Notas iniciais
Hey Sweets ♥ Eu sei que demorei MUITO pra voltar, mas eu não abandonei a fic! Só estava bastante ocupada com trabalhos finais e com o bolo que está minha vida. Mas enfim, agora eu estou de férias e voltei pra ficar, ainda mais com aquela cena do 4x10 na qual eu não me recuperei e nem posso acreditar que ela vai morrer! Chorei litros, mais aqi estou ♥ Olicity eterna. Queria agradecer a todos comentários, favoritamentos, e acompanhamentos ♥ Muito obrigado de coração e assim que eu puder eu repondo os comentários. Música do capítulo - Why'd You Only Call Me When You're a High? do Artic Monkeys - https://www.youtube.com/watch?v=6366dxFf-Os

Why'd You Only Call Me When You're a High?

Três meses haviam se passado, eu treinava diariamente e vorazmente. Eu tenho que admitir que acompanhar o ritmo dos soldados americanos era puxado, mas não era difícil pra mim já que eu fui treinada assim desde criança.
Conquistar Oliver era uma tarefa árdua, mas aos pouco eu conseguia arrancar ao menos um aceno quando eu mostrava minhas habilidades.

Barry ao menos parecia gostar de mim e nós tínhamos até uma amizade, quer dizer ele falava, falava e falava por horas e eu simplesmente concordava ou fazia algum comentário simples, ele era legal comigo e em troca disso eu o protegia contra os valentões. Ah sim, os malditos soldados daqui. Eles eram filhas da puta machistas que não aceitavam a minha presença, e pelo que parecia era só por eu ser tão boa quanto eles, porque Sara, a enfermeira todos aceitavam numa boa.

E se fosse só isso ... , Oliver tinha tido a maldita ideia de me colocar nos alojamentos com esses homens, eu aceitei, mas na primeira noite que eu "dormi" naquilo, um soldado engraçadinho tentou passar a mão, e depois de ser detida por Oliver após ter quase afundado o nariz na cara do tal soldado, Queen aceitou que eu dividisse uma barraca com a Sara. Que eu tinha que admitir era até interessante conversar com ela.

Ela me contou por exemplo como Oliver perdeu uma perna e como ele se tornou do Playboy irresponsável de Star City para um General do exército americano. Eu até sentiria pena, se ele não fosse o filho do diabo que ele é. Sara contou também sobre Laurel Lance, sua irmã que o trocou por Tommy Merlin seu melhor amigo. Eu simplesmente não entendi como Oliver aceitou isso mas eu simplesmente não perguntei. No começo eu pensava que Sara devia ser a concubina, amante ou rapidinha do General, mas ao observar bem eu percebi que garotas da cidade viviam entrando na cabana de Oliver, deviam ser algum tipo de prostituta da cidade.

Eu não tinha conseguido fazer nem um tipo de comunicação com Ray, Eu simplesmente achei arriscado então por hora me contentei em ficar na minha.

Nesses 3 meses trocamos de base 6 vezes: Angola, Armênia, Haiti, Indonésia, Lituânia e Costa do Marfim.
Agora estávamos na Dinamarca, numa cidade chamada Aalborg. Viemos para cá com uma pista do exército da nossa mais nova missão: Slade Wilson. Um mercenário, ex fuzileiro naval francês e suspeito de envolvimento em ataques terroristas. Nós não nos envolvíamos com esses asuntos, geralmente eram os agentes do FBI, Interpol ou algo do tipo. Mas pelo que Oliver contou quando o assunto podia desencadear uma guerra, então sim, era assunto do exército.

Pelo que Oliver nos disse eles já haviam servido junto numa Ilha em Marrocos.

Havíamos acabado de chegar e o pouco que eu consegui prestar atenção em Aalborg era que ela simplesmente incrível, e aqui parecíamos simplesmente heróis, coisa que eu nunca havia experimentado na Rússia. Principalmente os homens, as dinamarquesas realmente não perdiam tempo.
— O que iremos fazer agora, General? — Perguntei a Oliver, ele nem se deu ao trabalho de me olhar, jogando as malas no chão fazendo toda a tropa parar no meio da rua. Ele limpou a garganta e eu o encarei com surpresa.
— Atenção soldados, a viagem foi exaustiva então sugiro que tiremos o dia de folga, então vocês podem conhecer a cidade, comer ou se divertir. — Disse sorrindo malicioso ao ver uma Dinamarquesa sorrir pra ele num vestido colado ao corpo e saltos que a faziam parecer uma modelo. Franzi o cenho.
— Mas e quanto ao Slade Wilson? Pensei que tivéssemos vindo a Dinamarca com o intuito de captura-lo. — Eu disse recebendo olhares atravessados de todos.
— Oh, a loirinha não tem nada pra fazer nessa tarde? Nisso eu posso te ajudar. — Uma voz disse ao fundo, e eu virei repentinamente fuzilando a todos até encontrar o dono da voz, Ted Grant.
Cerrei os punhos. Eu não iria ficar calada. Então eu fui até, todos me encaravam curiosos até mesmo Oliver, que parecia se divertir com a cena, então meu rosto estava a centímetros do de Ted e então eu olhei profundamente em seus olhos e pude ver ironia que logo foi substituída por medo.
— Você viu o que eu fiz com o seu amigo ali. — Disse apontando para o soldado que havia tentando me assediar, seu nariz estava torto devido a fratura que eu causei. — Não pense que eu faria diferente com você.
Ele engoliu em seco e então ouvi a voz do General cortando qualquer graça que eu estava achando nisso.
— Guarde toda a sua força, para a guerra, Soldado Smoak. — Disse em tom duro. — E respondendo sua pergunta, sim, viemos com esse objetivo, mas enquanto não tivemos algo concreto, não há nada a ser feito.
— Sabemos que ele está na cidade, o que mais você quer?! — Disse exasperada. Oliver era um ótimo General, mas às vezes eu achava que ele era negligente. — Deixar esses idiotas encherem a cara e transarem com a primeira que passar é o que chama de agir?
Oliver deu um sorriso torto.
— Primeiro, Soldado — Ele deu ênfase no soldado, por um instante me senti inferior, que logo foi substituído por um sentimento de raiva. — Eu não sou seu colega, muito menos seu amigo então mostre o mínimo de respeito a se dirigir a mim. Segundo, sou eu quem dita as ordens aqui e eu digo que tudo que temos é circunstancial. Então por hoje, vocês estão livres, vão.
Os Soldados estavam se dispersando e eu o encarava atônita, mas como eu parecia ser a única incomodada com a situação, decidi ir procurar algo com o que me ocupar , mas antes de conseguir me mover ouvi sua rouca voz em um tom rude.
— Você não, Smoak.

Me virei no mesmo minuto e o olhei com escárnio.
— Pensei que o senhor havia dito que estaríamos dispensados? — Disse o encarando com uma sobrancelha arqueada, tomara que ele não ache isso uma insolência também.
— Sim, mas já que está tão empolgada com a ideia de encontrar Slade eu tenho uma missão para você.
Eu me senti animada, pois finalmente ia poder fazer algo de útil. Eu estava pensando em tentar contatar Ray, mas isso era com certeza mais importante.
— E no que eu posso ser útil? — Disse com um sorriso de orelha a orelha.
Ele sorriu tanto quanto a mim e achei isso estranho, já que ele mal sorria e quando sorria nunca era pra mim. Era algum tipo de brincadeira?
E quando ele me contou o que pretendia num café lá perto , eu entendi o porquê. Sara e John pareciam achar engraçado enquanto eles nos observavam numa mesa oposta, tentando não serem vistos.
— Não, nem pensar. — Eu disse com a cara de desgosto. — Eu pensei que iria fazer algo descente! Não me fantasiar e sair por aí como essas garotas. — Disse apontantando para uma garota qualquer que passava.
Ele deu uma risada áspera.
— Eu sou o General aqui, acho que quem dá as cartas aqui sou eu. — Sorri presunçosa.
— Eu conheço as regras do jogo Senhor, e sei muito bem que se submeter a favores que não envolvam o exército ou o EUA, não são legais. — Ele com descrença.
— Porque você é tão petulante, Smoak? — Oliver cruzou os braços.— Qualquer garota faria o que eu pedisse sem pestanejar.
— Por que não pede a Sara então? — Disse apoiando o cotovelo na mesa e olhando para a mesa ao lado.
— Porque qualquer garota que não curtisse o mesmo que eu, faria o que eu mandasse. — Eu ia questiona-lo mas um entendimento passou pela minha cabeça, era óbvio que ela não queria nada com o Oliver. Sara era lésbica. — E além do mais não quero ela metida com isso. Eu já tenho uma bagagem maior do que eu posso suportar.
Pude ver uma lembrança sombria passar pela sua mente, mas logo foi substituída por um olhar de superioridade de sempre.
— Você só precisa sentar lá, e ver se consegue alguma informação. Além do mais você não estará sozinha. — O encarei incrédula.
— Eu sei me cuidar sozinha.
— Não me interessa, você é meu soldado e é meu dever protege-la. — Um riso escapou por meus lábios.
— Não sou um bichinho indefeso, General. Acho que já devo ter provado isso muitas vezes. — Ele revirou os olhos.
— Sim. Eu sei o quão habilidosa você é. Mas ainda sim eu quero ver de perto. E o John vai conosco. — Dei a ele um último olhar mortal e acabei concordando, eu precisava da confiança dele, enquanto isso ele chamava Sara para me ajudar a me trocar no banheiro. Sara veio até mim dando pulinhos de alegria e eu tentei dar meu melhor sorriso.
Meia hora depois lá estava eu, com um vestido laranja colado que ia até a metade das minhas coxas, com um decote V na frente e completamente fechado atrás, mas ainda sim eu me sentia uma aberração de circo. Sara ainda me fez usar um salto alto de 15 cm! Ela dizia o quanto eu estava maravilhosa, e quanto ela era uma maquiadora sensacional e pra completar Sara me maquiou, com uma maquiagem forte que destacava meus olhos. Eu tinha que admitir, o trabalho dela estava impecável.
— Eu sabia que tinha uma mulher sexy atrás desse uniforme do exército! — Sara brincou apertando minhas bochechas, eu sorri minimamente.
— Obrigada Sara. — Eu disse enquanto nós dirigíamos para a porta, mas meus pés não me obedeceram e eu quase cai no chão, mas por sorte Sara me segurou.
— Cuidado, Lis. — Ela me advertiu enquanto me ajudava a me equilibrar naqueles saltos enormes. Lis era um apelido carinhoso que ela tinha me dado, coisa que eu não estava acostumada claramente.
— Eu não estou acostumada a andar de salto. Não uso nada além de botas do exército desde que eu me lembro. — Disse um pouco constrangida. Sara sorriu.
— Eu te ajudo.
E ela me ajudou por todo o trajeto de volta do café, assim que eu saí já estava escurecendo lá fora. Pelo jeito essa história havia usado a tarde toda. Assim que eu saí do banheiro, todas os olhares foram para mim. Desde masculinos até femininos, alguns de inveja por parte das garotas, mas uma garçonete me olhava com um olhar maldoso. Eu quase nunca recebia esses olhares.
Oliver conversava com John quando eu cheguei, mas notou a estranha movimentação e então olhou pra mim. Seu olhar desceu e subiu pelo o meu corpo mais vezes do que eu pude contar, eu pude ver incredulidade, ironia e até mesmo desejo em seus olhos. Mas assim que eu cheguei, ele se recompôs e me olhou como sempre.
— Achei que teria fugido e deixado Sara inconsciente no banheiro, Smoak.
— Bom, não foi por falta de vontade. — Brinquei, sorrindo para Sara, e ela me cutucou.
— Ei, eu sei me defender muito bem. — Ela disse com as mãos na cintura.
Eu, Oliver e Jonh arqueamos a sobrancelha.
— Eu fiz, aulas de defesa pessoal se não se lembram. — Disse dirigindo o olhar para Diggle e Oliver.
Um tom de divertimento apareceu em seus olhos mas foi substituído por um olhar frio como se tivesse se lembrado de algo. Esse homem era um mistério.
— Vamos Smoak, não temos muito tempo.
O trajeto no carro foi silencioso, Diggle dirigia e de vez em quando ele olhava pelo retrovisor para mim e eu podia ver um olhar de divertimento nele, mas não entendia o porquê. Oliver estava quieto olhando a paisagem. Ele tinha se trocado nesse meio tempo, vestia uma jaqueta de couro, mas ainda usava as botas do exército. Aquilo o deixava no mínimo, sexy. Mas toda vez que eu olhava em seu olho azul eu via toda a dor que foi passar a minha adolescência toda sem um pai.
— Chegamos. — Diggle disse quando estacionamos em frente a um barzinho numa parte mais afastada da cidade.
— Ok. Vamos repassar o plano. — Disse Oliver se virando para me olhar.
— Eu sei o meu trabalho, General. — respondi rude.
Diggle sorriu pelo retrovisor.
— Mesmo assim eu prefiro garantir. Você entra, fica no balcão, espera algum capanga de Slade entrar, então coloca isso na bebida dele — Oliver me estendeu um frasco com um líquido amarelo. — E arranca informações dele.
— Ok.
Então saímos todos do carro, Mas antes Oliver me chamou. Pensei que ele daria mais alguma instrução mas ele pareceu finalmente me olhar de igual para igual.
— Hmm... Felicity. — Franzi o cenho e me virei para Queen. Ele nunca havia me chamado de Felicity nesses três dias. Ele mal se dirigia a mim, quanto mais me chamar por algo que não fosse formal.
— Sim?
— Não estamos em campo, me chame apenas de Oliver. — O encarei surpresa.
— Ok, Gen... Oliver. — Ele deu um sorriso mínimo e entramos no bar.
Oliver e Diggle se separaram, John pegou uma mesa logo na entrada e Oliver se sentou sozinho, recebendo olhares de várias mulheres.
Me sentei no balcão e todos os olhos se viraram para mim, por mais que eu parecesse alguém de muletas andando de salto, já tinha pego o jeito.
— Um whisky. — Pedi ao garçom. Sei que não devia ter pedido algo tão forte em serviço, mas eu só conhecia o álcool pelo os soldados tomavam na Rússia. Whisky não era nada perto da Vodka Russa que nos faziam beber desde pequenos na Rússia. E de qualquer jeito eu não sabia os nomes daqueles drinks caros.
Assim que ele me entregou, eu bebi de uma vez sentindo o líquido queimar minha garganta.
— Uau, garota. Vá com calma. — Um cara me disse, e eu já estava pronta para lhe dizer o que eu iria fazer com aquele copo se ele me enchesse mais um pouco, mas eu logo percebi uma tatuagem de estrela no pulso, era um símbolo que todos da gangue de Slade tinham esse símbolo tatuado. Abri um sorriso.
— Noite difícil. — Eu disse encarando o vazio.
— Bom, quem sabe eu possa te ajudar. — Ele sorriu galanteador e a única coisa que eu senti foi nojo. — Meu nome é Cassius. Cassius Bannister.
— Kate Spencer. — Ele beijou minha mão enquanto eu dizia meu nome falso.
— Então, Kate ... — Ele batia os dedos contra o balcão. — Você é nova na cidade?
— Vim com uma amiga. Mas ela me deixou. — Tentei fazer uma cara digna de dó, que pelo que eu percebi pareceu funcionar já que o sorriso dele só aumentava.
— Bom, agora você tem uma companhia. — Cassius se virou para o garçom. — Dose dupla.
O garçom serviu nossos copos e assim que ele estava prestes a beber, eu passei a mão em sua perna, eu não teria outra chance.
— Você não me disse de onde é. — Eu sussurrei em seu ouvido tentando parecer convincente, e distração foi o tempo de eu colocar o líquido em sua bebida. — Ele sorriu presunçoso dando um gole de sua bebida.
— Eu sou do Kansas.
Eu dei um gole mínimo na minha também. Ficar alcoolizada não ajudaria em nada.
— E o que um garoto do Kansas está fazendo em Aalborg, na Dinamarca?
— Negócios. — Ele disse frio.
— Que tipo de negócios? — Perguntei tentando parecer casual mas eu o vi franzir o cenho.
— Você é muito curiosa não acha?
— Bom, eu só queria saber o que a minha companhia faz da vida. — Eu disse dando um leve soco em seu braço.
— Negócios, eu já disse.
— Negócios é tão vazio. Não vai mesmo me contar?
— Não é mesmo da sua conta, querida.
Outch! Por que Diabos aquele líquido não estava funcionando? Talvez requeresse mais tempo. Cassius me encarava cautelosamente agora, eu estava encurralada. Tentei olhar para Oliver para achar alguma solução, mas o maldito estava quase transando com uma garota dinamarquesa que mais parecia ter saído de uma capa de revista do que daqui.

Maldito! Era claro que esse filho da puta não estava aqui pra me ajudar. Então eu fiz a primeira coisa que me passou pela cabeça.
— Que tal irmos para um lugar mais privado? — Disse mordendo o lábio.

Oliver Pov's
Eu vi um cara se aproximar de Felicity, e logo fiquei em alerta. Troquei um olhar com John que também o observava. O reconheci de longe: Cassius Bannister, aquele cara era da Máfia Italiana e eu descobri isso da pior forma ainda na minha época de Playboy quando ele me pegou transando com sua filha Jane Bannister. Me surpreendi por ele estar trabalhando com Slade, mas a tatuagem claramente indicava isso.

Os dois começaram a conversar e eu observei-a, ela era ótima flertando. Por um único instante eu fiquei com inveja, queria ser eu a estar no lugar de Cassius. Foi ai que eu vi, ela passando a mão pela perna dele... Eu pedi que ela o seduzisse, mas isso já era um pouco demais.

Franzi o cenho. Estava pronto para me juntar a John, quando o vi atendendo o celular e saindo lá para fora. Provavelmente era Lyla, mulher de John falando sobre a sua filha recém nascida Sarah. Eu dei de ombros, eu dava conta disso sozinho, eu já estava me levantando e indo em direção aos dois para interrompe-los quando uma mulher me parou.
— O que um militar do exército faz numa cidade tão sem graça como Aalborg? — Ela disse num tom sensual enquanto bebericava seu drink rosa.
Ela era realmente bonita, parecia uma daquelas modelos que eu saia em Star City. Talvez Felicity pudesse se virar um pouco sem mim.
— Como adivinhou que eu sou militar? — Perguntei desconfiado.
— Sua postura sempre ereta, seu olhar sempre atento e seus músculos por baixo da camisa. — Ela sorriu maliciosa. — Reconheço um soldado assim que o vejo. — Sorri. Entraria no jogo dela.
— E você é daqui mesmo?
— Não. Eu sou de Ohio, Mrs. Queen. — Eu a olhei atento. Como diabos ela sabia meu nome?
— Nós nos conhecemos? — a encarei desconfiado.
— Quer saber se já transamos? — Outch! Ela era bem direta.
— Eu não quis dizer isso, mas hm... nós já? — Ela deu um riso baixo.
— Eu só leio os jornais, Oliver. Aliás eu sinto muito pelo seu pai.
Engoli em seco e não respondi nada, meu relacionamento com meu pai sempre foi difícil e esse assunto era delicado. Aos invés disso eu mudei de assunto.
— Que tal mudarmos o fato de não nos conhecermos? — Ela sorriu maliciosa e me beijou, eu a coloquei em cima da mesa, suas mãos passavam pelo meu ombro, peito e tórax até chegar até uma parte mais sensível do meu corpo. Passando a mão por cima do tecido da calça. Tentei colocar a mão em sua bunda, mas ela me deteve.
— Calma, garoto. — Sorri maldoso. Começamos a nós beijar de novo sem ligar para o resto, metade das pessoas aqui estavam no chão ou drogadas, emtão nosso pequeno show não era nada. Minhas mãos passeavam pelo seu corpo esguio enquanto ela beijava meu pescoço. Estava quase colocando a mão em sua intimidade quando ouvi um pigarro.
— Oliver. — Era John. Maldito John.
— O que é, John? — Perguntei visivelmente irritado. Ele me deu um olhar significativo. Algo havia dado errado.
— Felicity... Sumiu. — Ele engoliu em seco.
Merda. Merda. Merda.
Engoli em seco e olhei pra garota que estava na minha frente.
— Sinto muito, amor. Quem sabe outra hora. — Dei uma piscada e ela fez biquinho, mas antes de sair da mesa, dei um tapa em sua bunda que saiu rebolando. John revirou os olhos e eu segui ele para um lugar menos agitado, eu não estava nem um pouco a fim de ouvir sermões sobre a minha vida sexual.
— Como sumiu?! — Eu disse tentando manter o tom da voz baixo. — John me olhou com a testa franzida.
— Se você estivesse mais ocupado vigiando-a ao invés de se ocupar com qualquer mulherzinha que sorri pra você, Oliver, quem sabe você saberia. — O encarei cruzando os braços. Eu era Oliver Queen. Eu não ouvia sermões de ninguém.
— Ainda sou seu general, John.
— E acima disso sou seu único amigo, Oliver. — pude ver um brilho cruzar seus olhos.
Eu e Dig nos conhecemos quando ele ainda era soldado do meu pai, ele salvou minha vida mais vezes que eu podia contar e eu retribui, nomeando ele como Sargento do pelotão no lugar de Tommy.
— Barry é meu amigo. — Disse sério para tentar amenizar o clima. — Um tom de divertimento passou pelo seus olhos.
— Barry tem medo de você. — Eu ri e ele me deu um tapinha nas costas. Isso era verdade, eu não tinha nenhum amigo há anos.
Falamos com um garçom e ele disse que viu os dois entrarem no banheiro feminino. O que Diabos Felicity tinha na cabeça? Eu acho que superestimei demais a capacidade de ser racional, no final ela ainda era mulher.
Senti meu sangue ferver e me dirigi com os punhos cerrados para o banheiro feminino com Diggle em meu encalço, se eu a pegasse transando com aquele nojento do Cassius, eu não sei o que eu poderia fazer. Mas por quê eu ligava? Ela era meu soldado, nada mais. Mas ainda sim eu sentia uma estranha preocupação com ela, Felicity estava longe de ser indefesa, eu via uma força emanando nela, mas ainda sim cada vez que eu ouvia qualquer piada machista sobre ela ou qualquer tipo de assédio como foi o caso do soldado Kent, e percebia que ela sabia se defender sem eu interferir, orgulho crescia dentro de mim.
Fui tirado dos meus devaneios ao entrar no banheiro e a encontrar com uma cena que eu realmente não espera ver. Bannister estava amarrado no chão com uma faca enfincada em sua perna. Suor escorria de sua testa e se misturava com lágrimas. Como ela sabia técnicas de tortura? Felicity sorria de um jeito sombrio e eu senti um alívio ao ver essa cena, eu realmente a subestimei ... de novo.
— O que Diabos você está fazendo aqui? — Felicity rugiu e eu fechei a cara.
— Achei que você estava com problemas e que eu tinha sido bem claro sobre o plano! Você devia ficar lá fora na nossa vista. — Apontei para mim e depois para John.
Felicity me olhou dentro dos olhos e sorriu amargamente.
— Está tudo sob controle, General. E como você pode perceber eu estou ótima e já consegui informações. — Me estendeu um papel amassado com um endereço.

— É o endereço de Slade. — Ignorei completamente o papel o enfiando no bolso.
— Não, não está! Agora teremos que dar um jeito nele porque ele viu meu rosto. Tem noção do risco que estamos correndo? Se ele informar Slade estaremos começando uma guerra dos EUA com a França!
— Oliver, se acalme! — Dig disse exasperado puxando meu braço, mas eu o soltei rapidamente.
— É a primeira e última vez que eu te incluo numa missão como essa, você está provando que não é tanto do que diz ser, Smoak.
Eu disse isso com meu rosto a centímetros do dela, podia sentir o ódio em seus olhos azuis cristalinos me fitando e seu nome saiu com um palavrão de minha boca. Eu não podia mentir o quanto a achava sexy quando estava brava, como naquele momento, eu senti uma imensa vontade de beija-la e transar com ela naquele banheiro imundo no bar, mas o máximo que eu consegui foi um olhar de ódio e ela cuspir suas últimas palavras em mim.
— Ótimo, General Queen. Então termine o serviço você. — Felicity disse empurrando a arma contra meu peito e saindo em passos duros do banheiro.
Suspirei cansando e passei a mão pelo meu cabelo, olhando para John.
— Merda. — Resmunguei e então olhei para Cassius Bannister vendo o medo cobrir sua face, ele ia protestar, tentar negociar e pedir por clemencia, então atirei em sua cabeça e sujei todo o banheiro.
Aquilo seria uma longa história para explicar para o Comandante Blood.

Notas finais
E aí gente? Gostaram, odiaram? Por favor comentem para mim saber o que vcs acham da fic. Bjs e até logo ♥