabalhar como agente do Governo, e quando recebeu o convite no último ano da faculdade resolveu aceitar sem pensar uma segunda vez.
Jamais havia feito carreira como “pegador”. Na verdade não tinha tempo para casos amorosos passageiros. Sempre direcionava sua energia para o aperfeiçoamento profissional.
Naquele momento, porém, não sabia como lidar com as atitudes de Lily. Mesmo estando ciente que de aquilo era apenas uma missão, não estava conseguindo ficar imparcial ao lado dela.
O que estaria acontecendo com ele?
James não se sentia preparado para lidar com a garota sensual ao seu lado. E nunca havia passado por uma situação como aquela. O que restava para ele naquele momento era a possibilidade de torcer para que tudo acabasse o mais depressa possível. Assim poderia voltar a trabalhar sozinho.
Notas finais
Até que enfim um capitulo de um tamanho decente. =)
Espero que vocês tenham gostado.
Não vou prometer nada... Mas creio que até sexta-feira eu posto o próximo capitulo.
Até lá gatas do meu ♥
Bjs :*
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