Unexpected

26 Capítulo 26 - Fall asleep.


POV MARGARIDA

Entrei no quarto do Harry, e fiquei logo encantada com a quantidade de cd's que ele tinha na sua estante. Coldplay, Take That, The Script, Snow Patrol, Bon Jovi, Guns 'n' Roses, Maroon 5, Robbie Williams, Colbie Caillat, Jason Mraz, entre outros grandes artistas. Fiquei maravilhada! Depois fiquei encantada com a cama dele, que era muito confortável mesmo. Deitei-me e fiquei ali a pensar no que o Zayn me tinha dito. Como é que ele foi capaz? Sentia um aperto no peito só de me lembrar da nossa discussão. É difícil estar assim com o meu melhor amigo. Muito difícil mesmo. Acabei por adormecer. Acordei umas horas depois (percebi porque já era de noite), e assim que abri os olhos, vi o Harry deitado ao meu lado a olhar para mim.

- Olá.

- Olá Harry.

- Finalmente acordaste.

- Estive a dormir durante muito tempo?

- Vieste para o quarto às 13h30, deves ter adormecido às 14h. Sabes que horas são agora?

- Não. Que horas são?

- 21h45.

- Dormi mais de sete horas?!

- Pelos vistos sim! Tens dormido bem?

- Sim, tenho dormido normalmente. Não sei o que é que se passou para ter dormido durante todo este tempo.

- E pelo menos dormiste bem na minha cama?

- Dormi muito bem. A tua cama é muito confortável, Harry.

- Hmmm, ainda bem que dormiste confortável.

- Eles ainda estão lá em baixo?

- Não, cada um foi para a sua casa. Estamos aqui sozinhos.

- Bem, acho que agora vou para casa. — Levantei-me da cama.

- Eu levo-te.

- Não te importas?

- Claro que não. — Ele levantou-se da cama. — Anda, vamos. — Saímos de casa dele, e fomos para o carro.

Apesar de ser Verão, naquela noite, estava frio. Quando entrámos em casa, percebi que ele tinha ficado a admirar a decoração. Ele já lá tinha estado, mas nunca tinha tido tempo para observar tudo até ao mais pequeno pormenor. A minha mãe tinha deixado um bilhete em cima da mesa da sala, a dizer que não ia dormir em casa, porque tinha de tratar de uma papelada, e depois ia ficar em casa de uma amiga para pôrem a conversa em dia. Sentámo-nos no sofá a ver um filme, e mais uma vez, acabei por adormecer, com a cabeça encostada no ombro dele. Ando a dormir demasiado, pelos vistos. Quando acordei, o filme tinha acabado, ele tinha desligado a televisão, e eu continuava deitada no sofá enquanto ele estava perto da estante dos livros, a dar uma vista de olhos num deles.

- O que é que estás a fazer? — Perguntei-lhe, com os olhos semi-fechados.

- Já acordaste há muito tempo Maggie?

- Não, acordei agora mesmo.

- Andas a dormir muito.

- Também percebi.

- Dormiste bem?

- Dormi, mas se tivesse continuado com a minha cabeça encostada no teu ombro tinha dormido um bocadinho melhor. Pelo menos mais quentinha tinha dormido de certeza.

- Então e agora o que é que vamos fazer?

- Quanto a ti não sei, mas eu vou dormir para a minha cama.

- Ah, vais dormir? Vais-me pôr na rua?

- És tão parvo oh!

- Diz lá que não gostas de mim assim.

- Não gosto.

- Diz lá que não me achas a mínima piada.

- Não acho.

- Ai não? — Ele olhou para mim com um olhar de quem estava a tramar alguma coisa.

- O que é que tu vais fazer? — Perguntei eu, à medida que me levantei do sofá e comecei a recuar.

O Harry andou atrás de mim, e eu comecei a correr o mais depressa que consegui. A única coisa que me passou pela cabeça, foi ir a correr para o quarto e fechar-me lá dentro. E foi isso que fiz. O Harry correu atrás de mim até ao quarto, e quando tentou abrir a porta, percebeu que estava trancada.

- Estava a brincar contigo oh. Não te ia fazer nada, era só para ver como reagias. Abre lá a porta, para me despedir de ti. Tenho de me ir embora.

- Vais já? — Perguntei-lhe, depois de abrir a porta.

- Tu disseste que ias dormir.

- Estava-me a meter contigo. Basta-me dormir umas horas, para conseguir ficar a noite toda acordada. Não me parece que isso aconteça hoje, porque de ter dormido tanto, tenho ainda mais sono, mas não quero que vás já embora.

- Quem me dera ser assim também.

- Assim como?

- Assim, dormir pouco tempo e conseguir ficar a noite toda acordado.

- Não és?

- Não. Nada mesmo.

- Mas agora a sério, não vás já embora.

- Não quero ficar aqui a incomodar-te.

- Tu não me incomodas Harry.

Puxei-o com força para dentro do quarto, e fechei a porta. Puxei-o com tanta força, que fiquei entre ele e o armário, com os lábios dele bem perto dos meus. Conseguia sentir a respiração dele, e conseguia cheirar o perfume dele bem de perto. Senti o coração dele a bater, uma vez que estávamos tão juntos um ao outro. Houve ali um certo clima, não vou negar. Ele afastou-se.

- Desculpa Maggie.

- Desculpa? Pelo quê?

- Por isto.

- Oh, não sejas parvo. Não aconteceu nada.

- Mas podia ter acontecido.

- E tu não querias que acontecesse?

- O quê? — Ele tentou disfarçar.

- Não disfarçes, ouviste muito bem o que eu te perguntei.

- Eu não estou a disfarçar, não ouvi mesmo o que perguntaste.

- Não querias que acontecesse nada? — Repeti a pergunta mais uma vez.

- Eu...

- Tu o quê? Responde de uma vez, Harry.