Undue Sexual Pleasures
10 Namorados.
Notas iniciais
Gemi de desgosto, eu falei isso exatamente do modo que eu não queria faze-lo. Caralho, eu queria que ela me aceitasse. Como eu pude deixar isso escapar assim? Eu sou um fodido idiota.
Ela com certeza negaria agora.
— Você quer namorar comigo?
Ela parecia ligeiramente, confusa? Chegava a ser cômico.
— É claro que eu quero namorar com você.
Ela respirou fundo.
— Não é muito rápido?
Pensei em formas de argumentar, mas nós fomos rápido em absolutamente tudo...Ela estava me rejeitando? Eu não posso dizer que não espero por isso.
— Isso é um não?
— Não — ela sorriu. — Isso é um sim.
Ela me deu um selinho rápido e saiu de cima de mim, fazendo sinal para que eu me ajeitasse. Eu estava entorpecido.
— Isso é um sim?
— Sim.
— Sim?
Ela riu alto.
— Sim, sim, sim.
Ela me beijou profundamente, sorri em meio ao beijo como um idiota. Ela tinha dito sim. Nos beijamos novamente com naturalidade, ela estava sorrindo e eu também, foram alguns momentos e quando nos separamos eu ainda sorria.
Sim.
Eu poderia ter gravado esse momento.
— Vamos fugir?
Perguntou e colocou seus braços em volta de meu pescoço. Eu ainda estava deitado em seu banco quando perguntei.
— Para onde?
— Não sei, o que namorados geralmente fazem?
Pensei em vão. Eu nunca namorei.
— Eu não sei — admiti — eu nunca namorei antes.
Ela riu graciosamente.
— Nem eu, pelo menos não de verdade.
Eu a olhei confuso.
— De verdade? Como você namorou de mentira?
— Eu não apresentei ele para meus pais e coisas assim, ele era uma má influência.
Suspirei percebendo que eu não era seu tipo de cara. Ela gostava de bad boys então? Eu nunca poderia saber.
— Diferente de mim eu suponho.
Ela sorriu.
— Eu gosto de pessoas diferentes... — ela suspirou e abaixou a cabeça — E eu sei que ir a aula é importante para você.
— Ir a aula é importante para todos.
Argumentei. Ela sorriu.
— E por isso eu prometo que eu como sua namorada não vou te fazer faltar a aula para ficar comigo.
Isso foi simplesmente adorável, ela é um sonho tão bom. Eu nunca quero acordar dela, eu não a mereço.
— Isso significa muito para mim — minha voz ficou engasgada — saber que você se importa... comigo.
Ela revirou os olhos.
— É claro que eu me importo — ela me deu um selinho longo — além disso, agora que você é meu namorado nós podemos encontrar um canto escuro na escola nos períodos livres.
Ela piscou, linda.
— Porque não fazemos isso agora então? Eu ouvi alguém comentando sobre camisinhas.
Eu estava tão feliz que mal pude acreditar que tinha dito isso sem corar ou gaguejar.
— Eu sabia que havia um pervertido aí escondido em algum lugar!
Rimos e nos beijamos mais uma vez, tão.... incrível.
[...]
Assim que nós encontramos um lugar, o que seria embaixo da escada dos professores, nós ficamos até o fim do período. Quando deu o sinal cada um foi para a sua sala com um último beijo.
Eu ainda estava sendo observado, mas eu simplesmente não me importava mais, era como se tudo tivesse mudado apenas com o seu sim. Eu era a pessoa mais sortuda dessa escola e eu não estava desperdiçando isso apenas por olhares atravessados no corredor, quase sorri quando entrei em física e vi Emmett ali, quase, meu sorriso se deteve quando eu lembrei que Jasper fazia essa aula comigo, o que significaria interrogatório.
— Veja se não é o amor de Miss Swan.
Ele saudou.
— Olá amor de Miss Brandon.
Um rápido pensamento passou de que eu não perguntei para Bella onde ela havia comprado o casaco que Alice gostou.
— Alice terminou comigo.
Levantei a sobrancelha.
— Mas já? Vocês não começaram a sair nesse fim de semana?
Ele riu de uma piada em particular.
— Eu não sabia que seriamos exclusivos.
Certo, isso é idiota o bastante para ser Jasper.
— Péssimo — fechei os olhos em negação.
— Quero saber como você conseguiu a Miss Swan. Ela tem uma amiga? Uma miss?
Eu ri.
— Eu já disse como, apenas falando com ela — suspirei — Não sei, vou me lembrar de pergunta-la.
— Ela já tirou seu lacre?
Eu corei, abaixei a cabeça e não respondi. Jasper poderia ser insistente as vezes então ele não parou de perguntar se já havíamos transado. Eu nunca falaria isso para ele, ainda mais sabendo que ele nunca pararia por ali, um pensamento passou de que ele provavelmente perguntaria sobre o corpo dela.
Repugnante.
Assim que o sinal tocou eu sai em disparado da sala, só para gemer em desgosto quando percebi que ele estaria na minha próxima aula.
Eu geralmente gostava que fossemos parceiros em tudo, mas eu não estava compartilhando coisas de Isabella com ele, eu queria mantê-la para mim quanto tempo eu conseguisse, então eu estava ignorando-o, mas uma pergunta me pegou de surpresa:
— O que vai fazer quando tiverem que ir a faculdade?
O que iriamos fazer? Nós namorávamos, certo, mas isso não estava acontecendo nem a um dia. Eu não sabia se ela se cansaria de mim na próxima semana ou no próximo mês, mas eu estava assumindo que ela queria ficar comigo tanto quanto eu queria ficar com ela. O que significava para o resto da minha vida. Eu nunca me cansaria dela.
E a faculdade, como seria? Nossa vida como adultos?
— Eu preciso falar com ela.
Ele sorriu.
— Soube que ela queria fazer um curso de verão, talvez seja mentira, mas você pode perguntar agora.
— Curso de que?
— Culinária.
Isso é definitivamente revelador.
— Ela não comentou comigo.
Ele riu.
— Provavelmente é mentira.
Suspirei prestando atenção na aula, ou tentando...e se ela quisesse fazer um curso de verão e depois seguir sua carreira? Eu poderia ir até onde ela fosse? quase pulei de alegria quando o sinal tocou, isso é tão atípico para mim.
Assim que eu guardei meus livros no armário eu fui praticamente correndo para o carro de Bella, ela estava chegando perto ainda com seus amigos. Emmett e urgh Rosálie Hale.
— Edward, essa é Rosálie.
— Olá — murmurei.
Ela estendeu a mão e eu a apertei, ela provavelmente não se lembra dos anos que passamos estudando na mesma sala.
— Olá Edward, eu tive que ouvir de você a aula toda, é como se eu já te conhecesse.
Bella corou e murmurou.
— Cala a boca — ela respirou fundo e sorriu para mim — Vamos Edward, vou deixa-lo em casa.
Fiquei um pouco decepcionado que ela não quisesse ficar comigo a tarde, não é como se namorados quisessem passar todo o tempo juntos?
De qualquer forma, nos despedimos de Emmett e Rosálie e entramos no carro, respirei fundo enquanto ela saia do estacionamento e comecei a maquinar jeitos de aborda-la com o suposto curso de verão.
— Minha casa ou a sua?
Perguntou, então ela estaria comigo, pensei.
— Minha mãe está em casa.
Murmurei. Ela sorriu.
— Vai ser na minha então.
Ela dirigiu por alguns momentos e eu pensei que esse seria o melhor lugar para falarmos.
— Você vai fazer um curso de verão?
Ela virou a cabeça repentinamente.
— Como sabe sobre isso?
— Olhe para a estrada por favor.
Pedi, ela atendeu.
— Um amigo me contou que ouviu um boato... e eu queria saber se é verdade.
— Bom, não é. Eu recebi uma proposta de curso de gastronomia, mas não é algo que eu goste de fazer.
— Então você não vai?
— Não.
Marcou saindo do carro, eu nem sabia que estávamos estacionados. Eu não sabia se ficava aliviado por ela não estar indo, ou triste por ela não estar indo, eu queria que ela tivesse perspectivas, eu sempre queria o melhor para ela.
Sai do carro indo atrás dela, passando pela soleira da porta. Eu a abracei por trás enquanto ela trancava, nós subimos assim as escadas e nós jogamos em seu sofá.
— Nós podíamos conversar...
Comecei incerto. Ela se jogou para trás como se tivesse levado um golpe.
— Ou podemos ver um filme e transar.
Sugeriu ainda sem me olhar.
— Conversar — insisti — e aí fazermos o que você quiser.
Ela sorriu lambendo os lábios.
— E se fizermos isso primeiro — ela sussurrou no meu ouvido — e depois nós conversamos.
Várias imagens extremamente pervertidas e depravadas passaram pela minha cabeça. Seu olhar me dava ideias. Respirei fundo, certo. Eu não sabia onde essa conversa nos levaria, então não era melhor apenas... extravasar?
— O que você quiser.
Cedi.
Ela sorriu sentando em meu colo, rapidamente abracei suas costas com meus braços. Ela é tão...frágil. Eu não sou forte, mas eu tenho a sensação de poder quebra-la apenas com a força de um abraço. Diminui a minha intensidade e ela gemeu pela falta de contato quebrando o beijo.
— Eu gosto quando você me pega com força.
Ela estava ofegante, mas ainda sustentava seu sorriso costumeiro, tão linda.
Nos virei fazendo com que seu corpo ficasse embaixo do meu e segurei seu pescoço a beijando com força, não demais, nunca demais. Ela choramingou e passou suas pernas ao redor das minhas, fazendo com que meu corpo se abaixasse e esfregasse desavergonhadamente no seu, nós gememos juntos.
É quase vergonhoso que eu fique duro apenas com seus lábios nos meus ou com seu corpo perto, meus hormônios eram sem controle nenhum, pode isso mudar com o tempo? Eu posso apenas não ficar excitado com seu beijo? Eu não vejo isso mudando tão rapidamente assim.
Ela tateou meu corpo até chegar nas minhas calças e deu um belo aperto, gemi alto demais, meu corpo ficou acesso instantaneamente e minhas pernas fraquejaram em cima dela, fazendo com que nossos corpos fossem quase esmagados no sofá por uma pressão inexistente.
— Camisinha.
Pedi. Eu já estrava tremendo com sinais de orgasmo precoce, eu tenho que ir ver um médico, isso não pode ser normal. O que ela faz comigo não pode ser natural.
— Droga. Eu esqueci essa porra.
Ela grunhiu ainda apertando meu saco. Gemi contrariado dando uma estocada vazia em sua mão. Ela sorriu levando a mão aos lábios e lambendo como se tivesse realmente alguma coisa ali.
Uma imagem erótica que me fez gemer e me levou ao extremo, eu dei espaço para que ela saísse, ela se levantou e foi praticamente correndo para seu quarto, respirei fundo tentando fazer meu coração parar de bater freneticamente mas tudo foi em vão quando eu a vi chegando perto de mim com um pacote de camisinha e totalmente nua.
Lambi os lábios inconscientemente.
Eu estava curioso. Por causa de sua pequena façanha em lamber as mãos eu percebi que ela já conhecia meu gosto, mas eu não conhecia o seu, então eu estaria fazendo isso.
Ela sorriu se aproximando e eu parei quando ela fez o movimento de se pôr de joelhos, eu a segurei pelo braço e seu narizinho torceu em confusão. Ela é tão fofa e sexy ao mesmo tempo que eu não consegui não rir.
— Eu queria...
Engasguei antes de conseguir terminar, ela levantou uma sobrancelha.
— Queria? Não quer mais?
Perguntou lambendo os lábios, isso não é exatamente a melhor hora para se ter vergonha.
— Eu quero, provar.
— Provar?
— Seu gosto?
Saiu com uma entonação de uma pergunta, respirei fundo.
— Eu quero fazer sexo oral, em você.
Porra, isso finalmente saiu. Eu só esperava que ela não me achasse rude ou coisa parecida. Ela me encarou, será que ela não gostava? Droga.
— Oh, tudo bem.
— Mas eu não sei.
Ela revirou os olhos. E se jogou no sofá.
— Não precisa ser um expert, ninguém nasce sabendo chupar uma bu...fazer sexo oral.
Antes que ela terminasse eu tossi, ela rapidamente mudou o que ia dizer e eu agradeci aos céus por isso, eu já estava envergonhado demais por ser tão inexperiente. Ainda incerto do que fazer eu me coloquei aos seus pés, ela me encarou avaliando minhas expressões e abriu as pernas.
Minha respiração ficou errática. Eu puxei o ar com muito forte e soltei na mesma intensidade, isso ricocheteou nela, que gemeu, ela estava extremamente sensível, constatei.
Eu podia ver, era quase familiar quando eu a encarei. Imagens de seu vídeo ainda rondavam a minha cabeça, isso é realmente real. Meu estomago revirou e eu fiquei com água na boca. É como se eu tivesse fome dela, fome de Bella.
— Me dá a sua mão.
Ela pediu, eu atendi chegando mais perto. Eu quase podia sentir o cheiro agora, cheirava como algo cítrico e doce ao mesmo tempo, eu percebi que meus dedos estavam em um lugar molhado que não era o que eu estava olhando. Ela os enfiou na boca.
— Quer que eu?
Engasguei.
— Sim, os coloque em mim. Quer me fazer vir como um bom namorado Edward?
Eu assenti como um cachorrinho, eu teria falado sim para qualquer coisa que ela me perguntasse agora. Ela soltou meu braço e eu o escorreguei até a sua fenda pequena, ela estava brilhando, sua saliva era meramente um detalhe.
Eu coloquei meus dedos dentro dela e ela gemeu alto com a invasão. Gemi baixo com sua quentura em volta de meus dedos, ela ferve. Respirei fundo tentando me controlar para fazer o que eu queria fazer, em seguida eu apenas dei uma longa lambida nela, ela impulsionou os quadris e abriu mais as pernas.
— Me faça gozar rápido, eu quero o prato principal.
Pediu. Eu a olhei, essa visão é simplesmente magnífica, seus peitos pareciam como o céu daqui.
— Diga o que eu tenho que fazer.
Pedi.
— Mexa seus dedos, para dentro e para fora.
Coloquei meus dedos ao seu comando, fazendo o que ela me mandou, ela gemeu e colocou a mão em seu clitóris mexendo rápido. Eu tirei sua mão delicadamente e lambi a área que ela estava mexendo, eu definitivamente estava fazendo certo porque ela estava gemendo, alto.
Isso era hora de sorrir como um idiota.
— Oh meu deus.
Ela gemeu alto impulsionando ainda mais. Seu gosto me lembrava seu cheiro. Era único, um gosto que eu nunca mais sentiria em qualquer outro lugar. Gosto de Bella. Ela estava rebolando em mim, sua fenda quente e convidativa estava ocupada pelo movimento de meus dedos, eu estou lambendo seu clitóris repetidamente, tentando fazer movimentos que seus dedos fariam. E de repente eu sinto uma umidade extremamente nova e com um gosto mais acentuado.
Eu fiz isso. eu sorri ainda com meus dedos enterrados até o fundo dela, seus olhos estavam fechados e seus peitos subiam rápido por sua respiração. Erótico demais, tudo nela é uma perversidade, retirei meus dedos delicadamente de dentro dela, ela me deu choques em seu lugar apertado antes de quase me expelir para a fora, dentro dela é tão bom, meus dedos ficariam sempre dentro se ela assim permitisse.
— Edward...
Eu estava sorrindo como um idiota quando eu coloquei meu rosto perto do seu.
— Sim?
— Você é tão bom — Ela ronronou fechando as pernas e esfregando uma na outra.
— Eu fui bom?
Sim, eu queria ser bajulado, e ser elogiado por ela valia muito mais do que qualquer outra coisa.
— Foi ótimo.
Ela ainda estava ronronando como uma gatinha. Fodidamente fofa quando estava sendo incrivelmente sexy. Eu tinha potencialmente esquecido meu pênis duro, apenas quando eu sentei no sofá ao seu lado que eu me dei conta que minha calça estava me machucando.
Apertando mais do que deveria, então eu apenas a abaixei junto com a cueca. Não é como se fossemos parar certo? Ela fez isso em mim e nós continuamos. Eu apenas não quero parecer pretencioso ou que estou forçando-a, se ela me mandasse embora eu o faria sem pensar.
Mas eu pedi aos céus que ela não fizesse isso.
Seu corpo se moveu rápido e seu rosto estava lambendo a minha bochecha. Ela estava querendo seu próprio gosto, eu corei enquanto ela me beijava e vinha para cima de mim retirando minha camisa.
— Já está pronta?
Perguntei. Ela sorriu.
— Eu sempre estou.
Ela me beijou novamente, dessa vez sua língua veio mais profundo na minha boca, colocando a prova toda a minha habilidade de lidar com ela, nós respiramos fundo ofegantes, sua mão voou para meu pênis e começou a fazer movimentos leves, gemi com o seu toque.
— Eu quero você por cima.
Gemi pela perda de contato quando ela se levantou e pegou o pacote de camisinha no chão. O jogou em cima de mim e se deitou no sofá como uma pintura.
Respirei fundo e rapidamente rasguei o plástico da camisinha e o coloquei, bombeei algumas vezes enquanto a olhada, ela estava esperando por mim com seu sorriso e seus olhos que pegavam fogo. suspirei colocando meu corpo delicadamente em cima do seu. Eu sei o que fazer, ou pelo menos acho que sei. Nossos olhos estavam conectados quando eu procurei meu caminho dentro dela, um longo caminho e eu estava dentro de seu interior quente e convidativo, nós apenas nos encaramos, é como se fosse a nossa primeira vez de novo. E de certa forma, era.
Eu me movi devagar no início. Meu saco começou a doer com a necessidade de ir mais rápido e obter meu prazer o mais rápido que eu conseguiria. Respirei fundo e me movi mais forte.
Ela estava...linda. Segurei um ofego. Ela sempre estava, mas dessa vez ela parecia estar perdida no seu próprio mundo. Eu coloquei meus lábios nos seus enquanto eu me movia em cima dela, e assim como em um conto de fadas ela acordou do quer que seja que ela estava sentindo antes e começou a se mover comigo, suas pernas lindas e longas me circularam enquanto ela impulsionava e eu ia para baixo, no meio do caminho eram gemidos de prazer e ofegos.
Meus olhos começaram a revirar sozinhos, meus movimentos ficaram cada vez mais rápidos, sua mão direita desceu para se tocar freneticamente enquanto a esquerda segurava meus cabelos com força.
— Forte, oh por...favor.
Ela gemeu ou engasgou no meio de suas palavras, seu corpo era como um arco agora. Eu me movi mais rápido do que achei possível e me perdi junto com ela, eu não consigo respirar novamente, meus olhos se fecham e é como se eu estivesse entorpecido.
Isso dura mais do que qualquer outra coisa que eu já senti na minha vida. E é melhor do que qualquer outra coisa que eu venha a sentir também. Nós respiramos fundo e nos separamos. Eu retirei a camisinha delicadamente para não fazer uma sujeira em seu sofá, eu a amarrei e coloquei no chão. Ela ainda estava de olhos fechados e quando os abriu eles pareciam quase de uma cor diferente.
Intenso.
Eu respirei fundo passando a mão pelo meu cabelo. Estava grudado na minha testa porque eu estava todo suado. Ela me olhou de canto de olho e pigarreou.
— Temos que tomar um banho.
Sua voz estava rouca, eu assenti e me levantei, minhas pernas quase pareciam que não me aguentariam mais, eu peguei a camisinha descartada com uma mão e sua mão com a outra.
Seu banheiro era fantástico, como todas as coisas nela. Seu chuveiro me fez querer ficar para sempre ali, e seus itens de beleza cheiravam a ela. Eu posso ter pegando a marca do shampoo apenas para que eu comprasse um para me lembrar sempre disso. Nós tomamos um banho calmo e assim que saímos ela me emprestou uma toalha enquanto se agasalhava em seu roupão.
Estava frio, mas eu não liguei. Assim que voltamos a sala eu peguei minha cueca descartada e a coloquei, assim como a minha camisa e calça, logo ela pediu para que eu tirasse a calça para ficar confortável, alegando que jeans eram ruins para dormir, ela colocou uma calcinha e camiseta e nós dois fomos para debaixo de seu edredom quente.
Eu havia esquecido do que eu vim fazer aqui primeiramente, mas ela não parecia ter esquecido, nossos corpos estavam tão unidos quando eu achei ser possível por cima das roupas, já estávamos quentes e em silencio quando ela perguntou:
— Sobre o que quer falar?
Respirei fundo.
— Futuro. Nosso futuro.
— Acho tão fofo quando você fala coisas assim, me dá a impressão que quer ficar a vida toda comigo.
Abaixei a minha voz e murmurei.
— E quem disse que eu não quero?
Ela respirou fundo, e de novo.
— Nossa, isso é....
— Estranho —murmurei.
— Intenso. — Ela disse.
Nos encaramos por um momento em silencio, até que eu o quebro:
— Eu gosto de você... muito.
Eu a fitei por um momento. Ela abaixou a cabeça e colocou seu rosto em meu peito com um sorriso.
— Eu também gosto de você Edward. Muito.
Eu não pude evitar de sorrir, antes que eu falasse algo ela falou novamente.
— E onde isso nos deixa? Será que vamos ser o casal que sobrevive a faculdade?
Ela perguntou, eu não sabia como responder.
Onde isso nos deixa? Sempre foi meu sonho namorar com ela. Ou pelo menos que ela falasse comigo, como um amigo ou conhecido. eu sonhei por dois anos, e agora isso é real.
Eu sorri.
— Isso nos deixa de modo que eu vou estar com você até quando você me quiser.
Ela sorriu e me beijou. Nossas bocas dançando em um ritmo alegre e com muitas promessas, nosso primeiro dia de namoro oficialmente, eu finalmente posso acreditar que isso realmente está acontecendo, não é um sonho. Ela está realmente aqui e vai estar por quanto tempo ela me quiser, eu esperava que fosse muito, porque eu sempre iria quere-la.
— E talvez eu queira você para sempre.
Ela disse com um biquinho. Seu biquinho.
— Então será para sempre.
Prometi sorrindo e a abraçando.
Eu e Isabella somos diferentes demais. Ela é como tudo que eu sempre sonhei e julguei ser impossível, eu sou como um barco para ela, onde ela pode se segurar e eu sempre serei seguro, não começamos de um modo convencional, nem nós gostamos na mesma intensidade, todas as imperfeições da nossa pequena relação não importavam agora, porque nós realmente queríamos ficar juntos e então o que realmente importa é que fiquemos juntos.
E talvez nós fossemos essa pequena exceção, fossemos o casal que se formou no ensino médio, sobreviveu a faculdade e se casou. Talvez a nossa história seja para sempre.
Fim.
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