Undisclosed Desires
22 Eu não acredito em você.
Notas iniciais
P.O.V Klaus
Caroline me lançou um sorriso ao ouvir minha frase e mordi seu lábio inferior antes de começar a traçar uma trilha de beijos até seu maxilar e em seguida por seu pescoço, a provocando, incitando a querer mais. Eu adorava o cheiro dela, uma mistura de baunilha e morango, doce e atraente como a dona. A pressionei com mais força contra a parede fazendo com que ela sentisse o que causava em mim quando minha ereção encostou em sua intimidade coberta apenas pelo leve tecido da calcinha por seu vestido já estar na altura da cintura e ouvi seus suspiros ficarem mais audíveis.
Minhas mãos subiram por uma de sua coxas e foram até sua intimidade e eu pude sentir o quanto ela já estava excitada com a situação e completamente pronta para mim mesmo ainda sobre o tecido. Ela deu um gemido baixo em minha orelha me fazendo arrepiar quando afastei sua calcinha. Capturei sua boca com a minha e comecei a mover meus dedos com movimentos circulares tocando seu clitóris com o polegar e brincando com sua entrada com o médio.
Caroline começou a desabotoar minha camisa arranhando de leve a pele do meu peito sem separar nosso beijo quando o som de passos subindo a escada chegaram aos nosso ouvidos. Ela se separou de mim rapidamente e me olhando com uma expressão assustada sussurrou:
–Tyler.
Fiquei sem reação e ela me empurrou para o primeiro quarto do longo corredor antes de dizer:
–Quando ele entrar no quarto desça ... só prometa que vai descer está bem? –assenti e ela fechou a porta.
P.O.V Caroline
Eu sabia o que estava por vir, quando havia enfrentado Tyler tinha noção de que teriam conseqüências ele provavelmente me jogaria na cara meu passado e tudo o que ele “havia feito por mim” e eu com certeza não queria Klaus por perto quando tudo começasse, eu não queria que ele soubesse por alguém que não fosse eu embora não tivesse coragem de contar. Como se diz para o homem pelo qual você está apaixonada que mora sob o mesmo teto que você e seu marido e sabe que você já o traiu que você foi uma prostituta e o pior que já havia transado com ele?
Andei até o quarto rapidamente e tirei meu sapato sentando na cama preparada para o que aconteceria a seguir, após poucos segundos Tyler abriu a porta e adentrou o lugar.
–Que bom que já chegou, precisamos conversar princesa.
–Não me chame assim. –disse a ele me levantando.
–Eu faço o que eu quiser, te chamo da forma que me agradar. Eu realmente quero saber o que te fez pensar que pode me enfrentar Caroline? Quem está fazendo esse seu ego ficar inflamado a esse ponto? A ponto de pensar que pode desafiar a mim.
–Eu tomei a atitude que deveria ter tomado há tempos, estou assumindo o controle da minha vida. –respondi.
–Você esqueceu do que sou capaz Caroline? Esqueceu do que eu fiz com pessoas muito mais importantes do que você? –indagou ele me fazendo lembranças que eu gostaria de apagar voltarem a minha mente.
Eu lembrava, lembrava do motivo de temê-lo, não por que ele era rico ou ficava agressivo quando confrontado, mas por que ainda tinha fresco em minha memória a sua verdadeira face. A face de alguém que era capaz de tirar uma vida por poder.
Flash back on
Alguns anos antes
Ainda de madrugada havia chegado à mansão a notícia que Carol e Richard Lockwood haviam sofrido um acidente que havia tirado a vida dos dois. Meu casamento com Tyler já não ia bem há mais de um ano, sua traições freqüentes eram sabidas por mim e as brigas que se sucediam quando ele chegava em casa tarde eram constantes, mas uma parte de mim ainda tinha esperança que o Tyler pelo qual eu havia me apaixonado ainda estava em algum lugar. Eu ainda sentia algo por ele apesar de tudo e o mesmo às vezes demonstrava ser o cara adorável que costumava me levar para fazer piqueniques e me dava flores me deixando cada vez mais confusa.
Quando contaram ao meu marido do acidente fatal ele ficou desolado, Tyler não controlou suas lágrimas e eu o apoiei durante todo dia. No velório dezenas de pessoas deram a ele os pêsames e quando ele falou de seus pais foi impossível não se emocionar com os fatos de sua infância que ele mencionou. Tyler e seu pai não eram muito ligados, na verdade as brigas entre os dois eram violentas, porém ele e Carol tinham um laço forte e me doeu vê-lo sofrendo tanto.
Após voltarmos para casa ele se trancou no escritório que havia sido de Richard e eu fui dormir, eram cerca de 3 da manha quando o barulho de algo sendo quebrado me acordou, segui sobressaltada até o escritório de onde o barulho havia saído e estava entrando no mesmo quando uma frase da conversa chegou aos meus ouvidos:
–Eu deveria matar você. Não era para minha mãe morrer seu idiota! –ouvi Tyler dizer em um tom que beirava a um rosnado e em seguido o som do impacto de um corpo no chão.
–Eu não tinha como saber que ela iria com seu pai, eu só cortei o cabo do freio como você mandou. –disse o homem amedrontado enquanto eu absorvia chocada o que havia acabado de ouvir. Meu marido, o homem com quem eu dormia todas as noites havia sido capaz de tramar a morte de seu pai. Céus ele era um assassino. Com que tipo de ser humano eu ghavia e casado? Um soluço alto escapou de minha garganta me delatando.Tyler me viu encolhida atrás da porta e me lançou um olhar tão raivoso que temi por mim. Me puxando pelos cabelos ele indagou:
–O que você ouviu?
–Eu não ouvi nada. –disse entre as lágrimas.
–Por que eu não acredito em você? Ah Caroline eu não posso deixar que você conte isso para alguém. –disse ele irritado.
–Eu, eu prometo que não vou contar pra ninguém Tyler. –disse entre as lágrimas que caiam sem controle por meu rosto.
–Eu juro Caroline que se você ousar falar isso para qualquer um você está morta. Eu me livrei da do meu pai então não ache que eu não faria algo pior com você. Eu sou rico, ainda mais agora que me livrei da única coisa que e impedia de usufruir de toda a fortuna minha família.
–Eu vou embora, você nunca mais vai me ver e eu jamais vou contar nada pra ninguém. –eu disse a Tyler trêmula, extremamente assustada. Eu só queria ir embora, me afastar, eu poderia esquecer aquilo. Sim, era só o que eu queria.
–Embora? Você não vai embora Caroline, vai ficar exatamente aqui e ser a esposa perfeita ou...
–Você está louco? Ela vai nos denunciar! Nós temos que matá-la. –gritou o outro homem.
–Cala a porra da sua boca, eu mando aqui não você. Além do mais tenho certeza que ela vai ficar quietinha. Afinal minha adorável esposa não quer ser encontrada boiando em um lago com o rosto completamente desfigurado não é mesmo querida? –indagou ele com sarcasmo e simplicidade como se estivesse perguntando o que teria no café da manhã. Assenti nervosa e ele disse:
–Agora suba, quando eu terminar de resolver meus assuntos com ele vamos fazer o que você faz de melhor.
Flashback off
Desde então tudo havia mudado, cerca de duas semanas depois da minha descoberta o homem que estava no escritório aquela noite foi encontrado morto e qualquer coragem que eu tinha foi embora ao constatar que Tyler não hesitaria em me matar caso eu o desafiasse e desde então minha vida havia sido cercada de apatia, tédio e solidão. Até a chegada de Klaus e a amizade de Elena.
–Como eu poderia esquecer que você é um assassino? –indaguei com raiva e um forte tapa estalou em meu rosto fazendo com que lágrimas chegassem aos meus olhos.
–Não fale comigo nesse tom. –rosnou ele. –É bom você parar de me provocar Caroline ou sua nova amiguinha pode sofrer as conseqüências.
A imagem de Elena sendo encontrada morta me fez soluçar e começar a chorar copiosamente.
–Tyler, não faça nada a ela, eu juro que vou me comportar, mas por favor deixe-a em paz.
–Parece que as coisas começaram a mudar de figura. Bom Caroline quer sair? Tudo bem, é bom que os jovens a vejam passeando. Passa a imagem de que sou um marido nada repressor, mas você vai sair com hora para voltar mesmo que eu não esteja em casa e se eu souber que você deixou qualquer cara se aproximar de você, encostar na sua pele de alabrasto... Ah Caroline, você não quer saber o que vai acontecer ... Caramba, isso vai deixar marca. –disse ele apontando para a maça do meu rosto na qual ele havia batido e completou. –Cubra isso com maquiagem, não queremos que nosso hóspede ou qualquer outra pessoa pense que eu bato em você não é mesmo? –assenti o observando com terror começar a tirar as roupas.
–Tyler, por favor não. Por favor. –supliquei entre o choro enquanto ele se aproximava de mim já sem camisa e com a calça aberta.
–Só aproveite Caroline. –disse enquanto sem nenhuma delicadeza cobria meu corpo com o seu sobre a cama. Suas mãos subiram mão vestido e rasgaram minha calcinha com brutalidade, uma de suas mãos foi até minha intimidade e ele disse -Completamente molhada, como ainda pede para que eu pare, que não gosta quando sou violento? Você no fundo adora isso não é?
A vontade de gritar que a única coisa boa da noite havia sido quase fazer sexo com Klaus veio até minha garganta, mas eu não podia fazer isso não quando isso colocaria ele em risco e não mudaria nada. Fechei os olhos ignorando o que ele falava e tentei me manter inerte tentando esquecer que Tyler estava em cima de mim, mas foi impossível quando ele me invadiu com violência e passou a morder meus seios com força, com a clara intenção de deixar marcas, de me machucar.
Quando finalmente acabou ele tentou me beijar nos lábios, mas me afastei. Ele segurou meu rosto e me forçou a colar meus lábios aos seus segurando meu maxilar de forma violenta antes de virar para o lado dizendo com ironia:
–Boa noite princesa.
Esperei até que ele finalmente dormisse e me afastei enojada. A cada dia parecia pior, nem mesmo quando eu vendia meu corpo os homens com quem eu dormia me faziam sentir tão usada, abusada e suja. Tyler sabia fazer com que eu me sentisse pior que uma prostituta. Caminhei até o banheiro sentindo uma dor incomoda em minha intimidade devido a brutalidade que o homem de quem eu tinha o sobrenome havia usado durante o ato. Eu o odiava, odiava com todas as minhas forças, mas odiava ainda mais não poder fazer nada contra ele. Odiava o fato de que nunca mais seria livre, não enquanto ele vivesse.
Lágrimas silenciosas escaparam de meus olhos enquanto eu ligava a água do chuveiro em uma temperatura escaldante e deixa a banheira encher. Tirei o vestido mecanicamente e entrei na mesma sem me importar com a temperatura, esfreguei minha pele com força com um esponja até que a pele ficasse avermelhada na tentativa de tirar a sensação de estar suja de apagar o toque de Tyler da minha pele.
Cerca de 20 minutos depois me sequei me sentindo um pouco melhor e após vestir minha camisola, peguei um travesseiro e saí do quarto. A simples ideia de dormir ao lado dele me angustiava e fazia tempos que eu não dormia realmente. Fui até um dos quartos do primeiro andar e me deitei na esperança de ter alguma horas de sono, em vão, me revirei na cama, tentei relaxar minha mente, mas foi impossível, flashes de Tyler, de suas ameaças, a forma como ele havia me possuído com violência, raiva e como ele havia humilhado enquanto o fazia me atormentavam .Em algum momento da madrugada a sede se apossou de mim e eu desci as escadas a procura de um copo de água, porém eu não era a única que estava tendo uma noite insone. Klaus se encontrava encostado na bancada parecendo pensativo e seu olhar se voltou em minha direção assim que meus passos ecoaram pelo ambiente.
–Eu não consegui dormir. A ideia dele estar tocando em você é simplesmente insuportável. –disse ele parecendo com raiva. –Era pra eu estar com você naquele quarto. Você já parou para pensar que sempre tem algo nos atrapalhando? –indagou um pouco menos irritado.
“Se eu souber que você deixou qualquer cara se aproximar de você, encostar na sua pele de alabrasto... Ah Caroline, você não quer saber o que vai acontecer ...”
–Isso tem que parar Klaus. Nós, isso, essa coisa que temos acaba aqui.
–Acabar? Nós ainda nem começamos. Se Tyler não tivesse chegado nós finalmente teríamos transado sem nem nos preocuparmos se alguém veria ou ouviria não vamos regredir não é mesmo? Eu sei que me quer da mesma forma que eu quero você Caroline. –disse sua voz ficando mais rouca a cada palavra pronunciada.
–Eu estou falando sério Klaus, eu não quero continuar com isso.
Ele pareceu notar algo em meu rosto e se aproximou tocando minha face com delicadeza:
–Aquele desgraçado bateu em você? –indagou furioso me fazendo lembrar que minha face teria um hematoma enorme devido ao tapa que havia levado.
–Claro que não. Eu cai quando estava no banho. –disse tentando soar convincente, porém o olhar fulminante que ele me lançou mostrou que eu não havia conseguido convencê-lo então tive que apelar para algo que o fizesse desistir de mim. Que o fizesse me desprezar e contendo a vontade de chorar disse com uma voz firme. –Eu pedi, eu literalmente pedi para que ele me batesse. Um pouco de violência na hora do sexo cai bem e nós tivemos uma longa noite. Eu sinto muito Klaus, mas ele é perfeito para mim. Nos entendemos e eu, eu o amo, mesmo com todos os defeitos, as traições. Você era só mais um brinquedo enquanto eu e ele estávamos em crise, não foi o primeiro e nem será o último, eu sinto muito por isso.
–Eu não acredito em você.
–Você realmente acha que eu continuaria com ele todos esses anos apesar de tudo se não o amasse? Ele me completa, você foi um passatempo divertido, mas eu cansei. –ele se afastou de mim me olhando com frieza e indagou:
–Então todas aquelas lágrimas, o que você me contou sobre ele ...
–Você foi extremamente fácil de manipular Klaus, algumas lágrimas, reclamações sobre Tyler e em pouco tempo você já estava encantado. –disse o interrompendo e levantando a mão para tocar seu rosto sendo impedida por ele que segurou meu pulso sem força quase como se tivesse nojo de me tocar e disse:
–Você e Tyler se merecem.–disse ele com tanta amargura e desprezo que lágrimas vieram aos meus olhos enquanto ele se afastava, mas se o ódio dele era o preço que teria que pagar para mante-lo seguro eu pagaria mesmo que isso custasse a primeira centelha de felicidade que eu havia tido em anos, mesmo que para isso eu tivesse que abrir mão do homem pelo qual eu estava apaixonada.
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