Une Pluie D'été

1 Une Pluie D'été


Une Pluie D'été

"Ame como a chuva fina, que cai silenciosa, mas que faz transbordar rios."- Kielvi Santoro

_ Como tempo pode mudar tão rapidamente? Estava um sol lindo hoje de manhã. – comentava dentro da padaria.

_ Já estou indo!- diz a ruivinha sorrindo.

_ Senhorita Inoue, está chovendo. Não seria prudente esperar passar?

_ Não se preocupa, ela está fina e minha casa fica poucos quarteirões daqui.

_ Espere um pouco, por acaso você tem... – a garota não esperou o senhor completar já tinha saindo da loja.

Ela estava com seu uniforme de trabalho; blusa branca com manga um pouco bufante, colete rosa e saia de barbados na mesma cor. Seus cabelos estavam soltos. Andava sem pressa, sentia cada gota de chuva tocar no seu corpo, a garota gostava dessa sensação. As ruas estavam desertas poucas pessoas arriscavam de sair, algumas com guarda-chuvas, outras corriam procurando abrigo, crianças brincando com barquinhos de papel na correnteza que se formava no parquinho próximo e casais que dividiam o mesmo guarda-chuva.

A garota para observar as cenas, sorri. Olha para cima deixa as gotículas de a chuva molhar mais ainda o seu rosto, lembra um dia qual desejou ser a chuva. Para ela a chuva era a ligação do Céu com a Terra, eternos apaixonados.

_ Será que a chuva é igual a nossa linha do destino? – questionou-se. Olhou para seu dedo mindinho — Será que minha linha está conectada a alguém?

Ela não tinha a resposta para esta pergunta, apenas um desejo. Desejava que estivesse ligada a pessoa que sempre amou. Amava silenciosamente, como a chuva fina que caia na sua pele, nunca confessou esse amor. Queria ter confessado, por que não tinha feito? Por medo? Não por medo, quando amas não deve ter medo. Então será o motivo?

Estava distraída que nem percebeu chuva parou de repente. Não a chuva não tinha parado, ainda ouvia o barulho. Olhou para cima, estava debaixo de um guarda-chuva.

_ Você vai pegar resfriado, Inoue! — diz a voz conhecida, os olhos da garota arregalaram virou-se para ver a figura conhecida.

_ Kurosaki- kun!?

_ Por que está andando na chuva?

_ Ah! Porque eu gosto da chuva! – diz com um sorriso inocente de uma criança

Não tinha como contra argumentar com garota que sempre ideias meio, digamos malucas.

_ Vamos! Levo-te para casa.

_ Não precisa Kurosaki-kun, não quero incomodar e eu posso...

_ Não será incomodo – diz com olhar firme com garota. — Também quero fazer isso, quero te levar em casa.

A última frase foi surpresa para garota, não imaginava que Ichigo um dia falaria isso com ela. Aliás já imaginou sim, em sonhos acordados no qual desligava si do mundo. O garoto que ama estava levando para casa, será que era um sonho?

Caminhava em silenciosamente, não sabiam o que falar. O coração da garota batia acelerado, num ritmo forte, tinha vontade de aproximar mais, um desejo bobo de uma garota apaixonada. A chuva estava transformando em tempestade, pingos grossos caiam, formavam pequenas correntezas nas calçadas.

_ É melhor procuramos abrigo. — diz o rapaz preocupado- É perigoso continuarmos.

_ Talvez o ginásio esteja aberto. — apontava para direção.

Corriam quase sincronizados para fugirem da situação que encontravam. Abriram o portão do ginásio e entraram, fechando o mesmo.

_ Sorte nossa de estar aberto.

_ Sorte mesmo- a garota com um sorriso- Kurosaki-kun você acabou se molhando! – diz preocupada com a situação.

_ Já era de imaginar. – diz meio que sarcasmo- No meio dessa tempestade. Você está pior, capaz de pegar um resfriado.

_ Que isso! Sabe que sou resistente ao resfriado. – diz fazendo posse de forte.

Eles encostam-se à parede, o guarda-chuva está aberto as suas frentes. O ginásio estava vazio, as luzes apagadas ouviam-se apenas o forte barulho da chuva no teto de alumínio. Poderia até uma cena daqueles filmes de suspense ou terror, mas estava aparentemente calmo. A garota abraçava o próprio corpo para esquentar, tremia um pouco do frio.

_ Toma, fica com isso- o garoto vestia com sua jaqueta, a ruivinha- Vai esquentá-la.

_ Não, não posso aceitar. – recusando a jaqueta- Você vai sentir frio.

_ Você está sentindo mais, não posso deixá-la assim.

_ Ainda mais vou molhá-la e não quero também deixar você sentir frio.

_ Então me diga – franzindo o cenho- que faremos se temos somente uma jaqueta?

_ Bem eu não sei---

O Barulho do trovão ecoa pelo ginásio, fazendo a garota assustar e no impulso abraça o amigo:

_ Você não falou que gostava de chuva?

Ela percebe o que fez, separa um pouco, já corada nas maçãs do rosto.

_ Eu gosto da chuva e não dos trovões. – diz meio triste- Eles são assustares, são como gritos de alguém desesperados.

O rapaz fica sério, tentou procurar alguma palavra para confortá-la não sabia o fazer. Abriu um pouco os lábios com menção de falar, e logo a cena repetia novamente.

_ Oh meu Deus! Desculpa Kurosaki-kun, vou acabar te molhando mais- Ela distanciava do abraço.

_ Não precisa desculpar- ele a puxa de volta e abraçando também – Fica aqui também, assim nós podemos esquentar um a outro.

A garota estava com leve blush no rosto, o seu coração disparava ainda mais. Estavam os dois abraçados, tudo bem o motivo era esquentar o frio aquilo era das melhores sensações. O sonho da princesa ruiva estava se realizando de estar ali abraçada com seu amado.

O contado dos corpos juntos, a garota podia sentir a batida do coração, o perfume do belo rapaz. Enquanto o rapaz abraçava forte, um abraço como estivesse protegendo do mundo. Brincava com os dedos de enrolar as pontas do cabelo da Orihime.

Aos poucos a Orihime ia fechando os olhos no embalo da melodia do coração do rapaz, sentia calma e feliz. Ichigo encostou o queixo na cabeça da garota, fechou os olhos e continuou abraçado. Ficaram ali, os dois sem trocarem alguma palavra, apenas o barulho da chuva reinava no ambiente.

A chuva tinha passado, ouvia o canto dos pássaros completando o final da tarde. Os dois ainda continuavam na mesma posição.

_ Kurosaki-kun...

_Hmm...- murmura o rapaz

_ A chuva parou. – falou com um pesar — Podemos ir embora agora.

_ Ainda não.

Orihime arregalou os olhos e tentou observar o rosto do rapaz. Ainda estava com olhos fechados.

_ E que...

_ Só mais um pouco Orihime, depois vamos.

_ Como? – estava surpresa com frase dita e ainda por cima lhe chamaste pelo primeiro nome.

_ É que você... me acalma – diz calmamente e gentil – Não sei como lhe explicar, apenas fica só mais um pouco.

Ela ficou feliz com as palavras, tinha um sorriso bobo no rosto. Segurou um pouco as lagrimas não queria deixá-la caírem, mas foi em vão.

_ O que foi Orihime? Está bem?

_ Sim, estou bem. Eu só estou feliz, é isso.

Ficaram mais um tempo abraçados, não sabia quanto tempo ficaram. Talvez o tempo estivesse parado para eles. A bela princesa não sabia se era um sonho ou realidade. Isso pouco importava, desejo é apenas guardar esse momento para sempre no seu coração.

FIM

Notas finais
Reviews?
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