Notas iniciais
E ai gente, comentem para eu saber a opinião de vcs a respeito. E aqui vai mais um capítulo novo pra vcs e eu nem demorei tanto. Obrigado a todos que comentaram e lá vamos nós. Música do capítulo - Harder To Breathe do Maroon Five. https://www.youtube.com/watch?v=rV8NHsmVMPE

Harder To Breathe

"Com amor, Você sabe quem."
Terminei de escrever a carta e então a rê-li mais uma vez para ter certeza que havia escrito tudo o que eu queria e que mesmo que alguém aqui falasse russo, jamais entenderia o que eu escrevi.
A carta era pra Ray, pensei em mandar uma para Roy mas seria óbvio demais, e eu nem sabia se ele gostaria de falar comigo depois da nossa última briga.
Eu estava sentada na minha tenda que eu dividia com Sara, aproveitei que ela estava ocupada demais fazendo algo que eu não sabia, então escrevi uma carta contando os acontecimentos dessa manhã mais cedo.
" Olhei para o relógio mas uma vez para ter certeza que ele não se atrasaria nem um minuto a mais, mas ainda era 05:58, e o horário combinado era a seis. Eu havia chego nesse bar de Estrada nojento a meia hora e diversos caminhoneiros já vierem me perguntar "Quanto era o programa? " Devia ser porque eu era a única mulher ali além das prostitutas. Eu então os mostrava minha faca presa a minha perna e eles arregalavam os olhos pedindo desculpa e saiam sem olhar atrás. Melhor assim.
Fui tirada de meus pensamentos por uma voz com um forte sotaque francês.
Felicity Smoak.
Virei meu olhar para o dono da voz até avistar Slade Wilson com um sorriso cômico para mim.
Slade Wilson. — apontei para a cadeira em minha frente. Sente-se.
Ele me obedeceu e se sentou apoiando os cotovelos na mesa e me analisando.
Fiquei bastante curioso quando recebi sua mensagem pelo celular de Cassius. Que a propósito não vejo a dias.
O encarei profundamente.
Cassius está morto, Slade.
Vi seu rosto ir de um sorriso irônico a uma carranca de ódio em segundos.
Você o matou? — Cuspiu as palavras. Está aqui para se vangloriar, Felicity?
Ele disse meu nome como um palavrão, ele estava visivelmente a uma faísca de explodir.
Não, eu não o matei. Oliver Queen sim.
Aquele merdinha filho do General Queen? — riu Aquele garoto é uma piada.
Também acho.
Mas não foi por isso que veio até aqui, Felicity. Não veio até aqui só para me contar que seu General matou meu sócio.
Estremeci. Aquilo era para ser uma carta na manga.
Como sabe sobre isso?
Sei tudo o que acontece ao meu redor, querida. E a propósito, como vai seu irmão?
Slade disse sorrindo. Maldito. Por que Diabos achei que poderia estar um passo a frente dele?
Sim, eu sei muito bem quem você é. Felicity Smoak, filha de Floyd Lawton, um grande General com uma prostituta de Beira de Estrada chamada Donna Smoak. Donna engravidou na primeira transa deles, e como não haveria a mínima possibilidade deles ficarem juntos, já que Floyd era casado, a mãe de Ray aceitou te criar como se fosse filha dela, coisa que nunca aconteceu na verdade já que ela te tratava como um lixo. Você nunca conheceu sua mãe, Floyd sempre esteve na guerra, mas só por conta disso você o venerava como um Deus. Coisa que ele estava bem longe de ser — Riu — E Kendra Palmer te desprezava como podia. Mas já que ela morreu a um ano atrás, que Deus a tenha.
O encarei boquiaberta. Como ele sabia tanto sobre mim? Ninguém sabia disso além da família. E o pior de tudo era verdade, Ray sempre me tratou de igual para igual mas Kendra fazia questão de me dizer que eu era uma "filha da puta", literalmente, e eu me lembro como ela ria, ria como se eu não fosse nada, ria como se não fosse ter virada.
Agora que já colocamos as cartas na mesa, o quer de mim, querida?
Eu preciso de um favor.
Slade riu em deboche.
Não faço favores.
Ele deu um piscada e ia se levantando da mesa quando eu me pronunciei.
Dois milhões de dólares.
Como é?
Perguntou cético.
Dois milhões pelo meu favor.
3 milhões.
2 milhões e meio ou eu arrumo outra pessoa.
Disse decidida e então ele ponderou e voltou a se sentar.
Estou ouvindo.
Oliver já sabe da sua festa amanhã.
E?
E você irá fingir que não o conhece em primeiro lugar.
Ele me olhou com desdém.
Quer que eu faça Vista Grossa? Só isso?
Revirei os olhos e contei sobre todo o plano. Percebi sua cara mudar ao longo da conversa, mas no fim ele acabou concordando e aceitando fazer todo o serviço. "
Felicity?
Ouvi uma voz me chamar e sai das lembranças de hoje cedo para encarar Sara sorrindo para mim.
Oi Sara.
Oliver me disse sobre a festa.
E?
E eu tenho que te arrumar!
Sara me disse cruzando os braços e eu bufei.
Eu prefiro ficar aqui junto com você do que ir e ficar com esse teatrinho ridículo.
Boa tentativa, eu tenho planos para essa noite.
A encarei franzindo o cenho.
Você vem junto?
Oliver jamais deixaria eu ir junto. Eu vou sair com uma garota.
Mesmo? Isso é...
Estranho? — Sara disse mordendo o lábio. Eu sei que não é todo mundo que aceita, mas...
Mas nada, Sara. Eu não tenho problema nenhum com isso.
Ela sorriu abertamente.
Ainda bem que você apareceu, Felicity. Não sei o que seria do meu psicológico se tivesse que ficar aqui mais um pouco sozinha com esses idiotas.
Ela me abraçou e eu fiquei surpresa dando um pequeno sorriso para Sara. Eu gostava dela de verdade.
Para a sua sorte, eu tenho isso. — Sara abriu a bolsa dela e tirou de lá um vestido longo vermelho, ela me encarava com expectativa e eu fazia questão de olhar para aquele vestido com desdém.
Não.
Sara bufou.
Pretende ir para uma festa com calça e botas do exército?
Ponderei, não podia nem expressar o quanto eu detestava essa roupas ridículas, mas eu não tinha escolha.
Sara pareceu ver que finalmente eu tinha aceitado a ideia então me empurrou o vestido.
Coloque-o.
Isso é ridículo. — Murmurei enquanto começava a desabotoar minha calça.
É um Versale, tenha mais respeito Felicity Smoak! — Gritou Sara e eu a encarei.
Versa... O que?
Apenas vista-se!
Disse Sara impaciente.


...


Oliver
Eu bebia uma cerveja enquanto encarava o nada na minha tenda, fui interrompido por John que adentrava a tenda.
Ainda não está pronto?
John disse me encarando. Subi meu olhar e não pude evitar um sorriso ao vê-lo de smoking.
Eu estava só pensando...
Pensando?
Em se estar aqui é o certo mesmo.
John me encarou confuso.
Do que se trata, Oliver?
Em deixar Thea com Moira.
Thea já é bem grandinha, Oliver.
Ela só tem dezessete anos, Dig. Ser criada naquela casa com Moira naquele estado... Ela não merece isso.
Diggle me deu um sorriso triste colocando a mão em meu ombro.
Sei como se sente. Eu tenho o mesmo receio por deixar Sara em Minnesota. Não que eu não confie na Lyla — Explicou — Apenas queria estar presente.
Assenti tomando mais um gole da cerveja.
O Soldado Grant já está pronto?
John pareceu incerto.
Ele não tem uma roupa adequada. — Revirei os olhos.
Pegue um dos summers que conseguimos para os garçons.
Ele não ia nos ajudar?
E vai, como motorista.
Dig deu uma risada e eu o acompanhei. De jeito nenhum deixaria Grant nos acompanhar lá dentro depois das piadinhas infames para Felicity. Mesmo ela sabendo coloca-lo em seu devido lugar.
Ok. Vou avisa-lo.


[...]


Uma hora depois estávamos todos dentro de um jeep do exército na porta da mansão de Slade. Diversas pessoas entravam na mansão com carros luxuosos e roupas caras.
Felicity parecia inquieta, não sei se era pela roupa que eu devia dizer que ela estava linda, ou pelo salto ou por tudo isso junto, mas a cada um minuto ela se mexia no banco traseiro.
Algum problema?
Perguntei já impaciente ao vê-la se mexer pela décima vez em um minuto.
Por quê?
Não sei, Smoak. Você não para quieta um segundo. Não deveria estar tão nervosa, já que você foi criada na Somália. — Disse com um sorriso presunçoso. Nunca engoli essa história sobre ela, só não tive tempo de investigar. Ainda.
Ela me encarou com os olhos semi cerrados.
Isso afeta você?
Você ficar se mexendo? — Assentiu. Não.
Então se concentre na missão, General.
Não preciso de ninguém dizendo o que devo fazer, Soldado.
E eu não preciso de ninguém me dizendo o que fazer, General.
A encarei com ódio e ela retribuiu o olhar.
Está na hora.
Murmurou John pelo comunicador. Podia sentir que John estava dando um sorriso presunçoso mesmo sem vê-lo, já que ele podia ouvir tudo. John estava em um prédio em frente a mansão com um rifle galil com lente de aumento para nós dar cobertura se algo estivesse errado.
Slade acabou de descer as escadas ao lado de uma mulher.
Quem é ela? — Questionei.
Shado Fei.
Shado? — Felicity questionou e eu a encarei.
Você a conhece?
Um deja vú pareceu passar por ela com misto de reconhecimento mas o que saiu de sua boca foi completamente o inverso.
Não.
Estreitei os olhos para ela, mas resolvi deixar para lá.
Os soldados estão nos postos?
Victor aqui, General. Estou em postos.
Ok, vamos entrar. Qualquer mínimo sinal de perigo já sabem o que fazer.
Ok.
Olhei para Felicity que me encarava com apreensão com a mão na maçaneta a porta.
Entraremos desarmados, então todo cuidado é pouco.
Diga por você.
Então ela subiu um pouco o vestido na fenda que havia na perna direita e pude ver uma arma presa a cinta liga, senti meu corpo acordar a ver suas pernas, mas logo me recompus balançando a cabeça e sorrindo.
Puxei sua mão assim que saímos do carro e começamos a entrar no Jardim caminhando. Felicity tropeçava sempre com os saltos e eu tinha que segura-la pela cintura para que ela não caísse, coisa que me deixava muito feliz.
Eu odeio esses saltos.
Murmurou enquanto estávamos entrando.
Sr. E Sra. Queen. — Disse a recepcionista que procurava nossos nomes na lista e quando achou deu um sorriso do tamanho do mundo.
Sejam bem vindos Sr e Sra. Queen.
Entramos de braços dados, ao meio dos protestos de Felicity sobre isso.
Sra Queen? — Ela arqueou a sobrancelha.
Sim. Aqui você é Sandra Queen, minha esposa.
Sandra?
É o nome da minha última namorada pelo que a mídia sabe.
Felicity bufou e revirou os olhos.
Usou mesmo sua identidade verdadeira?
Todos aqui me conhecem, Felicity. Todos conhecem minha fama.
Então todos sabem que é do exército? Qual a vantagem nisso?
Sabiam até a morte do meu pai. Ninguém ainda sabe que eu voltei, ainda mais como general.
Felicity ia dizer algo quando um homem nos abordou no meio do caminho.
Oliver Queen.
Ele sorriu.
Hal Jordan.
Apertamos as mãos e ele sorria abertamente.
Pensei que jamais o veria de novo desde a República Dominicana.
Hal Jordan era um membro importante da sociedade. Ele era filho de um dos magnatas mais ricos da sociedade, Logan Jordan. Mas fora isso, ele era só um Playboy rico feito eu. O encontrei uma vez quando servia na República Dominicana, o salvei de ser morto em uma troca de tiros por lá.
Pois é. Aqui estou.
Ele colocou a mão em meu ombro.
Fico feliz por isso, irmão. E eu sinto muito pelo seu pai.
Peguei uma taça de champanhe de uma garçonete que passava por ali e bebi tudo de uma vez. Odiava quando alguém tocava nesse assunto.
Não é nada demais. Assim é a vida de servir ao país, temos que nos acostumar com as perdas.
Ainda está no exército?
Não. Pedi dispensa.
Ah... — Ficamos um tempo em silêncio até ele notar a presença de Felicity. E você é?
Sandra. Sandra Queen. — Ela disse com um sorriso forçado no rosto e eu tive que me segurar para não rir daquilo.
Prazer em conhecê-la, Sandra. — Hal disse galante beijando a mão de Felicity.
Eu dei um riso curto.
Por favor, Hal. Está quase babando na minha mulher! — Disse rindo e segurando a cintura de Felicity com força, e pude perceber que estremeceu pela meu gesto, para quebrar o clima antes que Felicity fizesse algo idiota. Hal riu alto também.
Não pude evitar, Oliver. — A encarou intensamente e Felicity corou. A encarei. Nunca tinha visto ela corar. Onde encontrou essa joia rara? — Ele bebeu mais um gole da bebida e eu e Felicity nos entreolhamos.
Ela me deu aquele olhar de "Dê um jeito na situação", então eu tive que inventar alguma história qualquer.
No Arizona.
Felicity sorriu falsamente para mim e eu sorri de volta.
Jura? Você é tão branca nem parece que é de lá!
Já faz um bom tempo. — Felicity disse rindo.
Vocês estão casados a quanto tempo?
Um ano e meio. — foi minha vez de me pronunciar. Não te chamamos porque foi uma cerimônia íntima só para nós dois na praia.
Vou fingir que acredito, Oliver. — Disse dando uma piscadela. Se me derem licença. — Hal disse ao ver uma morena de vestido colado sorrir para ele.
Felicity imediatamente soltou seu braço de mim e respirou profundamente.
Arizona? — Resmungou.
Foi a primeira coisa que me veio a cabeça. Desculpe se não quis ser muito óbvio. O que esperava, Nova York?
Nunca estivesse no Arizona, quem dirá em Nova York. — Bufou.
Não dissemos nada por um longo tempo, eu bebia alguma coisa e cumprimentava as pessoas, enquanto ela parecia observar tudo ao seu redor. Slade Wilson pareceu notar minha presença então veio com um sorriso enorme em nossa direção.
Oliver! — me puxou para um abraço. Quanto tempo, amigo.
Slade! — O abracei de volta. Fiquei sabendo que estava na cidade, não pude deixar de vir para a festa.
Se soubesse que estava aqui em Aalborg já estaria nessa lista a muito tempo.
Deu um tapinha em minhas costas.
Nada que eu não pudesse resolver. — Disse dando uma piscada e ele riu alto, Como ele podia ser tão falso?
E quem é essa dama ao seu lado? — Perguntou ao olhar para Felicity.
Essa é Sandra, minha esposa.
Slade sorriu e capturou a mão de Felicity dando um beijo demorado, não sei o porque, mas aquilo me incomodou. E ainda mais que eu podia jurar que vi algum tipo de código de olhares entre os dois, mas o máximo que Felicity fez foi sorrir. Devia ser coisa da minha cabeça.
Slade Wilson.
Muito prazer em conhecê-lo, Senhor Wilson.
Não precisamos de formalidades, querida. Oliver é praticamente meu irmão. Me chame de Slade.
Eu prefiro as formalidades, Senhor Wilson.
Outch! Não pude evitar um sorriso, essa a Felicity. A abracei pela cintura.
Como preferir, Sandra.
Murmurou desconcertado e eu pude ver algo diferente ao pronunciar seu nome falso. Como se fosse num tom irônico. Será que ele conhecia Felicity? Mas de onde? Tirei esses pensamentos de minha cabeça quando Slade saiu e outras pessoas vieram conversar comigo.


...


Sara
Uma vodka por favor.
O barman sorriu e encheu um copo empurrando-o para mim.
Esperando alguém?
Uma amiga.
Deu um sorriso pensativa.
Sara já estava ali a um bom tempo, e pensava se ela realmente iria vir. Haviam tido uma noite incrível juntas, isso era inegável, Sara jamais havia se sentido como se sentia com ela. Se sentia completa, Como nenhuma mulher havia a feito sentir.
Sara?
Ouviu uma voz a chamar e se virou abrindo um sorriso enorme.
Nyssa?
Sara puxou Nyssa para um abraço apertando pegando-a de surpresa, mas logo ela correspondeu.
Pensei que não viria.
E deixar a mulher mais linda esperando?
Sara corou e apertou a mão de Nyssa, ficaram se olhando por um longo tempo até se soltarem.
Vamos nos sentar?
As duas se sentaram e pedirem drinks ao garçom.
Então... O que você faz da vida?
Sara perguntou enquanto bebericava de seu cosmopolitan. Nyssa pareceu ficar desconfortável mas abriu o melhor sorriso que podia.
Eu trabalho com meu pai.
Sério? No que?
Ah... Ele é um homem muito importante.
Sara pareceu notar a inquietação dela então resolveu mudar de assunto.
Eu trabalho como enfermeira no exército dos EUA.
Isso é incrível, Sara. Trabalhar salvando vidas é um trabalho honroso.
É uma grande honra mesmo.
Sara disse sorrindo. As duas ficaram em silêncio sem saber como continuar até que Nyssa resolveu se pronunciar.
— Por quanto tempo vai ficar, Sara?
Ela suspirou.
Não sei ao certo, mas provavelmente iremos embora em dois dias.
Nyssa abaixou o olhar e Sara pegou em sua mão.
— Ainda podemos passar um tempo juntas.
Dois dias? É pouco demais, Sara.
Sara segurou o queixo de Nyssa subindo seu olhar e encontrando o negro profundo do olhar de Nyssa.
É o suficiente para mim. — Sara então colou seus lábios nos de Nyssa a dando um beijo apaixonado.


...


Felicity
A festa transcorria bem, hora e meia eu via alguns dos soldados vestidos de garçom cercando o perímetro.
Oliver estava conversando em alguém amigo conhecido então eu preferi dar um tempo, já que aquele salão era extremamente quente.
Fui até a varanda me debruçando sobre a borda, suspirei pesadamente. A noite em Aalborg estava extremamente quente, e por sorte uma brisa fria batia contra meu rosto secando todas as gotas de suor que insistiam em cair.
A noite está quente, não?
Ouvi uma voz grave questionar atrás de mim e virei em sobressalto. Não podia ser... Reconheceria aquela voz para sempre.
Cooper?
Sussurrei em tom baixo. Ele sorriu, o mesmo sorriso lindo de sempre. Cooper era alto, e tinha um cabelo castanho claro desgrenhado, ele era musculoso e extremamente bonito. Do mesmo jeito que estava quando o vi anos atrás.
Sabia que era você, Felicity. Assim que colocou os pés nesse salão ao lado do Queen — Disse seu nome com nojo Sabia que era minha Felicity.
Não sou nada sua. — Rosnei.
Ele riu.
Você continua a mesma.
Você também. Não deveria estar numa prisão de segurança máxima em Bangkok?
Deveria dizer o mesmo a você. Ray sabe que está aqui?
Engoli em seco. Cooper Seldon era o meu ex namorado, ele já fazia parte do exército no mesmo tempo em que eu entrei. Éramos um ótimo casal até ele começar a colocar ópio na minha mochila quando mudávamos de base, simplesmente porque ninguém me revistava. Ray descobriu e Cooper foi preso, eu fui visita-lo na prisão e a última coisa que ele me disse foi "A transa era ótima, mas não valia os 3 milhões que eu estava ganhando na venda de ópio."
Pela sua cara, não. — Disse em tom de zombaria.
Abri a boca diversas vezes mas não sabia o que responder. Se dissesse que sim seria um problema, se dissesse que não era um problema maior ainda.
Espera ai... — Disse abrindo um sorriso. Aquela história toda de Sandra, esposa do Oliver... Está infiltrada no exército dos EUA!
Senti a cor fugir do meu rosto, como esse filha da puta podia sacar tudo tão rápido? Olhei para todos os lados e o puxei pela camisa.
Isso não é da sua conta.
Oliver nem imagina não é? Ah Felicity, sempre me surpreendendo.
Estávamos a centímetros um do outro, quando ouvi um pigarro. Oliver me encarava com os punhos cerrados. Rapidamente me recompus e me pus a seu lado.
Estava te procurando, querida. — Me ofereceu uma taça de champanhe.
Desculpe querido, esse é Cooper Seldon. Ele é meu... amigo. — Sorri falsamente.
Cooper sorriu irônico e estendeu a mão para Oliver que aceitou de bom grado.
Sua esposa é adorável.
É, eu sei. — Oliver disse me dando um beijo na testa.
Se nos dá licença. — Oliver murmurou me puxando para fora da sacada.
Sério? Não te trouxe aqui para ficar flertando com qualquer um. — Disse rude soltando minha mão.
Não estava flertando!
Tanto faz. — Disse frio. E eu podia jurar que vi um misto de ciúme nisso.


...


Oliver
Felicity conseguia me tirar do sério, um minuto em que eu estava tentando arrancar informações de alguns caras, ela sumia.
A encontrei com um cara na varanda, podia jurar que eles iriam se beijar se eu não tivesse interrompido.
A festa já estava no fim e eu só estava esperando Slade ir para algum lugar privado para intercepta-lo.
Ele está saindo. — Ouvi uma voz no comunicador, devia ser algum soldado.
Procurei Slade no meio da multidão e o pude ver alcançar uma porta em passos apertados. Olhei para o lado e pude ver Felicity o encara-lo.
Você o conhece?
Quem?
Slade.
Deveria?
Disse num ar de falsa inocência, mas eu sabia que tinha coisa ai. Só decidi deixar para lá porque precisava segui-lo.
John, vou atrás do Slade. Vai ser a minha única oportunidade.
Disse pelo comunicador me dirigindo a passos largos para porta, Felicity pareceu acordar e veio atrás de mim.
Ok, Oliver. Não o perca de vista.
Onde você vai?
Indaguei para Felicity que me encarou com os braços cruzados.
Como assim?
Eu vou resolver isso sozinho. Você fica aqui.
Ela riu em escárnio.
Não.
Sim.
Não mesmo.
Eu sou o General aqui, e seu eu digo que você fica, você fica.
Ela abriu a boca diversas vezes e pude ver fúria e rancor em seus olhos. Então ela me deu passagem e eu entrei pela porta sorrateiramente.
O corredor era estreito e um pouco escuro, vi diversas portas pelo caminho mas algo me dizia que era mais além.
Diversos quadros estavam pendurados nas paredes, ao lado de armas juntamente penduradas. Fui andando até parar em frente a uma porta, a voz de Slade vinham de lá de dentro, estava pronto para entrar quando ouvi vozes.
Senti meu sangue gelar, eram capangas de Slade. Olhei para trás e pude ver cinco deles vindo rindo. Pela fraca luz eles ainda não podiam me ver, mas era questão de tempo. Percebi que não havia onde me esconder e lutar com eles acabaria com meu disfarce.
Senti mãos me puxarem e já estava pronto para socar a pessoa mas abaixei a mão ao notar que era Felicity. Soltei o ar pelos pulmões enquanto ela me encarava.
O que diabos você estava pensando?! — Murmurou. Esquece, não temos tempo.
Ela me puxou e íamos tentar sair quando vimos que os capangas estavam a meio metro de nós.
Felicity não parecia nervosa, então a encarei com o rosto com uma expressão de "O que faremos agora, Einstein? "
Ela engoliu em seco e quando eles estavam prontos para nós ver, Felicity me empurrou contra a parede e fez o inesperado: Me beijou.

Notas finais
Então é isso, qualquer coisa é só me chamar no privado, qualquer erro vcs me avisam e por favor comentem! se vcs comentarem eu volto amanhã mesmo,prometo! O cap já tá até pronto. Beijos, feliz ano novo pra todos e não deixem de favoritar e acompanhar!