Unexpected Love
12 Capítulo 2 (Parte II) {Sirius}
Notas iniciais
Como vão?
Hoje é sexta, e estamos de noite (dã)
Rsrsrsrrs
Capitulo 02/Parte 02 On
Enjoy
Logo no inicio da manhã seguinte, a porta da sala de Marlene foi aberta de repente, fazendo com que ela desviasse os olhos dos papéis que estava estudando. Assim que viu quem era, teve que se esforçar para não gritar de desgosto. Se quisesse ter um pouco de paz, deveria aprender a não reagir a provocações.
- Bom dia, Sirius. Em que posso ajudá-lo?
- Ora, amorzinho, posso pensar em mil maneiras diferentes, mas duvido que você concorde com qualquer uma delas. – respondeu Sirius entrando na sala e sentando em uma das cadeiras.
- Você já falou com o Remus?
- Sim. Ele me mostrou o cubículo onde eu vou ficar confinado examinando a papelada velha que reservaram para mim. Pelo o que entendi, você vai me mostrar por onde começar, certo?
- Sim. Vou te mostrar quais são os papeis. – Marlene respondeu e se levantou para contornar a mesa, mas foi impedida pelas pernas dele, que estavam no meio do caminho. – Você está agindo como uma criança, não percebeu?
- Estou? – perguntou ele também ficando de pé – Não tem nada mais chato do que ficar enclausurado em uma sala o dia todo. Só estou me submetendo a isso, para não incomodar o restante da família. E pelo o que eu percebi, você vai ser outro problema para mim.
- Eu? Do que você está falando?
- Sem a sua cooperação, meu trabalho aqui vai ser bem mais difícil. É claro que Remus me assegurou que você é uma excelente profissional, capaz de lidar com as fortes emoções que te envolvem quando eu me aproximo. Mas não estou muito convencido disso.
Marlene se sentiu corar. Só que não por que estava com vergonha e sim de nervosismo. Tentou se manter calma e controlar o tom de voz.
- Pode ficar tranqüilo quanto a isso Sirius. Sou uma profissional, e quero ganhar essa causa tanto quanto você e o Remus. Portanto, pode contar com a minha total cooperação.
Sirius arqueou uma sobrancelha
- Tem certeza disso? Pela sua cara eu vejo que você está prestes a chamar a segurança e mandar que me expulsem daqui.
- Quero que você comece a me tratar como uma colega de trabalho, não como alvo das suas brincadeiras. Não estou nem um pouco impressionada com o seu corpo definido e a sua autoconfiança. E muito menos aprovo essa sua atitude de querer levar todas as mulheres que encontra pela frente para a cama.
Sirius endireitou o corpo, parecendo ficar ainda mais alto do que já era.
- Muito injusta a sua afirmação.
- Por quê?
- Não quero levar todas as mulheres para a cama. Com algumas, gosto apenas de manter um dialogo intelectual e estimulante...
- Oh... Claro que sim. – Marlene ironizou – E o que você faz nesses casos? Troca exemplares de livros clássicos?
- Mas que moça sensível... Tudo bem. De agora em diante vou te tratar com o mesmo respeito com que trataria minha avó, se ela estivesse viva.
- Vou ficar bem mais satisfeita.
- Nada de paquera e nem insinuações. – ele acrescentou.
Marlene não conseguiu conter uma risada.
- Me desculpa. Mas se eu não te conhecesse, poderia até cair nessa conversa.
- Quer apostar?
Marlene estreitou os olhos.
- E qual seria a aposta?
- Bom... Vamos estabelecer um limite de tempo. Digamos que, durante as duas próximas semanas, ou até que o caso se encerre. Seu eu fizer alguma coisa que você considere insinuante, vou te pagar uma viagem com um acompanhante, para passar o um fim de semana romântico no lugar que quiser.
- Duas semanas ou quando o caso terminar? – Marlene repetiu.
- Isso.
Marlene sentiu que estava andando em terreno perigoso. Sirius podia estar armando alguma coisa para ela.
- E se você conseguir se comportar e vencer a aposta? – ela perguntou
- Você vai ter que pagar o mesmo fim de semana para mim.
- Isso está fácil demais para o meu gosto.
- Nada disso. Pode escrever se quiser.
Após pensar por um instante, Marlene se decidiu.
- Ok, aceito. – ela estendeu a mão para ele. Estou mesmo precisando de férias. Acho que vou escolher o Havaí.
Sirius apertou a mão dela.
- Se estiver com tempo disponível, Srta. Mckinnon, eu gostaria de receber mais orientações a respeito das perguntas que poderão ser feitas no tribunal.
Marlene hesitou por um momento. Perplexa com a súbita mudança de comportamento dele. De repente ela havia ficado impessoal e polido demais. Até que seria interessante descobrir como acabaria aquela situação.
- Vou pegar as minhas anotações e vamos estudar o caso.
Sirius assentiu sem olhar para ela. Marlene saiu da sala, ainda surpresa com aquela súbita mudança de comportamento.
***
Na sexta-feira antes da primeira audiência, que seria na segunda-feira, Remus apareceu na sala de Marlene.
- Você viu o Sirius? – ele perguntou
- Esqueci de te dizer! Ele precisou resolver um problema no haras e saiu antes do almoço. Ligou avisando que vai passar o resto do dia lá e que volta amanhã cedo.
- Tudo bem. – ele entrou na sala e se sentou na cadeira diante dela – E vocês dois, como estão se saindo trabalhando juntos?
- Bem. Sirius está me tratando como uma tia solteirona, a quem ele deve respeito acima de tudo.
Remus riu.
- O Sirius sabe ser sério quando quer.
- Não sei até aonde ele vai com toda essa seriedade.
- Nesses dois anos que se passaram, você nunca pensou em dar uma chance a ele?
- Na verdade eu nunca parei para pensar nisso. Mas... Eu acho que não daria certo. Homens assim como o Sirius só trazem sofrimento para uma mulher.
- Você fala como se já tivesse passado por isso.
- Nunca passei por isso. E eu não gostaria de passar por esse tipo de coisa. Sirius me vê como um desafio a ser conquistado, nada além disso.
- Sirius sempre gostou de um bom desafio.
Dizendo isso ele sorriu e saiu da sala.
Marlene ficou olhando para a porta fechada. Pensando em como tudo aquilo iria acabar. E torcia para não colocar seu coração no meio disso tudo e sair machucada depois.
Notas finais
Comentem *-*
Até o próximo gente ♥
Bjs :*
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