Unexpected
3 Capítulo 3 - Karma or Destiny?
A minha mãe saiu de casa cedo, porque tinha uma reunião com o empresário da tal banda. Enquanto isso, decidi fazer umas compras. Como é óbvio, não ia ficar em casa o dia todo! ESTAVA EM LONDRES!
POV Marta
Estou super empolgada. Assim que chego a Londres, recebo uma proposta como esta! Quando cheguei à reunião, conheci toda a equipa, e todos eles me explicaram mais ou menos quais iriam ser as minhas funções por ali. Já as sabia, mas optei por fingir que não sabia de nada, para não parecer mal. Fomos a um restaurante, porque eles me queriam conhecer melhor. Aproveitei para lhes fazer algumas propostas, e eles adoraram! Fui à casa de banho, e com todo aquele entusiasmo, acabei por ir contra uma pessoa. Quando olhei para ver quem era, percebi que era a minha irmã. Não de sangue, mas de coração! Ela tinha ficado em minh casa, quando fez o intercâmbio. Anne.
– Anne?!
– Não pode ser! És tu Marta?! — Ficámos as duas surpreendidas, como seria de esperar.
– Há quanto tempo! — Dei-lhe um abraço forte — Acabámos por perder o contacto, infelizmente. Então, e o que é que tens para me contar?
– Olha, tenho um filho. Vim almoçar com ele. E com o meu marido também, claro. E tu?
– Eu tenho uma filha, e chamaram-me para vir trabalhar para aqui.
– Vais trabalhar no quê?
– Sou organizadora de eventos, e acabei de receber uma proposta de trabalho. Espero que dê certo! Vim aqui para ter uma reunião.
– Desculpa, devo estar a atrasar-te..
– Não, nada mesmo! Mas olha, precisamos de sair um dia para pôrmos a conversa em dia, mas a fundo, se é que me entendes.
Trocámos os números de telemóvel, abraçámo-nos mais uma vez, e eu voltei para a reunião. Quando cheguei a casa, ao final da tarde, encontrei um bilhete da Margarida, que dizia: "Mãe, fui àquele centro comercial de que me falaste. Quando chegares a casa, liga-me. Beijos, Margarida"
POV Margarida
Andei num autocarro britânico pela primeira vez. Primeiro tive medo, porque nunca tinha andando num daqueles, e também porque não conhecia praticamente ninguém. Fui ao centro comercial, até que vi uma loja que me deixou completamente fascinada. Tinha roupas lindas. Cada peça de roupa mais linda que todas as outras. Fiquei séculos dentro daquele paraíso. Enquanto estava a experimentar as roupas de que mais tinha gostado, senti o meu telemóvel vibrar. Era a minha mãe.
— Estou?
– Olá filha! Está tudo bem?
– Sim. Mãe, estou a elouquecer neste centro comercial! Há com cada coisa linda por aqui. Tens que ver.
– Está a ficar tarde, queres que te vá buscar?
– Vou acabar de experimentar a roupa, e vou logo para casa. Prometo que não demoro muito tempo.
Gostei de todas as peças de roupa que experimentei, mas infelizmente tive que desistir de levar algumas, porque não tinha ali dinheiro suficiente. Saí da loja com um monte de sacos, e fui apanhar o autocarro novamente. Assim que saí de dentro do autocarro, a minha mãe estava lá à minha espera. Fomos a conversar até casa, sobre o que eu tinha comprado. Pelo caminho, fui-lhe mostrando tudo, e ela adorou. Disse que eu tenho muito bom gosto, e que vou fazer sucesso no mundo da moda, com toda a certeza. Quero aprofundar-me mais no mundo da moda, e ela apoia-me imenso nisto tudo. Chegámos a casa, cada uma foi tomar banho para a sua respectiva casa de banho (sim, porque os quartos vêm com casa de banho, brutal) e depois pedimos comida tailândesa. Contou-me sobre o seu dia.
– Então mãe, conta-me as novidades.
– Filha, eles adoraram o meu trabalho! Segunda-feira vou conhecer os elementos da banda. Quero saber quais as preferências deles, quais as coisas de que não gostam, e tudo.
– Tenho mesmo orgulho em ti!
– Assim fico sem saber o que dizer.
– Oh, não tens de ficar. Se eu digo, é porque é verdade! Já me conheces.
– Ahahah, e eu fico muito feliz por teres orgulho em mim. Sabes quem é que eu vi hoje?
– Quem? FOI UM FAMOSO?!
– Não. A Anne. Aquela rapariga dos tempos do meu intercâmbio. Entrei na casa de banho, e fomos uma contra a outra, e quando olhei vi que era ela. Tem um filho, só não sei qual é a idade dele. Imagina qu..
– Mãe pára, a sério. Sabes que eu não estou com cabeça para isso agora.
– Com certeza que é melhor do que aquele Robert.
– Ai mãe, fica descansada, já esqueci ele. Completamente.
– Juras?- Sim, sabes que nunca te mentiria!
– Já tenho o número dela. Quando estivermos mais ambientadas por aqui, ligo-lhe.
Entretanto a comida chegou, e nós sentámo-no sofá a comer e a ver um filme. E fomos dormir, depois daquele dia que tinha sido exausto tanto para uma quanto para outra.
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