Unexpected
27 Capítulo 27 - Passion.
POV HARRY
Naquele momento, eu fui na direcção dela e beijei-a. Só conseguia pensar no quanto queria que o beijo durasse o máximo de tempo possível. Acho que os dois estávamos a gostar demasiado. - Já tens a tua resposta? — Perguntei-lhe. - Acho que sim. — Ela respondeu-me timidamente. - Que cara é essa? - Estou só um bocado envergonhada, nada de especial. - Porquê?- Sei que não foi a primeira vez que nos beijámos, mas tu não deixas de ser famoso. Acho que é normal estar envergonhada. - Não te preocupes, se o teu problema é que eu conte alguma coisa em alguma entrevista, fica descansada porque isso não vai acontecer.- Não, o problema não é esse. É que sei lá, tu deves estar habituado a um tipo de rapariga, a um tipo de beijo, e depois beijamo-nos e eu fico um bocado na dúvida se correspondi às tuas expectativas ou não. — Tentou justificar-se.- Se eu te beijei, e se eu já te disse que gosto de ti, é porque a nível de rapariga, correspondeste às minhas expectativas. - E a nível do beijo? Não me aches estranha por favor, odeio ser assim tão insegura. - Eu percebo. — Ele beijou-me novamente. - Isto foi para quê? — Fiquei confusa. - Se não me tivesses correspondido a nível do beijo, não te tinha voltado a beijar. Eu e a Maggie sorrimos. Sentámo-nos no chão, e eu pedi-lhe para ela me mostrar fotografias de quando era pequena. Ela levantou-se e foi à sala buscar os álbuns, e depois voltou para o quarto e ficámos ali a ver as fotografias. - Quando eras pequena, eras bonita Maggie. - Oh, obrigada. - Não tens de quê. Espera lá...- O que é que foi? - Tu disseste que quando era pequena, era bonita, certo?- Sim, disse.- Então quer dizer que agora já não sou? - Então, quando eras pequena eras bonita, mas agora és linda. - Parvo. — Ela corou. - Não precisas de corar oh. - Ah pois não, que ideia. - Como já disse, quando o que dizemos é verdade, não há motivos para ficarmos corados. - Ah disseste? Não me lembro nada. - Shiu, não me contraries. Depois continuámos a ver as fotografias, e a falar da vida um do outro. A verdade é que eu sentia uma grande atracção por ela, e também tinha a certeza de que ela sentia uma atracção por mim também. Só a queria beijar, mais do que alguma vez quis outra coisa. O que tem de ser, tem muita força, por isso, e como não conseguia aguentar nem mais um segundo, levantei-me do chão, puxei-a para cima, agarrei-a pela cintura, puxei-a para perto de mim e dei-lhe um beijo. Percebi que ela tinha ficado surpreendida pela minha atitude, mas deixou-se levar. Levei-a até à cama, ficando por cima dela, e beijei-a no pescoço. Não queria fazer nada à pressa, nem contra a vontade dela, só queria fazer tudo direitinho, mas a dada altura pûs a minha mão debaixo da camisola dela. - Pára Harry. - Então? Pensei que estavas a gostar. - E estava. Quer dizer, e estou. Mas... - Mas? O que é que se passa?- Não sei se devemos fazer isto. - Ouve, eu não te vou obrigar a nada. Se acontecer alguma coisa, vai ser por tua livre vontade. - Obrigada. Ela levantou-se e eu fiquei sentado no fundo da cama dela, cabisbaixo. Admito que fiquei um bocadinho decepcionado, nunca pensei que ela interrompesse. Acho que ela percebeu que estava triste, olhou nos meus olhos durante uns segundos, e beijou-me, atirando-se para cima de mim. Ficámos os dois deitados na cama, a olhar nos olhos um do outro. - Maggie, o que é que estás a fazer? - Podemos continuar o que estávamos a fazer antes? — Ela beijou-me no pescoço. Eu tive um arrepio. — O que é que foi? - Nada, é que eu gosto quando me beijam no pescoço. - Gostas? — Ela beijou-me novamente no mesmo sítio. - Adoro. — Sorri. — Mas voltando ao assunto de antes, tens a certeza de que queres mesmo continuar? - Sim, acho que nunca tive tanta certeza de uma coisa. Fiquei de novo por cima dela, como estávamos antes, e beijei-a. Ela ia tirando a minha roupa, enquanto eu ia tirando a roupa dela.
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