Undisclosed Desires
8 Uma amiga.
Notas iniciais
Leitoras lindas e divas que comentam só gostaria de ressaltar que adoro vocês, afinal comentários também incentivam! Espero que gostem ...
P.S: Stefan convida para tomar uma bebida no Grill todas as garotas que se ofereceram para próxima vítima dele kkkk.
P.O.V Caroline
–O meu problema é você.-disse ele com sua voz carregada de sotaque.
–O que você quer dizer com isso?
–Quero dizer que você está me enlouquecendo Caroline.
–Mas, mas eu não fiz nada.-eu disse a ele confusa.
–Eu não sei como agir em relação a você.Você me confunde. Eu fui direto e levei um tapa, eu fui amigável e agi como um cara legal mas esse não sou eu, não sei como conviver com você quando tudo o que faço é pensar como seria te tocar. Estou tentando fingir que nada aconteceu e te deixando em paz e você me questiona. A pergunta certa seria: O que você quer que eu faça? –indagou ele.
–Eu quero... eu não sei o que eu quero. Esqueça essa conversa e me desculpe. -respondi arrependida de ter aberto a boca e antes que eu chegasse a saída da cozinha Klaus segurou meu braço fazendo com que eu ficasse em frente a ele e disse aproximando nossos rostos.
–Eu acho que sabe sim Caroline, só não quer admitir para si mesma. Você quer esquecer que vive uma vida infeliz, que tem um marido estúpido, quer emoção e prazer. Você quer alguém que te faça sentir viva, alguém como eu.-disse irritado.
Nossos rostos estavam próximos, próximos demais e ao notar isso sua respiração se acelerou assim como a minha, seus olhos encararam os meus e vi sua testa se franzir surpreso com a sua súbita explosão. Seus olhos se mantiveram nos meus e me vi presa nas orbes verdes que desde que havia o visto pela primeira vez alguns anos atrás me atraiam. Seu olhar fez um desvio até minha boca e eu não pude evitar de fazer o mesmo com a dele. Vi a decisão se formar em seu rosto e em seus olhos e não o repeli quando ele me puxou pela cintura e colou nossos lábios.
Minhas mãos involuntariamente foram para seus cabelos e quando ele pediu passagem para sua língua concedi. Uma parte da minha mente dizia que aquilo era errado, mas como me afastar quando eu me sentia inteira, quando eu desejava contato físico tão desesperadamente como não acontecia há anos?
O seu gosto ocupou meu paladar e antes que eu pudesse fazer qualquer outra coisa ele me suspendeu pela cintura me sentado na bancada da cozinha. Seus lábios foram até meu pescoço atrapalhando ainda mais meu raciocínio ao beijar e sugar a região roçando de leve sua barba mal feita contra o mesmo fazendo com que todo o meu corpo se arrepiasse. Com um movimento rápido ele abriu meu robe e suas mãos quentes começaram a passear por minhas cochas subindo minha camisola, a cada centímetro de pele que ele revelava nossas respirações se aceleravam mais.
Quando minha camisola já estava quase na minha cintura ele invadiu o tecido dela subindo em direção aos meus seios, e ao alcança-los passou a os acariciar fazendo com que ficassem rígidos. Ele passou um dos braços por minha cintura e me puxou contra ele e eu pude sentir a ereção que já se apresentava em sua calça em minha intimidade que já ansiava por ele. Ele parou de morder e sugar meu pescoço por alguns segundos antes de me encarar nos olhos e dizer:
–Eu quero você.
Vi o desejo que se mostrava em seu rosto e o beijei novamente por impulso e o beijo conseguiu ser ainda mais intenso que os primeiros, era como se um fogo interior me consumisse, nem mesmo a noite que havia ocorrido tantos anos atrás se comparava. Talvez por que não houvesse medo do desconhecido, talvez por que eu estava mais madura assim como ele, talvez por que naquele momento eu o desejava como nunca poderia fazê-lo quando ainda era uma prostituta. Eu o queria naquela cozinha, com violência, com carinho, de qualquer forma que ele desejasse, por que nem mesmo Tyler nos melhores tempos, quando eu ainda estava apaixonada e ele parecia o homem perfeito, conseguia me fazer sentir uma necessidade tão grande quanto a que eu sentia por Klaus. O loiro arrogante de sotaque europeu mexia comigo de uma forma inexplicável.
Seus lábios voltaram a se afastar da minha boca pra tomar ar, enquanto ele respirava pesadamente passei a beijar seu maxilar e comecei a dar mordidinhas descendo até seu pescoço quando o barulho de um carro me tirou do transe em que eu me encontrava. Céus eu estava fazendo algo que havia prometido que nunca faria, estava agindo como Tyler. Traindo. Deixando outro homem me tocar na casa do homem que era meu marido. Empurrei Klaus com força e ele ficou tão surpreso que me apenas me encarou atônito.
– Por favor não se aproxime de mim! Isso foi um erro que não vai se repetir! Eu, eu ... sinto muito!- disse a ele antes de me dirigir até as escadas até meu quarto correndo.
Fui até a cama e fingi estar dormindo enquanto esperava que Tyler entrasse no quarto a qualquer momento, porém após alguns minutos percebi que o barulho que havia escutado era só um carro passando na rua. Ao olhar para o relógio notei que ainda nem havia passado das 23:00 horas e Tyler nunca chegava antes das 02:00. Eu sentia meu peito oprimido e a necessidade de contar o que se passava comigo, de pedir conselhos a alguém, mas como eu poderia fazê-lo quando por causa de Tyler eu não tinha nenhuma amiga?
Deitei na tentativa de dormir e apagar os acontecimentos da noite, mas a lembrança do toque de Klaus, de seu gosto em minha boca me impediam de fazer qualquer coisa. Todo meu corpo estava sensível devido ao fato de ainda estar completamente excitada. Excitada a ponto de desejar ir até o quarto de hospedes e retomar com Klaus de onde havíamos parado, mas eu não o faria. Pensando bem se eu dormisse com Klaus seria apenas mais uma, alguém para ele se vangloriar de ter pego para os amigos. Eu ainda me lembrava das palavras dele, excitantes sim, mas sem o menor sentimento. Desejo era o que ele sentia, e esse iria passar assim que ele conseguisse o que queria.
Não, nunca mais serei usada apenas para o prazer nenhum homem.-disse a mim mesma. Já bastava ser obrigada a dormir com Tyler. Não que fosse me sentir suja como se sentia quando meu marido me tocava, mas a perspectiva de ser usada como um objeto novamente, como quando era obrigada a vender seu corpo por dinheiro me revoltava. Se Klaus queria uma diversão que procurasse em outro lugar.
Atormentada por meus próprios pensamentos, decidi fazer uma coisa que não fazia desde que havia me casado, sair para beber. Vesti uma calça jeans, uma blusa preta e uma jaqueta e torcendo para não encontrar Klaus desci as escadas apressada e fui até a garagem pegando um dos carros que estava lá.
Céus fazia tanto tempo que não saia sozinha que nem mesmo sabia para onde ir. Eu conhecia a cidade, até por que não era como se Mystic Falls fosse uma cidade grande, mas os únicos lugares que costumava frequentar eram os restaurantes caros e mais sofisticados. Eu precisava de um bar, algum lugar que não me lembrasse da vida vazia que eu levava. Passando por uma rua do Centro vi um bar do qual já tinha ouvido falar o Grill, o bar mais popular da cidade.
Estacionei o carro e me dirigi até lá, sentindo adrenalina por ir a um lugar onde ainda não havia estado pela primeira vez. O lugar estava lotado de estudantes, alguns sentados em mesas e outros jogando sinuca. Apesar de ter apenas 24 anos a presença de tantos adolescentes me fez sentir deslocada, me sentei perto do balcão onde não havia ninguém.
–Uma dose de vodka, por favor.-disse ao barman.
–Eu acho que conheço a senhora de algum lugar.-disse ele.
–Provavelmente sim. Sou Caroline Lockwood.
–Uau, a famosa esposa do prefeito?
–Sim, mas prefiro que me chame apenas de Caroline. Qual seu nome?
–Matt, é um prazer conhecê-la.
–O prazer é todo meu.
–Bom, vou pegar sua vodka.
– Obrigado.
Ele trouxe minha bebida e eu fiquei sentada bebericando enquanto repassava o que estava acontecendo desde que Klaus havia aparecido na minha vida novamente. Como ele reagiria se soubesse que eu havia sido prostituta? Ele teria o mesmo interesse se ele soubesse que já havíamos feito sexo? Oh céus, lá estava eu pensando nele de novo.
Cerca de meia hora depois de eu ter chegado uma garota morena mais ou menos da minha idade se sentou ao meu lado e pediu um drink.
–Oi, tudo bom?-indagou ela depois de fazer seu pedido.
–Sim e com você?
–Também, está aqui sozinha?
–Sim.
–Gostaria de companhia?-aquele papo estava estranho.
–Olha moça, eu não quero ser grossa nem nada, mas eu gosto de homens, inclusive sou casada.-ela me olhou chocada por alguns segundos antes de começar a rir.
–Você... você... acha que...- disse ela entre o riso.-estou dando em cima de você?-continuei a encarando até que ela se controlasse. -Desculpe é só que não é nada disso. Eu só moro aqui a alguns meses e conheço pouca gente, além disso me sinto velha junto com aqueles adolescentes. Vi você sozinha aqui e pensei que poderíamos fazer companhia uma à outra.
Fui ficando cada vez mais vermelha enquanto ela falava e disse:
–Céus me desculpe, é que pareceu...
–Que eu estava te cantando. Tudo bem acho que também acharia estranho se uma garota se aproximasse do jeito que me aproximei, mas você é uma gata, se eu não fosse hétero te pegaria.-disse ela me fazendo rir.
–Você também não é de se jogar fora. Bom, prazer Caroline.
–Elena. E então quer companhia?
–Claro. E então o que te traz aqui?
–Um trabalho infernal. Um chefe infernal. Prometi a mim mesma que vou morrer depois dele só pra cuspir no caixão quando ele for enterrado. E você o que te traz aqui?
–Um marido infernal, um casamento infernal, um hóspede infernal, basicamente uma vida infernal.
–E eu pensava que tinha problemas.-disse ela me fazendo rir.-Quer compartilhar? Eu vou falar sobre meu chefe de qualquer jeito depois.
–Comece você, minha história vai tomar tempo.
–Ok, meu chefe é um sujeito arrogante e estúpido que acha que todas as mulheres do mundo são afim dele só por que ele tem dinheiro. Ele vem dado em cima de mim descaradamente mesmo sendo casado e eu não posso me demitir por que se o fizesse viraria uma sem teto. Ele me faz trabalhar até tarde e leva as amantes para o escritório de madrugada e quem é obrigada a limpar tudo depois? Euzinha aqui! Céus eu odeio aquele homem!-disse ela entre as bebidas que pedíamos.
Por algum motivo me sentia extremamente bem com Elena, por isso e talvez também por causa das doses de vodka e drinks que eu e ela virávamos, sem ligar para o fato de mal nos conhecermos contei sobre Tyler, sobre Klaus, sobre o que havia me levado ao bar e no final de tudo me senti aliviada, ela escutou a tudo atenta e quando terminei e esperei que ela me julgasse ela apenas disse:
–E por que você está aqui nesse bar e não na cama do gostoso do seu hóspede?
–Eu não quero ser igual ao meu marido e se eu e Klaus fizéssemos sexo não significaria nada para ele, além disso eu não sei separar sexo e sentimentos, minha primeira vez com ele foi há anos e ele ainda é especial para mim.
–Peraí, peraí que isso você não contou, sua primeira vez foi com ele?-indagou ela.
–É uma longa história.
–Tenho todo o tempo do mundo.
–Talvez um dia eu te conte. Só não é algo que eu tenha orgulho ou goste de compartilhar. –respondi.
–Eu realmente te admiro Caroline, tudo o que você aguenta e ainda se mantém firme. Você é bonita, jovem, tem toda uma vida pela frente, não precisa continuar para sempre na sombra do seu marido. Ah propósito tem uma coisa que você não mencionou, qual o nome do babaca?
–Tyler Lockwood, o prefeito dessa cidade.
–Oh céus, eu não acredito.
–O quê?
–Você é a esposa do meu chefe. Por favor Caroline peça o divórcio e o deixe sem um tostão!-disse ela me fazendo rir.
–Ah Elena eu não poderia fazer isso nem se quisesse, nos casamos com separação total de bens e eu não posso me separar. Não é por causa do dinheiro, eu só não tenho coragem, não teria como me sustentar e eu tenho medo do que ele seria capaz de fazer. E caramba você é a primeira pessoa para quem eu conto tudo isso.
–Com aguentou guardar tudo isso para você esses anos?-indagou ela.
–Eu não sei.-disse sentindo as lágrimas começarem a se acumular nos meus olhos.-Maldito álcool.-resmunguei quando Elena me abraçou.
–Hey, tudo bem. Agora você tem uma amiga.
–Obrigado Elena, por me ouvir, por não me julgar, por fazer com que eu me divertisse.
–Me empresta seu celular.-disse ela, entreguei o mesmo para ela e ela digitou algo antes de me devolver.- Este é meu número e já dei um toque para o meu. A partir de hoje vamos sair juntas. Sei que seu marido passa a maior parte das madrugadas fora, você também pode fazer isso. Vamos sair sempre, ok?
–Ok. –olhei para relógio e notei que já eram 3 da manhã.-Caramba eu tenho que ir para casa, eu fico feliz de ter te conhecido Elena. É bom saber que eu posso contar com uma ... amiga.
–Tudo bem, eu também estava precisando de uma.
Pagamos a conta e fomos até o estacionamento e quando Elena estava entrando em seu carro ela disse piscando marota:
– Amanhã eu te ligo perguntando como está a ressaca, ou de como foram os orgasmos com o hóspede.
–Elena!-exclamei rindo.
Dirigi até em casa o mais devagar possível e prestando o dobro da atenção por estar um pouco bêbada. Graças a Deus a casa estava silenciosa quando entrei, Klaus provavelmente já tinha ido dormir e Tyler ainda não havia chegado. Subi cambaleante até meu quarto, tirei a roupa e vesti a camisola, me joguei na cama em seguida onde logo adormeci em um sonho onde eu e Klaus terminávamos o que havíamos começado naquela cozinha.
Notas finais
Será que mereço mais recomendações?
P.S: Esqueci de perguntar no outro capítulo, o que acharam do thrailer da fic?
http://www.youtube.com/watch?v=4ApMsJxR6sI
Beijos^^
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