Undertale do Humor

38 Era Pra Ser Uma Tarde Tranquila, Treta!


TODO MUNDO: (assistindo a novela do chá das cinco — As Desventuras de Calçaburguer)

KATY: (bate na porta) oi.

CALÇABURGUER: q-quem é?

KATY: (suspirando e sorrindo) o amor da sua vida!

CALÇABURGUER: (resmunga) mentira! Cachaça não fala! (Katy arromba porta e sai puxando Calçaburguer pra fora pela orelha) ai, ai, brincadeira, amor! Brincadeira!

CHARA: (gargalhando no sofá) se ferrou.

FRISK: (olhando escandalizado pra namorada) amor... olha o linguajar (aponta pra Lilith – adormecida em seu colo — com o queixo)

AUTORA: (bocejando e sorrindo pras duas crianças que também dormem em seus braços – Biriel com a boquinha aberta, resmungando algo sobre “não quero estrelas cadentes” e Sky chupando o dedo do outro lado) eles crescem tão rápido, né?

ASRIEL: (fazendo um cafuné em Biriel) sim. Principalmente nesse universo (estremece) é assustador.

Do nada, porém, a televisão entra em estática, fazendo todos ficarem confusos. Por trás dela, aparecem Asria e Ruby, olhando maliciosamente para Smyle e Calibri, que estão sentados próximos ao aparelho.

ASRIA: (falando com Smyle e Calibri)agora se beijem!

RUBY: é. Se beijem! Como namorados! È como vocês estão!

CALIBRI: (envergonhado) A-Asria?? Ruby??

Para surpresa geral, Smyle revira os olhos e tasca um beijo estalado em Calibri, que fica ofegante e tonto.

SMYLE: (estreitando os olhos) idioootas. Nós já somos almas gêmeas! Tentem melhor dá próxima vez, tá?

RUBY: (resmungando, enquanto todos os demais riem) você disse que era um plano infalível!

ASRIA: (shrug face)

Mettaton, rindo, pega Calibri no colo, achando graça da cara de estonteado do filho.

METTATON: está tudo bem, querido?

CALIBRI: papai, eu morri? (toca a bochecha) por que acho que um anjo me beijou!

TODO MUNDO: awnnnn...

UNDYNE: (rindo) que saco. Acho que vou ter que me conformar em ser a sogra mais adorável do mundo com esse moleque.

CHARA: ai, Undyne. Fiquei sabendo que tu abriu um canal no Undertube, onde tu aceita qualquer desafio dos internautas. Eu mandei o meu hoje de manhã.

UNDYNE: opa. E o que vou precisar?

CHARA: pra começar? Hum... vamos precisar de uma cabeça de porco, uma faca, uma jarra de ácido sulfúrico e um narrador para dizer “não façam isso em casa.”

ALPHYS: (rachando o bico)TA POHA.

CROSS: (sacudindo seu Underphone na fuça da Bia) aliás, tu viu o trailer de A Bela e a Fera? CARA... (lambe os beiços) Emma, sua delícia. Se eu tivesse algo além de uma pélvis... (cara safada) deixava aquele príncipe furry no chinelo.

ASRIEL: (dando risada) príncipe furry... (guincha) pera. Eu sou um príncipe furry.

AUTORA: (pulando no sofá de animação e se abanando) sim, eu vi (estreita os olhos repentinamente) ei. Quer tirar as órbitas da minha diva?

CROSS: ciumenta... qual é (cochicha pra Sans, que ri) eu nunca vi humanos além de Underground. Só nos meus vídeos pornôs (pisca) a raça deles faz umas coisas bizarras.

AUTORA: (ignorando deliberadamente o retardo mental de Cross) cara. Quando eu for assistir, não vou levar um lenço. Vou levar uma toalha.

UNDYNE (saltando do nada do sofá, com fone de ouvido nas orelhas, cantando e requebrando, fazendo Alphys dar um gritinho lá do seu canto) Chá Mar ou Starfait... pra mim tanto faz... gosto quando fica louca e cada vez eu quero maaaaais... cada vez eu quero maaais...

SANS: (puxando o pé de Undyne pra trás com sua magia, fazendo ela dar na cara no chão) me poupa, cação. Não tô podendo ver uma lacraia dançando.

UNDYNE: (enfezada, levantando) pelo menos eu tenho alguma carne pra mostrar.

TODO MUNDO: (música de Turn Down For What) OOOOOOOOOOOO....!

SANS: (simplesmente dando um muxoxo, ao contrário do que se espera) eu posso não ter carne, Guarda Real. Mas sei cozinhar uma bem melhor do que você.

AUTORA: (congelando os dois no chão, antes que inventem de se matar) tá bom. Já chega, as duas crianças. Ou param com isso, ou vou botar os dois amarrados na canoa do barqueiro por uma semana ouvindo os monólogos dele!

UNDYNE E SANS: (apavorados) NÃO!

AUTORA: hunf... assim está melhor (solta os dois) meu, se os dois já não fossem casados e com filhos, podia jurar que essa implicância toda é amor reprimido. E sério, passo mal só de pensar num shipp dos dois (pigarreia) ei, crianças. Saiam da TV (olha enfezada pra Asria e Ruby, que ainda estão debruçadas de modo trágico na televisão) vai começar meu Once Upon a Time in Underground, e não quero perder a treta entre a Bege de Snowdin e a Rainha Vacilona.

Antes que Ruby puxe a colega pra fora da TV, porém, um som alto chacoalha as paredes, fazendo todos gritarem.

TORIEL: (se assusta tanto, que seu novelo de lã sai rolando pelo chão, cuja ponta faz Ruby tropeçar e sair rolando feito uma bolinha até os pés do pai) mas o que foi isso?

MUFFET: (aparecendo na porta da sala com uma touca de cozinheira e um avental escrito “BEIJE A ARANHA”) gente... não é por nada não (aponta com três mãos para cima) mas veio lá da sala do vértice. De novo.

AUTORA: (apertando o olhar) bem. Lá vamos nós outra vez (levanta do sofá)

CHARA: espera, Bia! (levanta também) vou contigo.

FRISK: Chara... (morde o lábio) não era melhor, bem... alguém ficar com as crianças?

AUTORA: você, Muffet, Mettaton, Alphys, Papyrus e Toriel (franze a testa) fiquem com os pequenos. O restante vem comigo. Se for o caso, chamo vocês também.

Receosos, os que vão ficar concordam, indo até as crianças e tentando acalmá-las. Já Bia, Asriel, Asgore, Undyne, Sans, Chara e Cross se encaminham para o andar superior, as armas já postas em mãos e magias prontas para atirar.

AUTORA: (entrando devagar na sala do vértice) alô? Tem alguém aí?

SANS: (bufando) você pergunta como se o inimigo fosse dizer “sim, tô na cozinha. Quer um copo de leite?”

AUTORA: cala a boca, Sans.

Assim que todos entram, porém, vêem as seis almas no canto da sala, amordaçadas e amarradas por magia, com os olhos arregalados e balançando negativamente as cabeças para os presentes.

ASRIEL: o que houve?

BRAVURA: (ainda negando com a cabeça) faiam daqui. A uma arfadilha!

UNDYNE: quê? Articula melhor, cara!

CROSS: (cutucando Bia e olhando pra trás, congelado) ahn, gente? Temos companhia.

Todos dão as costas para as almas, arregalando os olhos para a imensa sombra do outro lado da sala.

AUTORA: (tomando a forma de Aayrine) tá legal. Seja lá quem for, tá muito enrascado agora! Melhor ficar quietinho aí, senão...

Porém, Aayrine hesita, gemendo alto quando reconhece a silhueta gigantesca adiante.

ASRIEL: (em pânico) Bia...?

AAYRINE: gente... pensem num ser com poder ilimitado de sete almas (guincho) se for quem estou pensando...

Uma risada cavernosa e alta ecoa das sombras, fazendo todos se retraírem.

VOZ: mas é quem você está pensando, carneirinha... SOU EU.

Em posição de batalha – mas completamente chocados – todos dão um passo atrás, enquanto a enorme figura se revela, abrindo as longas seis asas coloridas contra o teto da sala, com um Gaster Blaster flutuante — que espreita o grupo maldosamente — encarando os presentes, com um sorriso anormal nos dentes pontiagudos de seu crânio descarnado, exalando poder imenso e imortal.

SERAPHIM SANS: bem (ergue os braços, gargalhando diabolicamente) é tudo ou nada, não é? Está na hora de acabar com isso... DE UMA VEZ POR TODAS...

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TRETA: (tenta passar na alfândega para ir pra Londres, mas é interceptada por um leitor que estava disfarçado de segurança) gente... juro que não fiz nada dessa vez...