Undisclosed Desires
2 Não quer tirar essa máscara?
Notas iniciais
P.O.V Narradora
Quando ele olhou em sua direção e se pôs a caminhar até ela, lembranças da noite que havia visto aquele rosto pela primeira vez invadiram sua mente.
Flashback on
Era seu primeiro dia naquele lugar, mal havia feito 17 anos e agora já tinha que lutar para sobreviver de uma forma que nunca considerara, vender seu corpo para ter um teto sobre sua cabeça. Havia sido educada nas melhores escolas e vivido uma vida inteira confortavelmente até que tudo começara a dar errado, seu pai havia falido há cerca de dois anos quando ele e sua mãe haviam viajado até outra cidade a procura de trabalho, ela tinha 15 anos na época e a única coisa que voltou deles foi a notícia de que ambos haviam falecido em um acidente, como não tinham parente próximos foi encaminhada a morar com uma tia distante, aguentou durante dois anos os maus tratos infringidos tanto por ela quanto por seu marido até que este tentou assedia-la pela primeira vez.
Assustada ela o acertou com um vaso e fugiu. Sem ter para onde ir, dormiu na rua nos primeiros dias até que uma senhora prometeu casa, comida e luxo e em troca ela teria que vender seu corpo. Cansada depois de conhecer o quanto a fome podia doer, ser humilhada por passeantes e imaginando que se voltasse para casa seria usada da mesma forma ela cedeu se fosse para a usarem que fosse por sua opção e que ela ao menos ganhasse com isso pensou.
As 23:00 da noite seguinte foi chamada pela mulher de nome Miranda, era aniversário de um cliente da casa e seus amigos estavam lhe dando uma garota de presente. Ele queria novidade e ela havia sido a escolhida, foi vestida apenas com uma lingerie preta rendada e perfumada de forma sedutora, uma máscara lhe foi colocada. Ela se encaminhou até o quarto e o aguardou sentada na cama.
Alguns minutos depois um lindo jovem loiro de olhos azuis esverdeados adentrou o quarto e a encarou com uma expressão de prazer:
–Então você é a nova garota da casa?-indagou ele com um sotaque europeu.
–S-sim.-respondeu ela com medo. Apesar de nunca ter sido tocada por um homem ela sabia exatamente o que viria a seguir e o pensamento a assustava.
–Qual o seu nome?-perguntou o jovem se sentando ao seu lado. Como ela não respondeu ele continuou.- O meu é Niklaus mas prefiro que me chamem apenas de Klaus. É um prazer conhecê-la. -disse ele pegando a palma de sua mão e lhe dando um leve beijo. -Não quer tirar essa máscara?
–Não. -respondeu ela rapidamente, o fato de estar seminua já a deixava embaraçada sem que ele soubesse quem ela era, ver seu rosto a deixaria ainda mais envergonhada.
–Tudo bem então, acho que vai ser excitante ter você enquanto usa apenas essa máscara. -involuntariamente Caroline se arrepiou ao ouvir essas palavras e um calor percorreu-lhe todo o corpo ao visualizar a cena que ele descrevia. -Você é meu presente e espero estar satisfeito no final dessa noite. Não quer começar agora? — timidamente ela se moveu de encontro a ele e tocou seus lábios de leve se surpreendendo com o leve choque que sentiu apenas com o breve contato. Klaus a puxou para si e ela deu passagem para sua língua.
O desejo que percorria a ambos deixou até o homem surpreso, nunca um simples beijo havia o excitado tanto. Involuntariamente as mãos de Caroline passaram a passear pelo corpo de Klaus enquanto este se inclinava sobre ela fazendo-a ficar deitada, os lábios não haviam se separado em momento algum, Klaus já sentia seu membro excitado e a aura de inocência que Caroline parecia exibir apesar da máscara o deixava louco.
Ansioso deixou seus lábios percorrerem o caminho desde o pescoço da garota até seus seios onde após tirar seu sutiã com facilidade passou a distribuir beijos pelos mamilos rosados da garota que gemia de leve a cada toque. O coração de Caroline saltitava no peito, os toques de Klaus estavam a levando a ter prazeres que nunca havia imaginado que existissem.
Enquanto ele a tocava ela esqueceu qual era a situação que havia a levado ali e que naquele momento ela era um brinquedo para ele, um momento de prazer providenciado pelo dinheiro de seus amigos. Eram apenas um homem e uma garota se dando prazer. Klaus passou a morder e sugar os seios da garota, alternando os chupões entre leves e rápidos e Caroline se remexia inquieta ansiosa para tê-lo.
Percebendo já estar quase totalmente nua e ele totalmente vestida, Caroline puxou os cabelos dele de leve o fazendo fita-la e passou a desabotoar os botões de sua camisa com delicadeza sendo levado por seus instintos passou as unhas por toda a extensão do abdômen de Klaus até chegar cós de sua calça. Ele apenas a observava admirando a expressão de inocência que ela transmitia enquanto o fazia ficar ainda mais duro sem parecer querer que esse fosse o efeito de suas ações.
Quando já não havia mais nenhuma peça separando seus corpos, Klaus a penetrou lentamente aproveitando a sensação de estar dentro dela quando um gemido de dor escapou dos lábios da loira e sentiu algo romper e naquele momento ele soube, ela não era uma prostituta, sua aura de inocência era verdadeira e ele havia acabado de tirar a virgindade da garota abaixo de si. Arrependimento o preencheu e no mesmo instante e ele indagou:
–Por quê não me disse? Eu não teria ...
–Isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde, olhe onde estou. Eu prefiro que tenha sido com você do que com alguns dos homens arrepiantes que vi com as meninas.
–Se você não quiser continuar ...-disse ele apesar de se sentir desesperado com a ideia.
–Não, eu não quero que pare ...-e antes que terminasse a frase os lábios de Klaus voltaram a tomar os dela de forma terna tentando passar a segurança que achava que a devia, seus movimentos recomeçaram de forma lenta e leve e quando Caroline começou a gemer de prazer ao invés de dor ele acelerou seu ritmo, a cada estocada ela fincava as unhas em suas costas e após mais alguns movimentos ambos chegaram ao orgasmo.
Caroline sentindo o coração acelerado e o corpo extremamente cansado, apenas sentiu o peso do corpo de Klaus deixar o seu e adormeceu em seguida. Algumas horas depois ao ser acordada por uma das garotas da casa, notou que ele já não se encontrava ali, ao passar por um espelho a máscara ainda cobria seu rosto, Klaus havia ido embora sem nem ao menos conhecer completamente sua face.
Nos meses seguintes toda vez que era obrigada a se deitar com homens velhos que lhe eram asquerosos era nele que pensava, porém ele nunca mais voltou. Ela conheceu Tyler em um café cerca de um ano depois e mesmo após descobrir como ganhava a vida ele a aceitou, se casaram e tiveram um começo feliz até chegarem ao atual ponto onde estavam.
Flashback off
–Prazer Niklaus Mikaelson mas pode me chamar de Klaus, deve ser a senhora Lockwood! –disse o homem lhe lançando um olhar que, ele querendo ou não, era sedutor. Quando ele tocou sua mão e a levou aos lábios um leve tremor passou por Caroline e ela tentou ocultar.
–Klaus que prazer revê-lo. Bom que ótimo que conheceu minha esposa. Querida ele ficará conosco pelas próximas semanas. -disse Tyler fazendo Caroline sentir seu coração acelerar ao ouvir suas palavras. Como iria conseguir conviver com o homem para o qual havia perdido sua virgindade e que apenas um olhar a fazia se sentir disposta a reviver aqueles momentos?
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